História Last Chance - Capítulo 4


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Categorias Yuri!!! on Ice
Personagens Christophe Giacometti, Isabella Yang, Jean-Jacques Leroy, Lee Seung Gil, Mila Babicheva, Otabek Altin, Phichit Chulanont, Victor Nikiforov, Yuri Katsuki, Yuri Plisetsky
Tags Abo, Alfa, Alpha, Beta, Fanficsotaconda, Jjbella, Ômega, Omegarverse, Otário, Otayu, Otayuri, Salamila, Seugchuchu, Universo A/b/o, Victuuri
Visualizações 623
Palavras 3.884
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Espero que gostem desse cap e riam nas partes de alivio <3

Capítulo 4 - As regras do nosso jogo.


Eu não acreditava no que estava vendo, Otabek e o de olhos claros rosnavam um para o outro como se estivessem disputando um pedaço de carne. Senti meu sangue ferver e entrei no meio dos dois os empurrando para os lados.

 

— Você! Vai se foder seu merda. — Eu apontava o dedo no rosto do alpha de olhos azuis. — Quando um ômega te disser fora, é para você sumir seu lixo! Sai da porra da minha frente.

 

O rapaz me olhou assustado e um homem o puxou para longe, finalmente alguém tinha intervindo. Me virei lentamente na direção de Otabek, ele me olhava com a sobrancelha erguida. Dei um sorriso malicioso me aproximando do alpha, passei a mão pela gola da sua jaqueta o puxando para perto, ele ergueu a sobrancelha observando-me atônito. Aproximei-me lentamente de seu ouvindo.

 

— E você enfiei seu territorialismo no cu! Não preciso de um alpha me defendendo. Eu não sou nada seu, caralho. — Sussurrei de forma ameaçadora para o alpha o empurrando em seguida.

 

Sai deixando o moreno de boca aberta, ele achava que era quem? Alphas tem essa mania ridícula de achar que todo Ômega quer ser protegido, o pobre serzinho indefeso! Eu não preciso dessas merdas para cima de mim.

 

Voltei a dançar, e me aproximei de um loiro sorridente, aparentava ser um beta, o que me deixou ainda mais a vontade na sua presença. Eu sabia que Otabek ainda me olhava, a presença dele era quase latente, mas eu decidi ignorar. Depois de algumas músicas me afastei do homem e segui em direção ao banheiro. Olhei em volta e vi Mila e Sala quase se devorando em um beijo.

 

Ri daquilo e segui para o corredor que levava ao banheiro, entrei e parei em frente ao espelho, o local era bem decorado e muito bem limpo para um banheiro de uma boate. A decoração era em tons pastéis e mármore branco. Meu corpo estava suado pela atividade física. Tirei um laço de dentro do bolso e decidi fazer um coque deixando meu pescoço e costas livres, abri a torneira e comecei a passar um pouco de água no pescoço para aliviar, me olhei no espelho e fiquei ali parado.

 

Que raiva que eu ainda estava daquele maldito, quem caralhos ele pensa que é? Fechei os olhos, eu me lembrava muito bem a sensação de ter meu corpo contra o dele naquela pista de dança e como parecia que meu lado ômega quase gemia de prazer apenas ao lembrar do corpo forte do moreno.

 

Babaca, porém muito gostoso. Senti o cheiro familiar perto do banheiro, ótimo agora estou ficando maluco. Olhei uma ultima vez para o espelho e resolvi sair dali, andei em direção ao corredor até sentir uma mão forte me puxando, meu corpo foi imprensado contra a parede. Tentei usar minha força para afastar o corpo de mim.

 

— Mas que porra... — Eu fui silenciado com um beijo exigente, eu queria resistir e continuar a empurrá-lo, mas meu instinto foi mais forte quando reconheceu o cheiro do alpha, me entreguei ao momento fechando os olhos e correspondi ao beijo. Toda a resistência do meu corpo foi levada pelo calor que começava a me dominar.

 

Otabek pressionou seu corpo no meu, passou uma mão forte pela minha cintura levando a outra até meu cabelo o soltando. Passei as mãos pelo seu pescoço aprofundando ainda mais o beijo e arranhando de leve sua nuca. Ele soltou um gemido. Puxei o cabelo do moreno e ele correspondeu puxando uma de minhas pernas para sua cintura, roçando nossas ereções, gemi com o contato e comecei a sentir meu corpo lubrificando com a expectativa.

