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História Le Chant des Sirènes - Capítulo 49


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Notas do Autor


Oiii gente, tudo bem? Espero que sim!
Trouxe mais um capitulo fresquinho para vocês e espero que gostem.
O próximo sai domingo.
Boa leitura e qualquer erro me perdoem.
PS: ainda não respondi os comentários, mas assim que der irei responder, muito obrigadaa, por quem tem comentado e favoritado, isso é muito importante para mim.

Capítulo 49 - Capítulo XLVIII


Fanfic / Fanfiction Le Chant des Sirènes - Capítulo 49 - Capítulo XLVIII

Capítulo XLVIII 

Poderia passar anos lendo sobre os sentimentos nos livros e tal feito, ser o mais próximo da experiência que já tiveste sobre eles, apenas nos livros ela conhecia sobre as coisas que lhe pareciam destituídas na vida real. E naquele momento, tocando o corpo ensanguentado do garoto a sua frente, ela pode compreender, que não importa o quanto você lesse, algumas coisas só poderiam ser vividas e sentidas na realidade. E poderá ela desejar que aquilo fosse apenas um delírio de sua pequena mente sonhadora, toda via, o líquido escarlate em seus dedos eram a comprovação necessária de aquilo era real.  

Estava tão compenetrada no corpo inerte ao chão, que nem ao menos notou a pequena garota sentar ao seu lado e segurar um pequeno frasco no qual virou um líquido esbranquiçado na ferida do moreno. Apertou os olhos ao movimento duvidoso, e ficou surpresa ao constatar a pele fervendo. 

-É um elixir que Lucy fez usando encantamento, não é tão eficaz quanto a cura dela, porém, vai mantê-lo vivo. – Levy pode finalmente suspirar aliviada e puxar Wendy para um abraço, para agradecê-la ou por que simplesmente necessitava de um calor humano no momento.  

-Obrigada! - se soltou da pequena apenas para a olhar nos olhos, e algumas teimosas lágrimas escorriam de seu rosto, porém, não conseguiu disfarçar a felicidade que se encontrava no momento.  

O enorme corpo do animal escorado no chão, se mexeu deixando todos em alerta a um possível ataque, e talvez fosse exatamente aquilo que fosse ocorrer, se uma enorme luz dourada não surgisse no céu e então iluminasse tudo. A luz afastou e evaporou toda a névoa e preencheu o local com um sentimento bom, de paz e felicidade. Era como se todos os sentimentos e sensações ruins sumissem, para então dar lugar aos sentimentos bons que apenas aquelas luz poderia proporcionar, e aquilo foi o suficiente para os marujos sorrirem aliviados, pois, tinham a plena consciência do que aquilo significava.  

** 

Não se importou que as feridas tivessem se aberto mais, devido ao esforço, aquilo não a incomodou no momento e apenas se preocupou em caminhar até os dois. Assim que a magia iluminou todo o local deixando feixes de luzes e pequenos raios, os dois caíram desacordados no chão. A armadura dourada juntamente do cabelo e garras que compunham a imagem amedrontadora de Leo, sumiram e deram lugar a um cabelo curto e roupas comuns, porém, desgastadas. O espírito despertou assustado, olhando ao redor como se  algo pudesse o atacar, e a loira se aproximou a passos meticulosos, e ele pareceu notar a presença dela se virando para então a olhar de cima a baixo e piscar os olhos por alguns segundos, tentando assimilar os acontecimentos.  

-Leo?- ela de abaixou a frente dele que permaneceu quieto apenas a observando. – sou Lucy Heartfilia, uma sereia celestial.  

-Você me salvou?- questionou, mesmo sabendo a resposta, toda via, a loira apenas deu de ombros com um sorriso pequeno no rosto, um sorriso que lhe causou um sentimento caloroso.  

-Eu não fiz muita coisa.- ditou sincera antes de se virar e olhar para Natsu desacordado no chão, com algumas feridas, porém, sem as trevas agora. Se aproximou dele para ter a certeza que ele estava bem e após comprovar, colocou a cabeça dele em sua perna e se concentrou em curá-lo. – você está bem? - questionou ao espírito que olhava atento para o que ela fazia.  

-Sim!- deu um pigarro tentando se recompor.- agradeço pelo que fez. 

-Não foi nada! - ela sorriu e ele virou o rosto para o lado, para então voltar os olhos até os dela. – Era minha obrigação como uma sereia celestial salva-los.  

