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História Le Chant des Sirènes - Capítulo 57


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Notas do Autor


Helllou ma frendes!
Dessa vez não demorei hehe
E espero que gostem do capitulo, e muito obrigado a todos que comentam, favoritam e acompanham a minha historia!

O próximo capitulo já está quase pronto, deve ser postado no domingo ou segunda!

Boa leitura e qualquer erro me desculpem!

Capítulo 57 - Capítulo LVI


Fanfic / Fanfiction Le Chant des Sirènes - Capítulo 57 - Capítulo LVI

Capítulo LVI

Estar no navio da Saberthoot, era como reiniciar tudo que havia vivido desde que foi capturada pela Fairy Tail. Olhares curiosos eram direcionados para ela, assim como também os de desgosto que faziam questão de não disfarçar o desprezo para com a loira.

Entretanto, ela se sentia anestesiada aquele tipo de reação, que era considerada normal vindo das lendas perturbadoras que eles conheciam. Porém, era quase impossível não reagir com uma face inexpressível e agir de maneira fria, como se ligasse o interruptor da sereia sem sentimentos a fim de se proteger. Se demonstrasse que o desprezo deles de nada faria a ela, talvez chegassem ao fim. Toda via, ela sabia que humanos não lidavam bem com o desconhecido.

A Saberthoot era confiável o suficiente para Makarov repassar o que estavam fazendo, e então permitir que todos soubessem quem Lucy era. Sting fez uma rápida menção de que não pouparia traidores que ousassem repassar as informações, e muito menos seria paciente com aqueles que os tratassem mal. Mais especificamente, se tratasse Lucy mal.

Não houve qualquer indicação de que os marujos desrespeitavam o capitão ou que tomariam atitudes desagraveis. Todos aceitaram suas ordens de cabeças baixas, e não ousaram direcionar mais olhares em direção à sereia que agradeceu mentalmente Sting por aquilo.

Foi necessário que viesse a explicar sobre os portais e o que encontrariam neles, assim como os perigos que enfrentariam ao longo desse caminho. O ar se tornou rarefeito e os marujos ficaram calados apenas olhando para um nada em específico, era possível sentir o cheiro de temor escorrendo de seus poros em um aviso convidativo para aqueles que se alimentavam do medo. Algo que não poderia ocorrer no momento em que passasse pelos portais.

-Você pode se acomodar em minha cabine!- o loiro falou assim que abriu a porta de seu quarto e se virou para a garota atrás de si.

-Eu posso ficar com meus amigos!- respondeu sincera olhando curiosa para a cabine do capitão. Fora quase impossível sua mente não a levar de volta para a cabine do Fairy Tail, aonde por algum tempo se tornou seu lar e seu local de aconchego. A cabine de Sting apesar de ser aconchegante e bonita, parecia vazia e fria para ela.

-Você precisa ficar na água, Makarov me explicou a respeito disso. – falou irredutível e ela o olhou com uma sobrancelha em pé. – no momento não temos nada muito bem elaborado devido às coisas terem acontecido sem um aviso prévio, mas pode fazer uso da banheira. – apontou para o objeto de metal próximo a janela da traseira do navio, aonde se tinha uma visão do mar atrás deles.

-Não é necessário... - ergueu o dedo a cortando antes que ela prosseguisse.

-Já está decidido Lucy!- falou direto e levou os braços para trás de suas costas. – vai se sentir mais confortável aqui. – o que não era mentira, ficar sozinha era mais agradável do que os olhares que recebia.

-Mas é você?- era a cabine dele e ela não se sentia confortável em tirá-lo dali para que ela ficasse.

-Não se preocupe comigo!- deu de ombros e então lançou um olhar sugestivo a ela. – a não ser que queira minha companhia.

-Estou bem!- respondeu rapidamente e ele deu uma risada da reação instintiva dela. Notou as bochechas corarem antes de ela virar o rosto, em uma ilusória tentativa de não demonstrar vergonha. Ela era tão linda sem nem notar, atraia atenção sem que ao menos percebesse, e ele sabia que nada tinha haver com ela ser sereia.

-Eu sei que a companhia que deseja não está aqui!- falou tentando disfarçar o incômodo e ela ergueu os olhos o olhando em curiosidade. – ele lidou bem com sua saída?- olhou para ela sob sua altura ligeiramente maior.

