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História Law and Love - Capítulo 8


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Notas do Autor


Chegamos a metade dessa trama. Se preparem para fortes emoções!

Capítulo 8 - Afastados


Uma semana havia se passado desde o momento em que Daniel flagrou seu pai e Raphael transando. Ele ainda não conseguia acreditar no que havia visto e desde então não conseguiu mais voltar pra casa. Ele ficou muito feliz por Harry ter o acolhido nesse meio tempo, mesmo sacrificando sua privacidade.  

Mesmo sem querer Daniel acabava pegando Ellay e Harry transando pela casa e ele nem podia culpa-los, se tivesse um namorado também ia querer transar com ele durante todo o tempo livre. O único problema é que era um pouco constrangedor ver isso e sentir vontade de participar. Daniel não queria atrapalha-los, principalmente porque Harry e ele jáá tinham uma história juntos.

— Epa, foi mal. — Daniel foi tirado de seus pensamentos quando entrou no quarto para se trocar e deu de cara com os amigos se beijando sem roupa alguma.

— Quer saber? Não vai não. — Ellay disse antes dele sair do quarto. — Já que você está sempre aqui e está solteiro, por que não aproveita com a gente? — Daniel se surpreendeu com o convite.

— Não quero atrapalhar vocês... Acabaram de começar a namorar, deviam poder aproveitar sozinhos... — Daniel disse isso, mas não conseguia tirar os olhos deles.

— Vem logo. Seu pau tá mostrando que você quer. — Harry sorriu e apontou para sua virilha coberta apenas pela toalha.

— Tá, mas não se acostumem. Não vou ser o recheio do sanduíche de vocês o tempo todo. — Daniel deixou sua toalha cair e então foi até eles.

Harry foi pra trás dele e começou a beijar sua nuca enquanto Ellay ficou na sua frente e beijou sua boca enquanto pegava o pau do namorado e esfregava na entrada de Daniel que começou a gemer entre o beijo. Harry que já estava com o pau babando de tanta excitação não precisou de muito para se enfiar no amigo, Ellay sorriu ao ver a expressão de satisfação de Daniel e então se virou para ele e começou a esfregar sua bunda no pau do amigo até Daniel se encaixar e enfiar seu pau de uma vez dentro dele.

Os três ficaram naquele trenzinho alguns minutos antes de Harry sair de dentro dele e empurrar os dois para a cama. Lá ele fez com que Ellay cavalgasse em Daniel e depois se enfiou no namorado junto do amigo. Os dois ritmaram as estocadas até que se derramassem dentro de Ellay que gritou alto e então também teve um orgasmo.

 Depois disso eles oram tomar banho juntos e depois de mais uma sessão de sexo no chuveiro eles se arrumaram para o último dia de aula na faculdade. Chegando lá Daniel se sentou no seu lugar de costume como havia feito durante toda semana, mas Raphael m nenhum desses dias se sentou do seu lado.

— Posso sentar aqui? — Daniel ergueu o olhar e viu que era Nicolas, um dos garotos mais bonitos de sua turma, alguém com quem ele já tinha feito alguns trabalhos, mas de quem nunca havia sido próximo. Ele era loiro, tinha olhos azuis e um sorriso simpático.

— Claro. — Daniel respondeu após ver que Raphael estava sentado várias fileiras atrás.

— Sei que agora é meio tarde pra chegar em você e que s férias estão logo aí, mas... Tá afim de sair para beber depois da aula? — Daniel se surpreendeu com o quão direto Nicolas tinha sido.

— O que? — ele perguntou surpreso.

— Eu sempre quis te chamar para sair, mas você estava sempre junto com o Raphael... — Nicolas confessou um pouco envergonhado. — Vocês eram namorados, não eram?

— Não. — Daniel respondeu isso olhando diretamente para Raphael. — Ele era só meu amigo.

— Então você topa beber comigo? Podemos ir naquela boate... — Nicolas sugeriu, mas foi interrompido.

— Eu quero sair com você sim. Mas que tal fazermos algo mais calmo? Um encontro de verdade? — Daniel perguntou e então pegou na mão de Nicolas e Raphael que estava assistindo aquilo tudo se levantou e saiu da sala com passos pesados.   

— Podemos almoçar então, tem um restaurante ótimo aqui perto. Gosta de comida italiana? — Nicolas perguntou.

— Amo. — Daniel se esforçou para sorrir, mas não estava realmente animado com isso.

 

 

 

...

 

 

 

— Não! Eu não quero saber! Os papéis estavam aqui na minha mesa e agora eu não acho! — Thomaz gritava com sua secretária pelo telefone enquanto revirava sua mesa de um lado pro outro. — Eu... Eu... — ele sentiu uma pontada no peito e já não conseguia mais respirar. — Chame... Uma ambulância... — com muito custo ele conseguiu dizer antes de cair sobre a mesa e desmaiar.

Thomaz abriu os olhos novamente sem ter ideia de quanto tempo havia se passado. Haviam fios presos em seu corpo e ele tentou falar quando viu que seu filho estava ali, mas não conseguiu e então sentiu algo tampando sua garganta.

— Calma, não tenta falar. — Daniel pediu. — Precisaram te entubar. Você teve um infarto, pai. — ele contou com os olhos marejados. — Vou chamar o médico.

Thomaz assistiu o filho sair do quarto e se entristeceu por não poder dizer o quanto estava feliz de vê-lo ali e como tinha medo de nunca mais tê-lo por perto. Depois que o médico chegou fez vários exames antes de decidir tirar os tubos e ainda assim fez diversas recomendações depois disso e deixou bem claro que o estresse que estava passando estava sendo demais para seu coração e que ele precisaria 0egar mais leve dali pra frente.

