História Last Night On Earth - Capítulo 10


Escrita por:

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Tags Jikook, Yoonmin
Visualizações 203
Palavras 5.825
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 10 - The Last


Fanfic / Fanfiction Last Night On Earth - Capítulo 10 - The Last

 

 

Um zumbido chato me fez acordar, e quando abri meus olhos, eu estava de pé em um lugar fechado. Em uma barraca.

— Para com isso.

Ouvi aquela voz e olhei pra baixo. Eu estava bem ali, deitado com o Jimin, mas… eramos adolescentes e pelo que podia me lembrar, aquele era o dia do acampamento que fizemos no ensino médio. Eu lembrava de ficar provocando o Jimin pra gente continuar ficando dentro da barraca. Vi como coloquei minha perna entre as deles e as enlacei. E agora eu podia enxergar melhor o modo como Jimin sorria pra mim a cada vez que beijava seu pescoço. Não me parecia algo agradável pra ele.

— Yoongi, para… — Ele pedia, tentando desviar o rosto dos meus beijos e ele estava tão bêbado que nem conseguia me empurrar direito. Ou era a forma como eu o segurava com força?

— Mas aqui não tá bom? — Eu falei e dessa vez, ver minha mão descer pelo corpo dele e invadir sua calça não me parecia tão legal como foi naquele dia. — Oh! Parece que tem alguém animado aqui.

— Eu tô bêbado, não é justo. — Jimin falava envergonhado, tentando fechar as pernas, mas as minhas não deixavam.

— Se eu parar também não vai ser justo pra mim.

Neguei com a cabeça ao ouvir aquilo. Tentei tocar em mim mesmo e me fazer parar, mas minhas mãos apenas atravessavam aquele corpo. Eu era só um espírito ali.

Tentei gritar, tentei fechar os olhos e sair dali, mas nada acontecia. Eu fui obrigado a me ver fazendo aquilo em Jimin. Eu não fui longe demais, mas sei que foi o suficiente para fazer Jimin levantar chorando e sair da barraca enquanto eu dormia.

E dias depois… ele fingiu que nada havia acontecido.

Anos depois…

 

-----§§§-----

 

Eu abri os olhos de novo e era um dia bonito de novo. As pessoas que se moviam lentamente foram ganhando certa velocidade, como se alguém tivesse apertado o “play” naquela cena em que eu fazia parte. Eu ouvi a voz chorosa de Jimin ao meu lado. E quando dei por mim, estava de volta ao meu antigo apartamento. O bonito dia havia se tornado noite, e eu me vi sentado na cama de cara no computador enquanto Jimin bebia cerveja no chão.

O rosto dele estava vermelho e vagamente eu me recordava daquele dia. Acho que eu tentava estudar algo enquanto Jimin reclamava sobre Jungkook.

— … Do jeito que aquele dali estuda, bem capaz do Jungkook se tornar um homem de negócios daqueles bem ocupados. — Jimin falava.

— Bem capaz. — Eu respondi.

— Aí ele vai me largar de vez.

— Não diga isso, Jimin.

— Ele falou algo pra você? Sobre o nosso futuro?

Vi Jimin se virar pra mim e seus olhos brilhavam tanto. Mais uma vez eu tentei me aproximar e dizer a verdade, mas eu não podia fazer nada. Me vi pensar um pouco antes de engolir a saliva e mentir.

— Não. Ele não falou nada.

Foi o que respondi naquela noite. Eu queria quebrar o coração de Jimin em relação ao meu irmão. Eu queria que eles terminassem. E eu sempre estava ao lado de Jimin colocando sementinhas ruins em sua cabeça enquanto Jungkook só queria ser a melhor pessoa do mundo para ele.

Eu acordei em tantos outros dias depois.

Quando fomos para o clube ainda crianças, levados pelos pais de Jimin. Eu os via brincando juntos e sentia inveja. E em algum momento eu empurrei Jungkook em uma das piscinas e todo mundo pulou atrás para tirá-lo dali. E eu fiz a expressão mais inocente do mundo dizendo que não sabia que aquela piscina era funda.

Ou o dia Jungkook ficou doente, durante o ensino médio, e não pode ir pro colégio. Ele me pediu para levar um presente pro Jimin porque era o aniversário de cinco meses de namoro deles, e como o Jimin ia viajar com os pais no dia seguinte, eles ficariam um tempo sem se falar. Eu não entreguei o presente e os dois brigaram quando o Jimin retornou.

