História League of Love - Capítulo 7


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Categorias League Of Legends (LOL)
Tags League Of Legends
Visualizações 36
Palavras 3.427
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Fantasia, LGBT, Magia, Orange, Romance e Novela, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá!! Antes que me apedrejem, quero pedir desculpas por ter sumido. Mas dessa vez não foi desleixo ou bloqueio criativo. Tive um problema com meu notebook e pra ser bem sincera ele ainda precisa de reparo. Mas hoje consegui ligar pra trazer atualização pra vocês. Espero que gostem do capítulo e que tenham paciência com meu idoso :v
Enfim, boa leitura!

Capítulo 7 - Um Novo Horizonte


Fanfic / Fanfiction League of Love - Capítulo 7 - Um Novo Horizonte

Lux estava sentada na cama e fuzilava Jinx com o olhar. Não que a Dama da Luz de Demacia seja agressiva, mas, desta vez ela desejava dar um soco na melhor amiga:
_O que deu na sua cabeça pra me acordar desse jeito? E como entrou no meu quarto?
_Entrei pela janela, porque Vossa Alteza trancou a porta! –Jinx respondeu em tom de ironia. –Além disso, fofa, você deveria me agradecer! Te acordei sim! Estava aí se estrebuchando na cama, se mexendo toda agitada e gritando...
_Isso que dá dormir com a cabeça borbulhando de preocupação. Garen saiu em uma missão, Ezreal precisou voltar a Piltover, tenho medo de ser uma Guardiã Estelar incompetente... Eu to pirando!

De todas as coisas que Jinx poderia dizer, ela escolheu a mais sábia de todas: NADA. Em vez de soltar alguma de suas batatadas, a irmã de Vi apenas segurou as mãos de Lux entre as suas, com firmeza. A dupla permaneceu calada enquanto Lux chorava, a garota precisava disso. Por incrível que pareça, Jinx respeitou seu momento.

Depois de uns minutos de choradeira, a garota sentia o peito um pouco mais leve. Ou menos pesado. Apenas o fato de ter Jinx por perto era o suficiente para que a irmã caçula de Garen não se sentisse tão perdida.

Longe de toda a crise existencial por parte de sua cunhada, Katarina estava em Noxus, para variar, irritada. O motivo? Seu irmão mais novo, outra vez:
_Só me responde uma coisa: até quando pretende atazanar o meu juízo?
_Até você abrir o jogo comigo! –revidou o rapaz, imediatamente. –Katarina Du Couteau, o que tanto faz fora de Noxus? Não me diga que precisa ir tão longe apenas para “meditar”. –finalizou, em tom de deboche.
_Não lhe devo satisfações. Ainda sou a irmã mais velha aqui, queridinho. –disse a ruiva, em tom ríspido. –Aceita que dói menos.
_Por que simplesmente não me responde o que faz nessas suas escapadas? É algo tão grave assim, irmãzinha? –Talon se aproximava com um sorriso sínico.
_Defina “algo grave”. –ordenou a noxiana. –Minha paciência contigo já se esgotou. 

Talon engoliu em seco, dando um murro na parede e saindo do escritório. Katarina permaneceu no cômodo por mais algum tempo, bufando feito um touro. Jogou-se em uma poltrona, cruzando braços e pernas ao mesmo tempo. Se o mais novo voltou a lhe torrar a paciência com tal assunto, certamente alguém encheu sua cabeça de minhocas. Cassiopéia pode até ser metade humana e metade serpente, mas a maior cobra que Katarina conhece em Noxus atende pelo nome de LeBlanc. A Lâmina Sinistra sonha constantemente com o dia em que cravará suas adagas na outra noxiana.

Em Ionia, tudo parece calmo de mais. Todo mundo fazendo de sua vida o que bem entende, aproveitando as horas como julgar melhor. Depois de esbaldar-se a noite inteira ao lado de Rakan, Xayah perambula pelo vilarejo próximo à trilha para a mata. A rebelde ri alto, lembrando-se da confusão mais recente em que se envolveu ao lado do namorado. Os pombinhos adentraram a mata, rumo ao merecido descanso; Xayah não gosta muito de viver durante o dia, embora faça isso de vez em quando. Afinal, nunca se sabe quando pode surgir alguém implorando para morrer!

