História Largado às Traças - Capítulo 1


Escrita por:

Postado
Categorias Naruto
Personagens Itachi Uchiha, Izumi Uchiha
Tags Itaizu
Visualizações 79
Palavras 1.136
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Musical (Songfic), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá meus amoresss
Estou aqui agora, nesse momento, pra postar essa one de um desafio bem louco que surgiu do nada em um dos grupos mais legais que tive o prazer de entrar hahah
Espero que se divirtam, boa leitura <3

Capítulo 1 - Capítulo Único


Largado às Traças

Escrito por @Solune

Capítulo Único

 

 

 

Meu orgulho caiu quando subiu o álcool
Aí deu ruim pra mim
E, pra piorar, tá tocando um modão de arrastar... o chifre no asfalto

 

 Onde estou?

 O tilindar dos copos, barulho de gente falando, gente bebendo, gente dando PT... enfim, o cenário comum que se encontra nos bares, e é onde me encontro neste momento de dor e sofrimento.

 Porém, mesmo com todas estas distrações, minha mente insistia em reviver vez após vez o acontecido de dois dias atrás, quando, sem explicação, a minha pessoa, aquela que me é mais preciosa, me largou.

 Talvez o nível de álcool em meu sangue já estivesse muitíssimo elevado, e toda essa tristeza e sentimento de “eu sou um lixo” fossem derivadas da substância química, porém, nem mesmo meu irmão, cunhada, mamãe, a tia da feirinha e Sven, meu cachorro, conseguiram me consolar.

 E, pra piorar, começou a tocar aquela música. Aquela maldita música. Isso, a música de sofrência.

 

Tô tentando te esquecer
Mas meu coração não entende
De novo, eu fechando esse bar
Afogando a saudade num querosene

 

 A barista me olha com pena. É uma mulher muito bela, de corpo esbelto, cabelos castanhos e olhos analíticos e muito escuros. Me oferece, não sei... talvez a sexta dose de whisky?

— Nossa — ela comenta — a partir da sexta é por conta da casa.

 Engoli o conteúdo do copo com um sorriso amargo nos lábios ao mesmo tempo em que pensava que a minha vida acabou. Como eu teria condições de voltar a viver, depois daquela ligação? Depois daquela voz me dizer aquelas palavras tão duras que quebraram meu coração em trilhões de bilhões de milhões de pedacinhos? E ainda teve a cara de pau de dizer que poderíamos continuar sendo amigos quando a poeira baixasse.

 Como eu poderia ser amigo de alguém que eu tanto amei? Já diziam Chitãozinho e Xororó.

 A garota atendeu mais uma cliente. Ao que parece, a menina era menor de idade e estava tentando comprar vodka. Houve uma pequena confusão, mas a correta barista não vendeu a mercadoria sem a cliente mostrar a identidade. A menina de no máximo quatorze anos saiu bufando.

— Certo — voltou a puxar papo comigo, e dessa vez, puxou um banco também. Ela olhou em meu rosto com atenção — me chamo Izumi, e você? Como se chama?

 Demorei alguns segundos para decidir se eu revelava meu nome ou não, mas por fim, já que nada mais me importava, joguei tudo para o ar.

— Itachi.

 Ela sorriu. Seus dentes eram brancos e quase perfeitamente alinhados, não fosse um dentinho da arcada inferior levemente torto. Até isso a deixava com um ar encantador.

 Izumi tirou o copo de minha mão e me ofereceu água de coco, eu aceitei, nem sei o porquê. Talvez tenha sido o canudo maluco com guarda-chuvinha colorido que ela pôs no copo grande. Nem pensei que ela poderia me drogar e abusar do meu corpo nu em alguma viela por aí.

— Você se parece muitíssimo com um ator da novela das três que a minha vozinha assiste — ela murmurou.

 As lágrimas inundaram a minha alma — não os olhos, Deus me livre estragar o corretivo que passei nas olheiras — mas a minha alma começou a sofrer novamente.

