História Lar de galáxias. - Capítulo 3


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Categorias Bangtan Boys (BTS), G-Friend
Tags Bangchin, Bts, Gfriend, Jungkook, Modern Magic, Yuju, Yukook
Visualizações 7
Palavras 2.004
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Ecchi, Ficção, Fluffy, Hentai, Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 3 - 170521. cuidar entre olhares.


Fanfic / Fanfiction Lar de galáxias. - Capítulo 3 - 170521. cuidar entre olhares.

Seul, 21 de maio de 2017.

 


e até hoje luto. luto porque quero saber o que tanto emana de você.
amo sentir o que é desconhecido.
mas o que eu faço com esse medo.

 

Jungkook era o garoto mais imprevisível que Yuna já tivera o (des)prazer de conhecer. Mas ainda assim, nada do que ele fazia a surpreendia mais.

Após dois anos, ela nunca imaginaria que ele fosse permanecer em sua vida. A cada vez ele fazia uma bagunça diferente, tanto fora quanto dentro de si.

Por isso, quando numa noite de trovoadas e chuva ventosa Jungkook apareceu encharcado em sua porta, com machucados pela face e um esforço imenso para permanecer de pé, ela não soube o que sentir ou pensar. Obviamente gostaria de saber o que havia acontecido e, em seu peito, estava plena a preocupação que ela não queria sentir.

Em um ato apressado, o apoiou em seu corpo frágil e o arrastou para seu sofá negro de couro, fazendo-o permanecer sentado.

Ele ofegava e relutava para manter seus olhos abertos. Estes fugiam do olhar imensamente curioso dela. Eles sempre fugiam em situações como esta.

Com um toque singelo no pescoço tatuado, ela pôde sentir a quentura da pele dele, concluindo que o garoto estava febril.

— Você não quer começar a explicar? – indagou mandona.

O sorriso peçonhento e debochado que ela bem conhecia se fez presente, acompanhado de uma risada asquerosa e irônica. E Yuna apenas bufou com aquilo. Até aquele dia, não conseguia lidar com alguém sem aura. Jungkook era cheio de sorrisos e olhares e a frustrava não conseguir entender o que ele realmente pensava ou sentia.

Como birra, ela levou o dedo indicador até o lábio inferior avermelhado do Jeon, tocando sem dó a ferida que sangrava ali. A expressão zombeteira lhe fugiu o rosto, sendo substituída por uma de dor. A Choi se sentiu vingada.

— Vem, vamos ao banheiro. – ela disse ao se aprumar e o puxar para cima, apoiando-o em seu ombro como podia.

Yuna fez com o que o companheiro sentasse no vaso enquanto ela ligava as torneiras da banheira de cerâmica.

Sua atenção se voltou a ele. Ela não hesitou em se aproximar e tirar a jaqueta bege que ele utilizava, jogando-a no chão e ouvindo o peso de sua caída por conta condição encharcada. Yuna procedeu rápida com suas mãos na barra da camiseta branca de Jungkook. Este, vendo o que ela fazia, segurou com firmeza os pulsos finos da garota.

— O que é isso, Choi? – o mesmo sorriso ladino estava de volta nos lábios feridos – Vai fazer algo assim enquanto estou fraco e não posso retribuir?

Ela sabia que ele se divertia quando o rosto dela se tornava completamente vermelho e seus lábios se abriam sem que nenhuma palavra saísse por sua garganta; apenas gaguejos eram ouvidos.

— Eu ia ver suas feridas, seu idiota! – Yuna se soltou do fraco aperto, endireitando sua postura. – Quer saber? Vai pro inferno. – disse, dando suas costas, pronta para sair.

Mais uma vez, ele tomou seu pulso, porém com maior gentileza daquela vez.

— Eu tava brincando, calma... – falou em tom ameno.

— Você não deveria. Eu não faço ideia do que aconteceu com você. Você aparece aqui ardendo em febre e todo detonado e ainda faz piada quando eu me preocupo. – ela sentiu a garganta apertar pelo jeito desconhecido como foi olhada. – Você é o pior, Jeon Jungkook.

Ela o viu soprar uma risada sem humor.

— Eu vim porque sei que você seria a única que ligaria. – revelou, soltando a mão delicada.

Yuna sabia que Jungkook tinha uma família complicada. Não era apoiado em quase nada do que fazia e, por muito tempo, vivera para agradá-los.

Ela cresceu sendo amada e apoiada pelos pais. Portanto, não sabia o que era a dor daquela solidão. Mas, desde que se aproximou de Jungkook – mesmo que a relação dos dois fosse estranha e indefinida – se esforçou para diminuí-la. Logo, vê-lo ali e ouvi-lo dizer aquelas palavras, era como um sinal de confiança. E ela apreciava aquilo.

