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História Leave Us Alone - Capítulo 3


Escrita por:


Notas do Autor


YEET-


Último capítulo dessa fic, se quiser mandar outra sugestão pra mim, pode mandar U- U 💕

Capítulo 3 - "Lar, doce lar."


 Os dias se tornaram semanas, e as semanas se tornaram meses. Meses de pura dor de cabeça. Tweek e Craig não podiam ficar um minuto a sós sem que alguém atrapalhasse, sendo indiretamente ou não.

Em apenas 3 meses, o casal conseguiu ser alvo de:

Rumores dos vizinhos, que segundo eles, os namorados eram apenas um par de pervertidos que podem dar encima até de homens casados.

Agressão verbal e às vezes arriscando ser física quando saíam na rua. Na maioria das vezes era aquele mesmo homem que ficava puxando briga com eles.

Assédio, várias moças e até alguns rapazes ficavam fazendo "brincadeiras" com eles, e se eles revidassem, a resposta era a mesma:

"Eu achei que gente do seu tipinho gostavam de brincar assim."

Ou então...

"Mas é só uma brincadeira, não prescisa extravasar assim, mona."

Os apelidos eram outro terror. Sem contar as perguntas extremamente invasivas que eles faziam.

Esteriótipos, as pessoas achavam que só por que eles tinham uma sexualidade diferente delas, o casal era automaticamente igual aqueles personagens LGBT muito mal construídos de algum filme ou série e que são apenas um bando de esteriótipos ridículos ambulante.

E o mais irritante...

Toda as manhãs alguém chamava um padre ou um pastor pra ficar na porta deles, insitindo e insistindo para que se "redimissem do pecado da sodomia".

E hoje não foi diferente.

Tweek acabava de expulsar outro pastor que estava em sua porta, teria partido pra violência se Craig não estivesse perto dele e não tivesse o segurado.

O loiro bateu a porta com toda a força de seu ódio e se sentou na mesa, apoiando a cabeça com as mãos.

– Craig, eu não aguento mais essas pessoas. Eu juro que se eu continuar aqui, eu vou enlouquecer! – O Tweak estava bem perto de chorar de estresse, quando foi abraçado pelo namorado.

– Vem aqui. – Craig o levantou da cadeira e o levou até o sofá. Se sentaram ali e o moreno voltou a abraçá-lo.

– Eu tô' cansado, cansado dessa gente estúpida... Eu quero voltar para South Park, lá não era o lugar mais perfeito do mundo, mas pelo menos não é igual a essa cidade. – Tweek apertou o corpo do Tucker contra o seu, tentando não desabar em lágrimas encima de seu ombro. – O que a gente vai fazer? – Sua voz saiu trêmula.

 Se tinha uma coisa que mais fazia Craig sentir desgosto era ver o seu namorado triste, e sentia mais desgosto ainda quando sabia o que ou quem havia o deixado assim.

Ele fez um cafuné rápido no loiro antes de respondê-lo.

– A gente vai fazer o que deveria ter feito quando tivemos a chance... Sair daqui. Eu não vou deixar esses idiotas fazerem mal ao meu Wonder Tweek assim. – Beijou sua bochecha carinhosamente antes de olhá-lo e lhe dar um selinho demorado. – Eu vou ligar para os nossos pais e avisar que estamos voltando. Vamos arrumar as coisas enquanto ainda é cedo e nós sairemos, tudo bem?

– Com certeza. – O abraçou de novo com mais força.

[...]

– Sim, mãe, nós estamos voltando... Mãe, agora não é hora de nos dar esforro por ter saído da cidade. – Craig falava com sua mãe no telefone, ocasionalmente dando voltas pela sala. Tweek estava no quarto colocando suas coisas em caixas, às vezes rindo da conversa que os familiares tinham ali perto. 

"Mas eu achei que vocês tinham gostado daí, o que aconteceu?" A mulher perguntou.

– Digamos que às pessoas daqui não eram muito educadas... Você sabe. – Um curto silêncio se instalou ali.

"Ah, entendo... Bem, estaremos esperando por vocês, boa viagem! Amo vocês e se cuidem!" Foi o que ela disse antes de desligar.

Craig deixou o celular encima do sofá e foi para o quarto ajudar Tweek, só que ele já tinha terminado de empacotar as coisas.

– Caramba, mas você é rápido, hein?

