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História Legacies - Capítulo 11


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Notas do Autor


Bom, alguns esclarecimentos antes do capítulo:



Neste capítulo o Eddard junto a Lorde Tyrion estão escolhendo os membros que irão compor o conselho real e tive muitas dúvidas sobre quem colocar como Mestre das leis e Mestre da Moeda, como Mestre das leis com auxílio de um amigo, eu escolhi o Mathis Rowan, e como Mestre da Moeda eu pensei em um Celtigar, só q não sabia se o Ardrian Celtigar tinha filhos, pq para a surpresa de vcs, eu não li os livros( mas pretendo, na moral), e com a ajuda novamente de um amigo, eu descobri que não é citado, então eu criei um, portanto abram alas para ela, a liberdade poética.

Capítulo 11 - Abominável


Fanfic / Fanfiction Legacies - Capítulo 11 - Abominável

Confusão, talvez essa fosse a única palavra capaz de definir Daenys naquele momento, ela não sabia como reagir, o que fazer, ou até mesmo o que pensar. Talvez as palavras de Eddard fosse apenas um equivoco de sua cabeça cansada e ainda sonolenta, mas logo aquilo caía por terra, os olhos dele foram tão sinceros, tão translúcidos, como ela nunca pôde notar o que acontecia nas paredes de pedra daquela Fortaleza? Como Daenys nunca viu? Logo ela, tão próxima do irmão e tão observadora ,como o próprio Lorde Tyrion já havia lhe dito em tantos momentos. Sua cabeça doía, seus olhos ardiam e ela só queria sentar e chorar, podia ser forte para todos e carregar uma couraça de dragão ao seu redor, mas no fundo, ainda era uma menina com 16 dias de seu nome, podia ser inteligente e saber lidar com muitas coisas do reino, podia parecer que ela sabia lidar com absolutamente tudo, mas não sabia, pelos deuses, ela era humana, acima de tudo, uma órfã adotada pela coroa que seus pais deixaram para si, e que as vezes ela não tinha certeza nem se merecia.

Durante toda sua vida, Eddard foi tudo para si, nele ela encontrava o pai, a mãe, o irmão, ele era o mais próximo de amor verdadeiro, sincero e incondicional que um dia ela teria, Daenys sabia disso. Desde que se conhece por gente, o irmão sempre foi a figura a qual ela se espelhou e admirou com orgulho de ter o mesmo sangue que alguém como ele, a princesa nunca se cegou perante a beleza inegável, o carisma, a gentileza e toda a nobreza do irmão, ele sempre foi o melhor exemplo de homem para ela, um homem o qual valeria a pena seguir, mas esse homem jamais seria dela ou para ela, eles eram irmãos. Sabia dos incestos cometidos pela Dinastia Targaryen, quem não sabia? Foi o escândalo e o entretenimento da corte por muitos anos, e embora Daenys não fosse muito ligada a religiões, fosse a Fé dos Sete ou os Deuses Antigos no Norte, ela não acreditava ser certo um homem que se deitava com os seus.

Com a mão pousada sob o ventre, Daenys se curvou até se sentar no chão, abraçou suas próprias pernas e sentiu as lágrimas descerem silenciosamente por seu rosto, não havia desesperos, grunhidos, gemidos ou lamúrias, era um choro vazio, ainda sim, não deixava de ser doloroso. A própria Targaryen não entendia porque aquilo estava a abalando tanto, obviamente saber que o irmão...a amava, foi um grande choque, mas havia algo a mais escondido naquelas lágrimas, a princesa só não sabia ainda.



- Princesa, trouxe novos lençóis de cama...- Daenys olhou para Genna a vendo parada na porta, a aia que durante sua infância tomou o lugar de muitas de suas amas, largou os lençóis em cima da cama e andou em passos pesados na direção de sua menina.- Ó minha querida, o que houve?- Daenys não disse nada e apenas se jogou nos braços maternais da mulher ainda jovem, as lágrimas salgadas e grossas lavavam seu rosto e angustiavam sua alma cada vez mais.



