1. Spirit Fanfics >
  2. Last Hope >
  3. : how did we get here?

História Last Hope - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Então,
É 3h da manhã e eu surtei completamente e decidi voltar com essa fanfic que eu tenho tanto carinho depois de largar ela por 4 anos.
Mas eu nunca esqueci ela!
Decidi que se eu não postar esse capítulo de uma vez e tentar continuar, nunca mais vou fazer isso, então estou tentando.

Para a Bob de 2014-2016, perdão!
Para os antigos leitores, perdão em dobro! E obrigada por estar de volta!

Espero que gostem dessa nova versão.

[[DISCLAIMER NAS NOTAS FINAIS]]

Capítulo 1 - : how did we get here?


Fanfic / Fanfiction Last Hope - Capítulo 1 - : how did we get here?

Foi no intervalo do almoço do colégio em que eu percebi que o meu cabelo se camufla muito bem em um prato de espaguete com molho à bolonhesa. E eu descobri isso da pior forma possível.

Você pode segurar essa imaginação por um minuto... O macarrão coberto de molho vermelho escorrendo entre os meus cachos igualmente da mesma cor; e a expressão rígida no meu rosto esboçando uma raiva, que na verdade é bem frequente no meu dia-a-dia; mas... Não era só eu ali naquela cena.

Mas antes de tudo ou qualquer coisa. Eu sempre detestei essas apresentações clichês, e que todo mundo realmente está cansado de ler, mas isso foi até eu precisar contar uma história na qual eu sou a protagonista.

Eu sou Merida, primogênita descendente do antigo Clã Dunbroch — que ainda se situa próxima as ilhas de Berk, onde minha família se mudou pouco tempo depois de eu nascer. — Eu estou prestes a lhe contar a história do maior acontecimento dessa cidade na última década, cujo os responsáveis me incluem junto com as cinco pessoas mais irritantes do planeta.

Voltando ao espaguete no cabelo... Não era a primeira vez que Rapunzel Corona jogava comida em alguém, mas eu defendo que daquela vez ela não havia começado nada, mas ela era sensível de qualquer forma. Preciso poupar palavras dessa introdução então, como um efeito dominó, o macarrão no meu cabelo acabou resultando em uma adorável guerra de comida no refeitório.

Eu sei. Cliche. E Um grande desperdício. — Mas pelo menos valeu uma cena digna de filme de comédia adolescente.

Por isso não era de se esperar que dez minutos depois todo o salão de repente ficasse em silêncio, quando o diretor Norte caminhou com passos calmos pela multidão agitada, triunfalmente sendo recebido com comidas voadoras por todos os cantos até, bom, até ele parar na nossa mesa. Norte é um velho realmente bem-humorado e divertido, sempre conversando com você com sua voz alta e animada acompanhada de risadas extravagantes, mas quando esse cara fica irritado...

Violet Lucy Parr! — Foi o primeiro nome que sua voz fez soar tão agressiva. — Wilbur Framagucci Robinson! Jackson Overland Frost! — Os dois garotos rapidamente desceram das respectivas mesas cujo eles estavam em cima de pé. — Hiccup Horrendous Haddock! — Eu vi pelo canto do olho que o moreno estremeceu ao ser chamado, ele odiava que o chamassem pelo nome completo. Rapunzel Charlotte Corona! E... — Quando Norte olhou diretamente nos meus olhos, eu realmente senti na pele o que era estar na lista negra do Papai Noel. — E... Merida. Katherine. Dunbroch. — Saibam que eu já estou acostumava a ouvir meu nome sendo dito dessa maneira tão brutal, e com razão, só que minha mãe é tão delicada perto dele. — Na minha sala. Agora!

É... Foi com esses seis jovens estudantes do último ano do ensino médio do Colégio Saint North de Berkguarde essa frase ­– que começou tudo.