-Ele não sabe!- engoliu a seco ao fim da resposta. Temia o que pudesse acontecer quando o rosado descobrisse. Sting não conseguiu reagir de outro modo além de uma risada anasalada.

-Olha uma pequena rachadura no relacionamento, significa um espaço para mim. – lançou um olhar irritado na direção dele que ergueu as mãos em rendição. – estou brincando!

-Deveria tomar cuidado com suas brincadeiras então!- respondeu direta e ele a olhou curioso. – a minha relação com o Natsu não lhe diz respeito Sting, e eu ficaria grata se você não ultrapassasse a linha. – arregalou os olhos azuis. – se não, serei obrigada a lhe empurrar de volta!- dito isso se retirou da cabine após um aceno de cabeça, o deixando sozinho.

O loiro soube naquele momento que jamais poderia competir com o rosado, porém, não admitiria em voz alta.

Lucy saiu batendo o pé contra o assoalho de madeira do navio se sentia irritada pelas palavras de Sting. Mais pela insinuação do que poderia ocorrer entre ela e Natsu, do que pelo estúpido flerte. O loiro era ingênuo, Lucy era uma sereia e era apenas por aquilo que ele estava interessado e não saberia reconhecer isso.

Caminhou devagar até a proa do navio e suspirou olhando a imensidão azul ao redor, não havia nada além do mar, não havia navios e muito menos terra. Navegavam em águas profundas do oceano em direção ao portal de Libra.

Seu coração estava inquieto, mas não pelo portal que se aproximava, mas sim por quem havia deixado para trás. As palavras de Sting serviram apenas para colocar em voz alto o que ela temia, e ouvi-las a fez se preocupar.

-Se você pular na água vai ser completamente compreensível!- se virou para o moreno que se aproximou com um charuto nos lábios, observou ele o retirar segurando entre os dedos e então soprar uma fumaça que foi levada pela brisa. – eu também estou querendo fazer isso, por ter de suportar Rufus!- deu uma risada baixa olhando o amigo que a observou de canto. – está preocupada com ele, não é? – concordou incapaz de mentir.

-Ao mesmo tempo em que parece que fizemos ao certo, também não me parece correto o deixar quando ele precisa de ajuda. – respondeu sincera e Gray assentiu compreendendo o que a amiga dizia.

-Entendo, mas tente se lembrar de que ele não está sozinho!- olhou nos olhos castanhos. – Makarov quase nunca toma decisões erradas, ele tem bastante vivência e sabe como reagir em determinadas situações. – ela balançou a cabeça em compreensão. – vamos confiar que isso vai funcionar, e logo vamos voltar para ver o Natsu se explodindo e querendo assar a gente na fogueira. – deu uma risada das palavras do moreno que sorriu satisfeito em vê-la mais calma.

-Acho que você tem razão!- ele a olhou de canto antes de dar um sorriso convencido.

-Eu sempre tenho razão!- falou dando de ombros e ela revirou os olhos para depois sorrir, se sentindo mais calma e leve do que quando havia chego.

As preparações para a ida ao portal havia se iniciado desde o momento em que colocaram os pés no navio. Os planos foram analisados e desenvolvidos, e o navio já partia em direção ao portal de libra. Não havia tempo para mais preparos, eles deveriam ser ágeis e rápidos, mesmo que os marujos da Saberthoot não estivessem completamente prontos. Lucy realizou o mesmo encantamento que fazia com seus amigos, para proteção e para que as armas surtissem efeito, deu os avisos de sempre. E então, foi sua vez de se preparar.

Mesmo que Sting tivesse oferecido sua cabine, ela preferiu caminhar juntamente das amigas para se organizarem. A pessoa responsável por ajudá-las era Yukino a jovem xamã que já havia salvado a vida dela antes. E Lucy tinha consciência de que a garota viria a ser bastante útil.

-Isso é mesmo necessário?- observou a roupa que estava posta sobre a cama da albina. A calça era de couro assim como a parte de cima.

-Mas é claro, a vestimenta correta é a arma principal em uma batalha!- Erza respondeu convicta enquanto ajeitava sua bainha da arma na cintura. – eu roubei essa roupa de um batalhão do conselho há alguns anos atrás, eu havia até me esquecido dela. – deu de ombros quando a olharam de sobrancelhas erguidas. – enfim, acho que vai ficar perfeita em você. – respondeu olhando a sereia e depois olhou as amigas. – nada de julgamentos, eles roubam a gente sempre, então apenas devolvi o favor!

