História Le Passé - Capítulo 19


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Categorias Amor Doce
Personagens Agatha, Alexy, Ambre, Armin, Bia, Castiel, Charlotte, Iris, Kentin, Kim, Leigh, Li, Lysandre, Melody, Nathaniel, Personagens Originais, Priya, Rosalya, Senhora Shermansky, Violette
Tags Amor Doce, Docete, Paqueras, Passado, Personagens Originais, Romance
Visualizações 26
Palavras 1.466
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Linguagem Imprópria, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


OLÁ PESSOAS MARAVILHOSAS COMO ESTÃO?
Eu queria perguntar uma coisinha para vocês antes de vocês começarem a ler!!!!
Estou pensando em escrever tipo um final para cada personagem, então seriam dois capítulos para o fim da história + capítulo final para cada um personagem (5 capítulos, já que dois personagens são irmãos) + epílogo. O que vocês acham? Se vocês acharem que fica chato demais eu ficar falando de cada um eu pulo isso e faço apenas os dois capítulos finais que eu já tenho planejado + epílogo.

Bem, era isso mesmo kkk, boa leitura para todos e até o próximo capítulo.
E NÃO ME MATEM POR FAVOR!!!!

Capítulo 19 - Capítulo Dezenove


Fanfic / Fanfiction Le Passé - Capítulo 19 - Capítulo Dezenove

Capítulo Dezenove —  Planos Finais

 

— Precisamos reconciliar Armin e Anne — Adam diz guiando Roger para fora do hospital, onde haviam sido expulsos graças ao escândalo que o segundo havia armado.

— Isso é um tipo de reação colateral? — Adeline questiona, olhando o desespero do gêmeo se sentindo tão angustiada quanto antes. Engoliu em seco em imaginar que aquilo poderia acontecer com Roger logo em seguida.

— Provavelmente — Nicole disse arrumando o óculos no rosto. Todos estavam na calçada do hospital observando as estrelas que brilhavam no céu daquela noite — Mexemos muito no passado e estamos sofrendo as consequências.

— Eu tenho um plano, pode dar certo, — Jaqueline diz batucando a unha no queixo — Mas também pode dar errado.

— Qual? — Roger disse limpando os olhos cheios de lágrimas. Ele aceitaria qualquer ideia mirabolante que lhe dissessem só para ter Aaron novamente consigo.

Jaqueline então explicou o que havia passado em sua mente. Mandar uma carta falsa para cada um fingindo ser o outro para se encontrarem poderia dar muito certo, como também poderia dar totalmente errado.

— Deixa comigo e com o Adam para escrever as cartas. O restante de vocês irão até a casa do Lysandre para que contem pra ele sobre a ideia de Adeline — Jaqueline disse risonha, finalmente se sentindo importante no grupo.

Adam e Jaqueline rapidamente saíram em direção oposta do restante do grupo para começar o plano de reconciliação de Armin e Anne. Roger ainda estava muito abalado quando respirou fundo e começou a andar ao lado das outras duas garotas.

— Vocês são incríveis.

Nicole e Adeline se entreolharam confusas e então olharam para Roger questionando o motivo da afirmação.

— Estamos aqui há não sei quanto tempo e estão firmes, não despejaram uma lágrima. Enquanto eu pareço um bebê chorão.

Adeline ri pelo nariz e alisa os cabelos platinados. Havia chorado muito no hospital por causa de sua mãe.

— Todos nós temos o nosso ponto fraco, Roger — antes que Adeline pudesse falar sobre o que houve no hospital Nicole rapidamente respondeu — Todos nós choramos em algum momento.

— Aaron é seu porto seguro — Adeline acrescenta — Ele lhe dá estabilidade, da para ver só olhando para vocês.

Roger não nega. Sempre admirou muito o irmão gêmeo. Desde pequenos sempre fora Aaron que fazia as coisas primeiro e Roger apenas imitava. Não se sentia inferior ao irmão por causa disso, mas sim orgulhoso de ter alguém para admirar.

— Quando fui visitar meu pai, vi minha avó ainda viva — Nicole começou a falar sentindo um aperto no peito — Só de lembrar dela… De lembrar dos meus pais preocupados comigo me dá uma uma vontade tão grande de chorar.

— Melhor não falarmos sobre isso — Adeline disse parando de andar ao chegar no ponto de ônibus — Se não todos vão começar a chorar.

O sorriso que a platinada enviou aos amigos fora como um abraço quente em uma manhã de frio. Roger sentiu seu coração se esquentar e sabia que iriam arrumar um jeito de trazer o irmão de volta.

Eles tinham apenas vinte minutos para aquilo.


 

Adam e Jaqueline precisavam arrumar um jeito de comprar envelopes e papéis para carta, porém estavam sem dinheiro. Entrando em uma papelaria e escondendo o que era preciso para escrever as cartas dentro dos bolsos, os dois jovens saíram correndo ao notar que a dona da loja estava desconfiada.

— Conseguimos — Jaqueline diz com as mãos nos joelhos, sem ar de tanto correr.

— O que vamos falar na carta? — Adam segurava uma caneta preta e um papel de carta na mão.

— Escreve o seguinte… —  Jaqueline começou a ditar o que Adam poderia escrever na carta que Armin iria enviar para Anne. Estava muito tarde para conseguirem enviar pelo “La Poste”*, então iriam deixar em seus respectivos  armários escolares.

Em seguida de Adam, Jaqueline começou a escrever a carta que Anne iria enviar para Armin. Um iria se desculpar com o outro, pedir desculpas, dizer que sentiam muito e o quanto se amavam. Assim que tudo estava feito enveloparam e correram para a escola. Torciam para que aquilo desse certo e que o casal voltasse a ficar junto.