Eu apertei minha cabeça e só queria sair daquele loop. As lembranças vinham como flashes rápidos em minha mente, e em algum momento, eu não conseguia mais acompanhar as inúmeras informações que meu cérebro recebia. Flashes de vários dias que fui um idiota, mas também… dias em que eu não estava mais presente. Os dias em que eu apenas era um espectador do Jungkook e jurava estar interagindo com ele. Com as pessoas ao redor…

Aos poucos, eu fui voltando para o presente. Para os dias que eu tomei o corpo de Jungkook. Eu andava pelo antigo apartamento e em todos os reflexos eu podia ver o Jungkook, e quando eu não estava dentro dele, eu o via como uma assombração. Por que eu projetei nele uma imagem que nunca foi real. A imagem que tinha de mim mesmo. Um monstro invejoso.

Eu olhava o lugar onde moramos juntos por um tempo. Era estranho ver as minhas coisas ali mesmo depois de quando eu já não existia mais. O meu quarto continuava igual, e Jungkook direto entrava ali para arrumar tudo. Por quê?

— Koo-Koo… você tem certeza? — Ouvi a voz de Jimin e olhei para trás. Ele estava abraçado a Jungkook enquanto eles olhava a janela.

— Eu ainda não consigo me desfazer das coisas dele. — Jungkook falou, circulando a cintura de Jimin com os braços e apoiou o queixo em seu ombro. Jungkook estava dormindo no meu quarto há um tempo, e ele continuava apegado a mim de uma forma que me deixava tão arrependido.

— Mas já tem tanto tempo…

— Eu sei, só que… eu não consigo simplesmente pegar tudo e… jogar fora.

— Não pense que é jogar fora, Koo-Koo. — Vi Jimin se afastar um pouco e segurar o rosto de Jungkook com as mãos. — Você estará dando essas coisas pra quem precisa. É caridade. O Yoongi ficaria feliz com isso.

Não. Eu não me sentiria feliz sabendo que eles estavam se desfazendo das minhas coisas. Tirando a minha memória de perto deles. Mas eu entendia… Hoje eu entendia.

— Vamos começar só com algumas peças de roupa, depois alguns objetos… Não precisa ser tudo de uma vez, Koo-Koo.

Ver Jimin falando aquilo me doía mais. Pois a ideia de começar a me esquecer veio dele.

Fechei meus olhos e senti o corpo flutuar para outro momento. Eu não queria mais ver nada daquilo. Eu voltei para a noite que fizemos um piquenique. Jimin e eu não costumávamos ter esse tipo de encontro. Não sozinhos. E naquela noite nós nos beijamos. Mas não era eu ali… Nunca foi.

Os doze dias que eu fiquei fora do ar, foi quando Jungkook conseguiu assumir o próprio corpo. Ele andou falando muito sobre mim, porque contava ao Jimin que sonhava comigo desde que sofreu o acidente.

— Eu não quero mais ver isso… — Falei, e novamente senti meu corpo flutuar. Eu tentei me afastar das outras lembranças e por toda a raiva, arrependimento e vergonha que sentia, parecia que estava afundando dentro d’água. Tudo ficou mais pesado e difícil de respirar.

Eu me senti sumir. Senti que meu corpo se dissipava naquelas águas e eu não tinha mais braços, pernas, boca… Tudo havia desaparecido. E quanto mais eu afundava, achando que finalmente desapareceria eu ouvi aquela risada infantil. Uma risada que estava escondida há muito tempo em minhas lembranças. A risada de um garotinho feliz que corria na chuva segurando a mão do amiguinho. Era a minha risada.

Eu estava lá, correndo junto com Jimin. Eu não sei quantos anos tínhamos naquele dia, mas eu não tinha ideia de como era o mundo ou o que era a dor. Eu só queria correr e me divertir. E queria estar com o Jimin para sempre.

Mas eu o feri. Eu sei que eu o feri muito.

 

-----§§§-----

 

O peso da gravidade voltou ao meu corpo e eu acordei. Dessa vez eu voltei para o banheiro onde dei fim a minha vida. Ali eu podia ver a cadeira em que havia subido, mas eu não estava em cima dele. Quem estava ali era a Dor.

— O que está fazendo, Yoongi? — Ela perguntou, não entendendo porquê seu pescoço estava preso e não o meu.

— O que eu devia ter feito antes.

— Acha que pode se livrar de mim? — Era estranho ver meu próprio rosto naquela coisa. Sua expressão era irritada e sofrida. Os olhos fundos e com olheiras. A pele sem cor por culpa dele mal sair de casa nos últimos meses. O corpo ainda mais magro que o normal… Eu estava definhando…

— Acho que me livrei no dia que tirei minha vida. — Respondi. — Mas preciso me livrar de novo pra conseguir seguir em frente.

— Pra onde você acha que vai sem mim? Você não é nada, Yoongi. Nunca foi.

— Eu também não sei se quero ser alguma coisa depois de tudo o que eu vi. Eu só quero poder descansar.

— E o Jimin? Vai deixá-lo pra trás? Vai deixar que o Jungkook fique com ele?

— Os dois se amam. Nós dois precisamos entender isso.

