História Lança do Luar - Capítulo 7


Escrita por: e MustacheMeerkat

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Categorias Histórias Originais
Tags Deuses, Drama, Espíritos, Fantasia, Luta, Medieval
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Palavras 1.562
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Seinen, Sobrenatural, Survival, Violência
Avisos: Insinuação de sexo, Mutilação, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 7 - Ventos Gelidos


Fanfic / Fanfiction Lança do Luar - Capítulo 7 - Ventos Gelidos

O dia parecia mais curto e frio, folhas eram trazidas com o balançar do vento.  

Drake nunca gostara do inverno, sempre tinha que trabalhar dobrado para se sustentarem nesse período. Mas aquilo era estranho, mal tinha começado o Outono por que algo assim estava acontecendo? 

- Me diz, você é rico ou algo assim? - questiona Aurora. 

- Por que pergunta? 

- Bem, você comprou dois cavalos, poucos carregariam tanto dinheiro consigo. 

- Antes de te conhecer eu invadi o galpão da organização, lá tinham muitos itens roubados, entre eles muitas moedas. Eu simplesmente peguei algumas e saí. 

- Não acha isso imoral? Podia ser deles, mas antes eram de pessoas comuns que foram roubadas. 

- Mesmo que eu ache imoral, não há como devolver esse dinheiro a quem pertencia. 

Aurora realmente aparentava estar incomodada, talvez os anos sendo injustiçada como escrava a deixaram sensível com o assunto. 

-  Já andamos metade do caminho, acho que poderíamos... logo chegaremos... - O corpo de Drake caí do cavalo. 

Surpreendida, Aurora rapidamente desce da montaria e vai em direção a ele. 

Desde que se conheceram ela sempre manteve distância dele, mas agora observando de perto, viu que o corpo de Drake estava fraco e ferido. Era como se tivesse lutado por dias sem descansar. 

Ele tinha febre, e as feridas já estavam infeccionadas, - ele aguentou tamanha dor e cansaço, que idiota - pensava. 

Se o deixasse ali provavelmente iria morrer, ela não precisava dele, pegaria o dinheiro e estaria feita... 

- Mas o que eu estou pensado? 

Estava escuro, podia sentir o vento balançar seu cabelo. Drake abriu os olhos e enxerga as estrelas no céu, do seu lado Aurora descansava sobre a espada, ao lado da fogueira. Ele devia ter desmaiado no caminho, e ela cuidou dele o tempo todo. 

Sentou-se e observou o arredor, de um lado a extensa planície pela qual vieram, e do outro algumas arvores antes de uma cordilheira. O fogo queimava alguns gravetos e folhas, mas estava fraco, logo ia se extinguir. 

Levantou e pegou um pouco mais de lenha. 

Por algum motivo Aurora chamava sua atenção, os cabelos morenos balançavam suavemente ao vento, sua pele branca refletia o vermelho das chamas. Aquilo lhe lembrava de casa, da sua irmã que sempre cuidou dele, que por muitas vezes acampava a luz da Lua com ele. 

Tinha saudades de casa, mas agora já estava longe demais. 

Não demorou para perceber que conforme se movia seu corpo doía mais e mais, será que ele não tinha dormido o suficiente? 

- Você devia parar de se mover. - A sombra pálida aparece novamente. 

- Por conta da lança, a luz do luar faz você se curar rapidamente, porém essas feridas estão infeccionadas, vai levar pelo menos uma semana para estar bem. 

- Se não quiser que demore mais, fique quieto e descanse. 

Drake não gostava da sombra, ela trazia lembranças ruins. Mesmo que disse-se para descansar, ele tinha fome, não comeu nada desde a casa de Carl. 

A sombra observa Drake por alguns momentos e desaparece na escuridão, ficou sentado ali observando o céu mais um pouco. 

Foi quando a sombra ressurge trazendo consigo um javali, era bem grande, os cortes foram extremamente precisos de modo que a carne não tinha sido danificada. O pálido homem solta o javali ao chão, fazendo um barulho alto o suficiente para acordar Aurora, que já empunha sua espada. 

A sombra volta a desaparecer. 

- O que aconteceu? - Ela pergunta olhando para Drake. 

Parece que não tinha visto a sombra, por que o homem não se mostrava para ninguém além dele? 

- Eu peguei esse javali, tem fome? 

Sentados comeram o javali, por sorte Aurora sabia como preparar comida, e a carne foi muito bem aproveitada. 

- Por que não continuou deitado? 

- Eu senti fome, e não queria te acordar. Mas muito obrigado por cuidar de mim. 

Aurora se surpreende, ela ficou tímida com as palavras de gratidão de Drake. 

- Não foi nada demais, qualquer um o faria. 

- Mesmo assim você o fez - disse com um sorriso no rosto. 

- Vamos partir pela manhã - Aurora muda de assunto. 

- Quando chegarmos no Porto Dourado vamos achar um médico para você. 

Fortes ventanias começaram a circular o lugar, estava mais frio. As labaredas dançavam como nunca na escuridão. 

- Ei, aquele é... 

Um ser branco como a neve caminhava em direção a eles, sua presença deixou Aurora sem palavras. 

Drake olha para trás, um lobo gigante o mesmo de antes, ele já estava perto, era maior do que lembrava. 