-É muito perigoso se aventurar nos portais consumidos pelas trevas, por favor, tome cuidado. – a olhou querendo expressar em seu olhar o que sentia.  

-Irei!- falou sincera, o leão levou as mãos até o pescoço aonde ele retirou a chave de  Virgo e então a entregou nas mãos da sereia.  

-Isso pertence a você! - levou os dedos até a chave a observando e sorrindo com um sentimento aconchegante que surgiu em seu peito. – obrigada por tudo que tem feito Lucy Heartfilia, e em forma de agradecimento, gostaria de lhe passar uma informação. – levou os olhos castanhos até o espírito atenta. – mesmo que eu não obtivesse o controle de meu corpo e mente, consegui ouvir e me atentar a algumas coisas que os demônios pareciam conversa entre si. – ele a olhou firme. – o mundo sombrio está em festa, aparentemente se sentem mais fortes agora, por algum motivo desconhecido. – olhou para o garoto descordado no colo da sereia. – e me parece que algo muito maligno está ligado a esse garoto, não era um assunto que consigo recordar bem, mas, fora algo perceptível quando sentiram a energia que emana dele. – olhou para a sereia. – Seja lá o que isto deva ser, é nocivo até para ele mesmo.  

** 

As pessoas que costumavam apreciar as guerras, geralmente eram as pessoas que não ficavam a frente delas. Quem tinha o convívio com ela a fazia desejar nunca mais ter de voltar, a taxa de mortalidade é sempre algo desagradável e as vidas que retira com sua arma é algo inesquecível e infelizmente eterno em sua mente. Era por isso que Lucy odiava guerras e sempre se preocupou em agir de modo diplomático e racional para evitar qualquer batalha desnecessária que viesse acarretar em danos desnecessários e assustadores. Contudo, a morte não é algo do qual você consiga fugir ou ludibriar, se viesse a ser o seu momento, ele de fato ocorreria independente de qualquer coisa que viesse a fazer afim de evitar. Infelizmente, haviam situações que estavam longe de nosso alcance e não havia muito o que fazer para muda-las.  

O sentimento de incapacidade e tristeza foi quase impossível de se evitar ao notar as fatalidades ou os graves danos. Sentia que mais uma vez havia falhado com todos e agora, sentia na obrigação de repor. Tratou de curar cada um daquele navio que estava ferido, principalmente Gajeel que se não fosse o elixir, teria morrido, pois Lucy não conseguiria curá-lo  a tempo e aquilo foi o suficiente para desespera-la, pois estava ficando visível a seus olhos que ela infelizmente poderia não conseguir proteger todos mediante a situação que viesse a estar, mas obviamente pensaria em solução mais tarde, não permitiria que isso ocorresse. 

-Deveria tratar de seus ferimentos primeiro!- o velho e bondoso Makarov falou observando as feridas da loira, que estava sentada a sua frente cuidando de seu ferimento no braço. – eu estou muito bem, por favor, vá se cuidar. 

-Eu também estou bem, posso prosseguir com isso sem nenhum problema. – suspirou e observou a garota, era nítido a angústia que a loira estava sentindo. 

-Você sabe que infelizmente não tem como salvar todos, certo? - ela parou olhando vagamente para o nada. – Por favor, não carregue um fardo que não é seu. – levantou os olhos castanhos ao senhor que a olhava carinhosamente.  

-Eu...- suspirou, contudo, o senhor a interrompeu levantando a mão.  

-Não é culpa sua Lucy!- sorriu para a sereia tentado lhe passar o conforto que era necessário no momento.  

-Gostaria de poder fazer mais. – falou sincera, estava chateada que não conseguiu fazer muito, se sentia culpada.  

-E você fez! - ele pousou a mão enrugada por cima da dela. – Somos um grupo e fazemos as coisas juntos, somos uma família que ergue e ajuda o outro quando precisa, apenas pense que todos estão dando tudo de si, por que acreditamos uns nos outros e isso é maior do que qualquer coisa. – sorriu com as palavras do senhor que obtinha o dom de lhe dizer e repassar as sensações que lhe eram necessárias no momento.  

** 

Natsu Narrando 

-Natsu!- acordei sobressaltado, meu coração batia acelerado, assim como minha respiração. Podia sentir meu corpo úmido devido ao suor. 