— NÃO! Se o Jungkook nunca tivesse aparecido… Se ele nunca tivesse nascido… Nós estaríamos com o Jimin. — A Dor sempre foi insistente. Assim como eu fui.

— Nós sabíamos que isso jamais seria possível. Eu o magoei muito…

— Como humanos, nós cometemos erros, mas… Nós o teríamos ainda assim.

— Sua melhor solução foi nos fazer morrer para machucá-los e depois… possessão.

— Se o Jimin amava tanto a figura de Jungkook, que a tivesse, mas seríamos nós lá dentro. E nós conseguimos isso por um tempo. Podíamos tentar de novo!

Neguei com a cabeça. E era incrível como aquelas ideias puderam fazer tanto sentido pra mim antes. Tomar Jungkook e viver sua vida parecia perfeito. Mas saber que toda vez que Jimin olhasse nos meus olhos ele não estaria me enxergando de verdade, machucava.

— Eu não sou o melhor para Jimin. — Disse, vendo a Dor gritar. Ele não conseguia sair daquela cadeira e nem mesmo soltar o pescoço. — E só agora eu tenho consciência disso.

— Você nunca foi o melhor em nada, Yoongi. Por isso eu tive que fazer tudo.

Eu me virei de costas e ouvi o som da cadeira sendo arrastada. Eu não precisava mais discutir comigo mesmo. E nesse momento eu senti meu corpo ser puxado para trás. Fechei meus olhos e em algum momento, eu estava de volta ao apartamento de Taehyung. Pelo menos era o que eu achava, pois eu não havia reparado muito nele na última vez em que estive ali.

Uma sensação fria subiu pelas minhas costas e então eu ouvi o barulho de líquido caindo no chão. Me virei para trás e encontrei Taehyung parado em frente ao corredor.

Ele estava diferente. O cabelo não tinha mais duas cores, estava preto e cumprido. No entanto, seu olhar de assustado continuava. Taehyung derrubou água no chão e parecia paralisado ao me ver ali.

— Você? O que você tá fazendo aqui? — Ele perguntou já se encolhendo todo.

— Eu não sei. — Disse, afinal eu não sabia mesmo porquê tinha aparecido ali.

— Ah…

— Quanto tempo se passou? — Me aproximei mais, reparando melhor no novo visual de Taehyung.

— Ah… um ano?

— Um ano? — Senti um vazio ao ouvir aquilo. Um ano havia se passado e mais uma vez… ninguém estava sentindo a minha falta. Balancei a cabeça e tentei esquecer tais pensamentos. Eu queria me livrar de tudo isso, certo? — Taehyung, eu… Não sei bem o que fazer. Você pode me ajudar?

— Ah… — Ele olhou pros lados e eu sabia que ele ainda sentia medo de mim. — Eu não sei e eu não quero problema. É melhor você ir embora.

— Quê? Mas ir pra onde? — Cheguei mais perto, mas Taehyung se afastou de novo. — Eu não tenho ideia do que estou fazendo aqui ainda. Eu preciso de ajuda… De alguma orientação.

— O que aconteceu com você? — Ele me olhou estranho.

— Eu não sei! Eu estive em um loop de lembranças da minha vida e do nada apareci aqui de novo. Não sei se ainda preciso resolver algo antes de sumir de vez ou se eu vou sumir de vez. Eu tô perdido!

Taehyung segurava o copo de vidro com alguma pressão. Ele olhava pros lados tentando encontrar alguma resposta, mas eu sabia o quanto ele era confuso com tudo. Como ele poderia me ajudar?

— E-eu não posso fazer nada. — Ele falou baixo, me encarando rapidamente. — É melhor procurar ajuda em outro lugar.

— Mas onde? — Perguntei, voltando a sentir aquela agonia no peito. — Eu acho que só tenho você agora.

— Você tinha muita gente do seu lado e mesmo assim só quis prejudicar eles.

— Taehyung, você não sabe como foi a minha vida… A forma como eu pensava e as coisas que eu fiz…

— Você poderia ter resolvido tudo se realmente quisesse. Você devia ter conversado com eles… antes.

— Não ia funcionar. Eles não me entenderiam. Nem eu mesmo me entendia naquela época.

— Entenderiam sim. Eles são… sua família, não são?

— Eram… — Senti meus olhos encherem. — E eu os decepcionei.

— É o que se espera de espíritos possessores. — Taehyung falou em um tom mais sério. Olhei bem em seu rosto e agora ele parecia ter ganhando mais coragem.

— Mas Taehyung…

— Eu não quero mais ouvir você. Não quero.

— Por favor eu preciso de ajuda.

— Não! Vai embora! — Ele começou a gritar e tapou os ouvidos.

— Mas Taehyung, por que não?

— Porque eu só tenho o Hoseok e você fez mal a ele!