— Dan, por favor, me perdoa. — foi a primeira coisa que Thomaz pediu quando ficaram a sós.

— Eu já perdoei. — Daniel responde segurando a mão do pai. — Nesses dias que tive de vir aqui e ver o senhor em coma eu não... Eu tive tanto medo de te perder, pai... Eu estava chateado pelo que aconteceu, mas não quero que isso destrua nossa relação!

— Você não tem noção de como fico feliz em ouvir isso. — Thomaz apertou a mão do filho e conseguiu sorrir. — Ficar com seu amigo... Foi um erro e eu nunca deveria nem ter chegado perto dele.

— É, nem eu. — Daniel diz logo em seguida. — Ele é egoísta e só faz o que quer. Só não entendo como isso foi acontecer.

— Eu não sabia quem ele era quando o vi pela primeira vez. — Thomaz então contou tudo ao filho. — Eu devia ter parado assim que descobri que ele era seu amigo. Mas aquele garoto...

— Eu sei. Ele consegue mexer com a gente. — Daniel deu uma risada nervosa. — Mas fico feliz que isso tenha acabado. Não quero mais ter ele em minha vida.

— Nem eu. Naquela noite que você nos viu, ele foi lá pra te procurar, mas assim que eu disse que você não estava ele foi me agarrando. — Thomaz contou envergonhado. — Alguém que te ama nunca faria isso. Eu só cedi porque estava tão chateado com sua mãe naquela noite que queria sentir alguma coisa que não fosse raiva.

— Eu entendo. Você nunca pareceu feliz com a mamãe. — Daniel se lembrava bem das inúmeras brigas que os pais tiveram ao longo dos anos. — Só não sei porque não me contou antes.  Você sempre me apoiou. Quando eu contei que era gay você me disse que isso não mudava nada e que me aceitaria de qualquer jeito. Por que não achou que eu faria o mesmo?

— Eu estava com vergonha de mim mesmo. Eu nunca fui tão forte quanto você, filho. — Thomaz confessou e não conseguiu conter as lágrimas. — Eu cresci em outro tempo... Meu pai via isso com tanto ódio... Ele me bateu tanto pra ficar com jeito de homem... Quando consegui chamar sua mãe pra sair achei que seria um jeito de ter um pouco de paz e depois... Vivi uma mentira da qual não conseguia sair...

— Eu lamento que você não tenha tido um pai tão incrível quanto o meu. — Daniel sentiu um grande peso no coração ao ouvir tudo aquilo.

— Você vai voltar pra casa? Prometo nunca mais esconder nada de você.

— Alguém tem que cuidar de você, não é? Aposto que só comeu porcaria nessa semana que fiquei fora. — Daniel sorriu e os dois souberam que iam ficar bem.

 

 

 

...

 

 

 

— Vamos foder. Estou com saudades do seu cuzinho. — Raphael disse assim que Ellay apareceu no seu apartamento.  

— Foi pra isso que você me chamou? — ele revirou os olhos. — Eu estava preocupado, você não dá noticia a dias e tem matado quase todas as aulas!

— Não esquenta. Eu tô legal. — Raphael sorriu e foi então que Ellay sentiu o cheiro de álcool vindo dele. — Só tô precisando de um pouco de carinho do meu melhor amigo. — ele tentou abraça-lo, mas foi afastado.

— Não! Você tá precisando de um banho e de se recompor. — Ellay ditou. — E nós dois sabemos que você não me chamou aqui por que me quer, você chamou porque ele não vem mais.

— Se estiver falando do Daniel, pode saber que eu nem ligo. Se ele quer ficar com aquele filho da puta loirinho o problema é dele. — Raphael tentou mostrar desinteresse, mas o amigo o conhecia be o bastante para saber que ele estava magoado.

— É mesmo? Então por que não está lá no Inferno Rosa achando mais alguém pra foder e depois largar? — Ellay perguntou cansado das atitudes do amigo.

— Eu fui lá! Só que parece que eu já fiquei com todo mundo daquela porra e ninguém quis vir comigo! — ele contou cheio de frustração.  

— Por que será? — Ellay usou seu melhor tom de surpresa. — Se fosse tratasse as pessoas um pouquinho melhor talvez não estivesse sozinho agora!

— E o que tem de errado? Eu nunca prometi nada a ninguém! Não tenho culpa se todo mundo fica com frescuras! Comigo isso não cola!

— Você é assim porque quando se permitiu amar alguém de verdade se magoou. Mas os outros não tem culpa do que o... — Ellay não conseguiu terminar de falar porque levou um soco na cara.

— Eu te falei pra nunca dizer esse nome na minha frente! — Raphael gritou e ao ver o rosto do amigo sangrando ele teve noção da merda que havia feito. — Cara, me desculpa...Eu...

— Não encosta! — Ellay se afastou dele com um olhar de completa decepção. — Daniel te amava e você conseguiu estragar tudo! E agora que está com medo de perde-lo de vez começou a se autossabotar! E eu cansei de ter que aguentar toda essa sua merda! Então não me procura até decidir ser um cara melhor!  

Raphael assistiu o amigo caminhando até o elevador e por mais que quisesse correr atras dele pra dizer o quanto estava arrependido, acabou achando que era melhor assim e que todos estavam melhores longe dele.


Notas Finais


Acham que ainda tem volta pro Raphael? Ou será que ele continuará nesse caminho solitário?


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