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História Le fabuleux destin de Yang Jeongin - Capítulo 39


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Notas do Autor


Boa leitura.

Capítulo 39 - Trigésimo nono.


Fanfic / Fanfiction Le fabuleux destin de Yang Jeongin - Capítulo 39 - Trigésimo nono.


Seus olhinhos doces e seus sorrisos são 

            tudo que me lembro...
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Acordei cedo para ir ao colégio no outro dia, mas não era pois eu queria me aprontar mais cedo e sim por causa da minha ansiedade que não me deixou dormir a noite toda. Apesar disso eu também não iria cedo para o colégio, pretendia ir assim que o sinal tocasse e todos fossem pra suas salas.

Tudo isso para não ter que ver Hyunjin, Christopher, Seungmin ou quem quer que seja.

– Filho... sinto que você não está bem. Alguma coisa aconteceu que não estou sabendo? – Minha mãe perguntou me olhando. Estávamos tomando café na mesa.

– Estou bem, mãe. – Respondi simples e ela assentiu.

Terminamos o café e faltava cerca de 10 minutos para o sinal bater na minha escola e eu ainda estava em casa. Me vesti e me arrumei como sempre, me despedi de minha mãe e sai andando em passos curtos até o colégio.

Estava com receio de acabar me encontrando com Changbin mas para minha sorte eu não o vi. Ou já estava no colégio, ou ainda nem tinha saído de casa mas acredito mais na primeira opção.

Para minha sorte ou azar não tinha mais ninguém no pátio quando cheguei no colégio, o sinal já tinha sido tocado. Me apressei para ir para sala logo mas como sempre meus planos dão errado, fui impedido por duas mãos em meus braços.

Não esperava ver Christopher essa hora, ele não deveria estar na sala logo?!

– Se atrasou, bichinha? – Perguntou com seu sorriso maldoso, ele tinha alguns amigos consigo. – Mas que bela surpresa te encontrar aqui. Por que não vamos atrás do colégio pra bater um papinho, hum?

– N-Não... por favor, eu tenho que ir... pra sala... – Falei baixinho e ele riu

– Você não tem que ir pra lugar nenhum! Agora vamos, vamos apesar conversar!

Então ele agarrou meu pescoço com os braços e tampou minha boca começando a me puxar pra trás do colégio. Percebi que ele me levaria para o armazenamento onde não tinha como os professores e alunos nos ver das salas e me preocupei.

Eu tentava me soltar dele o caminho todo, as vezes até tropeçava e mesmo assim ele continuava a me puxar. Seus amigos estavam eufóricos gostando do que viam e eu queria gritar pra me ajudarem mas não conseguia.

Quando chegamos no local ele me empurrou bruscamente no chão e eu me arresetei até sentir o portão do armazém atrás de mim, estava apavorado.

– Por favor Christopher, não faz nada comigo... eu terminei com o Hyunjin, nós não temos mais nada, você não precisa m-

– CALA A BOCA! – Ele gritou me deixando mais assustado e me fazendo ficar quieto

Meus olhos já estavam cheios de lágrimas, eu não sabia o que fariam comigo.

O líder fez sinal com a cabeça e três de seus amigos se aproximaram de mim segurando meus braços e me levantando.

– N-Não... por favor! – Pedi tentando me soltar mais uma vez mas foi em vão.

Christopher se aproximou e levantou minha camisa mostrando meu peito e abdômen, aquilo me fez ter mais medo deles quererem fazer algo comigo... como uma relação. O jeito que ele levantava minha camisa fazia ela tampar meu rosto e logo senti várias mãos batendo batendo e beliscando cada parte ali exposta.

‐ Ah mas que barriga branquela você tem hein! – Ele gritou.

Todos riam e me batiam e eu só sentia raiva e desespero. Em um ato de desespero comecei a me debater com toda minha força pra sair daquela situação. Com meus braços e pernas e nessa agitação acabei chutando em alguém que soltou um gemido e então pararam de me bater.