— Eu sinto muito pelo que aconteceu, mas…

— Se… se eu ficar sozinho de novo… — Também vi os olhos de Taehyung encherem. Ele estava tão desesperado… — Eles vão me levar pra clínica. Eu vou ficar preso pra sempre.

— Isso não vai acontecer. Taehyung. — Tentei me aproximar para acalmá-lo, mas novamente ele se afastou.

— Eu vou falar com o Namjoon. Ele vai acabar com você. — Taehyung continuava a gritar. — Você não merece ninguém. Tudo de bom que você tinha você jogou fora. O Namjoon me contou tudo. Você foi egoísta todo esse tempo… Agora me deixa em paz!

— Taehyung, eu sei que fiz coisas ruins, mas por favor me escuta. Eu quero mudar, eu quero poder resolver tudo isso…

Por mais que eu pedisse, Taehyung não tirava as mãos dos ouvidos. E eu nem podia exigir muito dele já que não era muito normal. Ele continuava a gritar para que eu fosse embora e isso ia me deixando mais desesperado.

— Se você não me deixar em paz eu vou contar… eu vou contar tudo pro Jimin!

— Não, por favor! Deixe o Jimin fora de tudo isso.

— Eu vou! E ele vai te odiar!

Eu fui para cima de Taehyung e consegui segurar seus braços. Não sei como, mas nós dois nos surpreendemos quando sentimos aquele contato. Nos encaramos brevemente até que ele voltasse a gritar. Nessa hora ouvimos a porta abrir e eu achava que seria apenas o Hoseok, mas a pessoa que entrou junto com ele me deu ainda mais medo.

— Jimin… — Sussurrei. Eu não podia acreditar no que via. Como ele estava ali?

Naquele momento, eu tentei me virar, mas Taehyung segurou em meus braços.

— Ei!

Olhei pra ele sem entender como aquilo ainda era possível, mas eu precisava que ele me soltasse.

— Hoseok! Leva o Jimin embora. — Taehyung gritou.

— Tae? O que está acontecendo? — Senti o nervosismo na voz de Hoseok naquele momento.

— Ele voltou. — Taehyung disse. — Ele não pode chegar perto do Jimin e nem de você. Saiam daqui os dois!

— Quê? Quem voltou? — Hoseok fez que ia se aproximar, mas Taehyung gritava pra ele ficar parado. Já Jimin… ele olhava a situação com espanto. Nem mesmo conseguia dizer alguma coisa.

— O irmão mal! Saiam daqui agora!

Ao dizer aquilo, Hoseok pareceu ter se lembrado de algo, e sem pensar duas vezes, ele segurou no braço de Jimin e o levou para fora do apartamento.

— Não… — Falei baixo, ainda tentando me soltar, mas Taehyung era mais forte.

— Você não vai atrás do Hoseok!

— Eu só quero ver o Jimin!

— Eu vou te segurar aqui até o Namjoon aparecer.

Eu acabei me desesperando e empurrei Taehyung, derrubando-o no chão. Eu precisava ver Jimin mais uma vez. Corri para fora daquele apartamento e os vi na porta do elevador. Droga… eu não queria que a minha última lembrança de Jimin fosse de uma expressão de medo. Eu precisava fazer alguma coisa.

Tentei me aproximar, mas naquele momento um forte brilho me fez parar no meio do corredor. Abri os olhos com um pouco de dificuldade e então vi aquelas asas enormes de novo. Era Namjoon.

— Não acredito que você voltou, Yoongi.

— Namjoon, eu… — Tentei falar, mas ele me interrompeu.

— O que mais você ainda quer aqui?

Senti meus olhos encherem enquanto tentava olhar para Jimin por cima das asas de Namjoon. Ele estava fugindo de mim sem mesmo saber que eu estava ali.

— Eu preciso… eu só… — Abri os braços sem saber mais o que falar. Eu havia perdido tudo há muito tempo e simplesmente não sabia mais de nada. Tudo o que eu conhecia era tudo o que se relacionava a Jimin e Jungkook. Eu sempre vivi na sombra deles e agora que não os tinha, me sentia em um deserto. — Eu só quero me desculpar… Vê-lo mais uma vez…

— Você não pode mais.

— Por favor… — Vi a porta do elevador ser fechada e meu peito doeu mais. — Eu não vou conseguir seguir sem…

— Sem o Jimin? — Namjoon se aproximou, me forçando a ir para trás. — Essa obsessão não terminará nunca?

— Eu sei que jamais o terei. Sei que a minha vida já era, mas ainda assim… — Passei a mão no rosto, nervoso com tudo o que acontecia. — Me deixa vê-lo mais uma vez… falar com ele? Por favor?

— Eu não tenho poder para decidir nada disso. Só estou aqui por Taehyung e Jungkook. Mas se você se aproximar demais de Jimin… o anjo dele logo virá atrás de você.