Ezreal está a caminho de Piltover. O loiro está constantemente se deslocando entre sua terra e a de sua amada. Claro, se metendo magicamente em algumas confusões pelo caminho. O rapaz seguia seu rumo até ser abordado por três homens que tentaram atacá-lo, provavelmente para roubar. Para o azar deles, o Explorador Pródigo não é do tipo “presa fácil” e os três foram nocauteados pelo Disparo Místico do loiro. Ao ver os agressores caídos, Ezreal revirou os olhos em desprezo, concluindo que isso “é coisa de noxianos”. O jovem tem verdadeira aversão a qualquer coisa ou pessoa de Noxus. E ele não está sozinho nessa.

Sonho ou intuição?? 

Ahri estava voltando de mais um de seus passeios com Sarah. Depois de um piquenique e um banho gostoso de rio, melhor repor as energias no aconchego do lar. Depois daquele incidente que quase lhe custou o namoro, Sarah evita falar em praia e mar o máximo que pode, mesmo com a saudade da água salgada cada vez maior dentro de si. A kitsune sabe que o desejo de sua adorada ruiva ainda não passou, apesar de ela não tocar no assunto; o fato é que Ahri pretende fazer uma surpresa para sua pirata favorita, qualquer dia desses. Em seu íntimo, ela torce para que nada e nem ninguém atrapalhe o momento.

Dentro de casa, portas fechadas e as coisas do piquenique em um canto qualquer, para serem lavadas depois. Sarah correu para matar as saudades de sua outra pistola; Ahri bem que insistiu de que não seria necessário andar armada sempre, porém, era o mesmo que discutir com a parede. Desde o ocorrido com Nidalee, a pirata nunca mais deixou seus trabucos em casa; buscar água no poço que fica a poucos passos da porta? Só se levar Shock e Awe a tiracolo! Enquanto a ruiva dava aquele trato nas armas, Ahri deitou-se espalhada de qualquer jeito, no chão. Cansada de tanta diversão ao lado da companheira, a kitsune rendeu-se ao sono. Sono este que não fora dos mais tranquilos. A bela raposa se movia de maneira agitada e resmungava algo que não dava para entender. Sarah estava no quarto, pronta para guardar as armas, no momento em que ouviu um grito estridente de Ahri e o barulho de algo quebrando ou caindo. Sobressaltada, a ruiva correu até a outra com os dedos nos gatilhos de ambas as pistolas. Quando estava prestes a efetuar o primeiro disparo, Miss teve uma surpresa: não havia ninguém ali. A kitsune estava sozinha na sala; tinha os olhos estanhados e respirava ofegante. A pirata se aproximou da outra, abraçando-a para que se acalmasse. Era possível notar o quão acelerado estava o coração da raposa. Ahri se aninhava em seus braços enquanto tentava entender que sonho tão realista fora aquele. Sonho não, um pesadelo.
_O que aconteceu? –perguntou, finalmente conseguindo falar.
_Eu estava no quarto quando você gritou e atacou a janela. –Miss dizia sem se alterar. –Ahri, eu fiquei preocupada. Te deixei aqui na sala dormindo feito um anjinho. Ouvi o seu grito, o barulho de algo quebrando e pensei que a Xayah tivesse enlouquecido a ponto de vir aqui dar cabo de você!
_Antes fosse a pomba rola mesmo... –Ahri forçou um sorriso breve. –Acho que não quero saber de dormir tão cedo, não depois do pesadelo que tive...
_Deve ter sido algo bem hard core pra você acordar tão alterada. –Miss cobria o rosto da outra de beijos, por fim, roubando um selinho demorado da namorada. –Quer me contar que pesadelo foi esse que assustou a raposa mais linda de Ionia?
_Realmente, foi um pesadelo... O pesadelo! –frisou ela. –Foi algo muito estranho... Eu estava andando pela floresta, como sempre fiz a vida toda. De repente, o céu ficava negro, o chão começava a engolir as árvores e tudo virava um descampado cheio de buracos. Eu tentava achar alguém que pudesse me dizer o que estava acontecendo e não via ninguém! Depois, uns pontos de luz desceram daquele céu negro como se fossem estrelas cadentes, cada ponto tinha uma cor diferente. Aí, o chão se moveu embaixo dos meus pés e eu pulei. Quando eu fiz isso surgiu um monstro debaixo da terra e tentou me engolir! –Ahri relatava com riqueza de detalhes o pesadelo que acabou de ter, e Miss a ouvia sem interromper. –Aquela criatura veio das profundezas urrando e com aquele monte de dentes pra cima de mim! E tinha uns pedaços de roupas entre os dentes e partes de corpos que pareciam humanos! Nunca mais eu vou dormir!
_Eu lamento te contrariar, mas você precisa dormir sim. –Sarah a abraçou apertado, mas sem desgrudar de suas pistolas. –Entendo que esteja muito impressionada com tudo que viu nesse pesadelo e tudo mais, mas foi apenas isso. Um pesadelo. Não vai acontecer. E sabe por quê? Porque eu nunca vou te deixar sozinha. Se algum monstro vier te atacar, vai ter open bar de chumbo, meu bem! Eu vou dar tanto tiro no filho da puta, até as balas entrarem pela cabeça e saírem pelo...