-Não dissemos nada!- Levy ergueu as mãos para o alto em rendição. A azulada havia ido para ser a responsável pela montagem dos planos e estratégias junto de Lucy, mesmo que não possuísse força física, seu cérebro era a melhor arma.

-Mas sei que pensou!- Respondeu a ruiva que a olhou de canto antes de se voltar a Lucy. – para de bobeira, e vista!- falou direta. A albina observou as garota e sorriu.

-Fique a vontade, irei subir para preparar os marujos!- as garota assentiram e no momento que a porta foi fechada, voltaram os olhos em direção a ruiva que ergueu uma sobrancelha em incompreensão.

-Seja sincera, você quer que Lucy vista isso, por que quer se exibir para a Saberthoot!- Juvia falou fazendo a outra azulada assenti em concordância. Erza apenas arregalou os olhos em choque.

-O que? Não, como ousam... - a olharam com tédio, demonstrando não acreditarem nas palavras docemente falsas da ruiva. – está bem, sim!- suspirou jogando as mãos para o alto. – viu como eles estão a olhando? Isso me irrita! – suspirou frustrada se jogando na cama. – apenas com essa armadura vai colocar todos de boca aberta.

-Não me importo com isso Erza!- Lucy falou docemente olhando a amiga com um sorriso afetuoso. – mas muito obrigada por se importar!- a ruiva deu de ombros como se não fosse nada. – vou usar a roupa então, já que é extremamente importante em uma batalha!- falou como se não fosse nada demais pegando a roupa. A ruiva logo tratou de abri um grande sorriso e se levantando para ajudar a sereia.

Ao fim dos preparos, Lucy estava usando a armadura negra, e sentia que os movimentos não eram atrapalhados pela mesma. Observou satisfeita como havia ficado em si e se virou para as amigas que a olhava em choque.

-Está bem, acho que realmente essa roupa possa vir a ser útil!- Levy falou ao fim observando a loira por completo e teve o consentimento das outras duas que concordaram com a cabeça.

Enquanto caminhava em direção a proa do navio, a sereia sentia os olhares curiosos em sua direção e apenas suspirou. Não havia nada que pudesse fazer quanto a isso.

Assim que chegou ao local, notou o olhar de surpresa e admiração dos amigos e apenas sorriu antes de caminhar até a ponta. Passou os dedos nas chaves presa em seu cinto, e ouviu o tilintar deles soarem quando se chocou uma a outra. Sentiu o ouro frio em contato com seus dedos quando segurou a chave de libra, e a retirou da argola para segurar com firmeza e ergueu a mão à frente.

Como das outras vezes o ar ficou rarefeito e o mar paralisou como se sentisse a magia que emanava daquele objeto em contato com os dedos esguios de Lucy.

-Estou conectada ao caminho que leva ao mundo dos espíritos celestiais. Agora! Ó espírito, responda ao meu chamado e atravesse o portão!- a voz da sereia soou em meio ao silêncio do local, os marujos sentiram a pele se arrepiar quando a energia do local se modificou, sentiram nas entranhas a magia da loira. - Abra-te Portal da balança dourada. Libra! – Lucy falou em plenos pulmões erguendo a chave para o céu, permitindo a magia fluir até o ouro da chave.

E então, como se um ventania forte surgisse, jogou os marujos desavisados ao chão e forçou os outros segurarem firmes. Um barulho alto soou do céu aonde a constelação de Libra brilhou mesmo na claridade do dia. Um portão dourado foi surgindo aos poucos, brilhante feito o ouro mais límpido, e grande feito um castelo.

Os marujos observaram em choque tudo acontecer, enquanto os marujos da Fairy Tail apenas aguardavam quietos, já acostumados aquilo. A sereia ergueu as duas mãos para o alto e as impulsionou para frente, e o navio se movimentou fazendo os desavisados se desiquilibrarem.

O navio passou pelo portal brilhante, mas ao adentrarem notaram o imenso contraste que era. O portal de Libra era frio e sem corrente de ar, era escuro com apenas determinadas fontes de luz espalhadas. A água era escura e parecia balançar de modo que o barco se movesse mais do que o normal.

Mais a frente, havia uma imensa estátua de uma mulher segurando uma balança com e os olhos vendados. E somente aquilo, nada mais. Apenas a imensa estátua, a única coisa que eles conseguiam ver e notar.