— Por favor… — Me ajoelhei. — E-eu não quero causar mais problemas. Eu sei tudo o que fiz de errado, mas por favor… não me afasta dele. Não dessa forma. Eu me sinto culpado por tanta coisa.

— Imagino que sim.

— Eu fiz tanto mal ao Jimin… ao Jungkook… Eu só queria poder concertar tudo isso.

— Não há o que ser concertado, Yoongi. Você precisa ir embora. Apenas isso.

— Mas eu tenho tanto medo…

— O apego que tens o fará mal de novo, não percebe isso? — Namjoon falava, e eu sabia que estava sendo egoísta de novo, mas eu simplesmente não conseguia pensar em existir longe de Jimin. Eu sentia que precisava me desculpar de alguma forma, fazer algo para finalmente me sentir em paz, no entanto, lá no fundo o que mais me preocupava era saber que eu poderia me distanciar para sempre de toda a vida de Jimin.

— Eu não posso ir… — falei baixo, juntando coragem novamente para encarar Namjoon. — Sinto que não é a hora. Não fui eu quem decidiu morrer…

Namjoon me encarou por um tempo e então se afastou, olhando para dentro do apartamento de Taehyung.

— Talvez eu possa fazer algo por você. — Disse Namjoon, voltando seus olhos pra mim. — Mas não sei o que acontecerá contigo depois.

— O q-quê? — Perguntei confuso, vendo aquele anjo fechar os olhos e virar a cabeça para cima.

— Há muitas formas de um espírito ser perdoado. E estou pedindo para que façam algo por você.

— Pedindo? Pra quem?

— Para os dois lados…

Nesse momento Namjoon abriu os olhos e eles estavam completamente brancos. Senti um arrepio subir por minhas costas e então todo aquele corredor ficou escuro. Eu tentei correr, mas, de repente, o chão também desapareceu. Eu cai de novo e foi como se entrasse em um túnel com várias janelas. E dentro de cada uma delas, mostrava um momento da minha vida. E na maioria delas… Jimin sempre aparecia.

Caí cada vez mais até ser engolido por uma claridade imensa.

E então… eu o vi de novo.

 

-----§§§-----

 

Naquele dia eu tinha inventado de voltar a pé pra casa. Eu também precisava passar no mercado e comprar algumas coisas que havia esquecido, e como hoje fiz uma listinha, tinha certeza de que não deixaria nada para trás dessa vez.

No entanto, aconteceu de começar a chover. E chover forte. Eu acabei tendo que me abrigar numa lojinha de conveniência ali perto e enquanto esperava, comecei a pensar sobre a próxima semana e no quanto ela me empolgava. Jungkook e eu faríamos um cinco anos de casados e a gente tinha programado uma festa com todos os nossos amigos e familiares.

Ou pelo menos… com metade deles, pois desde que me assumi aos meus pais que a gente praticamente não se viu mais.

Eu sempre imaginei que a notícia jamais seria recebida com festa, e também achei que a gente ia brigar e tudo, eu só não pensei que a decepção deles fosse tanta a ponto de sumirem da minha vida por quase seis anos. E por mais que hoje eu consiga ter uma vida legal junto com o Jungkook e realmente não precise de nada deles, ainda me dói saber que eu não posso ligar ou simplesmente fazer uma visita casual porque eles não querem.

Eu sempre tive meus pais ao meu redor. Eles eram conversadores e protetores, mas estavam ao meu lado o tempo todo. Meu pai me cobrava demais nos estudos, era bastante exigente e autoritário, só que também nunca me deixou faltar nada. Ele me colocou em boas escolhas e na melhor faculdade e tinha todos os contatos disponíveis pra mim para quando eu me formasse.

E se eu tivesse abaixado a minha cabeça e continuado a fazer os gostos do meu pai, eu ainda teria uma vida boa e sem muita preocupação. Só que de verdade… como alguém consegue ser feliz escondendo a si mesmo?

Como alguém consegue fingir ser outra pessoa? Eu sei que dinheiro é importante. Dinheiro faz tudo, mas sempre que penso nisso, também penso no quanto existe gente solitária cheia de dinheiro no bolso.

Bom, depois que “saí” da casa dos meus pais, eu fui morar com o Jungkook. Ele ainda insistiu para que eu terminasse a faculdade, mas sem ter quem pagasse minhas mensalidades, eu não ia conseguir mantê-la. Jungkook até se ofereceu pra pagar, mas se ele fizesse isso, teríamos os dois que ir morar na rua, pois o Jin não ia conseguir pagar o apartamento sozinho. Fora que a gente também não ia ter grana pra comer. Então… eu decidi trancar a faculdade por tempo indeterminado.

