História Last Kiss - Capítulo 4


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Categorias Naruto
Personagens Sakura Haruno, Sasuke Uchiha
Visualizações 55
Palavras 3.749
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá, leitores! Tudo bem? Desculpem a demora, porém voltei!

Capítulo 4 - The sound that night


A imagem turva diante de seus olhos não permitia que Sasuke conseguisse entender o que estava acontecendo, só era rápido demais para seguir com os olhos e lhe dava a sensação de pânico. Na sua frente ele conseguia perceber como suas mãos seguravam de forma desordenada no volante em busca de controle.

- O... o que é isso? O que está acontecendo? – Ele se perguntava enquanto tentava controlar o volante a sua frente.

- SASUKEEEE!!!!! – E Sakura gritou de forma horrorizante.

 

Sasuke acordou em um pulo. Sua garganta estava tão seca e fechada que mal conseguia respirar, ofegante e ainda em estado de susto, olhava atentamente para sua mão que estava tremula. O que tinha sido aquele sonho?  Suspirou, deixando que seu corpo voltasse a cair na cama de forma pesada. Ele olhava fixamente para o teto. Que droga era aquilo? O Uchiha estava tão impressionado com a forma como aquilo pareceu real que, ele nem mesmo conseguia fechar os olhos que já se lembrava daquela cena. Mas o grito...

- Calma, Sasuke. – Repetia para si mesmo – Só deve ser nervosismo. – Respirou fundo. Sasuke revirou sobre o colchão e estendeu o corpo em direção da caixinha preta de couro em cima do criado-mudo, ele sorriu. – Com certeza é nervosismo. – Repetia contemplando o solitário que daria a Sakura aquela noite.

Dois anos haviam se passado desde que eles estavam namorando, e como dito anteriormente, essa nunca foi uma história cheia de intrigas ou mal-entendidos, ao contrário, Sasuke e Sakura viviam um romance solido e confiante. Ir para a França não era uma brincadeira ou um sonho distante, era realmente um objetivo e que tinha até tomado a forma de uma garrafa na estante de Sasuke onde ele sempre colocava dinheiro, “A lua de mel” perfeita. Não que ele já tivesse um bom emprego, mas graças ao irmão estava trabalhando diretamente com importação de produtos e alimentos próximo ao píer, e o salário era com certeza melhor do que quando era balconista do café, além disso, estava prestes a ingressar no curso de arquitetura. Nada estava dando errado. Juntos, os dois terminaram o colégio, estavam estudando para as faculdades e fazendo planos sobre casamento, viagens e até se arriscando a falar de filhos; mas claro, esse era um plano ainda bem distante. E apesar de Sasuke ter visto Sakura se formar na escola com méritos, competir para a vaga de medicina numa das melhores universidades do Japão e, sair da livraria para trabalhar em um laboratório, o que ele de fato considerava uma conquista era ter descoberto onde Sakura tinha tatuado o gato. Era um gatinho preto feito na lateral do corpo próximo a costela pouco abaixo do seio.

Depois de todo esse tempo juntos e de todos os planos que vinham fazendo, Sasuke finalmente havia decidido dar o segundo passo depois do namoro. Estava na hora de pedir Sakura em casamento. Ele planejava aquilo desde a noite em que começou a namorar ela, não que precisasse ser perfeito, mas porque queria ter gravado em sua mente a expressão que ela fizesse ao ver o solitário em seu anelar. Céus, como ele a amava.

O Uchiha estava parado a frente do grande espelho de seu quarto, de cabeça baixa ele terminava de abotoar sua camisa social enquanto repetia para si mesmo as palavras que vinha treinando nos últimos dois anos; o que diria, como diria. Ele estava nervoso. Encarava seu reflexo no espelho enquanto tentava colocar seu cabelo do melhor jeito possível; para trás, para o lado, arrepiado. Droga, Sasuke, não conseguia nem mesmo decidir seu penteado.

