História Last - Capítulo 6


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Categorias Dreamcatcher
Personagens Dami, Gahyeon, Handong, JiU, Personagens Originais, Siyeon, SuA, Yoohyeon
Tags 2yeon, Dreamcatcher, Hanmi?, Jidong, Longfic, Mais Yuri Por Favor, Sete Pecados Capitais, Sihyeon, Suayeon, Zmirtty
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Palavras 2.367
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: LGBT, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 6 - Alô? Eu gostaria de substituir minha avó.


— Do que você está falando, 'vovó? — A mais nova do local questionou, completamente perdida.

— Não é o que parece. — Assegurou. — Tenho algo para dar a vocês, tenho certeza que ajudará, seja o que for que estejam tramando nessa vida.

Os olhares estavam completamente atentos na idosa. Num movimento lento e cauteloso, ela colocou um livro sobre a mesa de madeira. Um livro em ótimo estado, com capa e contracapa adornadas. A velha Lee deu as costas para as estudantes e trancou a porta da cozinha.

— Não há título no livro. — Yoohyeon comentou, observando o objeto com cautela.

— Ah, vamos. Não tem uma bomba aí.

Ao notar o silêncio das meninas, a idosa suspirou. Ainda permaneciam desconfiadas perante a "descoberta" da inocente avó.

— Querem saber como sei? Certo.

A mulher recitou algo incompreensível para os pecados que mal dominavam dois idiomas. Logo, a aparência desgastada e envelhecida foi desaparecendo. Os fios capilares da idosa ganharam cor aos poucos. Ela havia rejuvenescido aproximadamente trinta anos em apenas um minuto. Não há como compreender o quão absurdo isso é. A mente de Gahyeon não processava aquilo. Estava em completo choque. A avó que presenciou tanto seus primeiros dias, quanto sua primeira fala e até mesmo o primeiro tombo de skate, não estava ali. Aos seus olhos, é apenas uma mulher jovem se passando por sua avó.

Minji e a avareza se entreolharam. Não há algo para dizer ali. Não eram elas o foco. Nem sequer eram da família.

As roupas que a idosa usava ficaram largas. O corpo da mulher é magro e curvilíneo, diferente do que possuía antes. Um sorriso escapou dos lábios dela. Ajeitou o cabelo e passou a mão pelas roupas grandes. Nunca se sentiu tão aliviada, já faz tanto tempo que não assume a própria identidade que poderia até mesmo ter se esquecido dela. Não faz mal, é e sempre foi por uma boa causa.

Vida longa aos vilões!

— Meu nome é Gong Danbi. Sei que não devem confiar nem um pouco em mim. Pelo menos, não depois disso. — Ela riu, dando uma volta, apenas para se exibir.

— Você não é minha avó... — A Lee comentou baixinho.

— Tem sete anos que sou sua avó e você nem percebeu.

O clima pesou.

Gahyeon passou a mão nos cabelos, os bagunçou com certa violência. A última vez que esteve tão desorientada foi aos seus oito anos, quando sua avó sofreu um acidente e sua mãe se atrapalhou com o horário de a buscar na escolinha de balé. Ela se recordava de exatamente tudo naquele dia: Tanto dos barulhos do trânsito insuportáveis e do quanto foi difícil escapar dos olhos treinados e atentos da professora que mais se assemelhavam a uma águia pronta para o abate de uma presa fácil.

A pequena inveja só queria ir para casa.

Ela acabou sendo achada duas quadras após a escolinha de balé, pela sua vizinha. Não foi a mesma coisa, Gahyeon queria sua mãe. A vizinha é de confiança e uma grande amiga de sua mãe, então a levou para casa.

A pequenina Lee parou em casa com ou sem sua mãe, mesmo assim, não havia ninguém para buscar ela do balé. 

— Deixa eu ver se eu entendi. — A mais nova do cômodo gesticulou com as mãos, como se fosse a deixar menos nervosa. — Você se passou pela minha avó tem sete anos… E por qual motivo? Cadê minha avó?

— Gahyeonie, meu amor, a sua avó morreu naquele acidente. — Danbi foi o mais afável que conseguiu, não queria machucar a caçula dos pecados, também uma das mais sensíveis. — Eu assumi o lugar dela porque precisava ajudar. A Ira me pediu isso em sua última vida. Não querem morrer em sua última chance não é?

— Feitiçaria. — A platinada comentou. — Você é uma feiticeira.

— Isso! Você é esperta, Avareza.

— Pode me chamar de Yoohyeon. — Ela sorriu, orgulhosa de si mesma.

— Nem enterraram minha avó…?

— Onde sua cabeça está, Gahyeon? — Yoohyeon perguntou. — Isso não é tão importante.

— É um membro da família dela! Claro que é importante. — A gula interferiu.

— Mas olhe bem a situação! Temos ajuda agora. Desligue o emocional e pense.

— Eu enterrei. — A Gong cortou a discussão.

— Onde? — Minji perguntou, passando as mãos delicadamente nos ombros da mais nova, numa espécie de massagem.