E assim estava sendo. Eu peguei o resto da grana que tinha na minha conta antes que meu pai quisesse reavê-la, porque ora… Eu sei que o dinheiro era dele, mas se jogou na minha conta, eu podia fazer o que eu quisesse, certo? Saquei tudo e fui tentando me manter com aquilo por um tempo. Fiz alguns cursos rápidos e assim comecei a trabalhar de cuidador.

É, eu fui cuidar de pessoas porque eu senti que precisava. Sabe quanta gente está sozinha nessas clínicas chiques por aí? Sem a companhia de ninguém da família? Pois é… família costuma abandonar todo mundo por vários motivos.

Depois de trabalhar alguns meses em clínicas, eu acabei pegando alguns pacientes exclusivos e fui pra casa dessas pessoas. E devo dizer que esses ambientes eram bem melhores porque aquelas pessoas não ficavam “sozinhas” o tempo todo. E num desses casos, eu acabei conhecendo o Hoseok e o Taehyung.

Eles eram um casal e o Taehyung era o meu paciente. Ele ficava em casa sozinho quando o Hoseok ia trabalhar e, pelo que haviam me contado, estava tudo bem nisso até certo tempo. Taehyung tinha déficit de atenção com hiperatividade e por mais que tivesse tentado trabalhar em lugares específicos, ele nunca conseguia ficar por mais de uma semana. Por culpa de sua falta de adaptação ele também passou a ter ataques de pânico e decidiu que ficar em casa seria o melhor para si. Ele conseguia ficar calmo em casa, mesmo que sozinho. Porém, parece que o estresse do Tehyung aumentou muito por algum motivo que eles não me explicaram direito e isso acabou fazendo o Hoseok procurar alguém pra ficar em casa junto do Taehyung quando ele não estivesse.

E parece também que foi o próprio Taehyung que pediu por mim. Dizendo ele que meu nome era legal e passava tranquilidade. E bom, Taehyung era um amor de pessoa. Passávamos o dia conversando e vendo TV. Ele me contava um milhão de histórias interessantes sobre coisas sobrenaturais que até me assustavam, mas eu não levava nada a sério.

Isso até eu presenciar um dos seus piores surtos.

Naquele dia eu havia descido para ajudar Hoseok a colocar umas coisas em seu carro. E eu já ia embora, mas como acabei deixando o meu celular no apartamento deles, voltei com Hoseok para pegá-lo, porém… o que aconteceu quando cheguei ali foi uma cena muito bizarra.

Até hoje eu não sei o que aconteceu com o Taehyung, ou o porquê do Hoseok ter me puxado pra fora do apartamento tão desesperado daquele jeito, mas que eu fiquei com medo, eu fiquei. Mas depois desse dia, tudo voltou ao normal com o Taehyung e depois de quase um ano eu os deixei para me dedicar a outro ramo e acabei chegando a uma escolinha primária, o nde hoje eu era professor daquelas coisinhas maravilhosas.

Já com Jungkook a minha relação não podia estar melhor. Nós nos casamos antes mesmo dele se formar. E o nosso casamento também não foi legítimo, já que o país ainda não aceita, mas fizemos uma festa, encomendamos nossos ternos, fizemos nossos votos e os pais dele estiveram presentes. Foi uma festa de casamento simples, mas feliz. E estamos planejando sim oficializar depois que sairmos do país. No entanto, isso ainda levará um tempo.

Depois disso, conseguimos alugar um apartamento mais baratinho para ficarmos juntos. E nossa vida de casado estava indo bem. Jungkook ainda é um bagunceiro em casa e continua acumulando tralha, mas ele finalmente parou de guardar as coisas do irmão. Na verdade, já tem um bom tempo que ele realmente quis se desfazer de tudo, mas eu cheguei a me preocupar se essa fase de luto nunca ia passar. Jungkook ficou dormindo no quarto do Yoongi por dois anos, mantendo tudo o que era dele ali. E eu sei que é complicado lidar com o suicídio, mas depois de dois anos… Bom, eu não dizia nada. Era o irmão dele e o meu melhor amigo… foi um baque pra todo mundo.

Eu me senti mal por nunca ter percebido o quão solitário Yoongi se sentia. Ele sempre estava comigo, a gente bebia junto, conversava sobre tanta coisa e ele… nunca disse que tinha algo errado consigo. Eu sei que nos últimos meses ele ficou mais afastado, mas suas desculpas eram sempre o estágio e a faculdade e eu… não vi aqueles sinais. Até hoje eu não sei quais foram os motivos dele e essa dúvida me corroeu por muito tempo também. As vezes acho que… eu tive algo a ver com sua decisão final. Porém eu sempre afasto esse pensamento de mim.

O que aconteceu há tantos anos não teria nada a ver… teria?

Bom, Jungkook ficou ainda pior, pois foi ele que encontrou o Yoongi no banheiro e a gente até se separou nessa época… Em resumo, foi um caos. Mas superamos.