Minha mente reprisava cada momento de tortura a qual fui forçado a me submeter, e presenciar um dos meus maiores medos juntamente de todos os momentos os quais sempre tentei impetuosamente esquecer, faziam questão de repassar em minha cabeça apenas para demonstrar o quão fodido eu era. 

Assim que me virei para o lado eu a vi deitada na cama, em um sono profundo e calmo, aquilo foi o suficiente para que toda a tempestade que insista em surgir em mim, se acalmasse feito uma ventania passageira. Era esse o efeito que ela tinha em mim, pois era a única coisa boa em minha vida, a única coisa que eu tinha de bom em minha vida e eu quase destruí. Não precisei a olhar por muito tempo para identificar os ferimentos pelo corpo, era como se meus olhos soubessem exatamente a aonde eles estavam para deixar claro o quão destrutivo eu poderia ser. A cura dela parecia estar lenta, pois o ferimento na barriga ainda estava ali, se curando em uma velocidade questionável.  

Me aproximei de seu corpo e olhei para o local que estava exposto devido a blusa que  havia subido, deixando a mostra sua barriga com pele alva e imaculada se não fosse por aquele ferimento que eu mesmo havia causado. Fechei os olhos e os punhos com raiva de mim mesmo, eu nunca poderia me perdoar por isso e de fato não iria. Levei as mãos até a barra de sua blusa e a abaixei tapando sua barriga, depois, de modo automático e imperceptível, meus dedos se guiaram até o rosto delicado e angelical dela. Era incrível em como tudo era um contraste entre nós, bem nítido no quão diferentes éramos, ela carregava todo delicadeza e inocência em si, em seu rosto angelical que poderia causar uma guerra. Era como se os deuses houvessem me enviado um anjo apenas para me faze-lo deseja-lo e depois fizesse questão de mostrar que de fato, ela nunca poderia ser minha. Não quando dentro de meu ser fosse pura escuridão e ela luz. E mesmo que isso significasse queimar no inferno por corromper o anjo, eu me negaria a deixá-la ir, mesmo que estivesse ciente do quão destrutivo eu poderia ser, eu não conseguiria deixá-la ir, por que independente disso, ela era a única coisa boa em mim.  

Aproximei meu rosto do seu, como se eu não conseguisse ficar por muito tempo longe dela, seu cheiro fora o suficiente para acalmar cada terminação nervosa em mim e então fazer meu coração explodir em uma sensação única ocasionada apenas por ela. Meu corpo inteiro parecia necessitado dela, como se eu precisasse de seu cheiro para acalmar-me, ou de seu coração batendo para o meu bater, ou sentir seu toque para me aquecer o corpo. Parecia tudo intenso demais para ser real e possível, contudo, ao tocar a testa dela na minha eu obtinha a comprovação necessária de que era muito mais que possível, era essencial ter Lucy ali comigo.  

Como se sentisse que eu estava ali, ela se aproximou de meu corpo e o abraçou, me apertando contra seu corpo de aparência frágil. Apenas fechei os olhos beijando sua testa e sentindo sua pele contra a minha e seu coração batendo tão próximo de mim. 

Não sei exatamente por quanto tempo ficamos daquele modo, e eu sinceramente não me importava. Porém, precisava levantar e ficar a par do que havia acontecido, levantei-me apenas para colocar uma blusa e então sair da cabine com os olhares de todos direcionados para mim com curiosidade e certa admiração. Apenas me guiei até aonde estava Makarov e Gildarts, sentados perto da proa bebendo algum rum e rindo de alguma conversar aleatória que pareceu morrer assim que cheguei. 

-Natsu!- o velhote arregalou os olhos me encarando, o que me fez reagir com uma sobrancelha em pé em questionamento. – graças aos deuses você está bem!  

-Você ficou bem destruído garoto, Lucy não desistiu até curar todas as suas feridas, ficou apagado por dois dias. – Arregalei meus olhos não conseguindo disfarçar a surpresa que aquela informação havia me passado.  

-O que? Está me dizendo que Lucy está a dois dias com aquela ferida? - eu só conseguia pensar nela, não me importava comigo. os dois me olharam de olhos apertados antes de se entreolharem.  

-Ela não falou nada. – Suspirei passando a mão nos cabelos de maneira frustrada, era óbvio que ela não diria nada. E aquilo me irritava em níveis imagináveis.  

-Ela não entrou na água ainda. – levantei os olhos para Makarov. – apesar de ter mandado, ela não obedeceu enquanto não tivesse a certeza que estava todos curados.  

