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História Last day of spring - Capítulo 3


Escrita por:


Notas do Autor


*Todos os personagem e suas histórias são de minha autoria.

<-> Boa leitura, divirta-se.

Capítulo 3 - Just a bad dream


11:20am:

Então finalmente chegamos a última aula.

 O professor de química se chamava Renato, ele era um cara alegre e gostava muito de jogar videogame, adorava andar de bicicleta e surfar.

Alguns anos depois ele sofreu um acidente de carro que o fez ficar tetraplégico, após isso ele se tornou uma pessoa amargurada..., mas acho que podemos concordar que sua amargura é compreensível.

A aula estava bem monótona, não havia nada de especial, finalizei as atividades propostas e fiquei observando meus colegas trabalharem, nada de especial.

Fiquei com um pouco de sede e resolvi ir beber água, pedi para o professor ele permitiu, então me retirei da sala de aula e fui em direção ao bebedouro.

Chegando perto do bebedouro ao passar pelo banheiro feminino eu vi um casal se beijando, logo fiquei um pouco perplexo... afinal estávamos na escola., então eu fiquei parado que nem um vegetal observando eles.

Eles notaram a minha presença, coisa que não era difícil... já que eu estava no meio do corredor parado que nem um cone. Eu ainda não entendi o porquê de eu ter ficado estático, mas enfim, eles então vieram falar comigo.

Eu estava pronto para ser xingado... afinal ponha-se no lugar deles. Um completo desconhecido observando você ficar com o seu namorado da escola... definitivamente acho que é um pouco incomum e um tanto quanto estranho.

 Então eles vieram em minha direção, e o garoto falou:

-- Qual foi meu irmão? Perdeu alguma coisa?

-- Tá pagando de louco? Rapa?

Tudo que passava na minha cabeça naquele momento era... Ok, então eu levarei uma surra agora.

Até que a garota ao lado dele interviu, ela olhou para ele e disse:

-- Deixa isso para lá Henrique, vamos voltar para a sala logo..., o professor já deve estar dando falta de nós.  

E resolvi pedir desculpas aos dois, já que eu não podia sair caminhando e fingir que nada disso havia acontecido..., na verdade eu podia e deveria ter feito..., mas como não fiz eu resolvi me desculpar com eles:

-- Meu nome é Luke, prazer.

-- Me desculpem, eu não queria incomoda-los eu apenas estava indo beber água e acabei ficando um pouco perplexo com a situação... me desculpem.

A garota então me respondeu:

-- Meu nome é Maitê, e esse ao meu lado é meu namorado Henrique.

--Entendi, enfim, me desculpa pelo Henrique... agora nós precisamos ir para a sala enfim. Até mais!

O namorado dela parecia muito furioso, mas o fato deles dois serem namorados me deixou intrigado, acabei deixando isso de lado e indo para sala de aula já que estava quase na hora da saída. (No final nem bebi a minha água)

Voltando para a sala eu vi uma menina de cabelo curto sentada na escada, ela estava chorando então eu resolvi sentar-me ao lado dela afinal, algo deveria ter acontecido com ela para ela estar chorando..., resolvi perguntar o motivo.

Então ela disse chorando:

-- Meu avô acabou de falecer... ele foi assassinado.

Aquilo sinceramente me destruiu em pedaços, eu achei que seria um motivo superficial, algo bobo, mas... não.

Mais uma pessoa que se vai por causa da maldade humana, mais uma vida arruinada em prol de bens materiais.

Isso me lembrou do dia em que os meus pais faleceram... apesar da causa da morte ter sido outro, eu me recordo que não chorei, porém, eu entendo o sofrimento dela. Afinal cada pessoa lida com a tristeza de um jeito.

Eu nunca fui de me importar com os sentimentos dos outros, não que eu me importe agora... sinceramente eu não ligo, mas também não é como se eu gostasse de ver os outros infelizes.

Quando ela disse que perdeu os pais logo me lembrei de uma frase antiga que meu pai dizia após a partida do meu avô...

A maior tristeza da perda de um ente querido não é apenas pela sua partida, ausência ou saudades, mas também por não sabermos para onde foi e com quem está.

-Desconhecido.

Eu concordo absolutamente com essa frase, mas tudo o que podemos fazer e torcemos para eles estarem em algum lugar melhor.

