1. Spirit Fanfics >
  2. Last night I dreamt that somebody loved me >
  3. Prólogo

História Last night I dreamt that somebody loved me - Capítulo 1


Escrita por: Tsuki_Luana

Notas do Autor


A imagem de capa não é minha, créditos ao artista.

Bom, comecei a postar minhas histórias aqui em julho do ano passado como uma forma de me distrair um pouco do fator "pandemia" e para relaxar depois do trabalho.

Quando criança, eu dizia à minha mãe que queria ser escritora, mas, depois de grande, a realidade caiu pesada sobre mim e comecei a ser mais prática e menos sonhadora... até que li o primeiro volume da parte 1 de Jojo.

Eu simplesmente fiquei maluca! Devorei cada um dos volumes e, quando cheguei ao fim da parte 3, simplesmente não consegui mais me conter. Graças a uma grande amiga que vou mencionar já, já, li algumas fanfics de autores que hoje são meus amigos pessoais e, incentivada por um desses autores, postei minha primeira história aqui a trancos e barrancos, sem saber direito o que estava fazendo.

Eu não esperava ter retorno dessa história e, quando percebi, já tinha escrito quase todos os capítulos de "Finding Pieces", minha primeira long. Através dessa história, conheci muitas pessoas maravilhosas e, quando percebi, fui publicando várias e várias fics até que cheguei à centésima.

Eu venho trabalhando nesse projeto há algum tempo e só pretendia postar depois de terminado, mas achei que seria uma boa pedida para comemorar a fic número 100. Essa história se tornou a menina dos meus olhos e eu realmente espero que vocês gostem <3

Antes de postar, gostaria de agradecer a algumas pessoas a quem amo muito e que têm me incentivado durante todo esse tempo em que publico coisas aqui.

Bruninha (faça uma conta no Spirit, please); obrigada por sempre ler antes e por me dar puxões de orelha quando não consigo acreditar nas coisas que escrevo. Seus comentários são sempre preciosos e eu fico nas nuvens toda vez que você dá seus palpites superpertinentes nas minhas histórias.
@xHasashi; minha querida senpai de Jotakak. Minha primeira fic nasceu numa conversa de WhatsApp com você e eu não poderia ser mais grata por toda a sua gentileza para com uma novata emocionada como eu, me dando até a honra de escrever uma fanfic com você. Muito obrigada mesmo.
@JanainaAtsushi; obrigada por acreditar na minha escrita, pelos seus comentários incríveis, por ter compartilhado os links das fics e por sempre me incentivar (mesmo que às vezes seja na base da melissada LOL). Agradeço do fundo do coração.
@caesarinox; minha primeira leitora de fora do Brasil e que se tornou uma de minhas amigas mais queridas e também parceira de fanfics. Já temos duas concluídas aqui e mal posso esperar para escrevermos mais. Muito obrigada.
@AdamBolls; meu mozinho que resenha minhas fanfics com todo o coração e que reforça todos os dias o quanto eu sou cabeçuda por não acreditar no meu próprio conteúdo (embora sejamos farinha do mesmo saco LOL), um dos meus senpais de JosuHan. Muito obrigada.

E a todos vocês, que favoritam, comentam ou simplesmente leem minhas histórias. Meu muito obrigada, do fundo do coração.

Boa leitura! <3

Capítulo 1 - Prólogo


Era madrugada no povoado.

O frio era insuportável, a ponto de doer nas entranhas. Especialmente quando não se estava agasalhado o suficiente.

William Zeppeli caminhava com certa dificuldade, envolto em uma manta por cima das roupas não tão quentes. 

O idoso havia subestimado o clima e batia os dentes, caminhando abraçado ao seu neto, o jovem Caesar A. Zeppeli.

O rapaz era o único membro de sua família além dele que sobreviveu à peste que dizimou boa parte da humanidade e acabou fazendo com que seres cruéis de que só se ouviam falar em lendas voltassem a povoar a mente daqueles que restaram.

Vampiros.

O velho ouvira alguns boatos sobre a aparição de tais criaturas, mas não deu ouvidos.

"As pessoas inventam de tudo para distrair a cabeça. Deve ser melhor mesmo viver de faz de conta do que ficar esperando a morte chegar..."

Era o que ele pensava, enquanto vagava pelas ruas desertas e geladas em busca de algo que pudessem caçar para comer e ter uma refeição mais substancial.

Caesar, por sua vez, desistira de demover seu avô da ideia de sair de casa. Ele sabia que o velho Zeppeli era teimoso e que não se deixava levar por nenhum tipo de história, fossem elas verdadeiras ou não.

