História Learning To Fly - Capítulo 1


Escrita por:

Postado
Categorias Austin Mahone, Justin Bieber
Personagens Austin Mahone, Justin Bieber
Tags Amor, Austin, Aviões, Bieber, Boys, Boyxboy, Brigas, Ciumes, Família, Garotos, Heterossexuais, Homofobia, Homossexualismo, Jaustin, Jovens, Justin, Mahone, Ódio, Viagens, Yaoi
Visualizações 5
Palavras 2.345
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, LGBT, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Survival, Suspense, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - Uma Forte Chuva No Meu Caminho


Fanfic / Fanfiction Learning To Fly - Capítulo 1 - Uma Forte Chuva No Meu Caminho

*Los Angeles, às 16:00H*

*Austin POV'S*

- Estávamos no trem, voltando da casa da vovó Gertrudes que localiza em New York. Eu, minha mãe e mais duas colegas do trabalho dela presentes carregando duas malas enormes. Ansiosas para chegar logo em casa, vinham fofocando da vida enquanto eu, que também estava muito ansioso para voltar ao meu lar, via sorridente pela janela, toda a paisagem belíssima da minha boa e velha cidade.

Faltavam mais 4 estações distantes para finalmente descer do trem, em que a última delas terminava próximo a cabeceira da pista do aeroporto internacional de Los Angeles. Sim, minha maior ansiedade era descer do trem e observar as aeronaves desfilando pelas pistas de táxi enquanto outras embarcam e desembarcam! Eu sou apaixonado por aviões e Spotter (admirador fotógrafo de aeronaves) a um bom tempo desde que meu finado papai me levava sempre neste aeroporto para observar os aeromodelos mais próximos do que eu imaginava!

O sonho dele era me ver um piloto, ele me criou praticamente dentro de uma aeronave, (brinco) , e sempre foi louco por aviões, segundo ele, desde sua infância! Acontece que este bom homem sofreu um acidente de trabalho em sua juventude, que impedisse de tentar realizar o sonho de ser piloto do seu avião favorito, no caso eu falo do Lockheed Electra.

Isso o deixou muito horrorizado, deprimido, sinceramente derrotado... Pois é triste quando alguém tem um sonho e acontece algo terrível que lhe impeça de prosseguir eternamente. Só que não demorou muito para ele erguer novamente a cabeça e seguir a vida feliz, meu pai sempre foi um herói, sempre encontrou solução para tudo, sempre foi meu orgulho e para sua maior felicidade se realizar, ele me criou.

Seu maior sonho passou a se inspirar a mim, ele me criou praticamente em uma cabine de uma aeronave, e fez do que foi possível para que meu sonho passasse a ser o mesmo que o dele. E seu sorriso era o mais incrível de todos já vistos, ele fazia de tudo por nós, principalmente por mim.

Não fazia idéia do por quê disso, mas descobri logo que pude observar que seu maior sonho havia sido interrompido no meio da busca do seu pão de cada dia! E foi a partir daí então que eu me descobri.

Ele me batizou com seu mesmo nome completo, Austin Carter Mahone e ainda vivia me dizendo, toda vez que via um avião voando pelas nuvens, que eu seria o maior orgulho da vida dele, e maior prêmio que um pai poderia ter. Um dominador dos ares.

Pois bem, após meu nascimento, o Electra já havia deixado os céus após 40 anos voando e que alí nasciam os Airbus A340-600, (eu diria um modelo de Electra muito mais avançado) e desde que pude ver um pela primeira vez pessoalmente, foi paixão a primeira vista.

Aos meus 10 anos de idade meu pai teve um tumor devido uso excessivo do cigarro e partiu para um mundo melhor restando apenas eu e minha mãe Le Shawna na família. Depois de tudo aquilo passei a me virar sozinho após relevar as dores da vida, enquanto minha mãe trabalhava de cozinheira em um dos maiores restaurantes da cidade (sem querer me gabar).

E desses anos todos até o presente, muita coisa mudou, fui crescendo, ganhando amizades pelo caminho e minha mente se encaixando com a realidade atual da vida, e que todas essas informações se resumiam em que ser piloto não seria tão fácil quanto na era do meu pai... Exigia condições financeiras altas, eleições de funcionários, etc... Eu estava no período de dúvidas sobre minha vida e quase desistindo de tudo no caminho da aviação. Enfim. Chegamos!!

O trem estaciona, abre todas suas portas a direita e então desembarcamos. Puxo uma das bagagens e as levo até o ponto de espera junto das amigas de minha mãe, exausto de tanto ficar sentado naqueles acentos duros, ficar em pé foi um tremendo alívio pra mim. Enquanto elas descansavam e iriam para uma fila de telefonemas para avisar a vovó que havíamos chegado, ouço um alto som de motores GE90 passando por cima da estação!

Corri em direção ao vidro onde me dava a tão bela visão do aeroporto e observo a chegada de uma aeronave das grandes, era um Boeing 777-300ER! O movimento do aeroporto naquele dia estava tão grande que até às aeronaves faziam fila para estacionar. Passei observando e observando até que o próximo trem desembarca na mesma plataforma de onde eu estava, desceram seus passageiros abordo e no final um garoto com uma câmera profissional em suas mãos.

