História Lanterns - OneShot Kim Taehyung - Bangtan Boys (BTS) - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Personagens Originais, V
Tags _sugarbabyfanfics
Visualizações 596
Palavras 1.994
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Incesto
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Estava sem nada pra fazer, porém sem inspiração pra escrever qualquer uma das outras histórias, então fui assistir um filme de desenho e o que saiu? Lanterns. Espero que gostem.
Taehyung tem 21 anos e Yuna 19.

Capítulo 1 - Veja isso como um presente de aniversário, irmão.


Todos os dias 30 de dezembro eram belos, e sempre os levava à sacada do Castelo. Eles observavam as lanternas serem jogadas aos ares pela plebe em um protesto silencioso e belo, e em um ritual tão intenso pedindo pela luz que todos juravam que viria brevemente. Seu povo queria abandonar às trevas, e todo ano, quando chegava o aniversário de seu Príncipe, eles as soltavam, como se ele simbolizasse toda a luz necessária.

— Veja, irmão, eles também têm grandes expectativas sobre você. — Yuna disse, se referindo às lanternas.

Taehyung a olhou, deixando um pequeno sorriso escapar-lhe dos lábios. A observar era seu passatempo favorito, ainda mais quando o brilho amarelado fazia com que seus olhos adquirissem um fulgor sem tamanho. Ele se esquecia do medo que sentia quando ela estava perto, pensava que poderia não levar tanto as preocupações vãs em consideração, mas também o fazia ver que, não havia possibilidade de um dia, ser plenamente feliz, e de ser um Rei à altura do que esperavam.

Ela era a Rainha que o Reino precisava, ele sempre pensou dessa forma. Ela era pura, boa, forte e inteligente, afinal. Ela era tudo que ele deixava de ser, segundo seu autojulgamento. Julgava-se um tolo sob uma coroa pesada demais, e um cetro quente em mãos, sentado num trono que parecia não ser seu lugar. Suas tardes perdidas treinando golpes de espadas para tornar-se destemido eram falhas, e por sua face em meio aos livros da biblioteca gigantesca para aprender táticas era um ato idiota. Não significavam nada. Nem um mísero segundo de sua vida tinha um sentido, e ele queria se ver da forma como Yuna o havia pintado em imaginação. Ele queria se ver forte, mas não conseguia. Não se encaixava. Não achava que um dia pudesse superar seu medo e governar um povo.

— Você sabe que eu tenho medo, Yuna. — ele soltou, e então a abraçou de lado, tentando afugentá-la do frio. — O fardo de governar, ele é pesado. Olha só o que as pessoas esperam de mim, como você bem disse. Eles esperam luz, pequena, e eu temo não ser o suficiente. Elas esperam de mim um incêndio completo, e eu temo ser uma mera vela.

Ele a percebeu respirar fundo, e o ar fez uma leve nuvem de fumaça em frente aos seus lábios arroxeados. Ela tremia sob seu abraço, mas sua mão permanecia quente, como ele pôde perceber na hora exata em que a mais nova tocou seu rosto. Taehyung conhecia o coração de sua menina, ou pelo menos o que ela havia deixado que ele visse, e sabia o que ela diria em seguida.

Claro que o futuro Rei não deixou que fosse aparente seu arrepio, mas ele sentiu sua coluna esfriar e seus pelos eriçarem-se sob o toque tão doce da menina. O que diabos ela pensaria se descobrisse que, o irmão que sempre a protegeu de tudo, sentia coisas a mais por ela? Isso era tão inimaginável e seria tão destrutivo.

— Seu coração é puro, meu irmão. E eu e meu amor por ti estaremos aqui, todo o tempo, te ajudando no que achares necessário. Você será o Rei que esperam, eu prometo. — ela disse, sorrindo abertamente.

— Não faça promessas que não pode cumprir, irmã. — soltou, num momento impensado e mal calculado.

O sorriso da irmã se partiu, e ele a viu engolir em seco. Sabia que ela estava pensando em quão pessimista ele era e no quanto ela queria acertar um tapa no meio da sua cara, mas obviamente ela não diria e tampouco agiria. Era polida demais para isso, e orgulhosa demais para admitir que alguém a quem ela dava seu amor, era fraco e duvidava dela.