 

O moreno se afastou do beijo se guiando em direção ao meu pescoço lambendo sobre minha glândula de feromônio o que fez meu corpo ficar tenso, afastei-o bruscamente e o olhei irritado.

 

— Eu sabia que você não resistiria. — Ele deu um sorriso malicioso. Senti a raiva passar pelo meu corpo e sem pensar muito acertei um tapa no rosto moreno, vendo ele cambalear para trás.

 

— Vá se foder! — Mostrei o dedo do meio.

 

Sai apressado pelo corredor e me caminhei para a mesa onde meus amigos estavam. Não consegui me manter muito focado na conversa, eu ainda lembrava do beijo e de como me sentia idiota por ter correspondido tão animado. Em certo momento da noite Sala e Mila simplesmente desapareceram sem que ninguém percebesse, com toda certeza essa maldita ruiva estava transando por aí e me deixou sozinho. Fui em direção a pista de dança procurar Phichit e Lee para me despedir, eu estava cansado daquele lugar e com o tanto de feromônios que estavam pelo o ar. Os encontrei perto do bar.

 

— Eu estou indo embora. — Avisei ao moreno tailandês que estava bebendo um drink aconchegado ao seu noivo.

 

— Já? Yuri, nem amanheceu ainda. —  Ele me olhou de forma manhosa. — Avise a Yuuri que irei visita-lo.

 

— Mila sumiu, e eu odeio esse tipo de lugar. — Ele me olhou fixamente e acenou com a cabeça, me despedi dos dois e caminhei em direção a saída do local ignorando os babacas que apareciam na minha frente. Meu rosto foi atingido pelo frio do lado de fora do local, ao longe podia ver o céu avermelhado anunciando que logo sol apareceria.

 

Puxei meu celular e comecei a vasculhar a agenda em busca do número de taxi que eu havia anotado mais cedo.

 

— Yuri? — Ouvi uma voz hesitante atrás de mim, senti meu corpo ficar estarrecer.

 

— O que você quer agora? — Me virei vagarosamente na direção do alpha, ele me olhava com o rosto corado coçando a cabeça.

 

— Me desculpe. — Ele corou ainda mais. — Eu fui um grande babaca com você.

 

— Oh sério? Nem havia percebido. — Soltei toda a minha acidez em uma única frase. Ele revirou os olhos e apontou em direção a uma harley negra.

 

— Me deixe te dar uma carona. — Olhei desconfiado. — Juro que não farei mais nenhuma idiotice, só quero dar uma carona a você.

 

— Eu não sei…

 

— Por favor? Se Yuuri souber o que eu fiz a você desde que o vi ele irá me matar. —  Ri daquilo e concordei com a cabeça. Não causaria nenhum drama receber uma carona, eu estava precisando.

 

O segui em direção a moto que estava estacionada perto da boate, era irônico com o alpha se encaixava perfeitamente no estereótipo de badboy. A parte triste é que sempre tive queda por esse tipo de homem.

 

— Não corra com essa moto. — Ele me deu um sorriso que me fez semicerrar os olhos.

 

A primeira coisa que aquele maldito fez depois de eu sentar naquela moto foi acelerar, ele pilotava como se estivesse em uma perseguição policial o que me fez passar os braços pela sua cintura e fechar os olhos. Agora eu só podia esperar minha morte em algum acidente de trânsito. Quando paramos em frente a mansão a primeira coisa que fiz foi dar um soco nas costas do homem que gargalhava.

 

— Eu vou matar você, Altin!


 

— Não, quem provavelmente irá mata-lo sou eu. — Olhei na direção da voz, Victor estava parado em frente a porta de entrada com uma cara de poucos amigos, usando um pijama completamente amassado, sua olheira era evidente e o ar cansado. Senti meu sangue gelar.




 

Victor Pov


 

Yurio me olhou assustado, mas a minha atenção estava preso no outro alpha que me encarava sério. Otabek soltou um suspiro cansado e antes que pudesse dizer qualquer coisa o interrompi.