Daenys se perguntava o porquê de Eddard ter feito aquilo? Por que ama-la? Por que desejar a única mulher no reino que jamais seria dele? Ele agora tinha Myriah, a doce, bondosa e atraente Martell, não devia sequer pensar em outras mulheres quando tem uma como ela. Daenys amava Eddard, ele era seu irmão, seu amigo, confidente, sua família e agora a princesa se angustiava ao pensar que não teria mais isso, não seria capaz de olhar para o violeta daquela íris, ou para os cabelos prateados e o sorriso gentil, sem pensar que o cuidado ,o afeto, o zelo com que o irmão a trata é porque a ama e a deseja como mulher, e não por simplesmente ser sua irmã. Eddard havia destruído eles com aquele amor imoral e sujo, e Daenys se sentia culpada porque temia por si mesma e até onde iriam com aquilo, queria ajudar o irmão a esquecer, lhe mostrar a impossibilidade daquilo, e o qual impossível era o que ele almejava dela, mas não se sentia forte, desabaria na frente dele se o visse e não desejava dar abertura para que Eddard curasse as feridas abertas por ele mesmo, era perigoso demais, para os dois.



- Pode me preparar um banho quente?- Daenys saiu dos braços acolhedores de Genna que acariciou o rosto da princesa, enxugando sua lágrimas suavemente, passou a mão pela face avermelhada e se aproximou deixando um beijo suave sob a testa da jovem Targaryen.

- É claro que posso minha menina.- Daenys observava a aia andar de um lado para o outro do quarto, preparando o banho que ela pediu e, de certa forma, aquilo estava a distraindo, até que viu a mão de Genna segurar seu braço com calma, enquanto a mulher a ajudava a se levantar e retirar suas roupas.- Não quer tirar depois?- a aia disse se referindo a roupa interior da princesa e ela negou a tirando e caminhando nua até a banheira e quando entrou na água quente era como se ela sugasse tudo o que ela sentia.- Vai me contar o que houve?- Genna disse lavando os fios castanhos e mergulhando a cabeça da Targaryen parcialmente na água.

- Não foi nada.

E talvez isso fosse o que os gêmeos Targaryen faziam de melhor, eles fingiam.



...



Myriah se virou assim que viu Eddard passar pela porta do quarto, o estrondo provocado pelo baque da grande porta fechando a fez se sobressaltar em frente a sua penteadeira, a Martell então andou até o marido que estava sentado na cama de costas para si, os cotovelos apoiados nas coxas e o rosto escondido em meio as mãos. Com calma ela se sentou ao lado do Targaryen e o abraçou pelos ombros, como podia.



- Está tudo bem?- a voz suave e sempre cuidadosa fez com que Eddard respirasse fundo e levantasse a cabeça, encontrando os olhos âmbar o encarando com preocupação e ele não conseguiu fazer o forte ,não quando a culpa e a raiva lhe arrebataram, porque não era capaz de amar Myriah? Ela o amava, era sua esposa, sua rainha, tudo seria tão fácil se ele fosse capaz de querê-la tanto quanto ela o queria. O príncipe não pensou muito quando escondeu os olhos marejados em um abraço desesperado e doloroso e a dornesa o recebeu com carinho e todo zelo, as mãos sempre tão gentis quanto ela própria, passaram sob seus fios prateados com sutileza, enquanto Eddard deitava a cabeça no colo da esposa a abraçando pela cintura, sentiu o carinho dela sob suas costas que subiam e desciam rapidamente, devido a respiração descompassada e se permitiu chorar apertando a cintura de Myriah.



A dornesa não lhe perguntou nada, não lhe disse nada, apenas o acolheu em seus braços com toda atenção e afeto que poderia e Eddard agradeceu por isso, agradeceu que a esposa entendia aquele momento e que a ausência de palavras para ele já significava a maior das explicações, o Targaryen nunca foi bom com palavras, nunca, nem quando era uma criança, a fala não era muito de seu feitio, achava que as ações e atitudes entregavam muito mais dele do que meras palavras jogadas ao relento. Ele queria prometer a Myriah que a amaria e somente a ela, que apenas desejava a ela, mas não era verdade, ele era um tolo, um tolo por Daenys e sempre seria. Quando viu os olhos dela sob si, a surpresa, o choque e em seguida o desprezo, aquilo o destruiu, uma adaga em seu peito seria melhor do que ver o asco que a irmã agora tinha por ele, logo ela que sempre o admirou. Ouviu a voz aveludada de Myriah entoar uma suave melodia, parecia uma canção de ninar dornesa e Eddard apertou os tecidos claros e finos do vestido da dornesa em seus dedos, as mãos dela passaram por seu rosto tirando os fios prateados que cobriam seus olhos.