– Nunca subestime a velocidade de Wonder Tweek. – Colocou suas mãos no quadril de forma vitoriosa.

– Wonder Tweek não tinha super velocidade, imbecil. – Ele bagunçou seus cabelos divertidamente.

– Mesmo assim! Eu consigo terminar de guardar mais coisas que você em pouco tempo. 

– Está me desafiando?

– Estou. – Sorriu petulante, fazendo o coração de Craig aquecer, sentia falta daquele sorriso dele.

– Quer apostar que eu faço mais rápido?

– Ah, é? – Craig assentiu positivamente. – O que eu ganho com isso?

– Se você me vencer, eu deixo você adotar um daqueles gatinhos de rua. Mas se eu vencer... Você vai ter que deletar aquelas minhas fotos ridículas que você tem no seu celular.

– Quê?! Não são ridículas, são lindas por que são suas!

– Agradeço o elogio, mas isso não vai te salvar agora. Aceita o desafio?

– Hm, aceito sim. – Apertaram as mãos e saíram do quarto.


 Tweek acabou ganhando no final, e Craig quase quebrou um dos pratos deles por acidente enquanto os colocava na caixa.

– Ganhei, o que significa que eu não vou deletar suas fotos e que você me deve um gato.

– Ah, Deus... 

Tiveram que sair na rua novamente. Tentaram evitar os olhares e sussurros aqui e ali a todo custo. Foram até um estacionamento onde tinha uns 3 gatinhos brincando.

– Aaaaah, mas eles são tão fofos, não dá pra gente adotar todos?? Por favoooooor!!! – Tweek fez uma carinha de cachorrinho abandonado, e Craig suspirou derrotado.

– Tá bom, só tenta chamar eles logo, Wonder Tweek. – Mas depois ele sorriu para o namorado, que ficou todo feliz da vida indo pegar os gatinhos.

 Os gatinhos pareciam ser bem acostumados com humanos, então não foi difícil pegá-los e colocá-los na caixa de papelão que haviam trazido.

Voltaram para casa bem rápido, antes que alguém os visse ali e provavelmente tentassem levar os pequenos felinos deles.

Em casa, Tweek se entretia com os gatinhos enquanto esperava Craig terminar outra ligação.

– Disseram que virão buscar os nossos móveis daqui a pouco.

– Certo. – Ele deixou a caixa dos filhotes encima da mesa e foi abraçá-lo. – Me sinto mais aliviado sabendo que não vamos mais ficar aqui... – O loiro beijou seu rosto com carinho.

– Eu também... Agora eu quero ver aqueles ignorantes mexerem com a gente de novo. – Segurou seu rosto com ambas as mãos e o apertou. – Ninguém mexe com o meu Wonder Tweek sem sair ileso.

– Já tá na hora de você mudar o apelido, não? – Tweek riu e segurou suas mãos.

 Foram interrompidos por alguém batendo na porta. Craig já foi logo pegar uma vassoura caso fosse um religioso ou algum outro maluco.

Mas na verdade, era aquela mulher de novo.

– Boa tarde! – Ela sorriu e acenou para eles.

– Boa tarde...? O que está fazendo aqui? – Tweek se encostou no batente da porta.

– Vocês estão de mudança? Não gostaram daqui? – A moça inclinou a cabeça para o lado, podendo ver algumas caixas fechadas lá dentro.

– Não.

– Mas por quê?

– É melhor pra nossa saúde mental. O que você quer aqui? – Cruzou os braços.

– Vocês vão se mudar por causa dos outros? Eles só estavam brincando com vocês.

 Tweek a olhou sem expressão e fechou a porta com força. Agora sim acreditava na frase "Existe louco pra tudo".

– Quem era? – Craig surgiu com uma vassoura nas mãos.

– Melhor nem saber. Poupe a sua paciência.

[...]

  Craig ajudava Tweek a colocar suas coisas dentro do porta-malas, do mesmo jeito que fizeram meses atrás antes de se mudarem. As pessoas que passavam os olhavam, mas não falavam nada. Só agora que sabem que eles iriam embora, ficaram quietos.

O loiro pegou a caixa dos gatinhos e os colocou no banco de trás do carro, junto com algumas outras caixas contendo roupas e coisas parecidas.

– Não tem medo de que a caixa caia do banco?

