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História Last Hope - Capítulo 6


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Capítulo 6 - Sexto


Hermione apertou os olhos tentando deixar apenas no corpo a dor que sentia após Ron aliviar-se. Já fazia mais de uma semana que isso acontecia a ela e as poucas visitas que tivera de outras pessoas além do ruivo não desconfiaram de ela definhar tanto em pouco tempo. A jovem já tinha olheiras profundas, pois em seu íntimo havia medo de dormir e perder-se no mundo dos sonhos, deixando-se de viver. Também tinha medo de acordar enquanto o seu corpo era usado para alívio. Hermione sabia que não havia sido nada fácil para a família Weasley perder Fred, já estava difícil quando Gui foi quase transformado, perdendo o emprego no banco, agora mesmo que estavam desestruturados. 

Uma coruja pousou na cabeceira da cama trazendo no bico uma carta com o selo da família. 

“Por certo eles erraram o endereço.” Pensou ela retirando a carta do bico e o pássaro voou em seguida. 

Pensou em chamar monstro para devolver quando a densidade do papel lhe chamou a atenção, era a mesa que recebera convidando-a para o casamento de Gui e Fleur. 

— Não. Não. Não. Não! Não pode ser… — Desesperou rompendo o selo e abrindo ao envelope — Não pode ser — Choramingou erguendo o pergaminho e vendo ao convite do próprio casamento.  

Hermione pediu a Monstro uma pena, e após avaliada, a família acreditou que ela queria apenas um passatempo devido à inutilidade que se encontrava. Aguardou pacientemente receber o objeto somente para pôr a pena no papel e retirar apertando os olhos enquanto as palavras não fluíam, sempre fora tão fácil escrever e agora, simplesmente, não conseguia, as palavras “ajude-me” não saiam. O cuco soou, cinco horas. Ela sabia ter pouco mais que dez minutos até Ronald se esgueira pelo quarto por isso, apressou-se tropeçando nas palavras e deixando que o medo a guiasse pela primeira vez em anos. 

 
 
 

“Senhor Prince. 

Envio essa carta, pois sei ser a minha única salvação. Eu não quero que isso ocorra e se eu o mencionar, testificarão que sou insana e me mandarão com mais urgência ao ST’MUNGUS. Eu não estou louca. Eu não estou insana. Ainda tenho uma voz,  ainda sou a mesma pessoa. A garota irritante que ergueu a mão sem ser mencionada. A menina que ateou fogo a capa de um professor quando pensou que fosse ele a azarar a vassoura do Harry, a que foi atrás da pedra filosofal e desvendou o mistério das poções. Ainda sou a mesma Hermione que roubou materiais do estoque e fez uma poção polyjuice e ainda descobriu sobre o basilisco mesmo, petrificada.  

Ainda sou a Hermione que fazia caretas involuntárias ao lembrar-se do gosto da poção de mandrágoras e salvou Sirius Black e Buckbeak com um vira-tempo. Sou eu. Eu não estou louca. Por favor, Senhor Prince, acredite em mim. Eu não estou louca e não quero esse casamento”. 

Att. Sra. Prince 

 
 
 

Lágrimas corriam em abundância quando Hermione finalizou. Refez o selo após colocar a carta no envelope e antes que pudesse procurar ou pedir por uma coruja, ouviu passos nas escadas e o sorriso de Ron, obrigando-a enfiar o envelope atrás do travesseiro no exato momento que ele abriu a porta e inspirar profundamente para seja lá o que acontecesse aquela tarde. 

— Kingsley esteve essa tarde com a mamãe — Disse o ruivo retirando a peça de roupa — Infelizmente, ou felizmente, os aurores não encontraram nada, nenhum feitiço feito na sua casa. Nem mesmo os móveis ou magia de proteção de sangue. 

“Claro idiota, os Granger não existem mais” pensou ela, mas se limitou a soltar um gemido e apertar os olhos enquanto sentia a mão dele passar pelas coxas e erguer a camisola velha. Assim que o colo estava nu, Ron abaixou a parte das frentes de suas calças e separou as pernas dela, ignorando os gemidos de dor que vinha enquanto Hermione focava no relógio contando o tempo para que aquilo acabasse. Tentou preservar a mente para manter-se sã quando sentiu que ele começava endurecer e enervar-se demonstrando estar chegando ao fim. 

Ron agarrou a cabeça dela com os travesseiros enquanto se aliviava e ela só conseguia pensar em se ele encontrasse o envelope exatamente em baixo de sua cabeça próximo à palma da mão do ruivo. Por sorte a mente dele estava muito distraída com o recém-alívio para perceber a mudança na textura na fronha do travesseiro enquanto ela agradecia a Merlim por aquela pequena benevolência que lhe concedera.  