— Tira essa roupa logo. – disse com um bico, vendo-o rir sincero dessa vez.

Assim que Jungkook se livrou da camiseta molhada, ela se assustou com o tanto de manchas arroxeadas espalhadas ali. Como se ele tivesse sido chutado diversas vezes.

Ainda com o rosto enrubescido, ela o tocou para ter certeza de que nenhuma costela ali se encontrava quebrada. Yuna teve dúvidas quando ele grunhiu ao toque.

Em passos rápidos, ela se retirou do banheiro, indo até o armário trancado de seu quarto.

Aquele apartamento era alugado próximo a faculdade onde estudavam. Ela o mantinha “comum” para que seus amigos não suspeitassem de suas habilidades. Entretanto, naquele armário de canto, ela mantinha tudo o que era mágico, desde plantas medicinais, até livros e coisas banais que tinha por ter. Seus dedos alcançaram um saquinho com um pó esverdeado e outro com um azulado.

O mundo era repleto de polos mágicos, todos ocultados por barreiras de magia que, aos olhos e sensibilidade mundanos, os fazia parecer invisíveis. O mais próximo deles era localizado em Jeju. Yuna só o conhecia pelas histórias de seus pais, mas nunca estivera lá, tampouco sabia sua exata localização.

Ambos os itens medicinais que tinha em mãos eram milagrosos. Eles eram forjados pelas fadinhas da floresta de primavera naquele polo. Segundo seu pai, as pequenas criaturas brilhavam como se fossem raios de sol caídos diretamente do mesmo. Por onde passavam, deixavam seus rastros de cristais e risadinhas que ecoavam pela floresta. Faziam favores e cediam remédios para mãos amigas, por isso seus pais tinham tantos deles.

Voltou apressada para o banheiro, encontrando Jungkook da mesma maneira, sentado encurvado com uma expressão cansada.

Yuna fechou as torneiras ao ver a banheira já cheia e jogou ali os remédios, vendo a água transformar-se em uma bagunça de aquarela fervorosa, movendo-se à sua vontade.

Ela disse para Jungkook ficar pelo menos dez minutos submerso ali e explicou que aquilo ajudaria a amenizar a dor quando ele fez cara feia.

A garota o deixou sozinho para que ele se despisse completamente e se banhasse. Depois de achar uma calça de pijama que comprara na sessão masculina e uma blusa de moletom que serviriam em Jungkook, os deixou à porta com uma toalha.

A Choi se sentou na sala, finalmente podendo respirar.

Seus olhos correram pelo apartamento pequeno, conferindo ali se havia alguma bagunça ou sutiã jogado.

Sua vida de universitária não era fácil. Morava sozinha e seus pais mandavam dinheiro para o aluguel, mas este não era o suficiente para cobrir seu custo de vida. O tanto de livros que precisava para o curso de psicologia era absurdo. Por isso, trabalhava em uma livraria, onde podia faturar o suficiente e ainda ter tempo para estudar.

O apartamento era pequeno, mas era a sua cara. Assim como seu pequeno “laboratório” na casa dos pais, era repleto de plantas. O lugar era acolhedor e quase sempre havia uma música suave tocando, como num café no fim de tarde.

Ela sobressaltou quando Jungkook surgiu do banheiro, já vestido em suas roupas. Era estranho vê-lo ali, daquela forma. Ele sempre tivera o ar de criança metida, com sobrancelhas franzidas e olhar provocativo. Mas ali, seu olhar era exausto e perdido. Seus cabelos que eram geralmente penteados para trás ou repartidos de lado, estavam molhados cobrindo sua testa e caindo sobre os olhinhos sonolentos. Ela podia ver que algumas gotas ainda escorriam pelas pontas.

Yuna o chamou num tom suave, menos irritadiço.

Uma caixinha de primeiros socorros comum já estava ali. Não havia nada mágico que curasse as feridas de seus joelhos, mãos e rosto.

Entretanto, usaria a magia mais uma vez em favor dele.

Pediu encarecidamente para que ele levantasse a blusa. Sobre as marcas roxas de suas costelas, grudou uma folha grande de uma das árvores de Jeju. Se houvesse alguma ferida grave ou sangramento interno, a folha secaria.

— Melhorou da dor? – perguntou, vendo-o assentir.

Passou a pomada cicatrizante com uma haste de algodão nas feridas em sua sobrancelha, lábio inferior e bochecha. Era o único procedimento já que o banho já as havia desinfetado.