Rapidamente saca sua lança, e entra em posição. 

O animal encarava atentamente Drake. Seus olhos dourados como o ouro, emanavam uma aura assassina, a morte e o medo preenchiam a cabeça. 

O animal dava passos lentos e cautelosos em direção aos dois. 

- Esse é o Espirito do Inverno... - Dizia Aurora tremendo. 

Um espirito? Apesar de tudo aquilo não surpreendia Drake, ele já sabia que não era um lobo comum. Agora o que importava era sobreviver, o espirito era forte. 

- Nós temos que fugir - gritava Aurora. 

- O Espirito do Inverno é o mais agressivo de todos, ele é conhecido como O Senhor da Desgraça e da Morte. Não há como ganhar essa luta. 

Os cavalos presos as arvores se debatiam sem parar, estavam desesperados com a presença do espirito. 

Drake forma um longo machado em suas mãos e parte para cima do lobo. 

O espirito mesmo com seu tamanho se move extraordinariamente rápido, desviando de todos os ataques. 

Com sua arma tenta acertar uma das patas, mas com um salto o lobo pula por cima dele, assim que toca o chão ele investe contra o garoto. 

Com uma mordida extremamente potente, a criatura arranca o braço esquerdo de Drake, que cai ao chão de dor. Sem nenhum remorso o espirito coloca todo o seu peso sobre o corpo caído, que sofre em agonia. 

Aurora assistia paralisada a cena. 

Assim o manto da noite ressurge, criando um braço negro no lugar onde estava o outro, com sua força ele arremessa o espirito para longe, que rapidamente se levanta. 

Conjurando a lança, Drake forma em suas mãos, duas longas lâminas curvas. Dessa forma ele investe contra o inimigo, seus movimentos estavam bizarros, inumanos, o manto estava controlando-o totalmente. 

Em um salto para o Espirito, ele gira suas lâminas em volta do corpo diversas vezes fazendo cortes em toda as suas costas. 

Antes que pudesse encontrar o solo, o lobo acerta Drake com sua calda para cia. E assim num salto ele acerta o corpo do jovem diretamente com suas garras, que caí fazendo um grande buraco no chão. 

Ele se ergue novamente, mal conseguia se manter em pé. 

O animal solta um rugido emitindo uma luz em direção aos céus, criando grossas nuvens negras. 

O contato entre o ar frio e quente gera uma nevoa muito densa, tornando impossível localizar o espirito. 

A lança se transforma em uma espada imensa, seu peso superava o de Drake e Aurora juntos. O sangue manchava o negro manto conforme se movia. 

O lobo ataca silenciosamente as costas desprotegidas do jovem, lançando ele ao chão e assim novamente sumindo na nevoa. 

Drake se levanta e fica imóvel, seus ouvidos seriam seus novos olhos. 

Atacando novamente o animal avança para dar um golpe final, mas acaba sendo surpreendido com a imensa lâmina do garoto perfurando um dos seus olhos. 

Em um reflexo o lobo salta para trás, porém Drake o acerta novamente no peito. 

A pelagem pálida do lobo, agora aos poucos se manchava do vermelho de seu próprio sangue. 

Num momento de fúria o espirito abre sua imensa boca, penetrando o peito de Drake com suas presas.  

Novamente ele emitia o brilho que atravessava sua garganta. 

Assim quase congelando completamente o corpo do garoto.  

O lobo joga Drake para longe e de algum lugar na névoa Aurora gritava seu nome.  

- Drake! Drake! 

Sua voz despertou o garoto, que agora tomou consciência. Mas junto com o controle veio a dor, uma intensa dor por todas as partes, não conseguia se mover.  

Pisadas cada vez mais altas eram ouvidas até que novamente o lobo aparece com um olhar de decepção. 

Ele acabaria ali, mas então a névoa se dissipou e a grama floriu. 

O espirito é golpeado no estomago e é arremessado, mal podendo se mexer Drake olha para o lado. 

Um veado surgiu, seu pelo era branco, mas seu corpo é coberto por diversas flores. Os chifres dourados cresciam cada vez mais, tendo suas pontas manchadas de vermelho. 

Ao seu lado, um garoto entrava em posição de luta, ramos iam cobrindo seus braços e então avançou. 

Com um poderoso golpe, o espirito caí ao chão. Em seguida ficando suas mãos no solo o garoto cria diversas raízes que prendem o lobo. 

Porém não era o suficiente, com facilidade ele se liberta de sua prisão. 

Seu pelo agora brilhava intensamente emitindo neve por todo o seu corpo, em um piscar de olhos ele acerta o garoto com suas garras. Rapidamente o veado protege o menino, perfurando suas patas e crescendo seus chifres por dentro da pele do lobo, imobilizando seus movimentos. 

Os chifres se quebram formando uma corrente entorno do lobo. 

A visão de Drake escurece, ao mesmo tempo que o veado se aproxima de seu corpo.

- Umas visão curiosa, de fato.

 


Notas Finais


Esta historia se passa no mesmo universo que Lágrimas da Noite, ambos autores se auxiliam na criação do mundo, e mais para frente, para melhor entendimento da historia, será necessário ler ambos conteúdos.


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