História Last Chance - Capítulo 14


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Categorias Yuri!!! on Ice
Personagens Christophe Giacometti, Isabella Yang, Jean-Jacques Leroy, Lee Seung Gil, Mila Babicheva, Otabek Altin, Phichit Chulanont, Victor Nikiforov, Yuri Katsuki, Yuri Plisetsky
Tags Abo, Alfa, Alpha, Beta, Fanficsotaconda, Jjbella, Ômega, Omegarverse, Otário, Otayu, Otayuri, Salamila, Seugchuchu, Universo A/b/o, Victuuri
Visualizações 232
Palavras 2.319
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Peço perdão pela demora (como sempre), mas mesmo que eu demore não vou desistir da fic gente, podem ficar tranquilos! Espero que gostem do capitulo.

Capítulo 14 - Katsuki-Nikforov


    Histeria.

 

    Eu estava na cozinha esquentando água enquanto Haru procurava por panos limpo na casa. Yuuri havia entrado em trabalho de parto a uma hora atrás, o tempo das contrações vinham diminuindo gradativamente, suspirei frustrado. Uma parte minha tentava manter-se concentrado, seria um parto difícil e complicado tratando-se de gêmeos. A outra parte queria apenas entrar em desespero e correr com Yuuri para um hospital próximo, onde ele não correria riscos e nem os bebês.

 

Mais gritos histéricos seguidos por palavrões vieram do quarto.

 

Peguei a tesoura com raiva para esterilizá-la, a histeria estava me deixando louco, não pelo barulho, isso eu estava acostumado após a residência médica, e sim porque a gritaria vinha de Jean.O maldito alpha gritava junto com Yuuri a cada contração.

 

— Ele nunca mais vai se aproximar de mim para foder!

 

Olhei assustado para a direção do quarto, desde quando Yuuri falava assim?  Haru apareceu no umbral da porta com algumas toalhas brancas em seu braço.

 

— A mão do tio JJ ‘ta sendo esmagada.  - dei um sorriso para Haru, que balançou a cabeça negativamente. — Tio Ota pediu ‘pro senhor ser bonzinho com ele.

 

Não consegui conter a risada.

 

— Eu estou sendo bonzinho, agora fique na sala e tente entrar em contato com Victor e Beka.

 

— Mas... eu quero ajudar.

 

Senti meu coração aquecer com a expressão de desapontamento que ele fez, era adorável quando ele fazia bico. Aproximei-me e beijei sua testa.

 

— Você vai estar me ajudando ao localizar aqueles atrapalhados.


 

Otabek e Victor ainda estavam longe da casa por causa da neve. O que fazia os malditos alphas bombardearem meu celular com mensagens querendo saber o que ocorria na casa. Retornei ao quarto com as toalhas que Haru havia encontrado e mais algumas coisas que precisaria para o parto.

 

Do umbral da porta consegui ter uma visão clara do que acontecia. Yuuri estava sentado na cama com as pernas um pouco abertas, sua expressão de dor revelava que estava passando por uma contração naquele momento. Entretanto, o que me fez lutar com a vontade de rir foi de Jean, que estava com a mão sendo esmagada pelo gestante. O alpha mordia a boca com força e estava com os olhos fechado.

 

Parecia que ele iria parir e não Yuuri.

 

— Porra! - JJ pragueja e me olha com os marejados. — A dor dele está piorando.

 

— É nor...

 

— Eu nunca mais vou transar, puta merda.

 

Okay, agora Yuuri estava xingando.

 

— Está decidido, eu e Bella não teremos filho. Olha o que o parto faz com as pessoas! - o alpha apontou exasperado para um Yuuri com olhar maléfico.

 

— Eu gosto dessa versão dele.

 

— Claro que gosta.

 

    Jean me olhou com raiva e não consegui evitar sorrir enquanto saia do quarto, precisava preparar algo que acalmasse Yuuri. Infelizmente não tinha acesso a qualquer calmante.Olhei pela janela e pude visualizar o mar branco que se formava, claro que ele entraria em trabalho de parto exatamente em um momento como esse. Comecei a amassar algumas ervas para fazer um chá calmante.