– Eu vou colocar um dos cintos de segurança segurando ela, e vou deixá-la no meio das outras caixas, assim não tem muito perigo. Mas eu vou ficar de olho, não se preocupe.

Eles entraram no carro, Tweek ficou no banco do passageiro ao lado de Craig e deram a partida para fora daquele inferno.

Mas alguma coisa estava errada.

– Mas que... Craig, olha isso. – Tweek apontou para o retrovisor interno do carro.

Aquele homem maluco estava mirando alguma coisa no carro deles.

– E NÃO VOLTEM, SUAS BICHAS DE MERDA! – Ele jogou uma pedra do carro deles, e obviamente, quebrando o vidro traseiro do carro e caindo dentro da caixa dos gatinhos. Craig acabou freando o carro com tudo.

– MEUS FILHOS! – Tweek gritou e pegou a pedra de dentro da caixa e saiu do automóvel. – AGORA VOCÊ ME PAGA, SEU PALHAÇO.

– TWEEK! – O Tucker saiu depressa do carro também, indo atrás do namorado e o segurando pelo braço. – AMOR, VOLTA PRO CARRO PELO AMOR DE DEUS. – Tweek era bem forte, apesar de não ter a mesma estrutura corporal que Craig, e isso meio que dificultava as coisas.

– NÃO, DEIXA ESSA BARBIE OXIGENADA VIR AQUI SE ELA TEM CORAGEM. – O homem gritou da calçada.

– VAI SE FODER. – Tweek jogou a pedra com toda a força do seu ódio, acertando-a bem no nariz do cara, que caiu no chão gritando de dor e sangrando.

– Puta merda, CORRE. – O casal entrou no carro rapidamente e voltou a seguir com seu caminho.

 Depois começaram a rir quando eles se afastaram o suficiente dali.

– Cara, você deve ter quebrado o nariz dele... – Craig começou.

– Será que ele vai processar a gente?

– Mas foi por legítima defesa, ele que jogou a pedra primeiro. Os gatinhos estão bem?

Tweek se virou para olhar a caixa dos felinos. Estavam todos bem, só tinha alguns cacos de vidro espalhados pelo banco.

– Estão sim... Mas vai custar caro pra consertar aquilo ali. – Ele olhou para o buraco no vidro.

– Em relação ao que a gente passou antes, eu tô' de boas com isso.


 Voltaram para South Park em segurança... Ou quase.

Viram seus pais os esperando na frente de casa. Tweek foi o primeiro a sair do veículo e correr para abraçá-los.

– Vocês estão bem?? Que buraco é aquele no carro de vocês?! – A mãe de Craig apertava as bochechas do filho como se ele fosse uma criança.

– Confusões durante o caminho, mas nós estamos bem.

– Eu fiquei tão preocupada com você, Craig! – Ela abraçou o filho com força.

– Mãe, v-você tá me sufocando...

[...]

  – E lá vem a Srta. Meia-noite. – Tweek riu, apontando para o gatinho preto correndo na frente da porta do quarto.

– Imagina se fosse uma criança correndo assim... – Craig o apertou mais contra si, olhando mais um gatinho passando correndo.

– Provavelmente nenhum de nós dois estariamos deitados assim. – O loiro se virou para ele, rodeando a lateral de seu quadril desnudo com o braço.

Um barulhinho de algo afiado fincando no lençol, que também estava sendo puxado, foi escutado. Os dois se viraram, encontrando os gatos subindo na cama.

– Vai deixar eles dormirem aqui?

– Claro que vou, tem coisa melhor do que dormir com os gatos e o namorado na cama? – Tweek o abraçou, escondendo seu rosto na curvatura do pescoço do moreno. 

– Só não vai se acostumando e mimando eles assim, eu ainda quero ficar sozinho com você. – Craig retribuiu o abraço. 

– Se preocupa não, você tem todo o tempo do mundo pra fazer isso, Super Craig.

– Tá bom, Wonder Tweek, agora vai dormir. – Se aconchegou com o namorado em seus braços antes de adormecer.

 Que bom que voltaram para sua verdadeira casa, onde tem pessoas que os apoiam e que não prescisam mais se preocupar com o amanhã.


Notas Finais


Jesus amado esse foi meio grande...

Obg por ter chegado até aqui e ter lido essa fanfic, eu love vocês 💕💕


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