Loiro e pálido como a névoa que quase sempre circundava a cidade, Caesar era doce e justo, assim como sua falecida mãe. Ele era um jovem belo e gentil, de quem todos gostavam. Ele tinha marquinhas de nascença semelhantes a pétalas de cerejeira em suas bochechas, o que lhe dava um ar quase inocente, apesar de seus 18 anos de idade.

Ele sentia saudades do resto da família, especialmente dos irmãozinhos menores. Foi difícil vê-los definhar e serem vencidos pela doença, uma vez que não podia fazer nada além de tentar minimizar o sofrimento deles.

Foi com tristeza que cremou os corpos de cada um de seus entes queridos para evitar que a doença se espalhasse ainda mais, embora não tenha conseguido evitar de colocar as cinzas em potes moldados por ele mesmo. Ele sabia fazer uma série de coisas e a olaria era uma delas. 

Era trabalhando como “faz-tudo” que o jovem Caesar garantia o sustento de sua agora diminuta família. Por sorte, ou talvez apenas por serem imunes, ele e seu avô sobreviveram. Mas, às vezes, ele pensava se não teria sido melhor se juntar aos seus na outra vida.

Decerto, um lugar melhor do que a realidade em que ele vivia.

— Ei, vovô... Não é melhor irmos para casa? Está frio, o senhor pode pegar uma gripe e não sei se tenho dinheiro suficiente para os remédios... Não vamos encontrar nada que possamos caçar a essa hora...

O velho se empertigou e alisou seus bigodes, uma das únicas vaidades que lhe restara em meio a tanta desolação. 

— Não tenho medo de ficar doente. E, se eu morrer, pelo menos poderei encontrá-los de novo...

Caesar mordeu os lábios, triste por entender como seu avô se sentia, já que pensava da mesma forma.

Mas ele não podia desistir de viver. Mesmo sentindo uma saudade imensurável da sua amada família, o rapaz sabia que precisava arranjar alguma forma de incentivar o velho Zeppeli. E enquanto várias possibilidades passavam pela sua mente, um barulho chamou sua atenção.

Parecia o choro de uma criança.

Caesar puxou seu avô mais para perto do som e então chegou a um beco, onde viu dois garotinhos conversando.

Um dos garotos tinha os cabelos pretos com algumas mechas verdes, um detalhe que ele achou curioso, e aparentava ter uns dez anos de idade. O menor tinha os cabelos ruivos como o crepúsculo e olhos violetas límpidos, incapazes de refletir a crueldade do mundo, e parecia ser uns dois ou três anos mais novo. 

E o diálogo que ambos travavam partiu ainda mais seu coração.

— Não chore, Noriaki... Prometo que vou encontrar alguma coisa para você comer, sério mesmo! Talvez eu ache até cerejas, nunca se sabe...

— V-verdade?

— Por acaso eu já menti pra você?

O ruivo fez que não com a cabeça e apertou a barra da blusa em farrapos, tremendo de frio. O mais velho então tirou sua própria blusa que não estava muito melhor e envolveu o garotinho, que sorriu timidamente enquanto abraçava a si mesmo.

— Obrigado, Rohan-nii...

Por mais que se esforçasse, Caesar não conseguiu se manter indiferente àquilo. Ainda que a situação dele e de seu avô também estivesse difícil, o loiro era incapaz de ignorar crianças sofrendo. 

— Vovô, fique aqui.

O velho o encarou sério, como se quisesse advertir o neto.

— Caesar, é melhor deixar para lá. Eles podem se virar melhor do que nós.

O rapaz suspirou fundo, decidido.

— Me desculpe, vovô... Ao contrário do senhor, não consigo ignorar certas coisas... Eu quero… fazer algo por aqueles meninos. Dar esperança a eles. Ambos são novos demais para terem aquele tipo de olhar… 

Zeppeli deu de ombros, sabendo que não conseguiria fazer seu neto mudar de ideia. Resignado, sentou-se na guia da calçada e esperou, enquanto o loiro correu na direção dos garotos.

O nome do mais velho era Rohan. Ele foi o primeiro a perceber que ambos tinham companhia, e então se posicionou em frente a Noriaki, o mais novo, numa postura puramente protetiva.

— Quem é você?

Caesar lamentou mais uma vez que crianças tão novas tivessem sido obrigadas a se comportar daquela forma defensiva. Olhando mais de perto, percebeu que os cabelos de Rohan já estavam desbotando e que logo precisariam de um retoque, embora pigmentos fossem um item bem caro.

Deixando isso de lado por alguns instantes, ele falou de forma doce, tentando mostrar às crianças que estava tudo bem.

— Não sou seu inimigo, bambino...

— Bambino...? — O garoto o encarou com o cenho franzido, como se já tivesse ouvido essa palavra antes — Você não é daqui, é?

Caesar sorriu com amabilidade, lamentando por ouvir palavras tão duras de uma criança.