A escola estava fechada, por já estar de noite. Sem pensar duas vezes Adam ajudou Jaqueline a pular o muro e sem dificuldades já estavam dentro do colégio atrás dos armários deles.

— Eu não faço nem ideia de qual pode ser — Jaqueline assumi mordiscando o lábio e encarando a carta em sua mão.

— Não tem problema — Adam diz retirando o celular do bolso e usando-o como lanterna para iluminar os armários — Nos Estados Unidos, digamos que eu não era um cara legal.

— Você morou nos Estados Unidos?

Sem tirar os olhos dos armários, Adam balançou a cabeça concordando com a pergunta, falando logo em seguida:

— Meus pais são famosos no ramo musical — suspirou com a lembrança — Morei em Los Angeles durante sete anos e voltei para cá no final do ano passado.

— Jura? — Jaqueline parecia muito interessada. Porém, Adam rapidamente cortou seu interesse ao mandá-la segurar o celular para que ele pudesse abrir o armário.

Encostando o ouvido na porta metálica, girou algumas vezes o disco de código para finalmente abri-lo sem saber a senha de segurança. Acertou em cheio, abrindo o armário de Anne.

Jaqueline arregalou os olhos, porém se recusou a perguntar como sabia que se tratava do certo.

— Agora, coloque a carta onde ela possa ver…

Jaqueline obedeceu, colocando o envelope sobre os livros escolares. Adam fecha a porta de metal, trancando-o novamente.

— Como você sabe fazer isso?

— Como disse, não era um cara legal. Eu meio que praticava bullying com algumas pessoas — ele abaixou os olhos envergonhado.

Jaqueline não estava satisfeita com a resposta, porém continuou a iluminar o caminho com a lanterna do celular de Adam, que olhava para cada armário com o cenho franzido e com muita atenção.

— O Armin é bom em guardar segredos — ele diz esquecendo do assunto anterior.

— Como assim?

— Cada pessoa deixa o seu armário de um jeito, mesmo com ele fechado dá para perceber isso — alisou os cabelos — Mas o Armin parece que nem meche direito no armário dele.

Então, ao dizer aquilo, uma lâmpada se acendeu sobre sua cabeça, iluminando toda sua mente.

— Já sei onde está — disse segurando a mão da loira e começando a andar em direção ao começo corredor principal.  Havia um armário que parecia novinho em folha. A tinta azul brilhava como se tivesse sido recém passada.

— Ele nunca abriu o armário dele?

— Acho que já, porém com pouca frequência — Adam riu, colocando novamente o ouvido no metal da porta e girando o disco até conseguir abrir a porta.

Havia muita coisa ali. De livros escolares até revistas pornôs.  

Colocou o envelope sobre tudo aquilo e torceram para que Armin resolvesse abrir o armário no dia seguinte.


 

Faltava apenas cinco minutos.

Lysandre conversava com Adeline um pouco distante dos outros dois.

— Você tem certeza disso? — Lysandre parecia muito desconfiado de tudo que a menina falava. Desde o momento em que descobriu ser o pai daquela garota sentia como se sua cabeça estivesse descolada do corpo.

— Podemos tentar. Afinal ela adora suas músicas.

Lysandre então concordou com a ideia de tocar alguma coisa para Louise no dia seguinte, quando fosse visitá-la no hospital. Adeline sorriu e alisou o vestido que usava.

Um choque percorreu a espinha de Lysandre notando que Adeline tinha um sorriso parecido com o de Louise. Respirando fundo e alisando a própria nuca, acreditou finalmente que Adeline era sua filha.

— Você se parece muito com ela — disse.

— Todos dizem que me pareço com você — Adeline diz rindo. Ver o pai envergonhado daquela maneira era muito estranho. Lysandre sempre foi muito confiante, pelo menos quando adulto.

— Precisamos ir agora — a platinada resmunga se afastando do pai e acenando para o mesmo enquanto se aproxima do grupo — Espero ver você daqui alguns anos!

Nicole, Roger e Adeline correram para se encontrar na praça próxima da escola.

Vendo o trio se afastar Lysandre apoia um dos braços na outra mão e alisa o queixo.

— Até daqui alguns anos — ele diz baixo, pensativo.


 

Jaqueline é Adam esperavam impacientes o trio chegar. Faltando apenas um minuto, eles chegaram esbaforidos e suados.

— Conseguiram? — Nicole questiona sentindo seu peito subir e descer com dificuldade.

— Sim — Adam diz sorridente.

— Mas eles só vão conseguir ver as cartas amanhã — Jaqueline acrescenta e ao terminar sua frase Roger arregala os olhos em direção a loira.

— Amanhã? Não acho que o Aaron tenha esse tempo.

Como se soubesse o que iria acontecer Roger voltou a chorar. Vinte minutos depois do nascimento de Aaron, foi a vez de Roger nascer. Vinte minutos de diferença. Vinte torturantes minutos.

Começou pelos dedos, subindo pela mão e braços.

Roger também estava sumindo diante dos olhos de todos. Aos prantos Roger sorriu para os amigos e se despediu antes de simplesmente virar fumaça em um piscar de olhos.


Notas Finais


La Poste* é os Correios da França. É uma empresa de entrega de cartas e encomendas que funciona por toda a França. A entrega demora de 3-5 dias úteis e uma carta simples como foi feita na história custa em torno de 0,57 €.

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Não temos Glossário neste capítulo

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Gif: Lysandre (amorzinho lindo)


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