 

    Meia hora depois eu estava de volta ao quarto esperando o chá fazer efeito em Yuuri. Me levantei abri a porta.

 

    — JJ preciso que me ajude a fazer o Yuuri a caminhar pela casa.

 

    — Porque? Ele está sentindo dor! - revirei os olhos com a constatação óbvia.

    

    — Isso irá ajudá-lo. - o japonês me olhou de forma exaustiva. — O JJ fará massagens nas suas costas enquanto caminhamos, preciso que me avise sempre que começar a sentir as contrações.

 

— O que devo fazer?

 

— Quando você as sentir, iremos parar e você irá expirar e inspirar até que elas passem. Certo?

 

    — Certo, Yurio.

 

    Andamos pelos corredores da casa por quase duas horas. Como havíamos combinado, sempre que as contrações de Yuuri vinha Jean o ajudava a se manter em pé e ele repetia as expirações e inspirações. Eu anotava mentalmente os intervalos de uma contração para a outra, estavam cada vez mais curtos.

    JJ o levantou no colo quando os pés de Yuuri já não aguentavam o peso do seu corpo, caminhamos lentamente até voltar para o quarto que o japonês dividia com Victor. O alpha o colocou delicadamente na cama, caminhei até o closet de Yuuri onde a máquina de monitoramento cardíacos estava guardada. Nesse momento eu me sentia extremamente grato pela super proteção de Victor.

 

    — Yuuri, preciso que fique de quatro na cama, você consegue? - ele me olhou de forma exasperada e murmurou uma afirmação. Com a ajuda de Jean ficou na posição em que eu havia pedido, eu podia perceber seu cansaço. — JJ preciso que faça massagem na lombar dele, mas com delicadeza

 

    — Eu sei fazer uma maldita massagem, Yuri! - ignorei a reclamação e fiquei de olho no relógio enquanto ligava Yuuri a máquina.

 

    As contrações começaram a vir mais forte, apenas esmagar o travesseiro não bastava a Yuuri, ele agora gritava e chorava. Havia uma hora que estávamos naquilo, eu não podia mais esperar por Victor. Caminhei para trás do ômega e comecei a baixar sua roupa, notei quando Jean me olhou arregalado, em um gesto cômico ele fechou os olhos para não ver a nudez do japonês a sua frente.  

 

— Deixa de ser fresco Jean!

 

— Não é frescura! Eu não consigo ver o Yuuri pelado. - o alpha soltou um grito quando o ômega enfiou as unhas em sua mão.

 

— Continue as massagens, não se distraia por sua frescura.

 

Yuuri estava totalmente nu da cintura para baixo, olhei sua dilatação, realmente não tinha como eu esperar mais. Me afastei e fui esterilizar a mão, havia separado algumas luvas e máscaras na cabeceira ao lado. Prendi meus longos fios loiro e coloquei a touca, lavei a mão com cuidado enquanto observava Yuuri que chorava. Ao pôr as luvas inspirei e fechei meus olhos, sentia me nervoso, era diferente de qualquer parto que eu já havia feito no tempo de residência médica, coloquei a máscara e me aproximei ficando atrás dele.

 

— Eu vou matar seu irmão, Yurio. Ele nunca mais chega perto de mim!

 

— Yuuri se acalme por favor, preciso que você empurre o bebê quando eu mandar.

 

— Sim. - ele afirmou com a voz de choro, troquei um olhar com Jean que começou a fazer massagem no ombro do ômega.

 

Quando ele começou a fazer força para empurrar a criança não conseguiu conter seus gritos e ofensas a Victor. Revezamos com um tempo ele empurrando e logo depois descansando, partos naturais não eram coisas fáceis, ainda mais em casa e sem anestesia. Ouvi a porta se aberta com força, mas não podia desviar meu olhar de Yuuri, eu senti o cheiro de Victor tomar conta do lugar, ele estava desesperado, o que resultava na perda do controle daqueles malditos feromonios, entretanto, isso me deixou mais aliviado, ele era o parceiro de Yuuri e quando o ômega registrar sua presença e cheiro isso o ajudaria a se acalmar e empurrar o bebê.

