História Le Balancement de la Mer - Woosan - Capítulo 2


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Categorias ATEEZ
Personagens Personagens Originais, San, Wooyoung
Tags Ateez, Choi San, Jung Wooyoung, Merman, Woosan
Visualizações 58
Palavras 1.385
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, LGBT, Magia, Poesias, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


eu realmente não sabia como terminar esse capítulo, mas ainda assim terminei.
a partir do próximo - eu acho - as coisas vão começar a acontecer, porque tem muita coisa, e eu não quero me prolongar tanto assim nessa história, quero ser o mais direta possível, porém entregando uma coisa de qualidade e que faça ao menos um pouquinho de sentido.
no último capítulo não teve tanta informação, contudo nesse e nos próximos as coisas vão ficando bem mais claras e entenderão um pouquinho desse universo e atmosfera.
a música da fanfic é "Chantey do AKMU" - decidi isso faz uns dias, mesmo que já estivesse bem aparente - e estarei deixando o link da música com a tradução nas notas finais.

enfim, me desculpem os erros e BOA LEITURA!

Capítulo 2 - Capítulo O2


Wooyoung ficou semanas e semanas com as imagens do tritão machucado em sua cabeça, rodando e rodando sem parar. Estava totalmente encucado com tudo, contudo, nem ao menos ousou contar para alguém sobre. Não contou porque onde vivia não era um bom lugar, não contou porque com que convivia, ninguém era confiável, exceto por Yunho, um amigo de longa data que havia feito no circo, mas tinha certeza que caçoaria de si dizendo que estava louco e que o sol tinha torrado seu cérebro.

O rapaz estava totalmente absorto limpando as cordas do violão e as afinando, visto que, logo naquela noite, daria mais um de seus belos shows. Cantava com a sua bela voz para uma multidão totalmente encantada por seu talento, as entretia e cativava como ninguém mais naquele circo conseguia fazer, pagavam para vê-lo, porém não recebia nada em troca. 

Não sabia o que sentir em relação, viajavam lugares, países, e sempre deixava todos agitados e com sorrisos nos rostos. De certa forma, aquilo era incrivelmente bom e lhe deixava com o peito aquecido, mas por outro lado, era completamente cansativo, às vezes sentia vontade de abandonar o circo e ir embora, viajar o mundo sozinho e mudá-lo com sua música, mas para isso, teria que fugir, sentia um grande medo de o fazê-lo, todos ali dentro sentiam. Kyros, dono do circo, um homem cruel e sem coração, nunca o deixaria.

— Preste atenção no que tá fazendo, Kyros ficaria muito chateado se soubesse que fez algo errado. — Wooyoung olhou para a pessoa o qual falava, sorrindo pequeno ao ver o garoto alto escorado na porta o encarando com um sorriso nos lábios. — Você anda bastante pensativo. Sempre me contou as coisas, vai ser diferente agora? — perguntou, se aproximando do cantor e se sentando ao lado dele.

Aos olhos de Wooyoung, Yunho tinha um sorriso muito bonito, uma personalidade muito boa e uma forma de pensar incrível, mas também sentia que por trás daquilo tudo, ele não tinha mais nada. Aquilo era tudo que tinha, porque sua alma fora totalmente arrancada pelo mundo. Seus olhos diziam muito, eram totalmente sem brilho, escuros como a noite e tão profundos quanto o sombrio, porém, para quem não entendia, não diziam nada. Aquilo não significava nada. Mesmo ele sendo um pouco mais novo que si, sabia que o amigo tinha passado por muita coisa e que ainda vivia muita coisa. Sem nem ao menos perceber, seu peito apertava e a vontade de fazer tudo diferente aparecia. Era impossível.

— Você tiraria uma com a minha cara, então eu prefiro manter pra mim. — respondeu, umedecendo os lábios logo em seguida e soltando uma risadinha. Colocou o violão ao seu lado, levantando e se espreguiçando, pois suas costas começavam a ficar doloridas pelas noites mal dormidas, da posição que estava antes e dos machucados ainda um tanto recentes.

— Certo, mas espero que isso não te prejudique mais pra frente. — Wooyoung apenas assentiu, suspirando baixinho enquanto caminhava até a arara de roupas, tirando de lá o que usaria naquela noite e as jogando em cima da cama. — Tá preparado? — Yunho perguntou ao amigo, que sorriu pequeno.

— Se for pra fazer as pessoas se sentirem bem, eu vou sempre estar.

...

Wooyoung cantava as últimas palavras de sua música e tocava os últimos acordes do violão, deixando todos da plateia emocionados, e quando terminou, recebeu a estrondosa e acolhedora empolgação das pessoas. 

