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História Leave Out All The Rest - Edward Cullen - Capítulo 5


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Capítulo 5 - Capítulo 5


Fanfic / Fanfiction Leave Out All The Rest - Edward Cullen - Capítulo 5 - Capítulo 5

 Segunda feira chegou e o frio constante e perpétuo prevaleceu, o clima no hospital era chato, tranquilo e monótono, estranhamente estava mais calmo do que o habitual. Raven foi transferida para outro setor, a enfermeira recebeu uma promoção inesperada e agora tem funções mais importantes.

 Assumi o seu posto e agora interajo com pacientes, enfermeiros, familiares e médicos, tia Sophie afirmou que eles procuram alguém para ocupar minha antiga vaga. Porém serei responsável pelo treinamento, assim como Raven fez comigo quando cheguei, admito ter ficado surpresa com os inúmeros currículos entregues.

 Muitos eram de adolescentes e eles mais pareciam interessados em conversar comigo do que no emprego em si, mas apenas sorri e agi profissionalmente. Organizei a bancada e coloquei os papéis dentro de uma pasta, apenas aguardando o momento certo de entregá-la aos responsáveis pela contratação.

 Ouvi o barulho das portas da entrada se abrindo e o Dr. Cullen vindo ao meu encontro, apenas respirei fundo e me preparei para conversar com o belíssimo homem. Ele sempre tem perguntas indiscretas e constrangedoras, mas desconfio que seu filho, Edward, esteja por trás disso.


- Bom dia, doutor - Comprimentei assim que ele chegou mais perto da bancada.


- Lindo dia, Megan - Respondeu e dei uma olhada pela janela, estranhando sua fala.


- O senhor sabe que está caindo um temporal lá fora, não é? - Indaguei surpresa.


- São apenas detalhes, querida - Afirmou exibindo expressões gentis.


- Se está dizendo, quem sou eu para discordar - Dei os ombros - Por enquanto nenhum recado - Alertei após verificar minhas anotações.


- Obrigada - Ele sorriu e se afastou, mas retornou - Aquela vaga foi preenchida? - Questionou nitidamente envergonhado.


- Não, senhor - Respondi e ele abriu a bolsa e começou a procurar por algo.


- Meu filho pediu que entregasse isso a Sophie - Estendeu o currículo perfeitamente preenchido - Acha que conseguiria arrumar uma entrevista com ela? - Pediu esperançoso.


- Eu poderia tentar, mas temos muitos interessados - Sorri meio sem jeito - Vou ver o que consigo fazer - Prometi.


- Obrigada, Megan - Carlisle acenou e caminhou para sua sala de atendimento.


 Sophie entrou em meu campo de visão e notei inúmeros papéis em suas mãos, a mulher tinha os cabelos loiros soltos e usava uma linda blusa vermelha estampada. Ela ostentava um lindo sorriso gentil e acolhedor no rosto, a maquiagem bem feita e elaborada conseguiu demonstrar poder, força e independência. Ela é um verdadeiro exemplo a ser seguido.


- Sobrinha, preciso de um favor - Ela afirmou e estranhei o tom exagerado e doce de sua voz.


- Continue - Pedi olhando para as muitas folhas colocadas por ela sobre a bancada.


- O diretor do colégio de Forks precisa dessas receitas ainda hoje, mas ele está muito ocupado... - Tentou continuar, porém Interrompi na mesma hora.


- Não, de jeito nenhum - Neguei com a cabeça - Tudo, menos isso - Completei.


- Megan Jones, não me obrigue a tomar medidas drásticas - Afirmou seria e cheia de convicção.


- Está me chantageando? - Abri a boca em choque - Ok então, eu me demito - Afirmei e ela engasgou.


- Primeiro entregue as receitas, depois conversamos sobre a sua demissão - Sophie se virou e caminhou para longe.


 Grunhi irritada e coloquei o casaco sobre os ombros, peguei as folhas de cima da bancada e ignorei os amassados sobre a superfície esbranquiçada. Procurei na gaveta pelas chaves do carro e andei para fora do hospital, gotas de chuva molharam meu cabelo e deixaram um rastro congelante sobre minha pele e roupas.