 

— Entre,Yurio. — Falei sem olha-lo.

 

— Victor, foi eu que… — Balancei a cabeça em forma negativa, sua voz morreu.

 

— Yurio, vá ver Yuuri. Ele vomitou muito durante a madrugada toda. — Aquilo foi o suficiente para o loiro olhar receoso para Otabek e entrar na casa apressado.

 

— O que você tem na cabeça, Otabek? — Ele me olhou confuso. — Chris viu vocês na sala de música e me contou tudo, agora você dá carona para ele?

 

— Não é isso que você está pensando. — Ele olhou corado para o chão o que aumentou a minha raiva.

 

— Eu não preciso pensar nada, na verdade eu nem quero analisar essa situação. Eu sinto daqui o cheiro que você está liberando. — O moreno arregalou os olhos. — Você é noivo, e eu o quero longe do meu irmão. Estamos entendidos?

 

— Ele não é uma criança, Victor! — Ele me olhou de cara feia.

 

— Mas é a porra do meu irmão! E eu não vou sequer lembrar que você é meu amigo se fize-lo sofrer, então realmente espero que fique longe dele. Não me importo com seu relacionamento, mas o meu irmão deve ser mantido fora disso.

 

Dei as costas ao outro alpha e entrei em casa fechando a porta. Fechei os olhos e os apertei com os dedos, eu me sentia exausto. Yuuri havia passado mal a noite inteira o que me fez ficar acordado, mesmo estando esgotado por causa de um caso novo em que estava trabalhando. Agora tinha que aturar Otabek secando o meu irmão enquanto estava na droga de um compromisso de noivado.

 

Se ele não amava aquele chinês porque iria casar? Tem coisas sobre esse homem que eu realmente nunca entenderei. Caminhei para meu quarto onde encontrei o amor da minha vida sorrindo fraco para Yurio enquanto passava a mão na barriga. A fraca luz do dia que ainda estava nascendo apenas acentuava as olheiras na tez pálida, ele parecia cada dia mais fraco e tudo aquilo estava me matando por dentro. Coloquei um sorriso falso no rosto e me joguei do seu lado na cama.

 

— Você vai machucar ele assim, velho!

 

— Yuuriiii, ele está sendo grosso comigo. — Coloquei a cabeça perto da barriga dele e comecei a acariciá-la. — Oi meu amorzinho, o papai está aqui.

 

Alisei a barriga e vi Yurio juntando a sua mão a minha, o olhei e ele estava com os olhos transbordando em lágrimas, ele me deu um sorriso de lado. Todos tínhamos noção de como toda aquela situação era perigosa para Yuuri, mas ele não queria desistir e isso era uma opção que só cabia a ele, eu estaria aqui para dar total apoio. Olhei para meu porquinho que havia acabado de cair no sono, ele era o amor da minha vida, meu destino.

 

— Eu vou para o meu quarto. — Ouvi Yurio se levantando e batendo a porta ao sair. Me aconcheguei a meu marido e me permiti dormir.



 

Yuri Pov


 

Uma semana, havia se passado. Uma semana desde o beijo e ele parecia ter decidido me ignorar, fingindo que nada havia acontecido.

 

Ele estava me deixando louco, não que eu quisesse ter algo com o alpha.

 

Otabek passava por mim, acenava com a cabeça e ia para o mais longe possível, quando ocorria de estarmos em um ambiente sozinhos ele arrumava uma desculpa boba e simplesmente saia. A situação beirava ao ridículo. Mila e Sala pareciam ter começado a sair com frequência nessa semana o que me deu todas as armas para perturbá-la. Ainda mais depois dela sumir na boate e volta no dia seguinte toda descabelada  e sorrindo atoa.

 

A situação de Yuuri me preocupava mas comigo aqui ele estava começando a se alimentar melhor. Daqui a um mês ele teria uma ultrassonografia para ver o desenvolvimento do bebê, eu estava mais ansioso que todos, até mesmo Victor que não calava a boca um minuto não me superava.

 

Sentei-me no sofá da varanda da sala de música, aquele agora era meu local favorito. Era fim de tarde e o tédio me dominava já que Yuuri estava dormindo, Mila sumindo mais uma vez e Victor trancado no escritório.