Mas ele não estava se referindo à promessa de que ela o ajudaria a ser um bom Rei, e sim à sua fala que dizia que o ajudaria no que ele achasse necessário. Ele achava necessário tê-la como sua Rainha, por mais errado e malvisto que isso fosse, e sabia que essa seria uma coisa que ela não faria.

Talvez ele não conhecesse o coração de sua irmã tão bem assim, afinal.

— Pare de dizer que será um fracasso entre as entrelinhas de seus discursos, Taehyung! Eu já não suporto mais esse seu medo todo! Me diga o que eu posso fazer para que não temas mais, e eu farei! — a mais nova esbravejou, e um lampejo misterioso se passou pelos olhos semicerrados dela.

Estava então virada de frente para ele, com as mãos em seu colarinho, numa proximidade perigosa demais. Encarava seus olhos, e via o coração de sua irmãzinha amolecer-se aos poucos, e ela o soltando, percebendo que havia sido uma bruta total, e que não podia ficar tão perto de seu futuro Rei.

Mas ela estava possessa!

Por que diabos esse idiota tinha de ser tão pessimista e confiar tão pouco nela? Ele não podia irritá-la e amolecê-la só com os olhos e meia dúzia de palavras, era tão errado! Estava confusa, sentindo raiva, tensão, pena, medo, amor.

— Fará qualquer coisa? — ele questionou, passando lentamente suas grandes mãos pelos braços nus e gelados da mais nova.

— Farei.

Ele estava incerto. Não sabia se deveria dar um próximo passo, ou se deveria desistir de tudo o que pensou durante toda a vida. Ele tinha planos enormes, que condiziam com sua posição. Quem poderia julgá-los e tirá-los do Trono caso resolvessem casar-se no próximo ano, depois que ele fosse coroado Rei?

Taehyung apenas deixou que seus instintos o guiassem, e sua mão esquerda foi direto para a face de Yuna, que continuava a encarar o irmão, com medo. Viam que os papéis estavam trocados, e que ele havia, aparentemente, deixado de ser o irmão medroso. Ele respirou fundo, e num instante de coragem, sussurrou:

— Deixe-me beijá-la.

Os olhos da mais nova arregalaram-se, e ela travou sua respiração. Ele sentiu, com as suas palmas, o arrepio de sua pequena, e teve certeza de que não era por frio. Os olhos dela olhavam ora para sua boca, ora para seus olhos, com medo e desejo latentes.

Ele próprio sentia-se nervoso, e não era para menos. Suas palavras pareciam tão tolas, e ele se arrependia profundamente. Certo que não por tempo demais, afinal, quando sua irmãzinha finalmente resolveu respondê-lo, arrependimento foi esquecido.

— Veja isso como um presente de aniversário, irmão.

Yuna pôs-se nas pontas de seus pés, para que conseguisse ficar da altura de Taehyung. Era seu primeiro beijo, aquele mesmo que ela havia guardado a vida toda, para dá-lo apenas a quem merecesse. E de fato, seu irmão merecia. Merecia que seu doce coração tivesse todo o peso tirado de dentro dele, fosse como fosse, e se aquela era a maneira, ela não se importava em dar-lhe um de seus tesouros e momentos. Inexplicavelmente, ela sempre achou que ora ou outra aquilo iria acontecer, e que seria ele. Os destinos estavam tão interligados que, dolorosamente, escolheram o mesmo sangue.

O coração batia rápido contra o peito, a boca estava seca, sua mão trêmula talvez estivesse tirando a atenção de Yuna. Ele já havia tido outros beijos, outras garotas, mas era tão diferente! Era diferente porque era ela, e porque precisava ser ela para que valesse a pena, para que tivesse emoção. E emoção era o que mais emanava dele naquele instante em que finalmente eles se beijaram, sob a luz das estrelas, e tendo como testemunhas as lanternas que flutuavam cada vez mais alto.

O beijo era calmo e os lábios doces, como ele sempre havia fantasiado. Era exatamente da maneira que ele pensou em suas noites insones, quando a face de sua irmã somado ao seu futuro poder o tiravam o sono. Talvez ele pudesse tê-la como sua rainha, ainda que não pudessem produzir herdeiros. Mesmo com todo o risco, ele estava disposto.