– Puta que pariu, você tá muito fodido! – Um garoto ao meu lado disse e então abaixaram minha camisa

Pude ver Christopher no chão com as mãos nas pernas e tive vontade de rir, mas meu medo era maior.

Quando ele levantou a cabeça para me encarar seus rosto estava vermelho e furioso.

Eu demorei para raciocinar quando levei uma pancada forte em meu rosto, senti a dor incrivelmente forte se instalar e minha visão ficou turva assim como minha audição pareceu fraca.

Logo em seguida senti muito mais daquela dor se distribuída em todo meu rosto me fazendo perder a força, não cai apenas pois me seguravam.

Os garotos pareciam eufóricos ao meu lado, meio desesperados e quando olhei para frente vi alguns segurando Christopher para não avançar mais em mim.

Eles me soltaram e eu caí com tudo no chão, era difícil respirar e minha visão continuava prejudicada.

– Porra, Christopher! Agora se verem ele vai saber que foi você quem fez isso e iremos ser expulsos! – Escutei alguém dizer, parecia desesperado.

– Esse filho da puta me chutou! O que você queria que eu fizesse?! – Christopher respondeu ainda raivoso

Senti alguém se aproximar e segurar minha bochecha com força o que doeu o dobro e acabei gemendo com a dor.

– Escuta aqui, da o seu jeito de esconder esses machucados mas se alguém ver e vir falar comigo você tá morto! ENTENDEU PORRA?! – Ele gritou bem na minha cara e eu apavorado me esforcei pra assentir com a cabeça

Logo o aperto sumiu e todos eles também.

Meu rosto doía como o inferno e eu sentia ele inchar e até mesmo molhado, não sabia se era lágrimas e sangue ou os dois juntos. Eu já tinha perdido o tempo da primeira aula então acabei ficando mais um tempo ali jogado, apenas juntando força para levantar.

Quando finalmente o fiz fiquei tonto mas consegui me manter em pé. Entrei no colégio e fui para o banheiro mais próximo e me assustei ao ver me estado. Meu rosto estava detonado de tão inchado, roxo e vermelho por conta do sangue. Tinha alguns cortes como na bochecha e sobrancelha e eu tinha medo de precisarem de pontos.

Comecei a chorar desesperado enquanto molhava papel e tentava limpar aquilo.

Chorava por tudo, a dor, a tristeza e pela situação que me encontrava. As lágrimas não paravam de descer e eu não conseguia ficar sem soluçar. Dei meu máximo e consegui limpar o sangue de alguns cortes e até mesmo poeira que tinha ficado.

Meu olho começou a inchar e eu sabia que não conseguiria enxergar por um tempo com ele. Olhei o relógio e estava quase dando o horário da segundo aula. Eu não tinha como ir embora então decidi ficar ali no banheiro até o sinal do intervalo ficar.

Me assustei quando peguei meu celular e vi que tinha uma mensagem daquele número desconhecido, falava que era bom eu ter cuidado e que era pra eu manter minha boca fechada.

Seria Christopher? Se sim, como ele poderia ter meu número?

Aquilo me assustou de verdade.

O que caralho eu faria agora? Minha mãe veria aqueles machucados e eu apenas iria responder que caí?! E todos os outros do colégio? Os professores e a Diretora? O que eu diria?

Será que eu teria que ficar fora de casa e da escola mais uns dias até meus rosto melhorar pra eles poderem me verem? Merda, se eu contar eu me fodo e se não contar também me fodo!

Eu acredito que Christopher teria a capacidade de me matar, isso é óbvio, nunca duvidaria.

Merda... eu nunca pensei que passaria por uma coisa dessas na minha vida.



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Acabei recebendo mais mensagens de Felix e Hyunjin no intervalo mas não respondi e nem olhei, continuei no banheiro. Quando o sinal tocou e comecei a escutar a barulheira dos alunos se dissipar, sai da cabine onde eu estava.