— Aqui perto. Amanhã vamos colher morangos e flores, levo vocês lá. Aproveitaremos e vamos oferecer flores para ela, já que orações não podemos dar.

Gahyeon saiu da cozinha apressadamente. Não queria escutar mais nada daquilo. Não queria escutar mais nada daquela mulher.

O peito dela subia e descia aceleradamente, seu coração poderia até parar. De sua família, quem mais adora é sua avó. Foi ela que lhe contou que suas primeiras palavras foram uma espécie de "olha à chuva" que saiu mais como: 'oía chuba'. Meiga e doce. O banheiro foi a única saída de Gahyeon. Das suas últimas aventuras com garotos e até mesmo com garotas e quando experimentou vinho escondido, exatamente todas as suas diferentes experiências foram contadas para uma desconhecida. A inveja chorou no colo de uma desconhecida pelo término com o menino Oh Kwan  — este namoro que durou aproximadamente um ano e sete meses.

A sua avó melhorou tão rápido. Parecia mais um milagre do todo poderoso.

Que belo milagre.

Ela nem percebeu quando começou a chorar abraçada a suas pernas. Ignorou as batidas insistentes de Minji, ou até mesmo de Yoohyeon, que deveria ter se sentido culpada em algum momento da noite. A sua avó foi trocada por outra que irá beneficiar suas amigas e ela. Por que não se sentia feliz e grata por isso? Uma parte da sua vida com gosto de 'vida normal' acabou de morrer.

Afinal, ninguém tem uma avó trocada por outra, tem? A inveja riu.

As pernas escorregaram até ficarem esticadas no chão. O único barulho que podia ser ouvido ali foi do solado do tênis da garota raspando no chão.

Ninguém poderia buscar ela do balé.

Porque ninguém precisava buscar ela do balé.

.

.

.

 A noite estava quente na extensa e movimentada Seul, diferentemente do supermercado. Os faróis e os postes eram as únicas coisas que retiravam parte do breu da noite. As duas caminhavam com sacolas cheias de salgadinhos, macarrões instantâneos e refrigerantes. A intenção é virar a noite fazendo babaquices na internet enquanto comem porcarias, coisa que qualquer pessoa na idade delas faria.

É uma festa do pijama incompleta, as outras cinco não estariam presentes.

Siyeon não gosta disso, é como separar irmãs.

O engraçado é que os dois pecados não conseguem se comunicar facilmente. Bora e a luxúria agem mais do que falam dentro do grupo de amigas com quem se relacionavam, então, o diálogo se iniciava com dificuldade e morria rapidamente, como se uma brisa o trouxesse e a mesma brisa o levasse embora depois de cinco minutos. Então não há muitos porquês para as duas estarem juntas hoje, contudo, elas estão.

A casa da Lee não é muito longe do super mercado, elas chegaram mais rápido do que vieram.

— Deixe as sacolas em cima da mesa. — Ordenou, com a voz baixa, como um pedido. Siyeon sabe que a Kim não o faria se não agisse assim. 

A menor fez como a dona da casa pediu e deixou a sacola ali. Jogou o corpo no sofá, ajeitando a saia escolar em seguida. Não importa o que o orgulho fizesse, não leva jeito com saias.

Passava uma programação aleatória na televisão, apenas um boygroup jogando pepero game*. Siyeon abriu as cortinas da casa juntamente com porta de correr da varanda, deixando assim a luz da noite entrar ali. Nem precisavam de diálogos ali, a Kim já sabia que era ela que teria que fazer o macarrão instantâneo enquanto a maior procurava algo bom para assistir na televisão, com sorte irá achar um filme ou algo parecido, pois, assistir série pelas metades é horrível.

A luxúria se deitou no sofá, de bruços. Ela pouco se importou se a saia poderia ter subido demais ou se estava provocando os sentidos da parceira de pesquisas. Afinal, por que ela se importaria com isso? O próprio pecado já explicava que seria mais do que um prazer se Bora reparasse nisso e desse em cima de si.

O que de fato seria difícil, a baixinha não teve envolvimento amoroso com nenhum dos pecados nos últimos dois anos, Siyeon até deduzia que ela deveria ter passado pro lado negro da força e pegado alguns homens.

Os dedos delicados apertavam os botões do controle remoto. Passava de modo descontraído de canal em canal até parar em um documentário sobre leões africanos. A Lee apoiou o rosto na mão livre e prestou atenção em uma certa parte que informava sobre a marcação de território, Siyeon refletiu consigo mesma, como poderia um animal ter tanta urina para marcar suas terras dessa forma?

De qualquer forma, teve que deixar a reflexão de lado, um gemido foi ouvido na cozinha e o som de algo se espatifando no chão. A maior deduziu que fosse vidro.

Bora não sabe fazer nada na cozinha, é bobagem deixar ela com essa tarefa.

Arrastava as meias brancas no chão. Estava com preguiça, porém, tinha que socorrer a amiga. Um copo de vidro estava quebrado próximo a pia e a panela de água quente estava presa entre o mármore da pia e do fogão, a menor cruzou os braços, com ódio. Siyeon já sabia que havia se queimado apenas de ver a cena. Se tornaria uma grande policial se quisesse. 