Então eu disse a ela:

-- Bom, todos nós morremos um dia, não é mesmo? Tudo o que podemos fazer e torcermos para que ele esteja em um lugar melhor, e que você possa encontra-lo em breve.

-- Eu gosto de acreditar que isso é apenas um sonho ruim, precisamos ter fé que um dia ele passará e todos nós poderemos nos encontrar em algum outro lugar.

-- Então aproveite a sua vida ao máximo, por você e por ele.

Ela então me perguntou o meu nome:

Respondi:

-Meu nome é Luke.

Ela me respondeu:

-- Ah, o meu nome é Lívia, desculpa te encher com meus problemas.

Eu sorri para ela e disse:

-- Não tem problema, mas agora eu preciso ir, enfim... fica bem.

E despedi-me dela e fui em direção a sala de aula para pegar os meus materiais, faltavam apenas 10 minutos para tocar o sinal e acabar a aula.

Lívia morreu aos 72 anos por insuficiência respiratória. Ela não tinha arrependimentos e a noite de sua morte foi calma, ocorrendo apenas uma garoa.

Naquela mesma noite mais uma estrela se apagou no céu.

O passado de Lívia:

Lívia era uma garota normal, ninguém de extrema importância, ela apenas vivia em seu mundinho, desde de pequena ela sempre foi assim. Uma curiosidade dela é que, desde pequena ela sempre foi muito chorona. Ela foi criada pelos avós.

Quando Lívia tinha mais ou menos 9 anos ela perdeu a sua irmã mais velha, ela faleceu após adquirir uma bactéria. A irmã dela tinha apenas 15 anos quando morreu, ainda tinha muito o que viver pela frente, porém, a vida dela esvaiu-se entre seus dedos.

Lembro-me de quando fui buscar a sua alma, a família estava reunida no hospital quando o médico deu a notícia. Eu pude ver o desespero em seus semblantes, e os prantos dos avós dela, até mesmo seu pai que não estava presente nas criações das filhas, e que não gostava de demonstrar muito o que sentia acabou despencando.

Eu não sei o que eles sentiram afinal eu nunca tive família, e nunca tive alguém a quem perder, mas em todos esses milênios recolhendo almas eu aprendi muito sobre os sentimentos humanos, e pude imaginar o vazio dentro de seus peitos.

Eu me recordo da primeira alma que recolhi... era a alma de um padre, ele havia sido assassinado dentro da igreja a tiros, eu havia chegado um pouco antes..., eu assisti eles retirarem a vida do pobre padre, antes de morrer ele disse as seguintes palavras:

“Perdoai as ações desses pobres coitados pai, eles não sabem o que fazem”

Então eles atiraram contra o padre sem misericórdia, mas havia um fato curioso... ele não estava nervoso, apenas pediu a Deus para perdoa-los e aceitou a morte de bom grado, sem implorar por perdão, ele tinha fé que ia para um lugar melhor.

Nesses dois ocorridos duas estrelas se apagaram no céu, assim como na morte do pobre padre, na morte da irmã da Lívia também houve muita chuva.

12:00am:

Caminhando para casa...

Chegando em casa notei que como de costume minha tia não estava lá, resolvi tomar um banho, aquele dia tinha sido bem cansativo.

Fiz um yakisoba.

Após comer, deitei em minha cama para descansar e acabei dormindo.

Tudo ficou preto... e comecei a me afogar em um vazio... novamente aquele maldito sonho.

Eu reparei em uma coisa que não tinha percebido antes, todas as pessoas que eu vi no primeiro sonho estavam novamente nesse, porém, agora eu via nitidamente seus rostos, todos eles eram pessoas que encontrei mais cedo na escola, pergunto-me como eu sonhei com elas se nunca havia visto elas na vida, isso é assustador.

 

Eu sabia que estava sonhando, mas sentia como se estivesse acordado..., mas eu não conseguia abrir os olhos, resolvi desistir e ficar me afogando naquele vazio... afinal o que de mal poderia me acontecer, é apenas um sonho, não é? 


 


Notas Finais


spero que tenham gostado e que tenham conseguido se entreter, see you space cowboy!

~Próximo capítulo: Stairway to heaven


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