- Parece nervoso, irmãozinho. – Itachi surgiu de surpresa na porta do quarto onde estava recostado e com os braços cruzados.

Sasuke suspirou – Eu nem percebi que estou – Comentou olhando para o irmão pelo espelho – Espero que tudo saia como eu planejei.

- Vai sair. – Itachi suspirou – Mas é um incomodo meu irmão mais novo estar prestes a ficar noivo e eu nem ter uma namorada.

- hahaha Idiota. – Sasuke não podia evitar se divertir com o irmão – Não é como se eu fosse me casar amanhã. Você ainda vai ter algum tempo até eu me casar. – Sasuke se virou para olha-lo – O problema vai ser se eu me casar e você ainda estiver solteiro, capaz da mãe te arrumar encontros as cegas e te casar com alguém.

Itachi riu de cabeça baixa – Que problemão que vai ser. – Itachi entrou no quarto e sentou na cama do irmão o encarando – O que planejou para hoje?

Sasuke sentou ao lado dele e pensou por alguns momentos, revendo tudo o que faria, a verdade é que por mais planejado que tudo estivesse, imprevistos poderiam acontecer, ele só rezava pra não ser tantos.

– Vou levar ela para comer e dançar. – Ele olhou o irmão – Ela acha que vamos comemorar o aniversário de dois anos, depois vou com ela no píer e fazer o pedido.

Itachi sorriu, deitou na cama com as mãos atrás da cabeça e olhava o teto – Cuidado pra não matar minha cunhada do coração com a surpresa.

- Você tá estranho, irmão. – Comentou Sasuke – Quer falar alguma coisa?

Itachi fechou os olhos rindo e abaixou a mão até o bolso de sua bermuda de onde tirou um molho de chaves – Não, irmãozinho, só queria te dar isso. – Entregou a ele.

- As chaves do carro? – Sasuke estava surpreso – Mas o pai disse...

Itachi riu voltando a relaxar sua cabeça sobre as duas mãos – Relaxa, eu falei com ele. – Ele se levantou sentando ao lado do irmão – Não podia deixar meu irmãozinho andar por ai de taxi justo na noite em que vai pedir a mão da namorada.

Sasuke encarava as chaves rindo – Você é o melhor, Itachi.

- Eu sei. – Respondeu convencido enquanto se dirigia a porta do quarto – Tenha uma grande noite, irmão. E boa sorte com o pedido.

E mais uma vez nada estava dando errado. Sasuke se levantou e finalmente decidiu por deixar seu cabelo do jeito normal, mesmo que parte da franja ainda cobrisse um de seus olhos, Sakura gostava; constantemente o fazia carinho ao afastar o cabelo dele. Colocou a jaqueta jeans e pegou todo o restante que precisaria, a ultima encarada no espelho só confirmou que, naquela noite estava deixando de ser apenas um adolescente com uma namorada, mas um homem que estaria se responsabilizando pela mulher de sua vida.

Sasuke dirigiu tranquilamente até a casa de Sakura, tudo que queria naquela noite era poder estar com ela e aproveitar cada segundo antes do pedido. Queria que ela tivesse na memória as mais animadas e românticas lembranças; Sasuke mais parecia um daqueles homens de costumes antigos que diariamente cortejava a mulher que amava.

Assim que chegou, ele desceu do carro, Sakura já o esperava em frente de casa; com um vestido curto lilás de alças e cabelo solto enrolado. Sasuke caminhava até ela com as mãos nos bolsos e um enorme sorriso estampado.

- Você está tão linda que eu tô até com medo de te beijar e estragar a imagem. – Confessou parando bem a frente dela.

- Bom... – A rosada que tinha uma pequena bolsa em mãos, a colocou para trás junto com seus braços e subiu na ponta dos pés até ele – Então eu vou te beijar.