Antes que a ruiva terminasse a frase, Ahri uniu os lábios das duas em um selinho demorado. Roçou o nariz no de Miss Fortune e agradeceu por ser parte de sua vida.

Um passeio e uma surpresa: 

Dias se passaram e a janela já está consertada. Ahri vez ou outra ainda tem sonhos estranhos, mas nada tão impactante ou realista quanto aquele. As janelas agradecem.

Em alguma parte de Demacia, lá está Garen. O Poder de Demacia voltava de uma reunião com Jarvan IV. O Exemplo estava preocupado com o preparo de seus soldados, ou a falta do mesmo, no caso de Katarina surgir nos campos de batalhas. Por mais que aqueles homens treinassem até a exaustão, nenhum seria páreo para a Lâmina Sinistra; Garen sabe que apenas ele é um oponente à altura da bela ruiva de Noxus. Não é vaidade excessiva do general, é um fato. Depois de uma hora de conversas maçantes, o irmão de Lux queria apenas beber alguma coisa e relaxar. Seria um belo plano, se não houvesse uma briga de bêbados no meio do caminho. Garen correu até o local do burburinho temendo que alguém saísse ferido sem necessidade. Para sua surpresa, os dois estavam tão embriagados que um tentou acertar um “mata leão” no outro, mas na verdade, tentava enforcar um pequeno poste. Enquanto o primeiro homem insistia em quebrar o pescoço do poste, o segundo tentou acertá-lo nas costas, caindo de cara na calçada com o peso de sua arma, um saco de batatas doces. O Poder de Demacia deveria intervir de alguma maneira que recuperasse a ordem, porém, a situação foi engraçada de mais para ser ignorada.

Katarina perambulava calmamente pelas ruas de Noxus, parando em um bar e pedindo uma boa cerveja. A ruiva bebia despreocupada, até ver uma figura conhecida: LeBlanc.
_Isso tudo é sede ou quer afogar alguma mágoa? –perguntou a outra, em tom de deboche.
_Isso é viver a minha vida sem tomar conta do rabo dos outros. –respondeu a ruiva, revirando os olhos. –Chega a ser engraçado... –a ruiva ria em ironia.
_O que? –a outra ficava curiosa. –Não vejo graça nenhuma aqui.
_Cassiopéia se transformou em uma serpente, mas a verdadeira víbora sempre foi você. –Katarina ditou altiva.

A ruiva saiu do bar assim que secou o último gole de cerveja. Deixou o copo no balcão e disse que a outra iria pagar por aquela bebida. O homem olhou fixamente para LeBlanc, que por sua vez, jogou a cerveja na conta de Draven. O Carrasco não gostará nada de saber que pagará por uma cerveja que não bebeu.

Os dias avançam e Sarah estranha o comportamento de sua amada raposa; a bela vastayesa anda um pouco arisca, como uma criança que planeja uma grande travessura. A morena de nove caudas parece mudar de comportamento assim que nota a aproximação da pirata. Como ela já estava fora da casinha de uns tempos para cá, a ruiva não consegue imaginar o que a deixou diferente. Melhor para Ahri, pois sua surpresa não estará ameaçada! 

Os dias passam sem piedade, a preocupação de Lux por vezes parece sumir, outras vezes parece voltar multiplicada. As outras guardiãs não conseguem decifrar o motivo de a líder ficar dessa forma. Graças aos céus, Runeterra não está sofrendo nenhuma ameaça nem do Vazio, nem dos próprios habitantes. Poppy decide ir até Janna. A menor quer saber o que a outra tanto olha e suspira.
_Por que você parece tão serena enquanto Lux parece se descabelar a cada dia?
_Os bons ventos virão. –Janna respondeu sem se alterar. –Lux está se cobrando de mais. Essas tempestades que ela mesma cria na mente dela acabam por tirar a energia boa do grupo. –a mais alta apenas olhou de canto na direção da colega, que desta vez não estava com seu martelo em mãos.
_Acha que devemos contar ao Garen? Ele é irmão dela, talvez pudesse ajudar. –sugeriu a yordle.
_O que o general demaciano poderia fazer? –Janna sentou-se e abraçou os joelhos, suspirando.
_Não acho que o Garen fique interessante vestido de Guardiã Estelar, mas tem gosto pra tudo nessa vida... –Jinx se intrometeu, falando com a boca cheia de bolo. –Eu acho que o único jeito de acalmar a nossa líder, seria se nós tivéssemos uma ajudinha na hora de salvar o mundo.