 Abri a porta do motorista e sentei no banco de couro, deixando um rastro úmido sobre o estofado, acelerei e dirigi pelas ruas tranquilas de Forks. Bufei inconformada, porém decidi ignorar o sentimento de inconformidade e ser mais educada e gentil, foram longos minutos em silêncio enquanto me aproximava do inferno juvenil.

 Cheguei ao local indicado e arfei diante da quantidade significativa de carros guardados no estacionamento improvisado, a grande maioria eram automóveis antigos e velhos. Haviam pequenos grupos de adolescentes espalhados pelo lugar e isso tornou o nervosismo e a ansiedade mais intensos, porém ainda sim desci do carro.

 Tenho consciência de que todos ali me olharam com curiosidade, desconfiança e interesse, não é sempre que alguém desconhecido entra no colégio. Peguei as malditas receitas do painel e caminhei para dentro do prédio, meus lábios ficaram secos e minhas mãos tremiam de forma vergonhosa, entretanto tudo piorou com a aproximação de um garoto descendente de asiáticos.


- Oi, eu sou Eric, precisa de ajuda? - Ofereceu e refleti durante alguns minutos.


- Megan, muito prazer - Sorri de maneira forçada - Preciso encontrar o diretor - Afirmei.


- É o intervalo, ele costuma ficar no refeitório, eu posso mostrar o caminho - Respondeu e acenti em concordância.


- Obrigada, Eric - Agradeci enquanto seguia pelos corredores confusos e intermináveis.


- Você pretende estudar aqui, Megan? - Questionou empolgado e movendo os braços com exagero.


- Não, eu terminei os estudos - Respondi e ele pareceu ficar desapontado.


- Oh, é uma pena - Murmurou e corou levemente, embora tenha tentado disfarçar.


- É, talvez - Concordei e ouvi o barulho incômodo vindo mais a frente.


 O garoto empurrou as enormes portas de madeira e imediatamente todos os olhares se voltaram para nós dois, nesse momento meu coração disparou e senti minhas bochechas ficaram quentes. Coloquei uma mecha de cabelo atrás da orelha e Eric indicou a mesa onde o diretor estava reunido junto de outros professores.

 Porém meu corpo continuou congelado e não respondeu aos comandos do cérebro, engoli seco quando os primeiros murmúrios começaram. Respirei fundo e decidi terminar com isso, já passei por coisas muito piores e dolorosas ao longo dos anos, adolescentes não são nada, andei em direção ao senhor de idade e ignorei o restante.

 O barulho de meus passos foram inexistentes, os murmurios entre os alunos encobriu qualquer outro som, Sophie irá pagar por me enfiar nessa situação catastrófica. Me aproximei da mesa e o homem mais velho sorriu abertamente, tive a impressão de que era uma tentativa miserável de flerte, o que não foi agradável.


- Henry Brian Collins? - Chamei lendo o nome preenchido na receita.


- Sou eu, querida - Ele se levantou e veio ao meu encontro - Precisa de alguma coisa? - Perguntou.


- Eu trouxe as suas receitas - Respondi mantendo uma certa distância - Poderia verifica-las? - Indaguei.


 Ele acentiu após me olhar de cima a baixo, aguardei impaciente enquanto o diretor verificava cada uma das receitas, fiquei impressionada com a quantidade absurda de medicamentos que ele precisa tomar. Olhei ao redor e meus olhos pararam na mesa mais reclusa e afastada de todas, identifiquei Alice, Rosalie e Edward, aqueles devem ser os filhos do Dr. Carlisle.

 Alice acenou alegremente para mim e esse simples gesto foi o suficiente para aumentar o alvoroço dentro do refeitório, retribuí o aceno de maneira discreta e mais contida. Edward olhava fixamente para Henry e sua expressão não era das melhores, ele parecia disposto a pular no diretor e apertar seu pescoço com as próprias mãos, esse garoto deveria fazer terapia.


- Tudo em ordem, senhorita... - O homem aguardou por meu nome.


- Megan Jones - Respondi e seu rosto perdeu a cor imediatamente.


- Sobrinha da administradora chefe do hospital? - Indagou horrorizado.


- Sim - Concordei aliviada ao vê-lo recuar e assumir uma postura formal - Obrigada por seu tempo - Sorri e me distanciei.