Sorriu bonito enquanto se levantava do pequeno banco que antes tocava, se curvando várias vezes em agradecimento e acenando em despedida. Curvou-se mais uma vez antes de sair do campo de visão da multidão e esconder-se atrás das grandes cortinas, dando de cara do Kyros, que assim como desde que o conheceu, mantinha a expressão fechada no rosto.

— Cante outra coisa da próxima vez, não te quero mais cantando esse tipo de música, seu bastardo. — repreendeu, e o garoto reverenciou pedindo desculpas. — Arrume suas coisas, logo pela manhã você irá para o mar. Ficaremos mais umas semanas na cidade e os bichos precisam de comida. — Wooyoung apenas assentiu, pedindo licença para sair.

Assim que passou por ele, mais ao fundo, pôde ver Yunho se preparando para a apresentação dele, até pensou em parar para desejá-lo boa sorte, porém, o líder de seu grupo, ao que aparentava, estava lhe dando um sermão. Não era uma boa hora para lhe contar que estaria navegando novamente e que sentia-se animado para descobrir se o motivo de seus pensamentos de semanas era realmente verdadeiro e não fruto de sua imaginação.

Assim que chegou no trailer que dividia com mais três pessoas, jogou o violão em cima da cama e começou a arrumar suas poucas coisas, assim como também logo fora para o porto arrumar o barquinho que sempre usava para navegar, sorrindo consigo mesmo e esquecendo tudo que ouvira minutos atrás daquele homem mau. 

...

Wooyoung mal tinha dormido noite passada, se sentia ansioso enquanto se afastava de tudo e todos, tendo apenas a presença do sol quente e do mar cantando junto de si. Quando chegou no lugar que achava bom para colocar a rede, a jogou na água, e então começou a esperar. 

Era quase noite quando resolveu puxar a rede e ver o que tinha pego, e foram poucos, poucos peixes, porém ainda tinha dias para ficar ali. Suspirou baixinho, os tirando e colocando em baldes e isopores. Surpreendeu-se quando viu aquele mesmo tritão nadando em sua direção com certa rapidez, logo entrando no barco sem ao menos precisar de ajuda ou com alguma dificuldade para isso. Ele parecia agitado e estar se escondendo de algo, pois fez o possível para encolher-se e parte de sua calda não ficar para fora. O peito descia e subia, os olhos não paravam quietos, sempre atentos.

Wooyoung olhou ao redor, porém apenas ele estava ali, nenhum outro barco. Aproximou-se dele, se agachando em seu frente e logo se sentando. Nem acreditava que ele era de verdade e não sua cabeça pregando uma peça. Esperou ele se acalmar para poder começar a falar com ele, embora não recebesse resposta alguma em troca.

— Então você é real. — sussurrou Wooyoung, vendo que o tritão tinha escutado muito bem o que tinha falado e ficado chateado por isso. Talvez entendesse bem isso, porque se era real, era real, não tinha por que não ser, certo? De qualquer forma, sabia que já tinha-o deixado chateado. — Me desculpe. — pediu, e então lembrou do dia em que se conheceram, de como ele estava com um arco na calda. — Sua calda, tá melhor? — perguntou, e o outro assentiu com a cabeça.

O silêncio entre eles se instalou, apenas se encaravam, porque eram algo completamente novo um para o outro. Até que o tritão começou a falar algo, primeiramente baixo, e logo tomando um tom bem mais alto.

— San. — Wooyoung arqueou as sobrancelhas, totalmente descrente. — San. — ele repetiu novamente.

— San? — imitou Wooyoung, e o outro assentiu, apontando para si mesmo e repetindo novamente de forma animada. — Você? Você se chama San? — recebeu outro aceno positivo, e então sorriu, soltando uma risada anasalada, porque da última vez que se viram, ele não conseguiu falar. — Ficou treinando todo esse tempo pra me dizer seu nome? — e novamente ele o deixou chateado, porque o agora, conhecido como San, virou o rosto para o lado totalmente emburrado e cruzou os braços. — É bom saber como você se chama.

Wooyoung ficou ali conversando horas e horas até pegar no sono por causa do cansaço, visto que mal tinha dormido antes de começar a navegar e pescar. Perguntava coisas, e apenas recebia acenos com a cabeça como resposta, tentara ensiná-lo da forma mais calma e clara a falar, mesmo sabendo que para ele não era nem um pouquinho fácil, o entendia perfeitamente bem.

Era engraçado e ao mesmo tempo louco. San não sabia falar, porém o entendia perfeitamente, talvez perguntasse mais tarde como isso era possível, como tinha aprendido aquilo. Ele o ouvia e parecia completamente entretido com o que lhe contava, talvez porque fosse curioso, assim como Wooyoung também estava para saber mais sobre ele e ensiná-lo o que sabia, tomando, obviamente, todo o cuidado do mundo.


Notas Finais




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