História Le Petit Diable - Capítulo 5


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishounen, Crossover, Fluffy, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 5 - Premier Kiss


Erika estava com Antoine na sala de estar para juntos fazerem o tempo passar mais rápido.


A moça estava fazendo as unhas enquanto Antoine assistia um filme clichê de romance na televisão, ambos em silêncio.


Erika estava pensando em Mathieu e como seria divertido passar a noite ao lado dele imaginando que quem sabe pudesse acontecer algo a mais entre eles quando a festa começasse a ficar chata, mas teve seu raciocínio interrompido quando cometeu um pequeno acidente com a tesoura.


Antoine que até então se perguntava por quê a protagonista era tão inocente a ponto de acreditar novamente no ex namorado, assustou-se com o grito agudo da moça.


- O que houve?! - Perguntou afobado ao virar o rosto para trás.


- Não foi nada! Eu apenas preciso do kit de primeiros-socorros.


Antoine preocupou-se quando ela saiu rapidamente da sala, mas deu de ombros e voltou a prestar atenção no filme, até que passou a raciocinar a respeito da situação de perigo ao qual estava.


Piscou os olhos azuis três vezes por pura ansiedade e medo de que Erika pegasse a caixinha de primeiros socorros e descobrisse ali os seus…


- Comprimidos?!


O grito ecoou até a sala  gelando toda a espinha de Antoine, que não era vidente, mas previu o futuro em questão de segundos.


Não era sua culpa guardar os comprimidos para ansiedade ali, mas era sua culpa escondê-los de Erika por conta de todo o contexto ainda desconhecido pela mesma que o levara a ter motivos para adquirir tal medicamento.


Aquela situação era a prova de que conviver e viver debaixo do mesmo teto que alguém não lhe atribuía o direito de conhecê-lo por inteiro.


Antoine era um ser humano complexo, porém qual dentre todos os humanos não o são?


Erika não conhecia uma resposta específica,mas a melhor delas era a compreensão, o cuidado e o perdão.


- Antoine? - Chamou baixinho ao retornar para onde estava encontrando-o ainda na frente da televisão, agora catatônico, talvez sem saber o que dizer ou qual desculpa inventar.


- Por que nunca me falou nada sobre isso?


Pensou ter errado rudemente quando começou com aquela pergunta, pois parecia mais uma acusação do que uma iniciativa de socorro.


- Você sabe que pode contar para mim, porque eu vou estar aqui para sempre.


O silêncio que ali reinou era ensurdecedor. Ela já estava quase desistindo quando de repente o loirinho se levantou.


Antoine caminhou até a cozinha e foi seguido por Erika. Ele abriu a geladeira e pegou um copo despejando água no mesmo.


Estava nervoso demais para falar com a garganta seca.


- Eu tenho problemas com ansiedade - começou após dar o primeiro gole - Isso não é apenas uma preocupação breve sobre o que vai acontecer amanhã ou no dia seguinte. Isso é sobre crises terríveis de falta de ar, um aperto horrível no peito e uma sensação horrível de que a morte está próxima.


Ouvir aquilo era no mínimo assustador. Erika nunca imaginou que o sorridente Antoine pudesse passar por algo tão severo em absoluto sigilo.


- Isso piorou quando eu entrei na Universidade e conheci o professor de História.


- Como assim? - ela perguntou enquanto via as mãos trêmulas de Antoine desejarem mais água dentro do copo.


- Ele me odeia e me pressiona o tempo todo. Nunca consigo ser suficiente para ele.


Erika suspirou profusamente não sabendo exatamente o que fizer para alguém naquele estado.


Então, em um ato involuntário Antoine deixou com que o copo escorregasse por sua mão e viesse ao chao trincando completamente e se despedaçando em cacos.


Erika tentou afastá-lo, mas ligado no automático ele levou as mãos até o chão a fim de mim limpá-lo e acabou por cortar-se.


- Não é assim que faz as coisas Antoine! Poxa!


Era para parecer uma bronca, mas quando ela percebeu que ele começou a chorar não conseguiu fazer mais nada além de abraçá-lo apertado, pois sabia que o corte na alma doía muito mais do que o recém feito em sua pele.


Antoine não chorava pelo impacto com o vidro. Antoine chorava pelos inúmeros impactos de sua alma.


- Vai ficar tudo bem…- ela disse enquanto o levantava e o arrastava sutilmente até o seu quarto.


Erika acariciava seus cabelos como uma mãe fazia com seu filho pequeno quando o mesmo chorava o pranto do mundo hostil para o qual foi enviado.


Ж


Aaron Ramsey considerava-se um homem comum, porém diferente do que os demais imaginavam quando fitavam o seu rosto elegante o mesmo era de longe convencido de sua beleza.


Por mais que fosse um policial não conseguia ser rude como os outros e quando o fazia apenas fingia ou tentava fazê-lo.