E os lábios dela selaram de forma tão gentil aos dele que, a respiração do Uchiha diminuiu apenas para acompanhar a suavidade daquele toque. O sabor de cereja que vinha do batom dela se misturava ao hálito de menta que ele tinha, uma perfeita junção de sabores do mesmo jeito que, o perfume doce que ela usava parecia aliviar a agressividade do amadeirado que estava nas roupas dele.

- Acho que agora podemos ir, Sasuke-kun. – Ela se afastou com um sorriso travesso e caminhou sozinha até o carro – Não acredito que o tio te emprestou o carro de novo. – Comentou arrancando uma risada dele.

- Foi o Itachi quem conseguiu para mim. – Sasuke voltou ao seu lugar no carro e entrou nele logo depois dela – Não quero nem imaginar o que ele ofereceu em troca.

Sakura riu se ajeitando no banco – Tenho certeza que a tia deve ter ajudado o Itachi a persuadir o tio.

- Eu não tenho dúvidas. – Ele sorriu finalmente ligando o carro – Vamos comer primeiro e depois as surpresas da noite.

- Surpresas? – Sakura o olhou curiosa – No plural? Sasuke-kun, combinamos em não exagerarmos.

- Eu prometo que não exagerei. – Garantiu ele.

A menos, claro, que um pedido de casamento fosse exagerado. Não era, certo? Certo. Sakura extremamente curiosa sobre o que poderia ser, não parou de falar durante todo o caminho. Sasuke dirigia entre um riso e outro enquanto lhe contava o quanto Itachi estava lamentando por ainda não ter uma namorada; é claro que Sasuke mentiu em algumas partes, afinal, a conversa em si tinha envolvido o pedido.

O restaurante escolhido por Sasuke era conhecido por ser rodeado por inúmeras lanternas de papel, desde o caminho até a entrada até mesmo sobre as mesas onde eram em tamanhos menores. A decoração rústica de iluminação alaranjada era arrebatada por quadros nas paredes, alguns jarros de flores e, as grandes janelas de vidro permitiam observar a paisagem industrial e natural que havia do lado externo. Eles sentaram próximas a uma estufa, tinham a visão de flores sob uma baixa iluminação em uma estufa. Era um ambiente romântico, cujo a musica baixa fazia com o que eles quisessem se tocar, e por isso, constantemente mantinham suas mãos sobre a mesa e seus dedos entrelaçados.

- Se lembre o quanto eu te amo sempre. – Sakura dizia baixo arrancando um sorriso de Sasuke.

- E eu a você. Não pode imaginar o quão feliz você me faz por estar ao meu lado. – Sasuke mexia seus dedos entre os dela.

- Eu posso sim, eu também me sinto dessa forma.

E a forma como se amavam era transmitido pelas palavras ditas um para o outro, pela forma como suas mãos se apertavam e como trocavam sorrisos. Céus, não era assim só nas datas comemorativas. Eram assim sempre. Conseguem imaginar um amor assim? O primeiro amor que os fazia querer passar cada momento juntos, mais que isso, toda a vida. E conforme o jantar seguia e eles conversavam sobre coisas adversas, Sasuke tinha ainda mais certeza de que estava no momento certo. Pouco antes da sobremesa, Sasuke se levantou. Seus passos hesitantes o fizeram parar bem ao lado de Sakura com uma das mãos estendidas.

- Me concede a honra? – Indagou recebendo uma careta dela.

- Dançar? Você não dança, Sasuke. – Concluiu a rosada.

- Bom, hoje é uma noite especial. – Falou em um tom mais baixo – Quero dançar com você.

Sakura cruzou os braços – Você não vai pisar nos pés. Estou de salto, já está doendo o suficiente.

Sasuke revirou os olhos e se curvou na altura do rosto dela – Eu não vou pisar nos seus pés, por mais vergonhoso que seja admitir, andei treinando com a minha mãe. Então só aceita a dança e diminua a minha vergonha de ter que dizer que pedi aulas a ela.

- Oh, céus... – Esboçou divertida a rosada com as mãos sobre a boca – Certo, certo.