-Libra é conhecido como o signo da justiça, por serem equilibrados e justos o símbolo é a representação de uma balança!- Levy falou próximo da sereia que assentiu em concordância enquanto observava a estátua.

-Libra é o único signo que é representado por um objeto, ao invés de um animal ou pessoa. – a loira falou atraindo a atenção dos curiosos. – é baseado no mito de Tirésias, que era um protegido da deusa Hera, que certa vez após assistir a cópula questionou qual das serpentes sentia mais prazer. Como a deusa não sabia o que responder, deu-lhe a dádiva de passar parte de sua vida como mulher e a outra como homem. E após o experimento, o homem foi em uma reunião junto de Zeus e Hera e após ser questionado quem sentia mais prazer se era o homem ou a mulher, Tirésias tentou responder de maneiras sutis para que não magoasse a ninguém, contudo, acabou confessando que era à fêmea quem sentia mais. Isso acabou deixando Zeus irritado por ter seu ego ferido, e então, deixou Tirésias cego, e segundo a mitologia grega, a cegueira aprimora a visão interior, ou seja, após o experimento Tirésias acabou adquirindo um conhecimento aprofundado sobre o feminino e o masculino. Esse mito reflete a busca constante pelo equilíbrio, aonde é importante que todas as faces, junto ao seu mundo interior e exterior estejam em harmonia, pois só assim se consegue a paz e um olhar positivo perante as vivências da vida.

-Exatamente! – a voz que soou pelo local fez um arrepio surgir nas espinhas dos demais. – o signo de libra busca compreender e solidarizar perante o outro, para tomar decisões, por se colocar no lugar do outro, é considerado o signo da justiça. – Lucy olhava ao redor em busca da dona da voz rouca. – aonde sabe pesar na balança através da verdade, não de outros motivos supérfluos. – uma risada irônica. – bobagem! – riu novamente, uma risada que incomodava os ouvidos. – mitos são apenas isso, histórias idiotas!

E então uma mulher surgiu, descendo feito uma pluma e se sentando na beira do navio com as pernas cruzadas. Usava um vestido de tecido fino quase transparente que mal deixava espaço para imaginação, sob a pele de avelã. Os olhos eram vendados e escorriam sangue dos mesmos assim como a faixa manchada. Em cada uma de suas mãos estava uma balança de ferro enferrujada. Olhou ao redor com aquela faixa suja que causava arrepios nos marujos e sorriu satisfeita quando os notava se encolher.

-Não é assim que deveriam reagir perante a um ser mais magnífico que vocês humanos!- sorriu ladino antes de tender o braço esquerdo para baixo ocasionando a mudança na gravidade fazendo todos sem exceção, se abaixarem. Sorriu satisfeita. – e exatamente aonde deveriam estar seus vermes inúteis!- a voz era maligna e ácida. – curvem- se a mim!

Entretanto, uma pessoa se erguia aos poucos, lutando contra a gravidade que insistia em esmagá-la. A morena ergueu uma sobrancelha observando à loira se levantar por completo e olhar em direção ao espírito.

-Eu não me curvo a ninguém!- falou firme fazendo a mulher a olhar com irritação, contudo, antes que pudesse reagir de outro modo um tridente foi lançado em sua direção quase por milímetros não acertando o rosto de Libra que se esquivou na hora.

-Como ousa?- gritou irritada balançando as balanças em mãos e jogando o corpo da loira com tudo em direção à estátua. O impacto fez com que a estátua rachasse, e a sereia caiu em uma das balanças, logo sentindo seu corpo ser esmagado novamente, rachando o chão abaixo de si. – eu irei matar todos vocês!- gritou antes de se lançar em direção à sereia.

Os marujos não obtiveram tempo para reagir, logo corpos esqueléticos de ferro surgiam subindo pelo navio, portando armas escuras e brilhante feito à noite.

-Não vamos perder para esqueletos!- um homem de cabelos escuros gritou correndo em direção ao ser que ergueu o machado e então depois, o partindo no meio.

Gritos foram ouvidos pelo navio e aqueles sem coragem corriam em direção ao andar inferior, enquanto os seres que não pareciam se mantiver em pé, destruíam todos que viam pela frente. Eram como ventríloquos controlados por algo maligno, portando armas que partiam as pessoas ao meio. Estavam sobre o controle do inferno.