-Atraque na ilha mais próxima!- ditei firme aos dois antes de me virar a passos firmes de volta a cabine. Eu podia soltar fogo pelas narinas de tamanha que era minha irritação no momento. Aquela garota ainda me mataria.  

Ao abrir a porta a notei sentada na cama com uma cara de sono, por apenas alguns segundos aquela cena me amoleceu, apenas por alguns segundos e logo depois minha carranca habituaria voltou. 

-Natsu!- ela arregalou os olhos e depois deu um sorriso enorme, era tão fodido o que apenas aquilo podia me causar. – você está bem! - correu até mim me abraçando e eu retribui o carinho incapaz de negar. Eu necessitava dela tanto quanto ela necessitava de mim, e foda-se o que diriam a respeito.  

-Você está ferida!- não foi uma pergunta, eu havia visto com meus próprios olhos. A afastei apenas o suficiente para olhar em seu rosto que parecia surpreso. – por que não fez nada a respeito?- não consegui disfarçar meu tom irritadiço, levei a mão até a barra da blusa para levanta-la e ela retirou minhas mãos e se afastou, a olhei de olhos semicerrados deixando claro minha insatisfação.  

-Eu estou bem! - suspirou passando a mão nos cabelos loiros que pareciam ouro derretido, que atraiam de modo enigmático um pirata como eu. – a cura está lenta por conta da natureza da magia que foi usada para ferir. – levou os olhos até os meus e os desviou rapidamente. – por conta da magia negra.  

-Dois dias!- falei simplório. – nunca aconteceu isso antes. – ela engoliu em seco virando o rosto para o lado, e naquele momento eu soube que ela estava escondendo algo de mim. – O que está escondendo? - falei baixo a olhando com firmeza.  

-Leo... Me disse que você conseguiria me ferir, eu não me importei na hora, entretanto, agora consigo compreender o por que dele ter te usado para me atacar, por que ele sabia que você ia conseguir me ferir e me deixar debilitada para a luta. – Engoli em seco com a informação, a dor que aquilo havia me causado era assustador. – Você estava conseguindo controlar a névoa de Leo, e isso é impossível, independente se estava sobre o domínio das trevas. – ficamos em silêncio encarando um outro, era como se apenas com aquele olhar pudéssemos dizer tanta coisas que pareciam inaudíveis pelos lábios.  

-Está me dizendo que seja lá que for essa merda em mim, eu posso te machucar?- era quase impossível de impedir o gosto amargo que aquelas palavras causaram em minha boca. – merda!- falei frustrado depois dela concordar com a cabeça, levei as mãos até a cabeça.  

-Mas você não vai Natsu!- ela se aproximou de mim e colocou a mãos em meu rosto me fazendo olhar para o seu, o contato da sua pele na minha, me causava um arrepio por toda minha espinha. – eu sei que você não vai me machucar. – ela colocou a testa na minha e seus olhos castanhos estavam próximos dos meus, era a cor mais linda que eu já havia visto na vida e mais maravilhoso ainda era o jeito que ela me olhava, do jeito que apenas ela o fazia e eu estava ciente de que não merecia, contudo, eu não me importava e iria ser a pessoa mais egoísta desse mundo.  

-Como pode ter tanta certeza? - falei baixo com a voz grossa devida as sensações que ela me causava e foi um martírio notar sua pele se arrepiar com aquilo, tão entregue a mim.  

-Por que eu confio em você, e eu sei que você nunca me machucaria. – havia mais naquelas palavras, e em seus olhos e eu soube identificar o que significavam. E elas possuíam um peso tão grande sobre mim. – Você não fara isso! - sua testa em contato com a minha, me permitia a perfeita visão de seus olhos tão perto e profundos, e do seu cheiro forte e inebriante. Ela confiava em mim de uma maneira que me fazia desejar ser melhor e ser tudo aquilo que ela desejava e merecesse, por ela eu faria tudo, desde ir nas profundezas do meu ser e enfrentar seja lá o que lá estivesse, apenas para ter a certeza de que nada aconteceria a ela, ou que ficássemos separados.  