Aaron Ramsey era na verdade um rapaz tímido e romântico que gostava de passar dias preguiçosos na frente de sua televisão bebendo chocolate quente e comendo biscoitos, mas era óbvio que não contaria seu hobbie para alguém, por mais simples que ele fosse. A imagem séria e responsável de um policial não poderia ser destruída por um pijama azul com bolinhas e uma xícara de café do Mickey Mouse.


-Já são seis da manhã! Hora de acordar! Hora de acordar! Hora de acordar! - dizia o despertador infantil em cima da mesinha de cabeceira.


Ramsey odiava a forma como a noite passava tão rápido, pois mal conseguia descansar ou fazer as coisas que gostava.


Então, como qualquer pessoa que vive na geração Y, a primeira coisa que fez ao abrir os olhos foi checar o celular.


No aparelho haviam várias mensagens ainda não lidas. Uma delas era de Erika Choperena, sua companheira de trabalho que perguntava-se sobre a festa de Delawcut. Já as outras tratavam-se de Jordan Henderson, sendo este um companheiro de trabalho também, porém com uma característica diferente.


Quando vamos sair? “


Você quer almoçar hoje comigo? “


“ ou se não podemos apenas tomar um café depois do trabalho…”


“ Mas se você quiser podemos assistir um filme juntos no final de semana “


“ exceto se você for à festa da cidade e se for..gostaria de ir comigo? “


Aaron estava cansado de todo aquele cortejo que Henderson lhe fazia, tanto pela internet quanto no tempo em que passavam trabalhando na delegacia, pois não estava interessado em um relacionamento.


Concentrava sua atenção na série de roubos que ocorriam na cidade tentando entender porquê um lugar que costumava ser tranquilo como Delawcut havia mudado tanto e por falar em mudanças lembrou-se de Giroud e Walcott não imaginando que sua colega Erika pudesse ter vizinhos tão bonitos.


Pensou que não era necessário um relacionamento, mas não havia dito nada sobre paixões, constatando que talvez devesse patrulhar aquela rua mais vezes.



Ж


Mathieu sabia muito bem sobre os sentimentos de Olivier Giroud por Antoine, então vê-lo no trabalho todos os dias não era tão agradável quanto antes, mas também não perderia a oportunidade de reafirmar o que sentia.


- Acho que Antoine será o mais bonito da festa! - Mathieu disse ao sorrir orgulhoso - Até mesmo Afrodite ficará com inveja!


- Então você pode ver como sou sortudo, pois quem vai levá-lo à festa sou eu.


Aquilo havia sido como um banho de água fria. Não era como se Mathieu já não tivesse percebido que Giroud possuía uma língua afiada, mas não imaginou que ele teria sangue frio para revidar uma provocação sobre Antoine.


- Sim, você tem razão - bastou-lhe dizer isto e fazer com que o assunto morresse.


A coisa mais difícil no trabalho que fazia ao lado de Mathieu tornou-se suportá-lo ou fitá-lo sem que tivesse nenhum pensamento negativo.


Não era como se Giroud o odiasse, mas era difícil conviver com alguém que queria a todo instante roubar o seu amor.


- Eu estou nessa cidade a mais tempo que você - Debuchy disse mansamente ao tocar no ombro de Olivier - Vá com calma…


Depois disso ele se afastou e voltou a fazer o próprio trabalho, mas a verdade era que Olivier Giroud possuía um tradutor lógico de raciocínio que compreendeu muito bem o que o “ amigo “ havia lhe dito.


Mathieu tinha conhecimento de Antoine antes mesmo de Olivier plantar os seus pés na empresa, mas a notícia boa é que nem sempre o tempo definiu muito bem as coisas.


Estava pensando sobre isso quando de repente o celular tocou e Erika chamou seu nome em um sussurro do outro lado da linha.


- Olá! Tudo bem com você? - perguntou um tanto deslocado - Sim estou no trabalho. Algo aconteceu com Antoine?!


Mathieu logo voltou os ouvidos quente para a conversa de Giroud no telefone.


- Eu bem que desconfiei daquele homem assim que o vi - Olivier respondeu deixando Mathieu ainda mais curioso - Tudo bem, pode deixar comigo.


Então ele desligou e num pedido mudo para que contasse o ocorrido Mathieu ergueu a cabeça e passou a encará-lo.


- O que aconteceu? - perguntou quando percebeu que Giroud não contaria de forma espontânea.


- Erika me contou que Antoine está passando por um momento difícil - omitiu - Apenas isso.


- Entendi - Mathieu fingiu que compreendeu - Espero que ele melhore…


- Eu também - assentiu.


Erika havia lhe contado rapidamente sobre a influência do professor Gameiro na vida de Antoine o que refletia em seu problema de ansiedade e o deixava triste.


Era óbvio que aquele assunto não deveria ser discutido em um telefone, mas quando Antoine pegou no sono após tanto chorar, a moça teve a ideia de pedir a Giroud que os visitasse durante a noite, pois isso faria Antoine feliz e era óbvio que o maior não perderia essa grande chance.