Yuna abraçou sua cintura chegando ainda mais perto. Suas mãos tão delicadas e macias subiram aos cabelos longos de seu irmão, fazendo a face do mesmo ficar mais colada a sua própria, como se dissesse que ele tinha a permissão para fazer o que bem entendesse. Era seu presente de aniversário, e sendo dele, ele tinha o direito de agir.

Como esperado, ele entendeu o que ela quis dizer, e fez com que aquilo se tornasse ainda mais íntimo. Era romântico, mas era quente. O desejo há muitos anos engaiolado fervia em seus corpos, e ambos temiam não conseguir parar. Nenhum deles era de ferro. Eram humanos, errando de forma gigantesca e tratando seu erro como ínfimo.

Encostou a pequena contra a meia parede gelada, num movimento rápido, fazendo com que suas bocas se desgrudassem por um milésimo. Não poderiam ficar longe por muito tempo, e seus olhos conversavam entre si. Diziam os seus desejos, viam a alma um do outro, podiam contemplar os corações.

Não podiam dizer que os olhos eram a janela da alma com veemência, mas com toda a certeza, um via ao outro, praticamente nu. Tinham fraquezas que só naquele momento foram mostradas, e foi a partir dali que passaram a conhecer o coração um do outro completamente.

A fraqueza de Taehyung era Yuna e seu medo, e a fraqueza da mais nova, era o irmão e seus caprichos. Igualmente fracos, diria.

Voltaram então a se tocar, com o mais velho encaixado em meio às pernas da garota que estava sentada sobre a mureta. As línguas brincavam entre si, disputando por comando. As mãos de Taehyung tocavam ora seu pescoço, ora emaranhavam-se em seus cabelos, enquanto ela apenas acariciava sua nuca.

Vendo-se assim, tão entregue em braços alheios, ela percebeu que era exatamente aonde ela deveria estar. Não era no afago do Chefe da Guarda Real que ela encontraria abrigo, como todos diziam, e sim, nos braços de Taehyung, seu próprio irmão e futuro Rei.

O ósculo durou algum tempo, e quando seus pulmões clamaram por ar, viram que era momento de parar. Suas testas suadas tocaram-se, e ambos permaneceram com seus olhos fechados, apenas ouvindo o vento assobiando e o barulho da ronda noturna que os guardas faziam.

— Irá me presentear todos os anos? — ele pediu, ofegando.

— Se for seu desejo, e espantar o seu medo, então eu irei, meu irmão. Farei isso e muito mais. — ela disse, num fio de voz, tentando normalizar sua própria respiração.

— Poderás ser a mais bela entre as rainhas, se quiseres. Apenas precisa ser minha esposa.

— Eu sempre serei apenas a sua irmã, Taehyung, mas isso não me impede de ser sua, afinal. Contanto que ninguém saiba.

Ele abriu os olhos e se afastou. Andou em direção à cadeira de balanço que ficava no canto da sacada e de lá trouxe um fino fio de palha. Um sorrisinho sapeca e bonitinho estava em seus lábios carnudos, e aquilo alegrava a sua irmã.

— Case-se comigo. Aqui e agora. Ninguém saberá, e serás minha. Aja por impulso.

— Eu me caso com você, e apenas com você. Nunca pense em usar-me para fortalecer alianças, por favor, e não esqueça-se de nossos votos sob as lanternas.

Estendeu a mão esquerda em direção ao mesmo, que amarrou de maneira desajeitada o pedaço de palha em seu dedo anelar. Ela queria poder fazer o mesmo, mas ele não havia dado a ela um pedaço. Fosse como fosse, se ambos estavam de acordo, era um casamento. Impulsivo e sem lógica nenhuma, mas um casamento.

— Em meus pensamentos, ainda usas a coroa que pertenceu à nossa mãe, e sentas ao meu lado no trono que é teu. Mesmo que não seja oficialmente minha rainha, nunca deixará de ser minha.

— E continuará sendo meu, ainda que lhe obriguem a casar? — questionou, passando os braços pelos ombros do mesmo.

— Eu não me casarei, a menos que minha bela noiva... seja você, eu prometo.

— E eu prometo não deixar que se torne uma vela para seu povo.


Notas Finais


Ficou meio bosta, eu sei, mas ok mkmkjjj
Desculpem o horário, até a próxima!


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