- Quer se deitar?

- Não posso.

- Prometo que não deixo você dormir muito, de que vale um rei se ele não é capaz de tomar decisões? Pelo menos, não desse jeito.- a Martell disse convencendo Eddard a se deitar corretamente na cama, e não importava se as botas pesadas estavam sujando os lençóis, era seu marido, devia cuidar dele, assim como ele cuidava dela. E com calma Myriah voltou a cantar aquela suave canção que tanto ouviu dos lábios de seu pai durante sua infância, e enquanto olhava para a cabeça do príncipe deitada sob seu colo, ela lhe deu um suave beijo sob os olhos já fechados.

- Eu te amo.- Myriah soltou as palavras ao ar e sentiu a mão de Eddard agarrar o seu pulso e levar sua mão para os lábios, nada lhe foi dito, uma única palavra e Myriah suspirou, apenas olhando para os olhos violetas tão enigmáticos para si, e sorriu, um sorriso forçado, ela não conseguia fingir como Eddard, nunca conseguiria.



...



- Precisamos tomar decisões sobre o Conselho do Rei, não podemos arrastar isso até sua coroação, precisamos de nomes.- Tyrion dizia olhando para Eddard sentado na ponta da mesa do pequeno conselho, já haviam se passado duas semanas e Daenys fugia do irmão, evitando qualquer contato, conversa e até mesmo olhares. Mas ali em pé afastada da mesa, apenas observando tudo a distância, calada, o que era completamente diferente do usual, seus olhos amendoados a traíram e ela o viu, os olhos violetas frios e cortantes, os belos cabelos prateados caindo um pouco abaixo dos ombros, o negro da roupa Targaryen endurecendo os traços já firmes e marcantes da face masculina e olheiras por debaixo dos belos olhos, um aviso claro de que podiam não mais se falar, mas havia tanto a ser dito, os inchaços por debaixo dos olhos de Daenys também a denunciavam. A frieza no rosto do irmão a quebrava, queria tocá-lo, abraça-lo, dizer que podiam esquecer, mas não podiam, não era tão fácil.

- A mão do rei já está decidido, Tyrion lannister.- Eddard disse se ajeitando sob a cadeira, erguendo sua postura e mostrando o rei que há tanto a princesa não via, e ela sabia que quando era necessário o jovem dragão sempre teria pulso firme.- Meu mestre de sussurros será Bran Stark, espero que aceite, meu tio.- Eddard olhou para o homem que aceitou com um leve manear de cabeça.- Meu Grande Meistre será Samwell Tarly.- viu o sorriso cordial e a alegria contida em Sam, e o príncipe se permitiu sorrir.- Meu senhor comandante da Guarda Real, ou melhor, minha senhora ,será Brienne de Tarth.- a cavaleira sorriu e se curvou brevemente em um agradecimento silencioso e nobre.- E o meu Mestre dos Navios, Davos Seaworth.

- Nada novo...- Tyrion disse olhando para todos na mesa e sorrindo.- Mas ainda temos dois nomes os quais estão me deixando acordado por noites, precisamos de um Mestre da Moeda e um Mestre das Leis.

- Daemon Celtigar, creio que ele seria uma boa escolha, vem de um ilha muito rica, obviamente são nobres que sabem lidar com riquezas, além de serem uma casa com o antigo sangue de Valiria e jurados a Pedra do Dragão, é disso que precisamos, homens fiéis a coroa Targaryen.

- Ardrian Celtigar não foi muito fiel a coroa quando se curvou para o bastardo Joffrey, após a Batalha do Água Negra. - Eddard disse após o comentário da irmã, ela era uma mulher inteligente, e Tyrion pensava seriamente nas palavras da princesa.

- Daemon não é Ardrian.- Daenys disse tentando não olhar para Eddard, mas era como se houvesse algo no irmão que a obrigasse a fazer isso.

- Mas é filho dele.- Eddard dizia olhando fixamente para a irmã, talvez estivesse comprando briga com ela, pois queria ver até onde ela o ignoraria.