Lucy tentou se erguer e arregalou os olhos quando milhares de armas se chocaram em sua direção, e por pouco não a acertando. Conseguiu quebrar a magia de libra e fugir da gravidade, antes que as espadas caíssem em si. Ergueu o braço aonde o tridente voltou em sua direção, e se prendendo em sua mão. 

-Você não é digna de portar uma arma dos deuses. – sibilou se esgueirando pelo chão e observando a loira em posição de ataque. – e nem menos isso, vai te ajudar!

Libra correu em direção à sereia que fez o mesmo, desviou quando as espadas que surgiram nas mãos da morena foram em sua direção. Impediu o segundo golpe com outro, fazendo as espadas se chocaram uma com a outra. Libra usou de seu poder e aumentou a pressão da espada, fazendo com que a própria de Lucy pesasse e encostasse em seu peito ocasionando um filete de sangue. O ferimento teria se aprofundado mais se a loira não usasse seu poder e jogasse uma enxurrada de água em direção a Libra, e a jogando em outra direção. A qual a sereia não demorou em formar agulhas finas com o líquido e os mandasse em direção a morena, perfurando a pele com o líquido feito navalha. Sangue escorreu até a estátua de metal, o escarlate brilhava em meio ao cinza em um contraste imenso.

A sereia não esperou por mais, antes de direcionar seus punhos carregados de regalous impact e os acertando em pontos específicos no espírito. As luzes causavam uma sensação de queimação no corpo da morena que gritou, quando sentiu a pele se abrir na carne viva. Já não mais suportando, e irritada pela situação rodou os braços em um movimento ágil e agulhas gigantes se ficaram nos braços e pernas de Lucy.

Ergueu o rosto observando com dor o metal perfurando a pele, e então ela ser erguida e jogada contra a parede da estátua. Mais agulhas foram lançadas em sua direção perdurando cada região de sua pele atingindo nervos, e também seus sentidos.

-Eu sei o que pesa seu coração, Lucy Heartfilia!- falou baixo antes de fincar a espada no coração da loira que gritou em resposta. Porém, a lâmina não parecia a perfurar, mas sim fazer com que os sentimentos de angústia e dor fossem revividos e os sentindo com mais intensidade. – eu sei o que lhe faz sofrer!- a segunda lâmina passou pelos olhos da loira os cegando, e a fazendo reviver e ver aqueles momentos vividos que lhe causavam agonia. Bastou girar a espada enferrujada para que a sereia gritasse sentindo lágrimas imperceptíveis descerem de seus olhos.

Em apenas um estralar de dedos, Libra fez com que Lucy sentisse seu corpo pesar, como se sua alma fosse arrancada do corpo. Sentiu a lâmina no coração se aprofundar e causar ferimentos cortantes pelo corpo, eram feridas já vividas, e então renascidas. Aos poucos sentiu a cabeça tombar, como se perdesse então, a consciência.

**

O sonho o fez levantar sobressaltado, seu corpo suava e consequentemente molhando o colchão. Passou a mão nos cabelos rosados e lançou os olhos em direção ao tanque, apenas para o constatar vazio. Aquilo foi o suficiente para se erguer de antemão e correr em direção à porta a abrindo com brutalidade.

Seus olhos percorriam por todo o local e notava os olhares curiosos de todos em sua direção, se questionando se tratava de mais algum surto. Mas ele não poderia se importar menos. Os olhos a qual ele queria, não estavam ali.

Notou os velhotes sentados mais a frente e bebendo rum e jogando um jogo de cartas, apesar de parecerem tensos, estavam sabendo disfarçar.

-Cadê ela?- não se preocupou em ser brando ou cortês, aquelas não eram qualidades de Natsu. Os dois presentes se entreolharam antes de olhar o rosado que os encarava impaciente.

-Está dormindo!- Makarov respondeu dando de ombros e voltando ao jogo. Natsu o olhou em choque, extremamente irritado por Makarov supor que ele fosse imbecil aquele ponto.

-Ela não está não mente para mim velhote!- bateu com força na mesa que usavam e consequentemente fazendo as cartas caírem ao chão. Ele não sentia o cheiro dela em nenhuma parte do navio, e aquilo o aterrorizava.

-Olha o que fez Natsu!- falou olhando abismado para as cartas. – eu estava ganha... - antes que Makarov finalizasse sua fala, a mesa foi jogada com força contra o lastro do navio e então se quebrando. Ergueu os olhos observando o rosado com a respiração pesada e olhos vazios.