E enquanto eu observava aquela chuva, tratava de pensar apenas no nosso aniversário. E desse jeito senti algo molhado no meu pé e um leve pesinho. Olhei para baixo e estava ali, tentando se aquecer de alguma forma, um gatinho filhote.

— Ei… — Abaixei um pouco, e ele estava todo molhadinho e tremendo. Levei minha mão para perto de seu rosto e deixei que ele sentisse o meu cheiro. E ele acabou me dando uma lambidinha. Nem devo dizer o quanto o meu coração derreteu naquele momento. — O que você faz sozinho nessa chuva? — Perguntei com um sorriso, já olhando em volta pra saber se naquela lojinha teria algo que eu pudesse usar para enrolá-lo. Acabei comprando umas flanelas, comida e água. Fiquei cuidando do gatinho junto com o dono da loja, e nem percebi quando a chuva havia parado.

Nessa hora eu sabia que precisava voltar pra casa, mas o que ia acontecer com o gatinho? Eu olhava em seus olhos de duas cores e ficava me remoendo sobre levá-lo para alguma pet shop que pudesse ficar com ele e doá-lo depois. Ou então… levava ele pra casa.

E acabou que foi isso que eu fiz.

Assim que Jungkook chegou, eu fui recebê-lo todo animado.

— Ei Amor! — Disse já me jogando pra cima dele enquanto ele colocava uns papéis do correio em cima da mesinha. Envolvi seu pescoço com meus braços e o dei alguns beijinhos no rosto.

— Ei! O que é isso? — Ele me segurou pela cintura, olhando desconfiado pra mim. — Que animação é essa?

— Ah… Tenho uma coisa pra te contar. — Fiz manha, e ele já foi levantando uma sobrancelha. — Vem cá. — O segurei pela mão e fomos até a cozinha. — Sabe quando eu disse que tava faltando só mais uma coisinha para sermos uma família completa?

— Hã?

— Então… Hoje eu peguei aquela chuva e tive que ficar numa lojinha de conveniência esperando ela passar, aí… — estendi minhas mãos para frente mostrando pequeno animal que comia ração tranquilamente. — Ele apareceu nos meus pés todo molhado, com frio, com fome e eu não resisti.

Jungkook olhou para o gatinho e colocou as mãos na cintura com uma cara não muito legal. E bom, eu sei que seria legal falar com ele antes sobre essa minha ideia de trazer um bicho pra casa, mas confesso que fiquei com medo dele recusar e eu ficar sem saber o que fazer com aquele gatinho todo molhado. Pelo menos agora ele estava mais apresentável caso eu tivesse que dar ele pra alguém

— Por que todo mundo acha que uma “família completa” é composta por mais de duas pessoas? — Jungkook falou, ainda parado enquanto olhava pra baixo.

— Sei lá. Mas essa cultura vem desde os primórdios, né? — Respondi com um sorriso, querendo que ele sorrisse também.

— Nessa cultura ainda tem que constar ao menos uma criança também.

— Hoje em dia animais de estimação já são os novos filhos das pessoas.

— Hm. — Jungkook olhou pra mim e pro gato, e então se abaixou para vê-lo melhor. Ele era um gatinho branquinho e tinha os olhos de duas cores. Um azul e o outro castanho. Era a coisa mais fofinha que eu já tinha visto. E torcia para que Jungkook também se apaixonasse por ele.

— E aí? — Perguntei me aproximando dos dois, vendo Jungkook também oferecer a mão para o gatinho que também começou a lambê-la.

— Você quer ficar com ele?

— Ah… Eu pensei na ideia.

— A gente já tinha conversando sobre ter um bichinho, mas também tem isso da gente não ficar muito em casa e…

— Mas gatos são mais independentes. — Já fui me adiantando. — Eles conseguem ficar bem sozinhos. E depois a gente pode arrumar outro gatinho pra ser amiguinho desse aí.

— Ele é bem carinhoso… — Jungkook falava enquanto o gato ficava se aninhando em sua mão.

— Pois é. — Respondi.

— Acho que teremos que ficar com ele.

— Também acho.

Jungkook olhou pra mim e levantou, mais uma vez ele veio me abraçar e me dar alguns beijos.

— Precisamos dar um nome pra ele. — Ele falou entre o beijo, e eu sorri contente, sentindo o gatinho rodeando nossas pernas.

Depois disso conversei um pouco com Jungkook e resolvemos sair aquela noite para irmos ao cinema. Tinha muita coisa boa em cartaz.