- Ótimo. – Sasuke retomou a postura e voltou a estender a mão a ela – Vamos dançar? – Sua voz saiu ainda mais suave do que da primeira vez.

- Será um prazer... – Os dedos de Sakura deslizaram pela mão de Sasuke até se levantar – Vamos?

Sasuke não emitiu nenhum outro som depois do pedido aceito. Calmamente ele a levou há alguns passos de distancia da mesa onde estavam sentados, parou a sua frente e gentilmente lhe passou as mãos pela cintura. Sakura estava linda naquelas luzes. Eles se aproximaram, a rosada passou os braços sobre os ombros dele e permitiu que ele a guiasse. Os pés do Uchiha seguiam um ritmo lento ao guia-la de um lado ao outro, a saia do vestido dela diversas vezes embolava-se entre as pernas dele quando a girava junto de si. Não havia um momento em que Sasuke não a olhasse, o cabelo dela balançava tranquilamente na linha do queixo e ele a fazia rir sempre que a afastava e a puxava em um giro. Sakura era leve, seu corpo acompanhava o dele em um pra lá e pra cá que se convertia em um afastar e os dois girando, um de cada vez. Risos... As gargalhadas de Sakura fizeram todas as aulas com a mãe valerem a pena, cada pisão no pé, cada dia que dormiu desejando arranca-los de seu corpo. Aquela risada... a risada dela fez com que tudo valesse a pena.

Os braços de Sasuke a apertaram, puxando-a para si ele deixou que sua boca se encontrasse a dela. Gentil, amoroso. Seus olhos fecharam quando as unhas dela traçaram o carinhoso caminho pela nunca, ela o segurava enquanto o selar de lábios se mantinha.

- Eu te amo tanto, Sakura... – Confessou em um sussurro que a fez sorrir e o abraçar.

Depois daquilo eles terminaram o jantar, mas a vontade era de prolongarem a dança apenas para continuarem como estavam: nos braços um do outro.

O restaurante não ficava muito longe do píer que eles costumavam a ir, Sakura caminhava ao lado de Sasuke vestindo a jaqueta dele, o vento batia gelado em seus corpos fazendo com que apertassem os dedos um do outro já que estavam de mãos dadas. Conforme caminhavam, não podiam evitar apontar para lugares onde já tinham passado e relembrar as próprias histórias ali. Sasuke ria, seu braço em pouco tempo estava em volta dos ombros de Sakura e a apertava em sinal de proteção ao vento frio. Sem perceber, como em muitas das vezes, os passos de ambos só pararam quando estavam no final do píer. O chão amadeirado sobre seus pés continham as pequenas ondas do mar.

- Acho que podemos chamar esse lugar de “nosso lugar”. – Disse Sakura erguendo o rosto para ele.

- Sim... – Respondeu vago – É o lugar perfeito.

Estava perto do inverno, e por isso, o tempo não estava tão aberto quanto Sasuke queria. No céu tinha algumas nuvens tapando as estrelas que eles constantemente viam, e o mar estava um pouco agitado sonorizando ondas que, para ele parecia uma musica de fundo. Bom, tudo continuava perfeito.

- Sasuke... – Sakura se afastou um pouco – Aconteceu alguma coisa?

Sasuke suspirou apertando seu bolso lateral, ele a olhou. – Vai acontecer.

Naquele instante Sasuke se afastou um pouco mais, estava de frente para a rosada e estendeu suas mãos as dela. Sakura o olhava calada e até preocupada, a expressão séria de Sasuke fazia com que o coração de Sakura pulasse e não batesse.

- Sasuke-kun....

- Sakura... – Ele a interrompeu – Esse é o nosso lugar, como você disse, e não poderia ser feito em outro. Sabe, eu lembro do primeiro dia em que entrou na cafeteria com a sua toca verde limão e o livro “O guardião” do Nicholas Sparks. Você tava tão concentrada que eu não sei como não esbarrou nas mesas... – Sakura riu – Eu te olhava todos os dias, e sem que eu percebesse, ir trabalhar lá era incrível porque eu sabia que te veria todas as manhãs.