— Deve ser porque eu sou — tentei sorrir, mas creio que parecesse que eu estava com dor de barriga.

 Izumi arregalou os olhos. Sim, eu sou ator, e um dos motivos que me levaram a afogar as mágoas na bebida, querosene, álcool, gasolina. O que quiserem chamar a birita.

— Eu vi a morte de José Ricardo e me senti muito triste, você atuava muitíssimo bem. Foi ao ar hoje mesmo, não é?

— É — confirmei, e vi nela uma pessoa que me entenderia e apoiaria — depois que perdi o papel de José Ricardo, minha faxineira ficou doida. Ela disse que apenas trabalhava para mim por causa da novela.

 Izumi pôs a mão na boca, um pouco chocada, um pouco rindo de nervoso.

— Oh, não se preocupe, sei que ela vai te entender.

 Assenti e sorvi outro gole da água de coco, já me sentindo bem mais sóbrio. Izumi acariciou meu ombro em um conforto amigo e sorriu contida.

— Mas a sua namorada vai voltar — aconselhou compreensiva — não é porque você recebeu um baque da vida, que ela vai te largar. Ela vai entender pois te ama, creia em mim, já vi esse filme milhares de vezes aqui neste mesmo bar. Não se preocupe.

 

Vou beijando esse copo, abraçando as garrafas
Solidão é companheira nesse risca faca
Enquanto cê não volta, eu tô largado às traças

 

— Izumi — atraí sua atenção — eu não tenho namorada.

— M-mas... então por que está tão triste assim? — perguntou-me confusa.

 A fitei bem magoado, então desandei a falar:

 

Maldito sentimento que nunca se acaba

 

— Eu já lhe falei, dona María Martínez, minha empregada. Ela ficou maluca com minha saída da novela — chocada estava Izumi — era ela quem mantinha a minha casa com cara de casa, sabe? Depois que minha mãe me enxotou de casa por comer toda a bolacha recheada dela, foi a dona María quem cuidou de mim, me fazia comida, lavava meu kefir e fazia o meu iogurte natural. A safada me iludiu! Eu achava que ela me amava, mas ela só tinha interesse em trabalhar para um galã bonitão e famoso. Quando meu personagem morreu, ela disse que não precisava mais ficar alí me agradando para que eu fizesse a filha dela, Rayelly Ryta ser uma MC famosa, então ela foi pedir emprego na casa daquele outro ator, Sasori Akasuna, pois ele, nas palavras dela, continua naquele Reallity Show, O Sítio.

— Você é completamente doido — Izumi murmurou — ou está muito bêbado, me dê seu celular, vou ligar para que alguém te busque.

 Bufei, sabia que receberia sermão do meu irmão.

— Ligue para o meu irmão, Sasuke — disse a ela entregando meu celular — e se Sakura, minha cunhada atenter, chame ela de Diaba Rosa  e depois peça pelo Sasuke. Adoro a confusão e o caos.

 Ela revirou os olhos, e assim fez.


A falta de você, bebida não ameniza
Tô tentando apagar fogo com gasolina

 

 No fim desta história, foi Sasuke quem atendeu. No outro dia os paparazzis haviam me fotografado com “meu novo affair Izumi”, e logo, fugindo juntos dessa exposição toda, viramos amigos, e logo depois, namorados.

 Hoje, em nosso casamento, vejo-a linda vindo até mim no altar. É claro, não tão linda quanto eu mesmo, mas equivalente.

 E, agora sóbrio, vejo que não foi por acaso escolher aquele bar, naquele momento. Izumi, além de ser tudo o que eu preciso, se tornou também tudo o que eu quero.

 Para sempre.

 Ah, e María Martínez? Essa está trabalhando na casa de Sasori Akasuna ainda, e ele também, tenho certeza, não irá alavancar a carreira de Rayelly Ryta.


Notas Finais


E aí? o que acharam? Beijão, até uma próxima!


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