O garoto usava uma touca azulada com decorações brancas, deixando uma pequena amostra de seus cabelos em forma de franja cobrindo até um pouco de suas sobrancelhas, usava uma regata vermelha, um colar prateado muito atraente e também uma calça preta com decorações de metal pulido. Suas botas então, canos longos e com couro brilhando naquela tarde de verão ensolarado...

Enfim, reparava em cada detalhe daquele garoto, a beleza se manifestando pelo seu corpo, os brincos pretos sobre suas orelhas, aqueles cabelos bem cuidados e um loiro tão natural... Meu deus como pode? O que mais me atraia a atenção, era que ele também estava observando as aeronaves, tão vidrado que nem se espantava comigo o observando. Tá certo que eu também estava longe dele, mas naquele espaço, após o desembarque, só haviam poucas pessoas próximas.

Eu senti um certo calor sobre meu peito, meu corpo ficar trêmulo, uma crise de ansiedade me atacando no momento errado e minhas pernas formigando... Sentia uma enorme vontade de ir até o garoto e tentar, sei lá, talvez uma amizade.. Mas que minha timidez berrava, implorando para que eu ficasse quieto lá na minha... Assim fica difícil, eu sei, mas nunca fui de interagir dessa forma com as pessoas, sempre fui na minha.

Pra tentar manter a calma decidi observar novamente o aeroporto, onde já me assustava ao ver nuvens escuras tomando os céus de Los Angeles, vinha muita chuva por alí e minha mãe? Na fila ainda para poder realizar a ligação! Tudo pelo motivo da vovó não usar internet e sim só o telefone fixo e minha mãe sem querer "gastar" bateria do seu celular. Mereço.

Observo descer mais uma aeronave e em seguida observo a empolgação do garoto filmando e fotografando cada centímetro da envergadura dela, era lindo de ver, eu não sei oque passava por mim naquele momento, eu não conseguia desviar o olhar daquela obra prima em pessoa!

Ouço os pingos despencarem sobre os solos, apalparem os vidros e um vento enorme da famosa chuva de verão que a natureza nos presenteava. Vinha ele o temporal! Oque com certeza aumentaria a dificuldade de observar a pista por estar muito embaçado a visão e alguns vôos demorarem para desembarcar. Pra minha "felicidade" não tinha mais oque ficar fazendo alí, a não ser observar o garoto.

Não demorando muito para me dirigir novamente até minha mãe, vejo as luzes se apagarem imediatamente, deixando um clima mais escuro e também tenso, gerando revolta de alguns passageiros. Caiu a energia e isso não foi nada bom, também caíram os sistemas e os sinais de telefone da plataforma, o tumulto começou à partir daí.

Filas enormes formaram próximo da saída, me aproximei de minha mãe, estava mesmo um grande tumulto, lá sabia de onde surgia tanta gente, pois quando o sistema cai, elas aparecem.. Enquanto as vezes procurava pelo garoto olhando disfarçadamente para trás, só que devido a fila, sem sucesso.. Infelizmente eu havia o perdido de vista.

[...]

Passando um tempo, após todo tumulto finalmente caminhamos até o ponto de táxis do local que também atendia o público do aeroporto. Passagem um absurdo, mas que finalmente era a hora de chegar em casa. O tráfego de veículos estava muito lento devido a chuva forte e isso só aumentava meu tédio, que já estava se transformando em uma dor de cabeça.

Decido ir caminhando para procurar um banheiro, pois já se passaram duas horas no local levando aquele vento com pingos em fuga. Só que ainda não tive sucesso... Poxa encontrar um banheiro é tão difícil assim? Pior ainda quando se sente apertado?

Tive de me apressar, estava aumentando mais minha vontade de urinar e nada de banheiro! Pois parti para missão número 2, encontrar um espaço escondido para me aliviar. Era a única solução!

Então eu fiz correr, me desviava das pessoas como uma motocicleta em fuga da polícia em uma avenida em pleno trânsito, esbarrava em algumas de suas bagagens e pra piorar acabei esbarrando em uma pessoa, pisando em falso logo em seguida sobre uma poça d'água e levando meu maior escorregão da história. Caí de peito sobre uma que parecia uma piscina de tão grande e meu corpo todo se encharcou na hora...

Fiquei tão envergonhado que fiz fechar meus olhos e os vendar com minhas mãos todas molhadas, era o fim, eu caí na frente de todo mundo. Queria entender por quê? Logo comigo! Por quê?? Fiquei quieto pensando se me levantava ou se eu fingia estar desmaiado, assim ninguém iria rir de mim, talvez, é... Eu acho...

Ouço uma voz dizer alguma coisa, não sabia se era comigo, oque eu mais queria é que não fosse... Que vergonha...

- Hey você está bem?? - Repete a voz e então eu dou uma trela, me levantando com dificuldade após sentir as dores do imenso tombo e me deparo com uma coisa que me ASSUSTA!!