 

Victor caminhou para a frente de Yuuri, vi seu casaco molhado e os cabelos, isso significava que ele havia passada pelo neve andando.

 

— Yuuri meu amor, estou aqui. - ele se abaixou para que fizesse contato visual com seu marido. — Preciso que confie em mim.

 

— Confiar em você? Olha o resultado da última vez que confiei em você, Vitya! Nunca mais você chega perto de mim se...

 

A fala foi interrompida por mais uma contração, Yuuri gritou de dor e cravou uma mordida no ombro de Victor.

 

— Empurre com mais força Yuuri.

 

Jean se afastou da cama rapidamente quando Victor gemeu de dor por Yuuri aumentar a força na mordida. Senti meu pulso acelerar. Senti quando Otabek entrou no quarto, em silêncio ele caminhou para onde estava as luvas e máscaras, eu realmente precisaria de ajuda. Eu não tinha muita noção de quanto tempo havia passado, quando vi que a cabeça da criança começava a surgir olhei o relógio que ficava no criado mudo. TrÊs da manhã.

 

Haviam se passado cinco horas.

 

— O primeiro bebê está saindo, mais força Yuuri. - o ômega estava suado, esgotado e chorava no ombro de Victor enquanto empurrava a criança. — Está quase lá, você consegue. Empurre-a. - com um grito de dor a criança começa a sair. Segurei-a para que não caísse. — Otabek!

 

O alpha apareceu apressado com uma toalha aberta na mão e na outra a tesoura que eu havia esterilizado. Com delicadeza coloquei o bebê na toalha e cortei o cordão umbilical.

 

— É uma menina! - senti a emoção tomar conta, mas eu não tive tempo de comemorar. Yuuri tombou para frente e foi amparado por Victor. Senti a adrenalina correr para minhas veias quando corri em sua direção, ele estava com a pele pálida e a boca esbranquiçada. A pressão estava abaixando. O ômega estava um pouco grogue. — Vire-o Victor, preciso que apoie as costas de Yuri em seu peito, precisamos tirar o outro bebê. Jean, molhe um pano e coloque na testa de Yuuri!

 

JJ apressou-se para seguir minha ordem, me posicionei entre as pernas de Yuuri às abrindo ainda mais, o parto teria que ser naquela posição, mesmo que não fosse a melhor para um ômega do sexo masculino. Victor ficou limpando o suor de Yuuri com uma toalha e falando baixo para ele o quanto o amava e como ele o havia tornado o homem mais feliz do mundo, pude ver as lágrimas do moreno se intensificando.

 

— Se prec-cisar escolher... salve o bebê, Yurio - olhei assustado para o japonês.

 

— Não precisarei fazer escolhas, Yuuri. Faça força!

 

Ele voltou a gemer de dor e chorar, suas mãos seguravam a de Victor que também chorava e continuava a dizer o quanto amava Yuuri. O tempo passava e meu coração se apertava, meu medo era que o cordão estivesse enrolado no bebê.

 

Deus, se existe, por favor os ajude.

 

Sussurrei esse mantra em minha cabeça, havia tempo que eu não conversava com o carinha lá em cima, mas se tinha alguém nesse mundo que era bom e que Deus não deveria virar as costas essa pessoa era Yuuri. Comecei a visualizar a cabeça da criança.


 

— Estou vendo seu menininho, Yuuri. Mais força, você consegue.

 

O tempo parecia congelar. Yuuri gritava desesperado pela dor e a força que estava fazendo. Minhas mãos se sujaram de sangue e eu podia ver a cabeça do bebê quase que totalmente para fora. O gritos do outro bebê tomava o cômodo enquanto Beka a limpava.

