História Last day of spring - Capítulo 4


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Notas do Autor


*Todos os personagem e suas histórias são de minha autoria.

<-> Boa leitura, divirta-se.

Capítulo 4 - Stairway to heaven


  

Essa sensação é péssima, eu simplesmente estou me afogando no vazio, eu não consigo gritar e nem acordar sozinho..., tudo o que posso fazer é esperar o meu despertador me “acordar”, mesmo parecendo que estou acordado não consigo reagir.

Sinceramente minhas noites vem sendo péssimas, e o pior de tudo é dormir sabendo que isso vai acontecer novamente. Eu penso seriamente em parar de dormir, porém isso está meio fora de cogitação.

Eu nunca havia visto algo parecido com isso antes, todas essas sensações “sonhos” ocorrem quando a sua alma está sendo recolhida, mas esse não era o caso, é como se sua alma estivesse ali esperando que eu a buscasse, porém eu não posso... bem, ele não está morto, ainda.

Finalmente o despertador tocou e aquele maldito sonho chegou ao fim, então eu fui me arrumar para a escola. Me escovei, tomei banho, mas ainda faltava alguns minutos então resolvi sentar-me na varanda do meu quarto e observar as pessoas passando.

Eu acho realmente tedioso a maneira que a maioria das pessoas levam a vida, elas literalmente passam a maior parte da vida estudando para logo após arrumarem um emprego e assim ficam por vários anos, e quando percebem o tempo se esgotou... estava na hora de partir.

A casa da minha tia fica no centro, é bem movimentado por aqui... diversos carros e pessoas transitam a todo momento, consigo observar várias pessoas apressadas indo para seus trabalhos, como robôs que são programados para obedecerem a ordens. Vejo pessoas engravatadas correndo para não chegarem atrasadas em seus respectivos empregos... vivendo apenas em prol de dinheiro, dinheiro para mim tem um significado muito claro... perdição, porém não podemos viver sem ele, afinal precisamos comer.

Quando me dei por conta já estava quase na hora da aula... eu havia me esquecido e estava quase atrasado para a aula.

Felizmente eu consegui chegar a tempo, apesar de ter ficado todo suado... isso definitivamente era péssimo.

Existem algumas coisas que definitivamente eu tenho ódio, praia, doces, refrigerante, e ficar suado, não sei o motivo, mas eu prefiro ser alvejado por pedras do que ficar soado... eu odeio essa sensação, é horrível.

Então eu subi para a sala de aula... era aula de português.

O professor se chamava Ruan, alguns o classificariam como uma pessoa debochada, ele definitivamente gostava de rir da cara dos alunos. Os alunos definitivamente o massacravam, dizendo que ele era o pior professor, que preferiam fulano ou ciclano... que a aula dos outros era bem melhor que a dele, mas não parecia o afetar ele apenas debochava da situação e após de uma risada esquecia-se de tudo que foi dito e prosseguia com a aula, as interrupções eram bem frequentes.

Apesar de tudo ele parecia ser uma boa pessoa, ele apenas queria dar aula, mas definitivamente desde que entrei aqui percebi uma coisa, é bem complicado dar aula nesse lugar.

Os alunos ficam interrompendo os professores, fazendo brincadeirinhas desnecessárias, eu penso as vezes que eles podiam cair na realidade, parece que eles não percebem que uma maleta de dinheiro não cairá do céu em seus colos, e que se não se esforçarem serão apenas mais uma engrenagem em um sistema gigantesco, tudo bem, você não pode escapar disso, mas cabe a você a escolha de ser uma pequena engrenagem ou alguma que realmente faça diferença.

 Eu sempre fui de aprender com os erros dos outros, mas existem coisas que simplesmente meu cérebro parece rejeitar a realidade, me dizendo que se eu tentar vai ser diferente, isso nunca funcionou definitivamente, o fracasso sempre vem de um jeito ou de outro.

Hoje tinha um novo aluno na sala, Marcos. Ele era meio fechado e não falava muito, isso me deixou intrigado.

Muitas pessoas são bem quietas, nem todos são de socializar, é bom pensar nisso porque as vezes julgamos os outros sem conhece-los, nunca sabemos o que a pessoa passou, somente ela sabe das dores que carrega.

 

Uma vez eu li uma frase que dizia:

 “Quando o passado bater em sua porta não atenda, ele não tem nada de novo a dizer”.

Mesmo sabendo disso, sempre abrimos aquela porta, o motivo disso eu não sei... talvez seja aquilo que eu falei de querer cometer os mesmos erros.

Bom, ele sentou-se ao meu lado e ficou ali parado por um bom tempo, apenas observando.

Ele parecia atordoado com tanto barulho a sua volta, como se não estivesse muito contente de estar ali.


Notas Finais


Espero que tenham gostado e que tenham conseguido se entreter, see you space cowboy!

~Próximo capítulo: We can't change the past


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