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História Las Vegas: o assassinato - Capítulo 4


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Capítulo 4 - Assassinato


Mary acordou cedo, era dia de faxina no estabelecimento. Tomou banho, vestiu um calça social larga, uma blusa de botão e sapatos de sola alta. Comeu uma salada de frutas com uma mesa farta que a empregada havia preparado e dirigiu seu carro conversível até a casa noturna, agora fechada.

— Bom dia, Caleb — ela cumprimentou o segurança em inglês.

— Bom dia, senhora — respondeu ele no mesmo idioma.

— Senhorita — corrigiu sorrindo para não parecer rude antes de entrar.

As empregadas ainda demorariam cerca de meia hora para chegar, Mary ia andar pelo lugar verificando o que precisava ser feito assim como sempre fazia.

Depois de conferir o andar de baixo, subiu pela escada perto da entrada que levava ao que chamavam de camarim, onde as garotas se arrumavam e os clientes eram proibidos de entrar. Maquiagem sujava os balcões com espelhos, o chão precisava ser limpo.

Continuou a caminhar, então um gritou ficou trancado em sua garganta.

O cabelo castanho agora bagunçado de Charlotte se misturava ao sangue meio seco no chão.

Charlotte estava morta, assassinada.

— O que nós vamos fazer? — perguntou a morena assim que Gabrielle chegou.

— E-eu... Não sei...

— Estamos fodidas...

— Merda, merda, merda!

— Tem alguém aí? — perguntou uma voz na escada já entrando no cômodo.

As duas se olharam em desespero.

— Gabi? Maria? O que fazem aqui? — perguntou Yasmim se aproximando até que viu o corpo — Puta merda, o que vocês fizeram?!

— Não fomos nós, a encontramos assim! — explicou Gabrielle.

— Então chamem a polícia!

— Nós comandamos um comércio ilegal em um país que pode facilmente nos deportar! Quer mesmo chamar a polícia?!

— O que sugere? Esconder o corpo?!

— Parece a única opção no momento!

— Só pode estar brincando...

— Eu queria estar.

— Parem! Não estão ajudando! — disse Mary finalmente — Vamos mover o corpo daqui e então chamar a polícia.

— Isso nunca vai dar certo. Não contem comigo! — falou Yasmim.

— Yasmim, agora que já sabe você já está dentro de qualquer maneira — falou Gabrielle — Se formos pegas você vai junto, pode entender isso?! Agora nos ajuda com esse corpo ou vamos passar o resto de nossos dias na cadeia!

— Eu tenho luvas de látex descartáveis — pronunciou-se Mary indo até seu escritório.

— Vamos ligar para as faxineiras e dispensá-las — propôs Yasmim.

— E no dia seguinte uma prostituta do nosso comércio vai aparecer morta? Vai ficar suspeito — respondeu Gabrielle.

— O que fazemos então? Dizemos que é decoração de Halloween?

— Aproveitamos e a colocamos em um saco de lixo junto com os outros, quando estivermos levando para fora colocamos no carro e levamos para algum lugar.

— E o que pretende fazer com ele? Enterrar? Queimar?

— Não dá para queimar, é difícel e vai sobrar algo além de dar cheiro.

— Então o que pretende fazer?!

— Eu não sei! Não é como se eu tivesse um plano!

— Você nunca fez isso antes?

— Mas que caralho, Yasmim! Você me conhece desde a adolescência e agora tá me perguntando isso! Você já, por acaso?!

— Não, mas... Eu não sei, você sempre foi metida com essas coisas.

— É bom você cuidar o que fala — avisou a castanha.

— Não se matem ou quem sobrar terá de esconder dois corpos — disse Mary voltando com as luvas e um saco de lixo — Por sorte ela era magricela.

— Como vocês podem estar tão calmas? Porra! Não é só um corpo, estamos colocando a Charlotte, uma garota jovem e cheia de sonhos que conhecíamos agora sem vida em um saco de lixo como se fosse um abajur quebrado!

— Olha para mim, Yasmim! Não temos tempo para surtos agora, ou fazemos isso ou nossa vida acabou. Entendeu isso?!

— Ela está certa — defendeu Mary — agora nos ajuda abrindo a sacola, Gabi pega as pernas — disse erguendo-a por debaixo dos braços.

— Não devíamos tirar uma foto? Para saber como ela estava depois? — perguntou Yasmim.

— Para alguém achar uma foto do cadáver no seu celular? Obviamente não! — respondeu a castanha — Além do mais, ela só está deitada descalça usando um vestido preto e com a garganta cortada. Podemos recolher o DNA debaixo das unhas dela depois mas agora o objetivo é tirar ela daqui e rápido. Droga! Ela é pesada!

— Os corpos pesam mais depois que morrem.

— Como raios você sabe disso?

— Não importa, foca no objetivo!

Com esforço as duas colocaram a garota magra dentro da sacola de lixo e por sorte conseguiram fechá-la com um nó.

— É muito pesada, não vamos conseguir colocar no carro sem levantar suspeitas — comentou a morena.

— Vamos colocar antes das faxineiras chegarem — sugeriu Yasmim.

— Mas e o Caleb?

— O segurança? — perguntou Gabrielle — Você chama ele para te ajudar em algo no andar de baixo, distrai ele por alguns minutos e eu e a Yasmim levamos ela aproveitando que não tem ninguém.

— Por que eu? Vai a Yasmim, eu sou mais forte para ajudar com o corpo.