Olhei meu rosto mais uma vez e limpei ele um pouco mais onde os cortes ainda sangravam um pouco e sai rumo a minha sala.

Dessa vez eu me apressei de verdade. Minha sala estava com a porta fechada então dei alguns toques e uma professora abriu e me olhou com repreensão. Ela nem pareceu surpresa por conta do meu rosto.

– Isso são horas de chegar na aula? – Perguntou séria

– Não... desculpa. – Pedi e ela fez sinal para eu entrar e assim fiz.

Meu olhos logo se encontraram com os de Felix que me olhou surpreso e um pouco confuso. Foi assim com todos os alunos, me olharam confuso e eu tentei não ligar, apenas fui para meu lugar. Felix se virou e me encarou confuso mais uma vez e eu apenas o olhei vazio.

Não prestei nem um pouco de atenção naquelas duas aulas e estava receoso dela acabar pois eu teria contato com outros alunos e então com minha mãe... passei a maior parte da aula pensando no que dizer a ela e não me vinha nada em mente. Nada convincente.

Quando o sinal tocou eu juntei minhas coisas o mais rápido possível e fui um dos primeiros a sair de sala. O corredor começava a se encher para todos irem embora e eu me mantinha de cabeça baixa para ninguém ver meu estado.

O que deu certo, até eu sair do colégio e ser impedido pela voz alta e grossa de Felix me chamando. E eu parei. Não estava com raiva do meu amigo, só não queria ter que lidar com ele.

– Jeongin, o que aconteceu? Você faltou vários dias depois daquilo com Hyunjin e agora aparece assim... – Ele falou com o semblante triste – Não responde ninguém, nem ao Changbin que foi na sua casa aquele dia. Ficamos preocupados...

– Eu tô bem, briguei com Hyunjin e não queria aparecer no colégio, só isso. – Respondi dando de ombros

– Mas por que brigaram? E quem fez isso no seu rosto? Está horrível! – Falou se aproximando

– Eu caí e –

– Ah não caiu porra nenhuma, Jeongin! Por que você não conta nada pra ninguém?! Quem foi que fez isso?

– Ninguém fez nada. – Respondi e ele bufou começando a andar na mesma direção que a minha sendo que a casa dele era na direção contrária. – Aonde você vai?

– Vou na sua casa, falar pra sua mãe que alguém te bateu e você não faz nada! – Ele falou começando a correr e eu me desesperei correndo atrás dele

– NÃO, FELIX!

Não consegui alcançar ele, aquele garoto corria muito e eu não estava muito bem. Quando vi ele batia na porta da minha casa desesperado chamando minha mãe. Minha mãe abriu a porta assustada olhando pra nós dois e quando olhou pra meu rosto ficou mais assustada ainda.

– Jeongin?! O que aconteceu? – Ela perguntou colocando as mãos no meu rosto e eu afastei

– Tia! Alguém fez isso com ele no colégio e ele não quer contar! Estão espalhando boatos sobre ele e ele não faz nada, só fica calado sem fazer nada! – Felix falou

E eu não tinha mais nada o que dizer.

– Como assim?– Minha mãe perguntou

– É isso aí mesmo.

– Felix... obrigada por vir avisar, agora você pode ir que conversarei com Jeongin. – Minha mãe falou colocando as mãos em meus ombros e me puxando até a porta

Felix apenas assentiu e foi embora.

– Quem foi que fez isso? – Ela perguntou séria na minha frente.

Eu apenas joguei tudo pro ar pois não tinha mais o que fazer.

– Os garotos da minha escola... – Respondi cabisbaixo e escutei ela suspirar.

– Isso foi hoje? – Assenti com a cabeça – Então tá... deixa essa mochila aí. Vou te levar no hospital, isso está horrível.

Apenas assenti e larguei a mochila no sofá e esperei minha mãe se arrumar para irmos. Amanhã com certeza seria um grande dia.


Notas Finais


O fim está mais próximo que imaginam.


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