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História Las Vegas: o assassinato - Capítulo 3


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Capítulo 3 - Noite do pijama


Gabrielle estava no bar usando seu casaco de pele rosa, já não estava longe da hora de fechar quando a castanha avistou Lizi se sentar em um dos banquinhos do bar novamente.

Ligeira ela preparou um drink e serviu para a de franja dizendo:

— Mandaram para você.

— Quem?

— Eu.

A menor ergueu uma sombrancelha com expressão de nojo enquanto empurrava o drink para a barman e falava:

— Pode mandar devolver.

— Difícel ela — comentou enquanto bebia o drink que recém preparara — e se eu te oferecer um cigarro?

— Suas chances aumentam.

A de rosa alcançou um maço de cigarros debaixo do balcão, pegou um e acendeu com um isqueiro chique. Debruçando-se sobre o balcão com o cigarro aceso na mão ela soprou a fumaça em Lizi dizendo:

— Custa um beijo, quer pagar no crédito ou débito?

— Prefiro parar de fumar.

— Não vamos perder tempo com isso, a vida é muito curta.

— Não mais que minha saia, e sabe o que? Para colocar a mão debaixo dela precisa pagar.

— Vai me dizer que você só fica por dinheiro, cadê a diversão?

— Diversão eu tenho no meu quarto fumando um charuto caro e bebendo champanhe.

— Você não gosta do outro tipo de diversão?

— Não me interesso muito.

— E de tantas profissões foi escolher puta?

— É. Inclusive já tive dois clientes hoje, não preciso de mais.

— Mas o primeiro não parece ter te deixado muito satisfeita.

— Como sabe disso?

— Sua cara saindo do quarto entregou tudo. Eu poderia melhorar essa sua cara...

— Dariam nossa falta.

— Você liga?

— Os clientes ligam.

— E depois de fecharmos? Quer dormir em um lugar diferente hoje?

— Eu passo toda noite em um lugar diferente.

— E não vai ser hoje que isso vai mudar então.

A de franja soltou um sorriso de canto.

— Tá, você venceu... É bom ter champanhe naquela espelunca de apartamento.

— Pode deixar, madame.

Meia hora depois as duas foram ao estacionamento onde entraram em uma Lamborghini vermelha, Gabrielle foi dirigindo até o edifício onde se encontrava seu apartamento no 13° andar.

Ao entrarem no apartamento Lizi se deparou com uma decoração chique toda em branco e preto, ao contrário de suas espectativas. Enquanto a mais velha fora buscar a champanhe, a de franja começara a mexer nos objetos do apartamento.

Ao abrir a primeira gaveta de uma cômoda no curto corredor se deparou com poucas coisas: um maço de notas de dinheiro, um isqueiro, um molho de chaves, um relógio e uma escova de cabelo estranha e suspeitamente curvada. Ao tentar pegá-la descobriu que esta estava grudada, então ao erguer com mais força a escova saiu juntamente com o fundo falso da gaveta. Debaixo havia uma espuma preta com dois furos com contorno exato de duas pistolas, e o mais interessante: duas pistolas, uma comum prata e uma cor-de-rosa. A de franja pegou a pistola nas mãos apontando para um espelho de corpo todo do outro lado da sala de estar.

Gabrielle entrou na sala com duas taças e uma champanhe em mãos, colocou-as em cima de um balcão e encheu-as. Com as taças nas mãos aproximou-se de Lizi dizendo:

— Vai ficar brincando com a minha pistola rosa ou vai beber?

— Ela é de verdade? — perguntou virando-se para a outra de modo que a arma encostava em seu peito.

— É e está carregada — respondeu alcançando a taça para a colega sem preocupação alguma.

— Parece uma algema brega de sex shop.

— Isso porque você ainda não viu as outras.

— Você tem um arsenal de armas dentro de casa? Eu adoraria chamar a polícia aqui.

— Pode chamar, eu tenho porte.

— Não de todas.

A castanha não respondeu, ao invés disso foi para a varanda com cerca de proteção de vidro, onde se escorou.

— Seu apartamento não é como eu pensava.

— O que você esperava?

— Mobília cor-de-rosa, lustres de cristal,...

— Você tá me achando com cara de Barbie?

— Ah, com certeza você tem cara de Barbie, é sério.

— Mas ela é loira.

— E daí?

— Ao menos sou bonita então.

— Eu não quis dizer isso.

— Mas você disse.

— Mas o que vale é a intenção e eu quis dizer que você tem o gosto dela, que inclusive é super brega e cafona.

— Me chinga mais, eu gosto — provocou a castanha já virando o corpo na direção dela.

— Tão cedo e você já quer tentar me beijar? Eu nem estou bêbada ainda.

— Só é preciso embebedar alguém quando a pessoa não consegue se soltar ou não quer você, e não temos nenhuma das situações aqui.

— Aí que você se engana.

— Se você insiste que não me quer por que veio até aqui?

— Para fazer aquilo que você me propôs, dormir, além de tomar champanhe.

— Ah! Vai me dizer que você veio aqui para fazer festa do pijama.

— Eu vim dormir mas você me deu uma opção muito boa e agora estou em dúvida.

— É mesmo?... — falou pegando a menor no colo depois de largar a taça no balcão.

— E-ei, o que está fazendo? Me põe no chão!

Mas ela só soltou quando chegaram no quarto, jogando-a em cima da cama de casal e prendendo seus pulsos na cabiceira da cama com uma algema de plumas.

Olhando em seus olhos, levou as mãos até o fecho de seu vestido abrindo-o.

— Ei, isso é assédio!

— Pede para mim parar então.

Ela apenas sorriu.

— Vamos ver o que você sabe fazer.

Começou distribuindo beijos em seus pescoço, desceu pelo meio dos seios expostos, barriga e só parou no ventre, sem perder tempo a maior levou suas mãos até a barra da calcinha da outra abaixando-a.

— Vou te mostrar uma nova forma de diversão.

Gabrielle acordou algumas horas depois, o sol já ocupava o céu mas a castanha não queria levantar. Seu celular tocou obrigando-a, sentou na cama percebendo que estava nua debaixo da roupa de cama. Esfregou os olhos acostumando-os com a claridade, pegou o celular no balcão e atendeu-o:

— Mary?

— Gabrielle, preciso que você venha para cá agora!

— O que? Aonde você tá? Aconteceu algo?

— Eu to aqui na casa, te explico quando chegar, vem rápido!

— Posso tomar um banho ao menos?

— Não dá tempo, preciso de você aqui agora!

— Estou indo, calma. Já chego ai — disse desligando.

Olhou para o lado e a cama estava vazia, vestiu seu jeans e jaqueta padrões, passou pela cozinha chamando por Lizi mas não obteve resposta, abriu a geladeira mas só haviam bebidas e besteiras. Achou um pacote de biscoitos no armário e comeu no caminho, chegando a casa noturna em poucos minutos.

— Graças aos deuses você está aqui.

— O que houve?

— Você precisa ver com seus olhos — falou guiando a amiga para o camarim.

Gabrielle já havia visto muita coisa traumatizante, mas isto lhe chocou a ponto de paralisar.

— O que nós vamos fazer? — perguntou a morena.



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