Levei as mãos até o rosto dela, tocando como se fosse uma moscovita, fina e  extremamente delicada, eu tinha medo que ela pudesse se desfazer e se tornar apenas um sonho distante. Porém, os lábios dela assim que os coloquei em contato com os meus era a evidência necessária de que era real e forte o suficiente para arder cada parte do meu corpo em contato com o seu, em uma combustão prestes a explodir. Descia a mão a sua cintura fina apenas para trazê-la mais perto de mim, como se fosse possível tornar os nossos corpos em um. As mãos delicadas dela trabalhavam em meus cabelos róseas, onde ela fazia questão de os segurar com firmeza e me fazer grunhir com que aquilo me causava. Eu não obtinha muita certeza na vida, porém, a que eu tinha naquele momento era que o beijo dela era meu martírio e provavelmente ela seria minha perdição, no qual eu não me importava nem um pouco em me submeter. 

Eu possuía todos os motivos para que ela não me olhasse e até mesmo me odiasse, contudo, ela havia me visto em meio a todo a neblina escura que me perdurava e viu em mim alguma coisa que parecia desconhecida a mim.  

Depositei seu corpo delicadamente na cama, mesmo que tudo dentro de mim implorasse para tê-la e fazê-la minha, eu teria o cuidado e paciência que ela merecia. Colei nossas festas uma na outra enquanto o beijo infelizmente havia sido terminado e abri os olhos apenas para presenciar a melhor cena de seu rosto corado e respiração elevada. Aos poucos os olhos foram abertos e me observaram antes de sorrir e passar delicadamente a mão em meu rosto. Naquele momento ela não era uma princesa dos mares ou a sereia celestial, era apenas a minha garota.  

Permanecemos em um silêncio que estava longe de ser incômodo, como se apenas o seu olhar sobre mim, dissesse o que fosse necessário para que eu pudesse compreender. Como se fosse indispensável minhas mãos ficarem longe dela, toquei seu pescoço com delicadeza e então atraindo sua atenção para mim, aonde eu esperava que ficasse para sempre.  Afastei o suficiente apenas para descer a mão por entre seu colo notando a pele arrepiar pelo contato, os olhos focados nos delas até chegar à barra da camisa e levantar o suficiente para que o machucado ficasse visível. Meus olhos se guiaram até ele feito imãs e engoli em seco notando a pele ser reconstituída de modo lento, pude notar que ela ficou tensa sob meu olhar e sua respiração pesada. Levei meu dedo delicadamente na barriga, próximo da ferida apenas para acariciar a pele e agraciar com ela se arrepiando, tão entregue a mim.  

– Me perdoe! - minha voz saiu baixa, mas eu possuía a plena certeza de que ela havia me ouvido, ela sempre ouvia.  

-Não tem o que perdoar, não foi sua culpa. – ela se sentou e levou a mão a meu rosto, me fazendo olhar para si. – Está tudo bem Natsu, não se preocupe. – Ela sorriu e passou cada lado de sua perna em meu quadril e sentou em meu colo, segurando em meu pescoço. – Não pense mais nisso, por favor. – Ela me abraçou e eu fechei os olhos retribuindo o contato na esperança de que ela sentisse tudo o que me fazia sentir, eu queria que ela visse e sentisse o que fazia a mim. Eu estava bem ciente de que não merecia Lucy, porém, nada me faria mudar de ideia. Aquela garota era minha desde o dia que havia colocado os olhos nela e seria até o fim.  

** 

Narrador  

O homem estava concentrado em um dos seus muitos livros que jaziam pelo local, ele era um homem que gostava de estudar sobre o mundo e aquilo que o cercava. Um passado conturbado o fez entrar nesse mundo cheio de mistérios inconclusivos e bastante abrangente para conquistar o que se desejava.  

-Espero que esteja correto a respeito da magia branca. – Nem ao menos se virou para saber quem estava lhe direcionando as palavras, havia apenas algumas pessoas que eram idiotas o bastante para invadirem sua privacidade. – será de fato um enorme problema se seus livros estiverem incorretos.  

-Os livros não estão errados Mard Geer, não se souber interpreta-los. – Se virou ficando de frente para o outro. – é tudo uma questão de interpretação e de quem o lê. – Levantou as sobrancelhas brancas em um desafio oculto. – Eu posso lhe entregar um livro com todas as respostas para sua pergunta e de nada serviria, se não souber as interpretar. –  O outro apertou os olhos ao senhor. – Apenas mentes subdesenvolvidas pensam assim. – obviamente o outro não se agradou da fala do capitão da Grimoire Heart, contudo, antes que pensasse em reagir o outro lhe tomou a frente. – não sejamos idiotas por pensar que conseguiríamos dominar a magia branca com facilidade, não quando estamos completamente manchados da negra. – passou a mão em sua barba de modo relaxado. – é um processo que leva tempo e cuidado.  