— Yasmim vai começar a gaguejar e se enrolar levantando suspeitas e ele vai acabar voltando antes de terminarmos o serviço. Todas sabemos que você é a mais indicada para distraí-lo, além disso você tem peitos e um decote, é só usá-los.

— Muito obrigada pelo conselho. Me ajudem a encher algumas sacolas de lixo para levarmos junto e diminuir as suspeitas.

— Antes de ir, me dá a chave do seu carro — pediu Gabrielle.

— O meu? Por quê? — intrigou-se a morena.

— Quer mesmo que eu vá com uma lamborghini vermelha?

— Tudo bem — disse tirando a chave do bolso.

Após juntarem os lixos e colocarem nas sacolas junto com um pouco de ar para dar volume, Mary desceu e foi até a rua onde encontrou Caleb.

— Desculpa ter que te pedir isso mas... Você pode me ajudar ali dentro rapidinho?

— Desculpa mas não posso sair daqui.

— Claro que pode! Eu sou sua chefe e digo que pode sim, além do mais, se me ajudar pode acabar ganhando um extra final do mês... Por favor? — pediu estufando o busto.

— Bem... Se a senhora está dizendo... — respondeu seguindo-a para dentro.

Os dois foram até os fundos do primeiro andar, onde a morena pediu para ele ajudá-la a empurrar um móvel pesado.

As outras duas jogaram as sacolas escada abaixo, o que não esperavam era que a sacola com o corpo pesasse tanto a ponto de fazer um altíssimo barulho.

Rapidamente Gabrielle se deitou no chão fingindo ter caído e soltou falsos gemidos de dor.

— Você está bem? — perguntou Caleb em inglês, correndo até elas.

— Estou sim, foi só um tropeço — acalmou-o levantando.

— Tem certeza? O barulho foi bem alto.

— Tenho sim, pode ir ajudar a Mary.

— Tudo bem...

Enquanto ele virava as costas Gabrielle e Yasmim se entreolhavam ao mesmo tempo que Mary olhava com repreensão para elas.

— Essas garotas são tão descuidadas! — disse Mary para o segurança — Eu peço para elas tirarem o lixo e acontece isso.

— Eu entendo, meu irmão também é atrapalhado assim.

— Você tem irmão? — perguntou Mary aproveitando para iniciar uma conversa.

Gabrielle abriu o porta-malas do carro e levou primeiro uma sacola, então as duas levaram o mais rápido que podiam a sacola premiada. As duas garotas colocaram as sacolas em cima rapidamente e fecharam a tampa.

— Bom dia — cumprimentou uma das faxineiras.

Ambas se olharam com expressão de espanto então disseram ao mesmo tempo:

— O sangue!

— Perdão? — perguntou a empregada sem entender o que haviam falado em outra língua.

— Tira o carro daqui, leva para uma garagem ou sei lá! — disse Gabrielle antes de ir até a empregada — Mary está meio ocupada agora mas vocês começam a limpar aqui em baixo, tudo bem?

— Sim senhora.

Em minutos o sangue estava limpo e a castanha limpava o esfregão na pia do banheiro, tudo limpo. Gabrielle soltou o maior suspiro de alívio de sua vida.

— E aí? — perguntou Mary.

— Limpo.

— E o... "Lixo"?

— Yasmim levou, achei perigoso deixar ali na frente.

— Vamos esperar as faxineiras terminarem e então encontramos ela.

Chegando a garagem do apartamento de Yasmim, que era usada apenas pela colega de apartamento dela já que Yasmim não possuía carro, a amiga esperava impaciente.

— Graças a Deus, vocês demoraram.

— Desculpa por isso, esperamos as faxineiras terminarem.

— O que fazemos agora?

— Entrem no carro, eu dirijo — falou Gabrielle.

— Aonde vamos?

— Fazer o que combinamos no início, largar o corpo em um matagal e esperar que alguém ache.

— Achei que íamos ligar para a polícia.

— Mesmo por denúncia anônima é perigoso. Coloquem luvas novamente.

Assim fizeram, em um terreno abandonado na parte menos populosa da cidade posicionaram o corpo da mesma forma que encontraram, recolheram a sacola e sairam. Jogaram os lixos em uma lixeira e deixaram o local.

— O que fazemos aqui? — perguntou Yasmim quando pararam em posto.

— Vamos pegar um lanche.

— Está doida? É meio dia.

— Realmente não cai bem.

— Parem de se preocupar tanto, não fizemos nada, lembram? Somos apenas garotas jovens e rebeldes que não seguem cronograma, agora desçam para almoçar.

Sem entender, as amigas obedeceram e compraram hambúrgueres além de latas de refrigerante.

— Perdi a fome — declarou Yasmim.

— Eu também — concordou Mary.

A castanha fez questão de fazer sujeira com o lanche, então abriu a lata e derramou parte do líquido no carpete do carro.

— Gabrielle! Meu carro! — reclamou Mary.

— Leva para lavar, eu conheço um lugar. Diz que sua amiga derramou refrigerante quando foram almoçar. Assim nos livramos de qualquer vestígio que possa ter ficado e temos uma desculpa para lavar o carro caso acabemos ficando contra a parede, não que isso vá acontecer.

— Gabrielle você sabe muito sobre isso, estou ficando com medo — disse Yasmim.

— Essa é minha garota — sorriu Mary dando uma mordida em seu hambúrguer.



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