Não sabia como chegar perto do outro pecado sem alarmar as mil defesas dela que sempre diziam a mesma coisa: "Deixe-me cuidar disso sozinha" e "Eu posso fazer isso."

Começou com o primeiro passo em direção do orgulho. 

O olhar penetrante de Bora parou exatamente na maior, julgando o que ela fazia. 

A Kim é como um gato arisco e a outra sabia disso, teria que chegar com cuidado. Por isso, o segundo passo demorou mais do que o primeiro e o terceiro mais ainda. A menor ainda analisava o que ela fazia, contudo, sem tanta resistência. Num movimento cauteloso, Siyeon pegou um pano de prato e o molhou. 

Um. Dois. Três. 

— Consigo cuidar disso sozinha.

A Lee sorriu. Bora é tão previsível!

Se manteve em silêncio. A tática permanecia a mesma: Um passo de cada vez. 

E em menos tempo do que esperava, a maior já estava com o pano molhado sobre a queimadura de Bora. O ferimento era pequeno, na palma.

— Melhor deixar na água corrente, não? — Sugeriu com cautela ao orgulho, que retribuiu timidamente. 

Maybe.

— O.K, Bora-yah.

A água caía em cima da queimadura, refrescando a área de modo que a menor relaxasse momentaneamente. Siyeon não se imaginaria cuidando de alguém, muito menos de alguém tão difícil quanto a Kim. Iria para o céu caso não fosse um pecado capital. As duas trocaram um ou dois olhares, mas ninguém falava nada. Bora já sabia que a maior iria fazer o macarrão instantâneo e ela não teria utilidade nenhuma, pois, o canal de televisão já estava escolhido.

Após alguns minutos naquela posição, o pecado do orgulho se cansou e puxou sua mão para fora do alcance da água da torneira. 

E como o previsto, a Lee foi fazer o macarrão.

Bora pôde apenas pegar um refrigerante para si e beber, enquanto observava as mãos habilidosas da maior trabalharem em conjunto. Ela não gostava de admitir para si própria, mas observava também a cintura definida e as coxas da outra.

Os uniformes escolares deixam as pessoas atraentes, essa foi a desculpa que deu para si própria.

Em questão de menos de dez minutos, já estavam prestando atenção no documentário enquanto comiam e bebiam. A vida selvagem só é interessante para a Lee, porque o pecado do orgulho estava se questionando o porquê de não estar fazendo qualquer uma de suas hidratações faciais agora mesmo.

O que chamou a atenção de Bora foram os gemidos de dor de algum animal. São agonizantes. Pela curiosidade, ela levantou o olhar e passou a observar o que acontecia.

— São cães selvagens. — Siyeon comentou, como se lesse os pensamentos da menor.

— Cães!?

Estreitou os olhos, julgando os animais carnívoros que puxavam um gnu pela parte traseira, a presa já estava quase sentada no chão e berrava como se aquilo fosse salvar sua vida. Nem adianta torcer para o gnu conseguir se safar, num instante ele já estava caído com vários cães tentando abrir sua barriga.

Isso é horrível.

— Mude de canal, por favor, pelo amor de tudo o que é mais sagrado.

O pecado da luxúria riu, olhando de relance para a Kim.

— O que foi?

— É nojento.

— É só a vida selvagem, princesa. — Siyeon tomou um gole de refrigerante. — Eles não se preocupam em matar antes de comer, por isso é feio. Os leões pelo menos matam.

— É uma covardia, Yeon-ah! Olhe o tanto de cães!

Quando os berros do gnu finalmente cessaram, Bora quase agradeceu ao divino. Aquele bichinho sofreu tanto que estava sentindo dó. Nunca mais assistiria algo do tipo. 

Terminou o macarrão instantâneo e encarou a maior que estava lendo mensagens em seu celular.

Claro que o pecado do orgulho aproveitou essa oportunidade para desligar a televisão.

— Seu celular está no silencioso, Bora?

— 'Uhum. Por quê?

— Desbloqueie ele e vá ler as mensagens no grupo, creio que seja algo importante.

Siyeon nem esperou uma reação da outra e pegou os potes e latas vazios para jogar fora. A Kim demorou alguns minutos para fazer o que a maior ordenou, pois, ordens nunca foram o seu forte. 

Porém curiosidade sempre foi.

Então pela curiosidade. Apenas por ela. Bora desbloqueou o celular e passou a ler as mensagens do grupo dos sete pecados.

"De: Yoohyeon.

Para: Grupo.

Garotas, temos uma aliada.

E Gahyeon surtou.

Também temos um livro estranho. Está em mandarim então não pude ler."

"De: Yoobin.

Para: Grupo.

Handong está dormindo, amanhã aviso para ela."

"De: Siyeon.

Para: Grupo.

O que houve com Gahyeon?"

A partir daí não haviam mais mensagens, porém, Bora não ligava para o questionamento das Lee e sim para o que elas não questionaram: Quem era a tal aliada e porquê ela é uma aliada.

Pois bem, ficar sem respostas está fora de questão.

 


Notas Finais


uwu


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