 

Decidi mexer no celular e fuçar a rede social em busca de distração, a pouco tempo havia sido adicionado em um grupo feito especialmente para ômeganistas. Comecei a vasculhar as publicações até achar um post feito por uma omega chamada Beeyu que estava repleto de comentários e curtidas das mais variadas reações.

 

“Porra alfa é a pior raça né? Alfa só pensa em comer cloaca cloaca cloaca cloaca e se tu não dar rum, ele fica de biquinho, pow os cara mal fazem ômega gozar, não sabem chupar um pau de ômega, tem alfa que não sabe nem onde fica a próstata, os cara mete o nó 3 vezes e já goza e ainda fica olhando pra tua cara pra ver se tu fala "que gostoso" man tem ômega virando omeganista pra poder saber o que é gozar, e vocês querem cloaca? Vocês não merece comer não, vocês merece toma na cloaca.”

 

Soltei uma risada absurda diante da publicação, ela estava tão certa que chegava a ser ridículo que aquilo pertencia a nossa realidade. Dei um amei e comecei a ler os comentarios na expectativa de distrair minha cabeça. Obviamente compartilhei aquilo no meu perfil pessoal.



 

1 mês depois


 

Eu acordei às cinco da manhã, não conseguia pegar no sono porque só sonhava com ele e isso me irritava mais do que eu gostaria de admitir, me levantei da cama e segui para o banheiro onde fiz minhas higienes. Entrei no closet e peguei uma calça de moletom preta e uma blusa com um desenho de tigre que era larga e deixava meu ombro esquerdo exposto, me vesti com pressa e amarrei o cabelo em um rabo de cavalo frouxo. Caminhei em direção a cozinha para preparar um café da manhã rápido, conferi os cômodos e o único que estava ocupado era o escritório de Victor onde ele revisava uma papelada. Bati na porta.

 

— Atrapalho? — Ele me olhou tirando os óculos e sorrindo.

 

— Sabe que não.

 

— Já comeu, Victor? — O olhei interrogativamente,ele tinha  péssima mania de não se alimentar nos horários certos.

 

— Sim, senhor comandante. — Ele bateu uma falsa continência. — Preciso revisar um caso e estou esperando que me tragam mais papéis que pedi. — Acenei com a cabeça e ouvi meu estômago roncar.

 

— Vou alimentar esse alien que está na minha barriga. — Dei as costas ao platinado que estava rindo de mim e me encaminhei a cozinha.

 

A cozinha era em estilo toscana, que nos dava a sensação em estar em algum lugar da Itália. Toda decorada em tons terrosos o que me dava a percepção de acolhimento, abri a geladeira e peguei os ingredientes para um sanduíche, que resultou em um com tamanho um pouco exagerado, guardei tudo e peguei café. Segui para a varanda da sala de música, aquele local havia se tornado meu refúgio naquela casa. Lá havia dois sofás de frente um para o outro com uma mesa de centro em madeira branca, o ambiente era todo decorado com branco e lilás e tinha tulipas rodeado completamente a varanda como uma cerca viva de flores.

 

Me sentei no sofá que me deixava com uma visão ampla do jardim, onde eu podia ver o sol nascendo e o orvalho ainda sobre as plantas. Comi meu sanduíche observando os pássaros que brincavam pelas árvores e flores do local. Um casal de andorinhas se seguiam de árvore em árvore, cantando um para o outro, suspirei com a cena e bebi meu café. Eu senti o cheiro dele próximo antes mesmo de ouvir sua voz.

 

— Sabia que você fica muito mais bonito sem aquela produção toda? — Virei na direção da voz e ele estava parado na porta de braços cruzados me olhando. Ele vestia uma bermuda preta, blusa branca de manga e all star, nem parecia o executivo sério que vi desfilando pela casa usando ternos durante todo o mês. O homem era um Deus do sexo, e quando dava seu sorriso malicioso era pior que um tiro.

 

— Não sabia que me vestia para agradar alguém, muito menos que você notava a minha existência. — Falei bebericando o café e erguendo uma sobrancelha. Sim, eu estava muito magoado pelas ignoradas que havia recebido, quem ele pensava que era para me beijar e depois fingir que eu era algum dragão que ele devia sair correndo?