Ela percebeu que o olho esquerdo ficaria roxo se não colocasse gelo. E ela precisava ver se havia algum remédio que ajudasse a abaixar a febre ainda presente no corpo trêmulo.

Concentrada no que fazia, Yuna demorou a notar o peso do olhar sobre si.

Quando seus olhos focados se encontraram com as orbes negras dele, ela sentiu o chão sair de seus pés.

Nesse tempo que o conhecia, já havia sofrido muito com cada olhada. Jungkook tinha mil tipos de olhares e sorrisos e cada um acabava deliciosamente com ela de divergentes maneiras. Naquele momento de uma sexta-feira solitária e chuvosa, Jungkook a olhava grato. Olhava-a firme. Olhava-a em hipnose. Olhava-a em seus olhos perdidos. Olhava-a de perto. Tão perto que Yuna podia sentir a quentura de sua febre batendo em sua pele e aquecendo os braços e colo expostos pela regata.

Ela suspirou, quebrando aquele contato.

Sentiu ser examinada pela atenção do outro enquanto se movia por ali até a geladeira, de onde tirou uma compressa gelada. Em uma rápida mexida no armário, encontrou o remédio que ajudaria com a febre também e levou até ele, juntamente de um copo d’água.

Jungkook tomou a medicação sem nada dizer, enquanto a Choi continuava com seus passos nervosos pelo apartamento em busca de um travesseiro e cobertor para que ele se acomodasse no sofá.

Ela olhou as folhas grudadas no torso do Jeon, vendo-as ainda frescas, o que sinalizava que não havia nada de muito grave consigo.

— Você deveria me oferecer a sua cama. – ele disse num tom surpreendentemente manhoso enquanto ela improvisava o leito.

— E eu dormir no sofá? – ela riu irônica – Não, obrigada.

— Eu quis dizer que deveria me deixar dormir com você. – cuspiu, sem vergonha alguma.

Mais uma vez, o rubor subia pela face de Yuna e ela desaprendia todas as palavras por alguns segundos.

— Boa noite, Kook. – foi o que conseguiu dizer.

A moça fez menção de sair dali e fugir para debaixo de seus cobertores, onde não dormiria, apenas pensaria. Entretanto, mãos venosas alcançaram seus quadris com intrigante habilidade, e após um rápido desequilíbrio, estava sentada sobre uma perna roliça e recostada em um braço firme.

E lá estava Yuna novamente, perdida nos negrumes daqueles olhos. Era engraçado como Jungkook não mostrava suas galáxias internas ali, apenas seu brilho natural – e este já era o suficiente para iluminar tudo.

O Jeon pousou a mão direita sobre a perna da garota, enquanto a outra a ajeitava em seu enlace. Yuna nada fazia, nem relutava, apenas tentava não corar e acalmar seu coração que batia depressa.

A Choi fora treinada desde pequena para controlar seus poderes como queria. Entretanto, desde que conhecera Jungkook, fora difícil manter aquilo. Nada saía de proporção, é claro. Mas ela queria que as plantas que possuía ali não se movimentassem como se um vento forte entrasse no apartamento. Era como se elas criassem vida própria e batessem palma para a vitória de Jungkook de deixá-la tão desconcertada.

Ele sorriu com malícia quando percebeu o que acontecia.

— Yuju... – a chamou com uma voz rouca que a fez estremecer. – É tão bom saber que você ainda é louca por mim.

Sentiu-se tensa quando lábios gélidos tocaram sua clavícula. Os beijos molhados que passaram a ser distribuídos naquela região, subindo por seu pescoço e mandíbula causavam arrepios por todo o seu corpo. A destra de Jungkook subia e descia numa carícia íntima em sua coxa coberta pelo tecido fino do pijama.

— Jungkook...V-você está doente! – disse trêmula entre gaguejos.

— Eu vou melhorar rapidinho se ficar com você essa noite. – provocou contra sua pele alva.

A Choi retirou a mão de sua perna e se levantou com a brecha. Jungkook a olhava aparentemente incomodado pela falta do contato.

Ela caminhou até a porta de seu quarto, ouvindo-o suspirar ainda estacado no mesmo lugar.

Yuna parou no batente, olhando para trás vendo um olhar que a acompanhava.

Você não vem? – ela disse.


Notas Finais


Hello ~~
Eu sei que demorei com essa atualizaçãozinha, mas é porque os dias têm sido difíceis. Enfim, eu gostei desse capítulo. O que vocês acharam?
O que acham que o JK sente pela Yuna? Se é que sente... Tem sentimento ali ou ele é só um safado? 👀
Enfim, se leu, obrigada de coração! Deixe seu comentário! ♡


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