Fui tomar um banho e me arrumar, e enquanto olhava pro meu rosto no espelho, ainda encontrando umas espinhas que não sei porque ainda nasciam em mim, Jungkook terminava seu banho e vinha me abraçar por trás. Ele gostava de fazer isso toda vez que eu acabava banhando na sua frente. E ele não me largou enquanto eu não terminei de passar um pouco de base no rosto. As vezes Jungkook ficava me zoando por ser tão vaidoso, mas tinha dias que saíamos os dois muito bem maquiados. E enquanto eu olhava pra nós dois pelo reflexo no espelho, passei a mão por seus cabelos e senti uma pequena ondulação perto de sua têmpora. Era uma cicatriz de um acidente de carro que ele sofreu há alguns anos. Por minha culpa.

Ah! Aquele acidente… Volta e meia eu lembrava dele. E sempre que lembrava, uma sensação estranha tomava conta de mim.

Jungkook também não gostava de falar sobre aquela época. Até porque sua memória havia sido afetada depois da batida. E o negócio foi tão feio que ele até mesmo chegou a pensar que Yoongi estivesse vivo. Jungkook passava mal direto também. Seokjin me contou, muito tempo depois, que direto via o Jungkook caído pelo apartamento e falando coisas sem sentido. E tinham aqueles dias que… Jungkook ficava com um olhar diferente. Não parecia ser ele mesmo.

E toda vez que eu olhava pra ele através do espelho do banheiro, eu sentia que voltava para aqueles dias estranhos.

— Vamos?

Jungkook perguntou já me dando um beijo na bochecha e me soltou. Indo finalmente pegar a toalha para terminar de se secar.

— Eu já estou pronto, você que está enrolando. — Disse, terminando de passar aquela sombra em meus olhos.

— Ainda temos tempo pra hora do filme.

— Esqueceu que vamos jantar antes?

— Ah, é!

Ouvi Jungkook correr para o quarto para se arrumar e eu apenas ri. Guardei minhas coisas ali em cima da pia e arrumei meu cabelo. Dei uma última checada no meu visual e antes de sair dali, notei que as bordas daquele espelho estavam ficando escuras de novo. Sinceramente, eu não sei o que há naquele banheiro, mas os espelhos que colocava ali sempre se desgastavam em menos de seis meses. Não sei se era por culpa do calor ou da umidade do local, mas toda vez que aquelas manchas começavam a aparecer, eu já sabia que o pobre espelho não ia durar muito tempo.

Bom, não podia fazer nada no momento. Apenas terminei de me arrumar e voltei para o quarto, apagando a luz e fechando a porta atrás de mim.

E do outro lado do espelho, os dedos de Yoongi estavam sangrando, pois por mais que ele soubesse que de nada adiantaria, ele continuava a arranhar aquela peça e a gritar pelos nomes das pessoas que surgiam a sua frente, dia após dia. Ano após ano.

Yoongi estava ali, preso dentro do espelho do banheiro daqueles dois. E mesmo quando o trocavam, pois a presença de Yoongi era tão forte e consumia e desgastava aquela peça, seu espírito permanecia ali. Observando aquelas pessoas no lugar mais íntimo possível. Como sempre foi o seu desejo. Porém agora, sem poder realmente interferir em nada, e ele seguiria assim até o fim dos dias daqueles dois, onde finalmente encontraria a paz.


Notas Finais


Hello!
Desculpem a demora com o cap e com a finalização dessa fic, mas enfim.
LNOE começou com um propósito, mas os personagens me fizeram ir pra outro caminho. Eu não queria ter feito do Yoongi um outro vilão obcecado pelo Jimin (CV cof cof) porém, acabou que ele mesmo me levou a isso. No entanto, aqui, ele não era um vilão. Ele tinha problemas e se deixou consumir pela própria mente. Ele não fez mal aos outros (embora tenha sim feito coisas ruins durante a vida) mas no final, ele só machucou a ele mesmo.
Ele quis se desculpar, mas não conseguia se desapegar de Jimin e de todo o passado que tiveram. E como eu já tinha planejado, a fic não teria um final feliz feliz. (Na verdade eu até tinha planejado matar Jimin e JK também e teve um outro momento onde quis fazer as coisas terminarem felizes pra todos os lados, porém eu não achei que seria lgl com essa fic. Ela pedia algo dolorido pro final. Sem dramas nem nada, apenas... assim. Cru e frio)
Eu também sinto que ainda faltou algo, mas me recusei a esperar minha mente trabalhar demais nesse final e quis desapegar logo. Eu me sinto mal quando crio algo e não finalizo logo, mas estou começando a acumular fics e isso é ruim. Eu preciso finalizar D: e como a LNOE nunca foi algo que eu amasse no 100%, achei que tudo bem finalizá-la assim. (Me desculpem por isso)

Enfim. Yoongi terá paz sim, mas vai demorar alguns anos. Todo mundo tem que passar por algum castigo, não é? Esse foi o dele. E vamos imaginar que numa próxima vida... ele seja alguém melhor ^^ <3


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