 

— Eu posso te explicar o motivo de ter me afastado assim. — Ele começou a passar a mão pelos cabelos na marca já registrada de frustração.

 

— Eu não quero saber, Altin. Só vou te pedir uma coisa. — Falei sério olhando naqueles olhos que me tiravam o fôlego.Ele saiu da porta e se sentou na minha frente, recolhi minhas pernas e o olhei fixamente tendo certeza de não me deixar levar por aqueles olhor.

 

— Pode dizer.

 

— Devemos fingir que aquilo nunca aconteceu, foi o momento e deixamos nos levar. E quem sabe sermos amigos?

 

— E você decidiu isso por mim e você? — Ele me perguntou sorrindo de lado.

 

— Sim. — Revirei os olhos.

 

— Realmente vai fingir que não aconteceu?

 

Acenei com a cabeça, ele semicerrou seus olhos e continuou me olhando fixamente. Eu não notei quando ele me puxou para o seu colo e me beijou, no começo tentei me afastar mas quando mais ele pressionava seu corpo no meu, mais eu cedia e me deixava levar por aquele extinto maldito. Dane-se quem recusaria esse homem gostoso? Ele me beijou com urgência, enfiando sua mão por dentro da minha blusa e apertando minha cintura com força, eu não aguentei e acabei soltando um gemido que o motivou mais ainda.

 

Paramos quando precisamos de ar, ficamos nos olhando ofegantes. Naquele momento lembrei que aquele era o mesmo cara que me desprezou quando me conheceu, me beijou em uma boate e depois fingiu que eu não existia por quatro semanas, levantei-me e o olhei para ele furioso. Dei um tapa no seu rosto, ele colocou a mão na bochecha e me olhou espantado, ficamos nos encarando por alguns segundo que pareceram uma eternidade, Otabek começou a rir. A situação era tão ridícula que eu mesmo senti vontade de rir do que estava acontecendo, era tudo tão surreal.

— Yura, você realmente é surpreendente. — Quando ele disse isso lembrei dos sonhos, do homem do sonho me chamando, a vontade de rir sumiu e eu fiquei sério. — Podemos recomeçar? Aquele foi um mal dia para mim, eu sei que sou um babaca! Me dê uma chance para me conhecer melhor? — Ele me olhava fixamente com aquele maldito olhar sexy e penetrante, e eu simplesmente não consegui manter a raiva.

 

— Tudo bem, dou uma chance até porque dizem que você é um babaca legal .-- Comentei sorrindo e ele sorriu de lado.

 

— O que acha de sair comigo, Plisetsky? Eu posso passar aqui depois do escritório e te apresentar meus lugares favoritos da cidade.

 

Olhei para ele pensativo, mas o que me custaria ir com ele?

 

— Eu adoraria, mas se me irritar eu vou te bater. — Apontei o dedo para ele.

 

— Começo a desconfiar que isso é algum fetiche seu. — Ele deu um sorriso quase imperceptível. — Irei me comportar.

 

Ele riu e me puxou para sentar do seu lado, conversamos sobre as lembranças que ele tinha com Yuuri e Victor, diferente de mim ele havia passado mais tempo presente na vida deles durante esses anos, ele não se aprofundou em nada, como se evitasse muitos assuntos referente a seu passado e sua vida.

 

— Então seu irmão está na cidade? — Perguntei enquanto bebia o resto do meu café.

 

— Sim, provavelmente ele vem visitar o Yuuri hoje já que andou sem tempo nas duas semanas que está aqui.

 

— Yuuri consegue encantar a todos, não é mesmo? — Falei sorrindo para o moreno. Ele acenou com a cabeça retribuindo o sorriso. Ouvi alguém pigarrear, Mila estava encostada na porta com Yuuri ao seu lado.

 

— Espero não estar atrapalhando. — Mila sorria maliciosamente. — Que manhã bonita, não é mesmo Yuuri? — O japonês concordou com a cabeça sorrindo.

 

— Vocês já tomaram café? Se incomodaram se eu pedir para servir o meu aqui? —  Disse Yuuri nos olhando avaliadoramente, o alpha me olhou e tomou a frente da situação.