Totalmente alheias a qualquer coisa que aflija a demaciana, Ahri e Sarah estão prestes a ter um dia inesquecível para elas, principalmente Sarah, que não desconfia de nada. A bela caçadora de recompensas terá uma surpresa e tanto!

Durante dias, a kitsune planejou cada detalhe do passeio, as coisas que levariam para comer e até mesmo quais caminhos seriam os mais seguros. Finalmente, a hora da verdade chegou:
_Animada pra hoje? –Ahri perguntava com a animação de uma criança.
_Apesar de não fazer ideia do que você tá falando, até que sim. –Sarah riu ao receber um revirar de olhos como resposta. –Estou com um bom pressentimento quanto a isso... –a ruiva abriu um enorme sorriso ao ver a cesta cheia de coisas que as duas adoram comer.
_Engraçadinha... –Ahri negou com a cabeça, pegando a cesta e esperando que a outra saísse. –Sarah! Tem certeza de que precisa levar essas pistolas junto? 

Ahri quase deixou a cesta cair ao ver que Sarah voltou correndo para dentro de casa, apenas para buscar suas armas. A raposa até conseguia entender o receio da outra em se sentir indefesa no meio da mata, se a mesma estivesse sozinha. Porém, Shock e Awe talvez não sejam tão indispensáveis quando se está na companhia de uma bela raposa dotada de magia. Apesar de não gostar da ideia de Miss ir armada no passeio delas, a kitsune não disse nada contra; em seu íntimo, Ahri torcia para que a vida seguisse o roteiro que ela planejou para o dia.

Sarah estranhou que o caminho para o rio parecia excepcionalmente maior. Ela até perguntou algumas vezes se não estavam perdidas ou se Ahri queria improvisar alguma trilha alternativa, não obtendo resposta. Ahri disse que ela saberia assim que chegassem. Contrariada por não ter a resposta desejada, a ruiva fez um bico ao inflar as bochechas. Se fosse qualquer pessoa ou criatura na face de Runeterra, Miss Fortune arrancaria a resposta na base da violência. Mas com Ahri é diferente. Já que a raposa quer fazer suspense, a atiradora decidiu que vai esperar para ver.

Um bom tempo de caminhada depois, a kitsune deu uma pausa para descansar. Agora falta pouco, bem pouco... Sua audição aguçada é capaz de reconhecer os sons vindos daquela que seria sua surpresa. Miss estava um pouco incomodada com o calor e com o tecido da blusa colando em seu corpo. Abriu alguns botões daquela peça de roupa em busca de alívio, sentou-se em uma pedra e ajeitou as pistolas no colo, jogando os cabelos para trás e enrolando de forma desajeitada. Como a temperatura subiu tanto de repente...
_Podemos? Estamos quase chegando! –a kitsune sentiu um forte calor, abanando a destra como se fosse um leque.

Fortune pegou as armas e se reergueu, colocou um de seus bebês preso na cintura, mantendo o dedo no gatilho do outro. Pegou a cesta da mão de Ahri novamente, tentando ajudar. Durante o caminho elas revezavam um pouco, por livre e espontânea insistência da ruiva.

Mais alguns metros de caminhada, e a vegetação já estava mudando, havia menos árvores ali, alguns arbustos floridos, vegetação rasteira e algumas árvores não muito fechadas, carregadas de frutas. O vento ficava mais forte conforme as duas avançavam e Ahri decidiu dificultar a vida de sua amada só um pouquinho. Aproveitando-se que a outra tinha as mãos ocupadas, Ahri se posicionou atrás dela, cobrindo seus olhos com as próprias mãos, arrancando protestos por parte da atiradora. Ahri apenas disse que ou era daquele jeito, ou nada feito. Sarah se deu por vencida, não queria andar tanto para nada.
_Você sabe ser cruel quando quer, caramba...