Era uma câmera bem ao meu lado, estava quebrada e toda banhada com a poça d'água, e oque mais me chamava a atenção é que... Era muito familiar! Logo me virei as pressas e observei primeiramente de tudo aqueles olhos verdes claros olhando pra mim preocupado, tão fixos que me passavam um forte poder de culpa pelo sangue e meu corpo definitivamente se intensificar.

Até observei todos os detalhes de seu visual até que tive mesmo a certeza de que era ele, o garoto! Logo o garoto, repito, LOGO O GAROTO!! Não.. não podia ser, ele não.. por mim aquele dia podia acabar por alí mesmo, estava de bom tamanho já para mim... Eu quebrei a câmera que eu havia visto filmar uma aeronave a poucas horas atrás...

- Deixa eu te ajudar a levantar, cara! - Estendeu sua mão esperando para que eu estendesse a minha. Eu estava tão confuso que não sabia se ele queria minha mão para me ajudar mesmo ou para me encher de porradas.

Estava sem saber como reagir, só observava ele e sua mão esticada para mim. Será que queria mesmo me ajudar? Mesmo após eu ter quebrado uma câmera super cara? E se aquilo fosse seu instrumento profissional? Só sei que minha vontade de urinar até passou após tudo aquilo!

O garoto então apoia firme sobre minha mão e me ajuda a levantar daquela poça toda suja e gelada, e por fim acabo em pé sem saber se corria para fugir dele ou se ficava para apanhar do garoto mais bonito que já ví! Espera, eu disse mais bonito?

- Olha eu-eu sinto muito, estava... Procurando meu esquilo de estimação, sabe? Hehe.. - Tive que inventar uma desculpa que lhe fizesse mais sentido, eu não estava afim de apanhar na frente de todos naquele local ainda todo encharcado!

- Haaa tudo bem! Não tem problema, haha acontece! - Disse o garoto sorrindente.

Não. Espera! Ele não vai me agredir? Mesmo sabendo que eu quebrei sua câmera? Ele estava sorridente (se isso não for ameaça)...

O garoto apanha sua câmera toda melada de lodo com água poluída e com a lente solta, meu deus, pra mim era o fim... Ele observava ela com desgosto, isso me deixava com uma grande porcentagem de culpa!

- Poxa, me desculpa mesmo! Eu eu... - Tento uma explicação e ele me interrompe na hora.

- Está tudo bem, não tem problema, mesmo! Eu tenho mais lá em casa! - O garoto fixa novamente seu olhar hipnotizante ao meu com um sorriso meigo e simpático. Ele me pareceu legal!

Observar aquele garoto era como admirar uma aeronave por cada detalhe, não conseguia desviar os olhos, era muita beleza tão próxima de mim que não conseguia sequer imaginar que estava todo molhado e sujo. E nem queria acordar desse sonho!

- É... Mas e seu esquilo??? - Pergunta o garoto então me fazendo acordar do paraíso. Eu quase que me esquecia por completo desse imaginário roedor!

- Ele... Ele foi pra lá!! Vamos comigo?? - Aponto para a direção onde estava indo, uma forma de disfarçar um pouco o ocorrido ( como se ele fosse mesmo esquecer).

Mas não foi bem como esperava. Seu Uber estacionou próximo da gente e chamou pelo seu nome, onde não entendia muito bem, pois o meu ânimo estava sendo limitado!

- É... Eu tenho que ir! - O garoto deixou um sorriso fraco sobre seus lábios e logo entrou sobre o veículo, como estava com os vidros fechados, não pude mais ver seu rosto e assim partiu em meio aqueles pingos violentos da suposta "chuva de verão".

Enquanto a mim? Bem! Fiquei parado sem reações, apenas observando o veículo cada vez mais distante até sumir de minha visão. Após tudo aquilo passei a sentir uma energia forte dentro de mim, um desejo que nunca havia sentido antes, nem eu mesmo sabia o motivo daquilo. Abri um sorriso estampado sobre meu rosto e o tédio que dominava de alguns minutos atrás havia sido trocado pelo humor.

Então eu voltei para buscar minha mãe e já encontrei zangada:
- ONDE VOCÊ ESTAVA MENINO?? FOI PRA CHUVA ATRÁS DE AVIÃO OUTRA VEZ?? - Gritava chamando atenção da população, enquanto eu? Dominado pelo sorriso, nem me importava mais com aquilo.

- Sim mãe! Foi um Airbus A340-600! - Disse entrando no táxi e me sentando próximo a janela.

Aquele garoto havia mesmo tomado minha mente, meus pensamentos só davam nele, lá encima na plataforma. Sei que nem os aviões me tiravam o pensamento daqueles olhos verdes, eles brilhavam mais de que as luzes do trem de pouso! Haha...



Notas Finais


*Depois de anos sem escrever aqui, decidi voltar trazendo mais uma história de autoridade minha e que acho que merece ser compartilhada com vocês diretamente do Spirit. Eaí oque vocês acham que está por acontecer? Os comentários estão livres para vocês! Comentem que logo tem mais!!*

Não esqueçam de compartilhar com os amigos! 💖💖💖💖


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...