-Poderia então por obséquio, me explicar como irá fazer isso?- o sarcasmo escorria dos lábios do outro. 

-Com o meu dispositivo eu conseguirei adicionar a quantidade de magia negra necessária para transformar a branca. – Sentou-se em sua poltrona o olhando com um olhar superior. – Mas isso precisa ser feito na própria sereia. – Mard Geer apertou os olhos de modo incompreensível. – O dispositivo vai fazer com que as partículas elementares se colidem com as partículas exatas. Para cada partícula existe uma outra correspondente, e o encontro dessas partículas iguais promove uma desintegração que resulta em uma energia e posteriormente em novas partículas. Se combinadas de modo correto, conseguirei transformar a branca em negra. – Ele levantou o dedo indicador para acrescentar algo a mais. – contudo, eu não posso roubar a magia dela e fazer isso, pois o encontro das partículas erradas pode resultar em uma deterioração do produto, ou seja, destruiria tudo, e é exatamente por isso que preciso da sereia, o corpo dela vai servi como um ímã para as cargas contrárias.- sorriu ladino olhando para o homem a sua frente que sorria do mesmo modo conseguindo compreender aonde Hades estava querendo chegar. – e assim, ocasionando na morte da sereia.  

-Ela morreria de todo o jeito! – o homem de longos cabelos andou pelo local passando a mão nos livros e sentindo a poeira nos dedos. 

-De fato!- ditou simplório. – Ela não suportaria a carga de magia. – Abanou a mão como se não fosse nada. – Se isso não ocorrer, ela vai morrer quando eu apartar a magia de si.  

-Está ciente de que ela está limpando os portais, então sabe do que eles podem conseguir no fim, não é mesmo? Meu caro Hades. – apertou os olhos para o moreno que se virou o olhando de modo raivoso. – Ainda assim vai permitir?  

-Esses vermes não serão um problema, e eu já expliquei isso a você, não me faça repetir como se fosse uma criança birrenta. – Mard Geer suspirou frustrado nem um pouco satisfeito com a respostas. – Me poupe de seus problemas de carestia, eu confio em mim o suficiente para saber o que terá de ser feito.  

- Você sabe que não é este o problema! - bateu com força na mesa fazendo os objetos acima tremer. – Se Zeref ao menos imaginar, que está permitindo isso, ele não vai ficar muito satisfeito. – Hades semicerrou os olhos e não se permitiu abalar, ele não era um homem que se estremecia fácil.   

-Zeref precisa de paciência se desejar conquistar o que tanto deseja. – Ditou firme e sem paciência para mais, se levantou olhando para o outro. – e imagino que no momento ele deva estar mais preocupado com a profecia do oráculo.  

-O que me leva a outra questão Hades. – olhou desconfiado para o senhor. – Uma que ainda não consegui acreditar em suas palavras. – Deu um pequeno sorriso sem mostrar os dentes. – Por que deixou o garoto vivo, quando ele pode destruir tanto a sereia quanto vosso imperador? - se viu satisfeito ao notar a ruga de irritação na testa do mais velho. – Você nunca faz algo assim Hades, não quando não está sob seu controle. – O capitão da Grimoire Heart ficou quieto sem demonstrar ou dizer qualquer coisa. – O que nos leva a última questão, o que vai acontecer quando o selo do garoto se romper completamente? - sorriu ladino de modo maléfico ansioso para que suas suposições estivessem corretas. Pobre Natsu Dragneel, logo mais não sobraria nada de sua parte humana além de seu nome.  

Fim. 

 

“Não, não existem outros olhos 
Que poderiam me ver por dentro 
Os braços de mais ninguém podem levantar 
Me levantar tão alto 
Seu amor me levanta além do tempo 
E você conhece meu coração de cor.” 

-Demi Lovato-  


Notas Finais


Fiiiiimmm!
Siiiim, teve pov do Natsu, eu não iria fazer por agora, mas decidi fazer, por que nada melhor que ele mesmo para expressar com se sentiu depois do capitulo passado. Espero tenham gostado.
Muito obrigada a quem tem me acompanhado ate aqui, vocês são incríveis mermão!
Até domingo meu povo!
Beijocas e Arigatou!
I.C.S


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