Não pretendia compartilhar as fraquezas de Antoine com Debuchy, pois sentia que era mérito seu tentar anulá-las e proteger o menino.


Antoine era seu, até mesmo seu desespero, suas lágrimas, suas tristeza eram suas…


Tudo pertencia a ele e somente a ele.



Ж



James estava estressado naquele dia, pois não era fácil lidar com as crises de ciúmes que David estava tendo.


Antigamente o outro era o primeiro a defender um relacionamento aberto, porém quando o assunto era ele, mas se fosse com James o tratamento era diferente.


- Você não pode ficar mais? Os meus pais não vão estar em casa hoje e…


- Seus pais nunca estão aqui! - James exaltou-se - Estou cansado de você me chamar aqui apenas para transar.


- Não começa com essas manhas…


David suspirou pesadamente e James lhe fitou incrédulo.


- Não são manhas, você tem que decidir logo o que nós somos. Não dá para continuar assim, pelo menos não para mim.


David queria acreditar que não havia se apaixonado e que James não passava de um peguete, mas isso era uma grande mentira.


Não havia como fugir e ele não queria deixar James escapar como água entre seus dedos, ele o queria.


- Eu gosto de você - falou sério - Se você estiver disposto a manter isso, podemos tentar.


- Tentar? - bufou - Eu desisto…


James estava pronto para deixar o quarto de David e posteriormente a sua casa, mas antes que pudesse abrir a porta sentiu o corpo do outro lhe abraçar com força.


Eram somente sete letras, mas David tinha muita dificuldade para dizer.


- Você é importante para mim…- falou em seu ouvido - Não quero que o que existe entre a gente acabe.


- Então o que existe entre a gente? - James perguntou - É só você dizer e eu fico, mas se você não disser eu vou embora.


- Eu te amo - deixou o orgulho de lado e admitiu - Você quer namorar comigo?


Aquilo era tudo o que James queria ouvir...


Ж


Quando a campainha soou Antoine estava cuidado de seu pequeno aquário alheio à situação, mas Erika sabia de quem se tratava.


Olivier Giroud estava na porta acompanhado de um lindo buquê de rosas vermelhas, imaginando se Antoine era do tipo que apreciava algumas dessas pequenas gentilezas.


Erika sorriu largamente quando viu aquela atitude e teve a certeza de que havia feito a escolha certa quando decidiu levar aquela torta holandesa até a casa do rapaz e convidá-lo para adentrar a sua.


- Você é realmente um sonho! Você não existe! - ela exclamou feliz enquanto o puxava para dentro.


- Eu fiquei triste assim que soube e queria poder fazê-lo sorrir um pouco. Flores sempre nos trazem uma brisa suave e positiva.


- Ele vai ficar acanhado e quando ele faz isso pode ter a certeza de que ele amou!


A moça disse e indicou que Giroud subisse as escadas caminhando até uma porta entreaberta batendo suavemente na madeira  quatro vezes.


Giroud vou Antoine assentado em frente a um aquário que possuía um pequeno peixinho dourado.


Era no mínimo adorável a imagem inocente do loiro perto do animalzinho inocente. Giroud sentia vontade de pegá-lo no colo, enchê-lo de beijos e protegê-lo do mundo.


O maior também percebeu que a mãozinha delicada estava em volta por um curativo, perguntando-se onde ele havia se machucado.


- Olivier…- ele sussurrou assim que o viu.


- Espero que eu não esteja a lhe incomodar…- adentrou o quarto e deixou as rosas expostas fazendo com que os lindos olhos azuis do loiro brilhassem.


- Isso é para mim? - ele perguntou maravilhado e inocente.


- Sim, embora você mereça o mundo.


Antoine corou e levantou-se da cadeira envergonhado, pegando das mãos do outro o buquê.


- São lindas…


- Você é mais bonito do que qualquer uma delas…- ele deixou escapulir, mas quando percebeu já havia dito.


Antoine sorriu em resposta e deixou-se ser abraçado por ele.


Giroud envolveu-o carinhoso mas possessivamente em seus braços fortes e beijou a sua cabeça.


Antoine não pretendia soltá-lo e encostou a cabeça em seu peito sentindo-se seguro perto de seu corpo.


- Dizem que o melhor lugar do mundo é dentro de um abraço - dessa vez foi o loirinho que decidiu falar - Mas eu digo mais - sorriu - O melhor lugar do mundo é dentro do seu abraço…


Giroud afastou levemente o rosto apenas para ver os olhos dele que fitavam os seus intensamente.


O maior não sabia se era por conta da carência emocional de Antoine que o mesmo havia dito aquilo e permitido uma aproximação, mas tudo o que queria fazer naquele momento era provar para ele que o que havia dito era verdade.


Por isso, ao invés de responder com outra poesia, beijou-lhe os lábios fervorosamente.


Aquele havia sido o primeiro beijo de Antoine.









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