- Eu... – Antes que ela pudesse terminar, Sasuke lhe apertou o indicador nos lábios.

- Shh... – Ela assentiu. Sasuke olhou em volta enquanto apertava seus dedos nas mãos dela – E aqui nesse píer durante uma conversa estranha sobre a França ser clichê... – Ele a olhou – Eu beijei a mulher mais incrível que eu já conheci e a tornei minha namorada com isso aqui... – De forma sutil ele ergueu o punho dela onde a pulseira de metal repousava ainda ligeiramente larga – E agora...

Sasuke a soltou e por fim se ajoelhou. Sakura o acompanhou com o olhar arregalado enquanto as mãos estavam sobre a boca. Ela estava tão surpresa que não conseguia emitir um som. Devagar, Sasuke puxou de seu bolso a caixinha que ele vinha apertando desde que saiu do restaurante; a frente dela ele abriu e exibiu o solitário que a esperava, tão delicado e com um tom amarelado na pedra em volta do circulo amarelo. Os olhos de Sakura ardiam.

- E agora, Sakura, com isto aqui eu estou pedindo com todo o amor que eu nem sabia que podia sentir... – Ele riu – ... Pedir que seja minha esposa. Pedir que me deixe cuidar de você e te levar para conhecer o mundo. Sakura, você quer se casar comigo?

- Você... você realmente... – Sakura nem mesmo conseguia formular uma frase de tão surpresa – Sim, sim! É claro que eu aceito! É claro que sim! Meu deus, sim!

Não era exagero dizer que Sakura estava explodindo de felicidade, os pés que estavam sobre os saltos mal continham os pulinhos enquanto Sasuke ria pondo o anel em seu anelar. As finas mãos de Sakura tremiam. Os olhos verdes estavam tão brilhantes que não se sabia dizer se era por causa da felicidade ou das lagrimas incontroláveis que deslizavam pela sua bochecha.

- Você é incrível! – Sakura quase gritou, um passo longo que deu se converteu em um pulo que a fez se agarrar em Sasuke – Eu te amo tanto, tanto!

- Linda... – Disse baixo enquanto os braços a envolviam com firmeza pela cintura – Eu também te amo, cabelo de chiclete.

E seus lábios mais uma vez naquela noite se encontravam em um beijo.

XxX

As nuvens começaram a ficar carregadas no céu, Sasuke e Sakura apenas tiveram tempo de retornar ao carro que ainda estava no estacionamento do restaurante; assim que tomaram seus lugares no banco, as primeiras gotas de chuva se fizeram presente no vidro dianteiro do carro. A primeira chuva do inicio do inverno, não demorou muito. Parece ter sido apenas para espantar os dois do píer. Sasuke olhava para fora pelo seu lado na porta e suspirava.

- Acho bom te levar pra casa. – Anunciou ele – Está ficando tarde e aposto que logo vai começar a chover e não vai parar mais. – Sasuke virou-se para Sakura – Tudo bem por você?

- Ahn? Ah, claro. – Respondeu sem realmente prestar atenção. Sakura estava olhando com um sorriso abobalhado seu anel – Eu ainda não acredito que estamos noivos.

Sasuke abriu um largo sorriso enquanto manobrava o carro para fora da vaga – Menos um passo para a nossa viagem até a França.

Sakura o olhou passando-lhe a mão no rosto – Qualquer lugar desde que você esteja comigo será o melhor do mundo, Sasuke-kun.

- Mas você ainda quer ir para a França.

- Sim, eu ainda quero ir para a França.

Ambos riram. Eles só queriam ficar juntos por todo o tempo. Sasuke finalmente estava na estrada, felizmente a área residencial não era longe do restaurante. Enquanto seguiam pelo caminho, Sakura estendia a mão e puxava de volta olhando e analisando cada mínimo detalhe da pedra. Céus, estava mesmo tudo aquilo acontecendo? Seu coração parecia pular para a garganta toda vez que se lembrava do pedido.