 

— Yuuri esse gato arisco não me ofereceu nem uma xícara de café, aliás a vista para o jardim está linda. — Ele olhou na minha direção ao dizer isso, o que me fez corar. Eu iria matar esse homem, tinha acabado de decidir isso.

 

Meu cunhado começou a rir e chamou a empregada  pedindo que servisse o café da manhã na mesa da varanda, eu aceitei beber mais um café e ficamos todos na mesa conversando enquanto Sala se aproximava já roubando um croissant, deu um beijo na testa de Yuuri e um beijo perto da boca de Mila. Quando ela fez isso todos pararam de falar e ficaram olhando-a. Olhei interrogativo para Mila.O que esse projeto de vadia escondeu de mim? Otabek estava olhando espantado a situação a sua frente, e o japonês estava sorrindo todo alegre, algo que tinha descoberto recentemente era que Yuuri poderia ser classificado como "Santo Casamenteiro", mas um do tipo agressivo.

 

Fixei meu olhar em Mila que gesticulou um "depois".  Sim, ela iria me explicar tudo nos mínimos detalhes. O café da manhã passou normalmente, Sala e Otabek seguiram Yuuri até o escritório onde foram rever algumas coisas burocráticas do afastamento de Yuuri do escritório por causa do período de gestação, eu arrastei Mila para o quarto dela e tranquei a porta.

 

— Me conte tudo nos mínimos detalhes sórdidos, velha. — Ela começou a rir e se jogou na cama abraçando uma almofada, isso seria classificado com uma péssimo sinal: Apaixonada.

 

— Lembra que na boate dançamos juntas? — Gesticulei com a cabeça confirmando, claro que eu me lembrava da "dança do acasalamento" delas, aquilo espalhou feromônios por todo ambiente. — Depois daquilo, demos umas voltas juntas, conversamos um pouco no lado de fora e acabou rolando...


 

— ROLANDO O QUÊ? — Soltei um grito, não sei se era de empolgação ou se eu queria bater nela.

 

— Sem dramas, okay? — Ela me tacou um travesseiro no rosto, sentei do seu lado na cama.

 

— Ela é uma alpha! E se tivesse perdido o controle e te mordido? Ou feito um nó?

 

— Eu confio nela, e acha que nunca vi como você e Otabek vem se olhando essas semanas? O que aconteceu entre vocês? Parecem que vão se atracar nos socos ou nos beijos a qualquer momento.

 

— Nada. — Desviei o olhar e fiquei encarando o teto.

 

— Fala ou serei obrigada a usar técnicas de tortura em você, pirralho! — Mila era minha melhor amiga desde que eu me entendo por gente, então sentei na cama suspirando e comecei a contar tudo desde a noite na boate e principalmente a conversa de hoje cedo.

 

— Eu vou matar ele! Como ele pode te tratar assim? Eu vou castrar esse homem! Porém, antes de para ele e tire toda essa suas teias de aranha no meio da perna.

 

— Mila! — Senti meu rosto corar, me levantei indo para a frente da janela de seu quarto, que dava uma visão para o jardim.

 

— Que foi? Ele é gostoso pra caralho.

 

— Já nos resolvemos, mas qualquer coisa eu mesmo mato ele, não tem problema. — Eu disse fazendo soquinhos com meu braço e fazendo Mila cair na gargalhada e me acertar uma almofada no rosto.

 

Ficamos por um bom tempo deitados na cama conversando e brincando, à tarde saímos com Yuuri para uma consulta ao nutricionista dele. Aproveitamos para acompanhar o japonês em sua compra de roupas para o bebê mesmo que ainda não soubesse o sexo, acabou comprando vários brinquedos também. Nada do que eu tinha vivido até ali foi tão bom quanto aquela tarde, eu não tive um grande exemplo de uma boa mãe ou pai, mas tinha certeza que Victor e Yuuri seriam os melhores pais. Voltamos para a casa, Yuuri receberia visitas e queria deixar tudo organizado para o jantar.

 


Notas Finais


Espero que tenham gostado desse cap XD
ainda mais da atitude do Yuri diante a briga, quem manda nessa porra é ele. Postei cap mais cedo por causa do nervosismo do ENEM. A quem for fazer também, boa sorte nenes <3


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