— Mamãe e Ginny virão arrumar você para a cerimônia de amanhã. — Ron interrompeu o silêncio e os pensamentos dela — Espero que você não fale nada sobre o que vem acontecendo as tardes e algumas noites por aqui. De qualquer forma, elas não acreditariam mesmo em você.  

O ruivo deu os ombros e caminhou até a porta, lançou um beijo para ela ante de fechá-la e Hermione finalmente deixou que as lágrimas rolassem. Tinha menos de vinte e quanto horas para conseguir uma coruja, mas como conseguiria? 

A indisposição pelo ato recém-ocorrido drenava os restantes de forças que ela tinha, somados aos dias sem dormir, ela se via cansada tanto fisicamente quanto psicologicamente. Ela precisava fugir dali, necessitava recuperar a sua magia, precisava encontrar seus pais e o único que era capaz de ajudá-la, o único quem ofereceu isso estava incomunicável. Hermione precisava de uma coruja, um corvo, uma águia, qualquer animal que fosse para transportar a carta.  

Sem se importar em vestir-se novamente, ela jogou o corpo nu no chão ignorando a dor e arrastou até o parapeito da janela onde uma ave escura que ela não soube diferenciar o que era devido ao esforço de manter os olhos abertos.  

Jogando todo o peso no braço, ela deixou o tórax descansar no parapeito enquanto os ventos que corriam por Londres começavam a esfriar ricocheteavam o seu cabelo e a fazia tremer. Que se ferrasse uma pneumonia àquela altura do campeonato, ela só não queria mais ser uma submetida a família Weasley que visava o crescimento através de casamentos. 

Certamente Artur Weasley já tinha uma ideia da profissão dos genitores de Hermione, e na quantidade de dinheiro que eles haviam guardado para a filha e certamente o homem dividiu o conhecimento com Molly Weasley quem tanto fazia gosto e apreço pela união da unigênito com o filho mais novo. De certa forma também como a família via o casamento de Harry com a única filha ainda menor de idade. Ginny poderia ser uma líder nata em Hogwarts capaz de comandar os remanescentes da Armada de Dumbledore, mas na toca ou qualquer lugar o seu dever era baixar a cabeça e dizer “sim, senhora” para a matriarca. 

 Hermione não duvidava que a ruiva ainda fosse apaixonada por Dean, mas estivesse confusa consoante as diversas ideias que a mãe punha na cabeça.  

E, foi levada nas conjecturas e no frio que, ela assistiu à ave perder-se na vista. 

Decerto que Snape recebeu a carta enquanto tomava uma dose da sua bebida e observava a maturação de uma das suas poções, mas fora dois dias depois do envio. Àquela altura Hermione Granger já havia herdado o sobrenome Weasley e a família a conta bancária da jovem. 

Nem sequer leu o que estava escrito atrás antes de arremessar ao papel no fogo acreditando que a jovem havia chamando-o para compartilhar de um momento alegre. 

Severus escovou os cabelos para trás e abandonou o copo em baque sendo ensurdecido pela tapeçaria. Em passos hesitantes ele foi até o quarto que outrora a jovem estava hospedado e viu sob a cama as roupas que a salvou da morte lembrou-se do dia que a entregou nas mãos de outro, mas o que faria? Cobraria a aluna por uma dívida de vida obrigando-a casar-se com ele e ver de longe a família que a colheu? Não, Snape era mais que isso. Era um homem considerado desonesto e injusto às vezes, mas, contrariando aos comentários, tinha o senso de Justiça. Se Hermione Granger queria estar casada com Ronald Weasley, pois que casasse com Ronald Weasley e que se esquecesse dele.  

Hermione, no que lhe concerne se encontrava deitada sob as camas de mola olhando apenas para a parede enquanto o quarto cheirava a desinfetante e polidez. Realmente Molly Weasley atestou a insanidade da jovem após a assinatura por escrito, uma vez que ela não era mais provida de magia. 

Ela estava finalizando o primeiro dia na nova casa: o leito simples do hospital onde se permitiu dormir por uma hora inteira sem ter medo de Ronald Weasley entrar no quarto sem ser anunciado e abusá-la enquanto dormia. 

A única coisa que trouxera consigo havia sido o anel dado por Snape alegando ser um presente da família Granger, ela observou a pedra verde reluzir e ficou imaginando se tinha poderio o suficiente para lo convocar. Hesitante, levou a mão até a pedra e antes que a tocasse a porta do quarto foi escancarada. Ela pensou que ele havia lido a carta, que viera salvá-la mais uma vez. Infelizmente os cabelos e olhos não eram negros daquele quem passou pela porta. 

Ela inspirou fechando os olhos, sabia que uma hora ele viria. O seu verdadeiro marido chegara para a lua-de-mel oficial. 



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