A estrada estava escura, provavelmente a rápida chuva havia provocado alguma queda brusca de energia. Sasuke mantinha os faróis no máximo enquanto segurava o volante com as duas mãos. Seu peito começou a pesar, sem que pudesse se dar conta cenas do sonho que o fez pular da cama pela manhã invadiam sua mente. Por um segundo olhou para a forma apertada como segurava seu volante. Calma, Sasuke, foi só um sonho. Sakura o olhou quando o notou suspirar alto e pesado; a rosada que antes esboçava um sorriso enorme, agora sustentava uma expressão preocupada pela forma como Sasuke parecia entrar em pânico.

- Sasuke-kun? – Ela o chamou – Está tudo bem?

- Eu... Tem algo errado... – Ele a olhou. O grito do sonho inundou seus ouvidos o fazendo piscar diversas vezes – Sakura....

- Sasuke? – Os olhos verdes atentaram-se a ele – O que foi?

- Você.... – Ele não conseguia formular seus pensamentos. As cenas se repetiam e repetiam.

- SASUKE! – Sakura gritou o forçando a olhar para frente.

E foi ainda mais rápido do que Sasuke havia vivenciado em seu sonho. Quando deu pro si, o farol de seu carro iluminou outro que estava parado no meio da estrada completamente apagado. O Uchiha arregalou os olhos enquanto forçava o volante em uma manobra que pudesse desviar da batida direta. Sakura se encolheu no banco com os braços a frente do corpo quando sentiu o carro girar para a direita de forma brusca.

Sasuke freou, mas a pista molhada fez com que o pneu arrastasse ainda rápido enquanto o carro girava uma, duas, três vezes. E então bateu. O som do pneu arrastando no asfalto e o cheiro de borracha queimada só foi silenciada pelo violento som dos vidros do carro quebrando, que ao bater de lado com um poste na lateral da estrada, fez os vidros do lado da janela de Sakura estilhaçar sobre ela. A rosada apenas abriu a boca e cuspiu o sangue; seu corpo foi jogado de um lado ao outro até parar em uma batida brusca de sua cabeça na quina da porta. Seu corpo aqueceu, uma barra de ferro lhe atravessava a lateral do corpo a impedindo de se mexer e até respirar; tremula, ela recostou no banco com o rosto coberto de cacos e as mãos na direção de onde a perfuração saia quase alcançando o corpo de Sasuke.

- Sa...Sasuke... – chamava-o com a voz embrulhada – Sasuke... – Seu olhar foi para o lado, turvo e escuro. Sasuke estava com a cabeça no volante e quase pendurado pelo cinto de segurança, sua testa ensanguentada fez a rosada chorar em pânico – SASUKEEEEEE!!!!!! – Ela gritou.

Em alguns segundos de lucidez Sasuke abriu os olhos, sua visão embaçada em um tom de vermelho apenas focou nos braços de Sakura... O grito distante dela o chamando fez com que ele apenas tivesse uma ultima visão, a pulseira de metal que ela tinha em seu braço estava manchada de sangue juntamente com o anel. E ele apagou, com grunhidos em seus ouvidos e a escuridão completa da perca de consciência.

Sakura ficou sozinha. De olhos fechados sentia a sede invadir a garganta e a sensação de vazio subir pelas suas pernas.

Não havia ninguém mais. Não havia nada.

- Por... favor... – choramingou ela tão baixo que jamais alguém poderia escutar – Alguém... alguém...

Seus olhos fecharam. E ainda no que restava de sua consciência, Sakura estendeu a mão que estava na perfuração até de Sasuke. Apertou a dele. O sangue em sua mão e na pulseira o manchavam.

O som daquela noite era o silêncio. Um terrível silêncio.


Notas Finais


Vejo vocês em breve!


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