-Eu só vou perguntar mais uma vez, onde ela está?- a voz era grossa e firme, carregando certo pingo de maldade. Todos os presentes já observavam a fim de garantir cada momento do espetáculo.

-Está em segurança!- a resposta fez com que Natsu respirasse fundo.

-Não está eu sinto que não!- falou firme e o mais velho o encarou curioso.

-Vamos a sua cabine e conversaremos... - colocou a mão no ombro do garoto, por estar em cima do baú, estava próximo da altura dele. Porém, o rosado retirou o braço se afastando com brusquidão.

-Pare de enrolação velhote, diga logo!- falou firme e os dois homens se entreolharam e Makarov suspirou antes de dizer as palavras.

-Ela foi juntamente de um grupo escolhido por mim, para o portal de Libra!- os olhos verdes se arregalaram tanto que era como se pudesse saltar para fora.

-O que?- a voz saiu quase inaudível devido ao choque. – por que diabos você fez isso?

-Por que era o melhor a se fazer nessa situação!- respondeu firme sem se abalar com frieza e raiva do outro. – pedi ajuda da Saberthoot que não se negou em ajudar. – aquilo parecia ter sido o estopim para o rosado que arregalou os olhos.

-Você fez o que?- perguntou descrente e prosseguiu quando o silêncio do outro foi à resposta. – está bem!- se virou caminhando a passos largos e punhos apertados. Makarov ergueu as sobrancelhas o encarando.

-O que vai fazer?- questionou alto fazendo o rosado se virar e o olhar irritado.

-Desfazer a merda que você fez!- falou convicto. – que por causa da sua escolha estúpida, todos estão em perigo.

-Não Natsu, a Saberthoot sabe de tudo e possuem um xamã com eles que pode vir a ser de grande ajuda...

-Que se foda!- berrou irritado, interrompendo o mais velho que o encarava surpreso. – por que a Saberthoot deveria tomar conta dos nossos assuntos?

-Não é mais apenas uma questão de limpar o nome da Fairy Tail!- falou firme atraindo a atenção do outro. – é uma questão de sobrevivência, e pesar o que é mais importante, não é conveniente prosseguirmos quando você está assim...

-Assim?- o olhou quase maquiavélico e se aproximou devagar. – assim como?- o baixinho não respondeu. – responda Makarov!- bateu com força no mastro. – em? Diga!- bateu novamente.

A raiva pareceu ponderar de si e perdeu o controle por alguns segundos, teve de ser puxado por seus marujos enquanto batia constantemente no mastro e quase o rachando no processo. Não havia consciência, não havia luz, pois a sua não estava ali. E ele parecia se perder por completo na escuridão.

Makarov observava com dor seus filhos terem de segurar Natsu que parecia transtornado, e pela primeira vez, se questionou se havia tomado à decisão certa. E temeu que ao observar aqueles olhos vazios, não enxergou mais Natsu ali.

Fim!

“Aquele que luta com monstros deve acautelar-se para não tornar-se também um monstro. Quando se olha muito tempo para um abismo, o abismo olha para você.”

-Friedrich Nietzsche-


Notas Finais


E finish!
O que acharam? Quem falou que o Natsu ia surtar, pois bem, acertou! Muito bem , leitores que conhecem da historia hehe Mas foi uma gama de situações e coisas que fizeram ele surtar.

A roupa que Lucy usa é a que está na imagem ( retirada da internet, todos o direitos ao dono).

Vou dar uma explicada mais resumida no que a Libra fez com a Lucy, pq quando fui revisar percebi que pode ficar um pouco confuso. Enfim, foi uma ideia retirada por base da acupuntura que consiste em uma técnica que consiste na aplicação de agulhas bem finas, em pontos específicos do corpo, para melhorar a imunidade e ajudar no tratamento de problemas emocionais e, até, de algumas doenças físicas. E essa técnica se baseia na ideia de que o corpo é composto de energia acumulada em regiões especificas, e se os fluxos dessa energia nesses pontos estiverem desiquilibrados provoca varias coisas como dor, cansaço, fraqueza e etc. Então basicamente a Libra faz o contrario da acupuntura, ela desequilibra a energia nos chamados meridianos, com detalhe de que ela não usa agulha pequena, como também sua magia para "pesar" mais essas sensações. Espero que tenha sido fácil a compreensão.

E ai gostaram? Espero verdadeiramente que sim! :D

Aguardo vcs no próximo!

Beijocas e Arigatou!
I.C.S


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