É claro que a nossa história não inicia com uma briga no refeitório com uma guerra de comida, não, seria clichê demais. Eu diria, pessoalmente falando, que foi quando eu esmurrei o nariz do Flynn Rider até sangrar no meio do campo enquanto eu usava a roupa de Nordo, a rena — o velho achava que era um bom castigo (de outra ocorrência) eu ser a mascote do time por três jogos seguidos, mas provou estar errado quando eu mandei o capitão para a enfermaria no primeiro jogo. — Mas eu já chego lá, ok?

Diretor Norte parecia muito irritado apesar de andar como se estivesse caminhando sobre nuvens. Eu estava ao lado de Wilbur, enquanto todos nós o seguíamos — também não era a primeira vez que essa cena se passava nos corredores. — Olhei pelo canto esquerdo, Rapunzel resmungava da maionese dentro do ouvido e Jack ria dela. Voltei o meu olhar para frente quando senti os dedos do Wilbur tocarem meu pulso.

Lembra do que eu te falei, tá? — ele sussurrou quando meus olhos fitaram seu nariz sujo de iogurte de morando, que àquela altura já havia secado em sua pele.

Olhei levemente para trás, na direção oposta, encontrando Hiccup com uma expressão realmente amarga no rosto, me encarando tão frio que cheguei a me abraçar, arrepiada. Vi que Violet fazia o mesmo ao lado dele, mas devia ser pela jarra de suco de laranja que foi derramado sobre sua cabeça – o cabelo dela ainda estava pingando.

Não me surpreendi quando encontramos Aster de pé ao lado da mesa do North. Ele estava bem desanimado aquela manhã, o que também já era de se esperar depois de tudo. Ele me lançou um olhar compreensível, o que fez me sentir ainda mais culpada. Fiquei enjoada com isso e tive que me sentar. Wilbur colocou sua blusa sobre os ombros de Violet, mesmo sem a vontade dela, antes de se sentar ao meu lado, juntamente com Rapunzel. Notei que Jack permaneceu de pé atrás de nós, e Hiccup estava encostado nas prateleiras da sala, a direita, com os braços cruzados.

Norte deu um longo suspiro quando se sentou sobre sua cadeira – parecia um chefe da Máfia junto com seu Conselheiro.

— Aster e eu estivemos conversando muito sobre vocês esses últimos dias — começou ele, com uma voz calma. — Vocês tiveram muitas dificuldades, não podemos esquecer, e apesar disso, enfrentaram todas elas juntos. Também vejo que aprenderam muito uns com os outros. Não precisei de nenhum relatório do Aster para ver isso, é bem nítido. Obtiveram mudanças excelentes nesses meses, e não podíamos estar mais orgulhosos. — Ele fez uma pausa, coçando a barba em seguida. — Até que, bom, parecem ter regredido drasticamente essas duas semanas.

O silêncio que seguiu sua fala foi pesado. Mantive meus olhos no Professor Aster o tempo todo, enquanto ele permaneceu encarando os tacos de madeira escura do piso. Percebi que aquele deveria ser um momento para um de nós negar alguma coisa ou explicar a situação, mas ninguém disse nada, e o nosso professor claramente tomou isso como uma resposta para os seus pensamentos. Assentiu a cabeça e umedeceu os lábios, ergueu seu olhar para Jack quando disse:

— Norte não concorda comigo, mas... Eu acho que deveríamos tirá-los da competição.

E nisso as vozes explodirão em reclamações indignadas. Apenas eu e Hiccup permanecemos quietos, mas vi pelo canto do olho que ele pareceu assustado. Eu não estava surpresa, mas a voz decepcionada de Violeta atrás de mim me fez querer chorar por algum motivo.

— Não podem fazer isso, nós demos duro para chegar até aqui! — reclamou Rapunzel.

— Depois de a gente quase fracassar na última prova, vamos sair assim? Como se fossemos ovelhinhas medrosas? — Jack exclamou irritado.

— E quanto ao patrocínio da DWP com a escola? Vamos perder isso...? — Hiccup se pronunciou.