Ahri fez uma careta, mesmo que a outra não pudesse ver. Guiou os passos da ruiva impaciente e tomava cuidado para que ela própria não deixasse uma brecha, que certamente Sarah aproveitaria. A cada passo dado, a surpresa ficava mais próxima, assim como aquele som que arrancou um amplo sorriso de Sarah. Parecia música aos ouvidos da pirata. Aquele barulho forte, o vento que trazia um ou outro grão de areia ao soprar em sua direção, o chão que mudava de textura e parecia mais fofo... Seria uma alucinação? Não... Não era alucinação auditiva ou qualquer delírio... Era real! 

Sarah parecia uma criança ao ter certeza de que não estava imaginando coisas. O choque das ondas contra as pedras não lhe deixavam dúvidas. Ela queria tirar as mãos de Ahri de seus olhos para ter certeza, mas não acertava guardar a outra pistola na cintura e a cesta ficou pesada de repente. Talvez o cansaço por andar de mais? Ou a emoção tomando conta de seu corpo? Vendo o estado em que sua menina estava, Ahri decidiu que era melhor afastar as mãos e deixar a visão dela livre, para que pudesse aproveitar melhor aquele lugar. Por via das dúvidas, melhor segurar a cesta com os comes e bebes também.
_Diz que isso não é um sonho! –sua alegria era tanta que a ruiva sapateava de forma desajeitada naquele tapete de areia que começava no ponto em que estavam. –AHRI! Hoje é um dos dias mais felizes da minha vida! –ela tentou pela última vez ajeitar a pistola na cintura, mas a mesma foi ao chão.
_Não é um sonho, minha joia! –a kitsune pôs a cesta no chão, envolvendo a outra em um abraço. –SURPRESA! –Ahri ficava feliz com a felicidade da outra moça.
_Você é a melhor namorada do mundo! E eu tenho uma sorte filha da mãe em ter você na minha vida! –Miss Fortune retribuiu o abraço como conseguia. Escondeu o rosto na curva do pescoço de Ahri, tentando frear algumas lágrimas teimosas, resultado de tamanha emoção. –Obrigada! Obrigada... Eu te amo, minha raposa! Te amo, te amo... TE AMOOOOOOOOOOOOO! -Sarah se declarava entre beijos no rosto e selinhos roubados.

Sarah se soltava do abraço e começava a rodopiar em torno da kitsune, deixando-a abobalhada com aquela explosão de felicidade. Ahri aproveitou o vento forte e os grãos de areia que vinham de brinde, disfarçando as próprias lágrimas. Passou a rodopiar com sua amada ruiva, trocando abraços e deixando algumas mordidas nas bochechas alheias. Sarah tirou as sandálias e correu descalça até bem próximo da água. Chutava a areia e pulava, chamando a vastayesa. Um convite devidamente aceito!

Antes de se juntar à outra, melhor juntar seus pertences primeiro. Ahri observou o comportamento de Miss Fortune e não acreditava que aquela diante de si era a mesma mulher que encontrou quase morta durante um passeio. O tom de voz carregado de amargura, o olhar desconfiado, as juras de vingança a cada um que lhe ferira naquela ocasião... Se ela não tivesse visto de perto a recuperação e transformação diária, jamais acreditaria que é a mesma pessoa. Se bem que... Aquela bela ruiva serelepe diante de seus olhos amarelos não era a implacável Miss Fortune. Aquela era Sarah, apenas isso. Uma jovem linda, cheia de vida, se permitindo aproveitar os pequenos prazeres que a vida proporciona. Naqueles olhos que antes pareciam vazios, é possível ver o brilho de quem encontrou um rico tesouro, tesouro este que, nenhum pirata é capaz de roubar, nenhum ouro pode pagar. Ahri contemplava a empolgação infantil de Sarah ao pular algumas ondas, jogar água para o alto com as mãos e em seguida, sair correndo quando uma onda mais forte vinha em sua direção. Parece realmente divertido! Cansada de apenas olhar, Ahri agora vai participar! Descalça e agora sem o vestido, o qual jogou na areia, a kitsune correu na direção da água vestindo apenas um biquíni vermelho e um short preto bem curto, que usava sempre por baixo dos vestidos. A bela morena parou de correr e se encolheu ao sentir os respingos de água gelada em sua pele, arrepiando-se brevemente. Mesmo com a água fria, isso não a impediu de alcançar sua namorada. O ditado é “gato escaldado tem medo de água fria” e não “raposa escaldada”.


Notas Finais


Por hoje é só, espero que tenham gostado e agradeço a quem leu até o final. O capítulo seguinte já está bem adiantado (já estava sendo escrito antes do problema com o meu notebook). Talvez não demore tanto a postar o próximo, maaaas não vamos fazer promessas haushau ='D Nos vemos em breve e bye bye!


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