— Minha família vem de um país distante, mas hoje em dia as fronteiras não fazem mais sentido algum. Não há muito para se dividir, creio eu. "Bambino" significa "menino" no meu idioma materno...

— Hunf! Eu sabia, tá? - O garoto maior assumiu uma postura arrogante e o menor tentou espiar, mas Rohan o empurrou delicadamente para trás, tentando protegê-lo do que julgava ser um inimigo - O que você quer com a gente?

O loiro então se abaixou na altura de Rohan e pousou o braço no ombro do garoto, que estremeceu de leve. Suspirando fundo, ele falou com o máximo de delicadeza que conseguiu, tentando ganhar a confiança do garoto.

— Meu nome é Caesar Anthonio Zeppeli e saí com meu avô em busca de caça, mas não encontramos nada até agora, exceto vocês.

O ruivo deu um pulo e começou a chorar novamente.

— Ei... O que foi, Noriaki?

— E-ele vai comer a gente, Rohan-nii!

Pela primeira vez desde que iniciou o diálogo com aquelas crianças, Caesar viu a expressão de Rohan se alterar.

O garoto sorria para o ruivo, que esfregava os olhos com a manga imunda da blusa que este lhe entregara há pouco.

— É claro que não, Noriaki... Eu jamais permitiria...

Caesar então se voltou para o ruivo e afagou seus cabelos, ásperos devido à sujeira.

— Então seu nome é Noriaki? É um belo nome. Não quer vir para minha casa com seu irmão? É verdade que não temos muito luxo, mas pelo menos vocês podem tomar um banho, vestir roupas limpinhas e tomar uma sopa quentinha. Que tal?

Os olhos de Noriaki brilharam e Rohan hesitou por alguns instantes, mas acabou se decidindo pelo que julgou melhor para ambos.

— Caesar, né? Tudo bem, a gente vai com você, mas eu te arrebento a cara na primeira gracinha.

— Tudo bem, tudo bem... — Caesar sorriu, irritando o garoto ainda mais — Então, vamos?

Ele estendeu a mão para Noriaki, que primeiro olhou para Rohan. Quando este assentiu, o ruivo segurou a mão de Caesar e sorriu, sentindo-se aliviado.

Talvez a sorte deles estivesse mudando, afinal.

XxX 

Não muito distante dali, dois homens observavam do alto de uma torre a família que se formava naquele instante. 

Um deles era loiro e trazia os cabelos longos presos numa trança perfeita, a franja cacheada adornando sua testa de forma graciosa, como se fosse uma coroa de flores.

O outro tinha os cabelos castanhos e curtos, a franja repicada e arrepiada quase como um galo, dando-lhe uma aparência selvagem.

—  É esse? —  o loiro perguntou, parecendo desinteressado.

—  Hmmm... Ainda não dá para saber... Ele é igualzinho ao humano que vi no meu sonho, mas… —  o castanho franziu as sobrancelhas, como se estivesse diante de uma questão difícil —  ...acho que só vou ter certeza quando provar o sangue dele...

O loiro então se curvou e estreitou o olhar na direção dos quatro que seguiam pela rua com alguma dificuldade, provavelmente por causa do idoso que os acompanhava.

—  Bom, mesmo se for, vai ter coragem de separá-lo daquelas crianças? Parece que elas não têm mais com quem contar...

O moreno sorriu, lambendo os lábios.

—  Eu esperei 200 anos, irmãozinho... Posso esperar mais alguns até que os fedelhos consigam se virar sozinhos.

O loiro deu de ombros, dando-se por vencido.

—  Bom, você é quem sabe, Joseph-nii. Entenda-se com nossos pais depois, já que você me obrigou a sair de casa hoje a troco de nada.

Joseph penteou os cabelos com os dedos e se virou para o irmão, um sorriso de desdém enfeitando seus lábios perigosos e deixando à vista uma de suas presas afiadas.

—  Eles não vão dizer nada, Giorno. Estão ocupados se amando e se odiando, não têm tempo para se meter na nossa vida.

Giorno riu, concordando.

—  Que seja. Vamos embora.

Os dois vampiros então deixaram a torre ao mesmo tempo em que Caesar conduzia seu avô e sua nova família para casa, sem nem desconfiar que seu destino tinha sido selado naquele dia.

Afinal, ele tinha chamado a atenção de Joseph Joestar, o filho mais velho do casal de vampiros primordiais que há séculos fizera daquele povoado o seu lar.

E Joseph nunca deixava suas presas escaparem.

 


Notas Finais


Esse foi o prólogo da minha primeira fic de UA com vampiros, espero que tenham curtido. Pretendo atualizá-la todas as quintas!

Perdão por parecer repetitiva, mas, mais uma vez, meu muito obrigada a todos vocês!

Até o próximo capítulo! <3


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...