 Caminhei em meio aos espaços entre as mesas e comemorei internamente por poder ir embora, Eric acenou ao ver que eu me afastava, e logo seus colegas pareciam exigir respostas do pobre garoto. Suspirei aliviada ao enxergar a porta ficando cada vez mais próxima, mas o destino é cruel e novamente não colaborou comigo, Alice e Rosalie entraram em meu caminho e impediram passagem.


- Pois não? - Perguntei incomodada por ser o centro das atenções.


- Combinamos de fazer compras, lembra? - Lembrou Alice, seus olhos dourados chegaram a brilhar.


- Ohh - Umideci os lábios e trabalhei em mentiras que fossem convincentes o suficiente - Então, eu não vou poder - Engoli seco.


- Porquê? - Questionou Rosalie e seus irmãos ficaram surpresos, mas não entendi a razão.


- Porquê? Essa é uma ótima pergunta e eu vou dizer o porquê... - Ri enquanto enrolava - Pretendo fazer vídeo chamada com meus pais no final de semana - Argumentei.


- Não poderia remarcar? - Insistiu a loira acariciando os fios de aparência macio de seus cabelos.


- Desculpe, mas não conversamos a muito tempo - Respondi e dessa vez foi verdade - Tenho muita papelada esperando para serem preenchidos, então... - Recuei e coloquei as mãos nos bolsos da calça.


- Certo, foi muito bom vê-la, Megan - Rosalie sorriu e retornou para sua mesa.


- Você não escapa da próxima vez, sua espertinha - Alice sorriu e me abraçou.


 Segui meu caminho e em meio a multidão enxerguei uma garota pálida olhando com raiva e interesse para mim, seus cabelos eram longos e enrolados, possuíam tons de castanho puxados para o chocolate. Seu rosto em formato de coração contrastava com seus grandes olhos escuros, senti desconforto diante da forma medonha que ela me olhava, ela estava sentada na mesma mesa de Eric e seus amigos.


- Dinheiro nenhum é o bastante para pagar por isso, é castigo  - Murmurei baixo, mas tive a impressão que os Cullen ouviram.


 Segui para a saída e empurrei as pesadas peças de madeira, olhei atentamente os trabalhos colados no mural, é nítido que apesar do clima frio e da chuva constante, existe um cuidado para que os alunos tenham experiências divertidas. Grunhi ao ouvir o som de passos rápidos e ágeis se aproximando, o que tem de errado com os moradores de Forks?

 Continuei andando, mas parei ao ouvir a voz de Edward chamando o meu nome, estou começando a desconfiar que esse garoto não conhece o significado de espaço pessoal. Tenho que estabelecer limites e afasta-lo permanentemente, ele precisa entender que não existe futuro ao meu lado, mesmo que esteja interessado apenas em criar amizade.


- Olá, Megan - Ele sorriu e expôs os dentes brancos e alinhados.


- Edward - Comprimentei, imaginando formas de dizer que estou morrendo.


- Você vai estar ocupada no domingo? Poderíamos sair - Propôs esperançoso.


- Edward, eu não acho que seja uma boa ideia - Recusei e ele pareceu sentir dor física - Você é bonito e parece legal, mas nao daria certo - Assegurei. 


- Porquê? - Exigiu, embora seu tom de voz fosse ameno e baixo.


- Porquê estou morrendo - Respondi de imediato, optando por ser direta e objetiva.


- O quê? - Ele parecia não acreditar no que acabou de ouvir.


- Eu tenho câncer em estágio terminal e não posso arrasta-lo para algo tão mórbido, então mantenha-se longe - Pedi e ele ficou quieto - Meu tempo de vida é limitado e quero minimizar os estragos causados, acredite houveram danos o suficiente - Suspirei.


- Não é justo - Murmurou atordoado, ele tentou se aproximar, mas recuei.


- A vida não é justa, mas temos que aceitar que somos frágeis e irritantemente humanos - Sorri tentando disfarçar a tristeza - Desculpe, em outra época poderíamos ter feito dar certo, mas não posso destruir sua vida por egoísmo - Comentei.


- Edward? - Uma voz feminina interrompeu a nossa conversa.


- Bella? - Rosnou e mordi os lábios, decidida a aproveitar a brecha e ir embora.


- Aproveite a oportunidade, ela parece ter mais tempo e vitalidade que eu - Sorri e caminhei para longe, ouvindo enquanto os dois discutiam.



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