 

O tempo voltou ao normal quando o menino escorregou para minhas mãos, não havia mais gritos de dor, apenas o som dos choros e o alívio em meu coração. Cortei o cordão enquanto JJ enrolava o bebê na toalha branca. Olhei para Yuuri, minha visão estava embaçada, mas ainda conseguia ver seu sorriso. Tirei a máscara do rosto e sorri para ele, nçao consegui conter minhas lágrimas e deixei que rolassem.

 

— Me deixe ver meus filhos. - o ômega moreno falou com a voz fraca e baixa. Acenei com a cabeça, Otabek e Jean aproximaram-se com cuidado deixando as crianças no colo de Yuuri.

 

Victor começou a chorar copiosamente no momento em que ele e o amor da sua vida viram pela primeira vez o rosto das crianças, apoiou sua cabeça no ombro de Yuuri, eles sorriam genuinamente em meio às lágrimas. Fiquei ali parado observando a cena, um feixe de luz do sol entrava pela janela iluminando os quatro. Era uma cena linda para todos, de certa forma eu sentia no peito que era algo que jamais teria.

 

Desviei a atenção quando vi a luz do flash, Jean havia eternizado aquele momento. Sorri aos contatar que ele e o irmão choravam. Os momentos seguinte seguiram-se em limpar o quarto, Yuuri e as crianças. O ômega estava fraco, então Victor o ajudará no banho e a voltar para a cama, agora limpa, para dormir com seus bebês ao seu lado. Ainda não haviam decidido os nomes, Yuuri tinha uma superstição boba que as crianças que os escolheriam com um sorriso.

Não sorriram para bosta nenhuma de nome que foi dito.

 

Caminhei pelo corredor tentando flexionar o corpo, minha coluna doía. O parto havia levado toda a noite e exigido toda minha energia. Caminhei para a sala, Haru estava deitado no sofá dormindo, Beka acariciava seus cabelos enquanto olhava para a televisão. Passava algum desenho bobo, sentei-me ao lado deles e tentei afastar os pensamentos ruins que me acompanhavam desde o final do parto.

 

Estava tudo certo não é? Otabek havia me contado a verdade, havia me dito que não seguiria com o casamento, que enfrentaria seu pai. Ele havia dito. Me sobressaltei quando senti suas mão em meu ombro.

 

— Está tudo bem? - ele falou baixo para que não despertasse a criança em seu colo.

 

— Claro, só me sinto um pouco cansado, foram quase doze horas de parto.

 

— O que acha de ir comigo para casa levar Haru para dormir e depois descansarmos? - me aconcheguei ao alpha, a proposta era tentadora, tinha que admitir.

 

— Eu ganharia um banho quente de banheira?

 

— Se quiser até mesmo uma massagem.

 

— Me sinto subornado, senhor Altin.

 

— Eu o estou subornando, senhor Plisetsky.

 

Sorri com aquele flerte bobo entre nós dois.

 

— Eles precisam de mim.

 

— Yuuri acabou de deitar para dormir e agora que a neve parou e está sendo limpa, tenho quase certeza absoluta que Victor chamará uma enfermeira.

 

— Você está certo. - desviei a atenção para a televisão, passava um comercial sobre os médicos sem fronteira. Precisavam de arrecadações e voluntários, a guerra civil que estava ocorrendo na África só piorava com o passar dos dias. Senti meu peito doer quando foi mostrado cenas de crianças passando fome e as poucas pessoas que estavam ali tentando ajudá-las, recursos mínimos.

 

— Yura? Está me ouvindo? - voltei a realidade e desviei o olhar para Otabek.

 

— Me desculpe, eu estava quase dormindo. - não sei porque, mas menti. Tentei não pensar muito nisso. Ele beijou minha testa e sorriu.

 

— Aceita minha proposta?

— Claro, vamos para sua casa.

 


Notas Finais


Vou deixar aqui meu facebook se quiserem me adc e entrar em contanto comigo, ou saber das outras fics e das que estão por vir!

https://www.facebook.com/megan.slater.900


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