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História Le forme dell'amore. - Capítulo 11


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Capítulo 11 - Dieci


 

Dia 45

 

Quando a festa acabou, Frank foi pra casa de Pietro comigo e dormimos juntos, sem sexo ou tocar no assunto ‘Michael’, mas eu sabia que o baixinho estava se matando para falar sobre ambas as coisas. 

 

Não fiquei surpreso em acordar com a ereção matinal de Frank na minha bunda, eu sabia que isso ia acontecer quando disse para dormimos de conchinha. A ideia de passar a manhã inteira na cama com Frank mostrando as maravilhas do sexo diurno era tentadora. 

 

Me virei em seus braços e em uma trilha de caricias do seu peito nu até a ponta de seu nariz ele acordou sorrindo e selando nossos lábios, antes de perceber sua situação mais pra baixo. 

 

“Teve bons sonhos, Frankie?” Perguntei, com a voz rouca e manhosa, sorrindo próximo aos seus lábios. 

 

“Você não faz ideia” Ele sorria, voltando a fechar os olhos. 

 

“Não?”

 

Eu descia e subia meus toques pelo corpo pequeno e seus suspiros ficavam mais pesados cada vez que chegava perto do seu pau, passei a acariciar os pássaros na sua pele com as pontas dos dedos tocando de leve na pele sensível entre suas pernas antes de beijar sua bochecha e levantar da cama. 

 

“Gerard” Frank quase gritou, indignado, apontando para sua ereção enquanto eu vestia a cueca e uma camiseta sorrindo “Você vai me deixar assim?” 

 

“Vou” Disse, procurando uma jeans qualquer no guarda-roupa “Eu to atrasado pra trabalhar” 

 

“Mas a gente vai trabalhar juntos hoje” 

 

“Então melhor se arrumar rápido” Abaixei para pegar sua camiseta jogada do chão, arremessando na direção do rosto do baixinho que agora estava sentado na cama encostado na cabeceira “Vamos?”

 

Era mentira que estávamos atrasados mas foi divertido ver a frustração no rosto de Frank quando percebeu que vovô ainda estava em casa e faltavam boas horas para abrir a cantina, mas isso me permitiu fazer um café da manhã bem americano para que o baixinho me perdoasse e Pietro iria na frente para o restaurante de qualquer jeito aquela manhã então poderíamos enrolar um pouco comendo. 

 

Frank tinha uma certa fissura pelas coisas tradicionais americanas que via em filmes e nunca vi uma pessoa comer simples panquecas com tanta rapidez como ele fazia. Eu sempre fiz boas panquecas mas nunca recebi elogios por causa delas e era um tanto engraçado. 

 

“Se eu soubesse antes como ia gostar eu teria levado panquecas todos os dias pra você” 

 

Ele sorria com a boca fechada, além de cheia, e acabei me levantando para roubar um selinho e sentando no seu colo. Frank mudava de ‘meu namorado pervertido’ para ‘meu namorado extremamente adorável’ como um passe de mágica. 

 

Os dias no restaurante estavam sendo mais agitados do que de costume por causa da alta temporada no Cinque Terre, então Frank e eu trabalhávamos até mais tarde do que quando comecei, mas era agradável e eu ainda receberia mais para poder mimar meu namorado. 

 

Frank já era quase como um funcionário fixo na cantina, pelo menos quando não tinha que trabalhar para seu pai, e agora no final do dia Pietro conversava com Anthony sobre deixar a cantina todos os dias nas minhas mãos e de Frank no final da alta temporada. 

 

Eu sabia que trabalhar em um restaurante não estava em nenhum lugar nos sonhos do meu baixinho mas ele não parecia odiar a ideia como algo temporário e me deixava feliz poder passar o dia ao seu lado mesmo que fosse trabalhando. 

 

Era quase noite e conversávamos sobre como as famílias finalmente se tornaram uma só, oficialmente, com o meu namoro e de Frank, antes de vovô mudar o assunto para o bebê de Michael e Kristin, me fazendo, em um surto de coragem, perguntar a Pietro sobre o que me não saía da minha cabeça desde o dia anterior. 

 

“Filha de Helena, sim. Donna Way” Ele falava com um sorriso radiante no rosto “Tão parecida com a minha Helena, eu sempre soube que suas filhas seriam bonitas como ela mas Donna não era só bonita por fora” 

 

“Donna Way é minha mãe” Acompanhei seu sorriso “Eu cresci com a vovó mas Donna sempre foi ótima pra mim”

 

“Você não chama ela de mãe?”

 

“Não fui acostumado” Eu tentava não parecer abalado falando de minha mãe e Frank segurou minha mão me dando coragem para perguntar o que realmente queria saber “Ela trouxe Michael para Italia pessoalmente?” 

 

“Ela dizia que Michael era uma criança muito especial” Seus olhos flutuavam entre o presente e passado “Como se fosse seu próprio filho”

 

Anthony contornou o assunto, voltando a falar sobre as famílias juntas e o carinho que Frank fazia, agora na minha coxa, me acalmava, fazendo com que eu esquece todo o assunto por um momento. Ele queria saber sobre aquilo tanto quanto eu, mas de certo parecia mais preocupado do que curioso. 

 

Quando cheguei em casa, só pensava sobre me jogar na cama e morrer até o dia seguinte. E isso era exatamente o que eu faria se não fosse por uma ligação um tanto inesperada. 

 

O nome ‘Don’ na tela me fazia querer fingir que não ouvi o celular tocar e ignorar a ligação como fiz todas as outras vezes que meu pai me ligou nos últimos anos. A ultima coisa que precisava depois de toda essa historia era ouvir sua voz, mas algo me dizia que seria preciso. 

 

“Alo?” 

 

“Filho?” Meu peito se apertou e lágrimas se formaram nos meus olhos no mesmo instante em que ouvi sua voz “Gerard?”

 

“Hey. Oi, pai” O nó formado em na minha garganta dificultava qualquer palavra sair naturalmente “Como está?”

 

“Querido, eu sei que ainda não quer falar comigo, mas a gente precisa conversar sobre uma coisa” Sua voz parecia triste, mas não mais do que eu apenas por ouvir sua voz depois de tantos anos e tantas coisas “Filho?” Como ele era capaz de me chamar de filho depois de tudo? “Fiquei sabendo que está morando na Itália agora” Silêncio “Estou morando em Lyon, na França. Posso te ver?”

 

Desliguei. As lágrimas marcando meu rosto enquanto eu me despia para um banho rápido. Um banho cheio de mágoas, cheio de dores. E então cai no sono com os olhos vermelhos e inchados de chorar, mais uma vez, por tudo que chorei quando adolescente, como jovem adulto e agora. 



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