— Eu mandei fazer vinte e cinco camisetas para sortear no meu Instagram — Foi a vez de Wilbur se frustrar. — Vou fazer o que com elas daí?

— Camisetas, Wilbur? Sério? — Violet parou de resmungar para bater na cabeça de Wilbur.

— Eu ia até dar uma pro Toninho de presente com a sua cara estampada. — Ele se virou para encará-la com aquela expressão engraçada que ele sempre fazia quando estava indignado.

De repente eu comecei a rir. Senti falta disso. Principalmente das brigas dos dois. E de repente minha mente foi inundada com várias lembranças nossas. Eu não deveria ter deixado nada daquilo acabar. Foi naquele momento que eu finalmente percebi que eu deveria fazer alguma coisa, afinal, eu era a líder.

— Baixou o santo, Merida — comentou Rapunzel, me olhando esquisita. Eu não havia notado que estava gargalhando.

Eu tomei o folego e olhei para Norte a minha frente. Ele me encarada segurando uma risada, ele sabia, ele sempre sabe.

— Muitas coisas aconteceram, Vô — disse Jack. — Mas, como o senhor mesmo me ensinou, não deveríamos cancelar uma boa viajem só pelas curvas e buracos que terão na estrada. — Wilbur franziu o cenho exageradamente e olhou para Jack; ele sempre ficava impressionado quando o albino surpreendentemente falava palavras profundas, e ele não disse nenhuma besteira em resposta, como normalmente faz. — Não deveríamos sacrificar algo tão extraordinário. — Ele olhou docemente para Rapunzel, que retribuiu um sorriso.

Norte relaxou, recostando-se em sua cadeira e coçou a barba novamente.

—  Me contem o que aconteceu, então.

Então — Rapunzel se inclinou para frente. — Na minha opinião, isso começou quando o Jack roubou minha fama de mim...

— O que é isso? Seu bichinho de pelúcia? — Jack perguntou sarcástico.

— Nossa, vossa celebridade — Wilbur zombou.

— Você agora é conhecida em todos os cantos do mundo e ainda assim não consegue superar que o colégio gosta mais de mim, o fabuloso Jack O’Frost, do que de você.

— Depois de tudo que você fez ainda. — Wilbur começou a rir. A loira revirou os olhos e cruzou os braços, seu rosto claramente emburrado. — Eu até acho que na verdade isso começou quando a Rapunzel e a Gothel...

— Nem vem, Wil — Rapunzel o interrompeu irritada.

— Ele pode estar certo — disse Jack a provocando. E assim uma nova discussão se instalou na sala, com um tentando falar mais alto do que o outro; mas ainda assim consegui ouvir o suspiro que Hicc deu atrás de mim.

— Senhor Norte... — eu decidi finalmente falar, fazendo-os se calarem. Ergui meu olhar para o barbudo quando continuei. — Se quiser saber mesmo o que realmente aconteceu... A gente vai ter que voltar, pra bem antes de tudo...

 

LAST HOPE – 01

: como foi que chegamos aqui?


Notas Finais


________________________________
DISCLAIMER

PLÁGIO É CRIME!

– Essa fanfic é um remake de Last Hope (2014-2016) que foi cancelada.
link: https://fanfiction.com.br/historia/565631/Last_Hope_cancelada/

– Personagens não me pertencem, apenas a história e a arte da capa.

– A história se passa na cidade fictícia de Berk (não é a mesma do livro nem da animação, só tem o mesmo nome). Não especifiquei sua localização, nem o idioma, nem como as coisas lá funcionam, deixei o mais vago possível propositalmente.

– Como a outra versão, será narrada pela Merida, com algumas intervenções de outros de personagens. Mas tentarei sempre manter o ritmo.

– Fanfic movida por feedback!
________________________________

Eu meio que não sei o que dizer, temo que esteja "falando com as paredes", então vou esperar alguém se pronunciar antes que eu possa me declarar.

Não sei quando voltarei, mas quero acreditar que em breve.
Obrigada.

~BobLee^^


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...