- Nosso pai dizia que não se deve julgar um filho pelas atitudes de seu pai, convoque lorde Daemon.- Daenys disse agora olhando diretamente para Eddard, os olhos dela lhe diziam para agir pelo seu povo, pelo bem de seu reino, ali ele era Eddard Targaryen, o futuro Rei do Trono de Ferro, qualquer coisa além daquilo, deveria ficar fora do Pequeno Conselho.

- O convoque.- Eddard disse ainda olhando para Daenys, mas Lorde Tyrion o respondeu.

- Faremos, obrigado princesa.- o Lannister olhou para Eddard que parecia perdido em Daenys.- Como Mestre da Leis, pensei em Mathis Rowan.

- Ele não é muito velho?- o príncipe Targaryen disse um tanto rude e Sam riu.

- Não diria velho, diria sábio.- Eddard concordou com o Meistre e voltou a dar atenção para Lorde Tyrion.

- Então faça, o chame.

- Creio então que esta reunião se dá por encerrada.- Lorde Tyrion disse guardando os mapas e pergaminhos, junto a mensagens vindas de outros reinos, recebemos a ajuda de Meistre Sam. A coroação de Eddard daqui há pouco mais de duas semanas, estava o enlouquecendo e via que o jovem dragão também estava daquele jeito, só não sabia se era pelos mesmos motivos que o seu.



Eddard observava todos saírem e viu Daenys conversar cordialmente com Sor Brienne, ela ria de algo que a cavaleira havia lhe falado e o Targaryen se levantou caminhando até estar próximo o suficiente da princesa e da comandante da guarda, quando Brienne saísse, Daenys estaria encurralada pelo irmão, e não poderia fugir como vinha fazendo a tanto tempo.



- Com sua licença, meu príncipe.- Brienne disse se curvando para Eddard e saindo, fazendo com que Daenys se virasse na direção do irmão.

- Podemos conversar?- o Targaryen disse e Daenys olhou ao redor, vendo que nem mesmo os guardas estavam na porta do Pequeno Conselho, provavelmente a mando de Eddard.

- Não temos nada a conversar.- a princesa se virou novamente se apressando para sair, mas Eddard a segurou pelos ombros.

- Sim, nós temos Daenys.- a frieza antes nos olhos violetas davam lugar as mais calorosas chamas, enquanto o príncipe olhava para a irmã e Daenys se desvencilhou dos braços de Eddard. O silêncio pairava entre eles, aguardavam palavras virem, aguardavam o que dizer um para o outro, apenas se olhavam, até que Daenys abaixou o rosto.

- Por quê? Por que eu?- Eddard respirou fundo, buscando palavras que fossem capaz de aplacar as dúvidas de Daenys, mas eram as respostas as quais ele mesmo não tinha respostas.

- Eu não sei, e lhe juro que já busquei entender tantas vezes, nunca fui bom com palavras, mas não conseguiria explicar o que sinto mesmo que lhe desse os mais belos discursos.

- Você tem noção do que está fazendo comigo?- Daenys disse com os olhos marejados.- Tem ideia de que nos destruiu?- as palavras vieram como facadas em Eddard e ele olhou para a irmã, se aproximando dela e a dor naqueles olhos tão belos e singulares, fez com que Daenys apenas quisesse abraça-lo.

- Está lhe destruindo? Imagine o que está fazendo comigo, me casei com uma mulher maravilhosa, e ainda sim, nunca a amarei porque é você que quero, e tenho medo de que lhe deseje por toda a minha vida, minha própria irmã.- as lágrimas já desciam daqueles olhos em um silêncio perturbador.- Lhe entendo completamente se me odiar, se olhar para mim com nojo, me destrói, mas eu lhe entendo, sempre entenderei, mas não pense que quis isso, não pense que não me condeno todas as noites por me deitar com ela desejando você em meus braços, ansiando ter você ao meu lado...nos meus sonhos mais distantes você seria a minha rainha e não minha irmã, mas jamais será assim, o sangue que corre em mim é o mesmo que corre em você e o qual abominável é o homem que se deita com os seus.



A voz de Eddard estava carregada de uma amargura cruel e um riso melancólico rasgou a garganta do homem ao qual Daenys tinha imenso afeto e amor, inconscientemente sua mão foi até o rosto do irmão, as lágrimas que molhavam o rosto do príncipe eram as mesmas que escorriam pela pele leitosa e macia da princesa. Os olhos do Targaryen se fecharam como se ele absorvesse daquele carinho e suas mãos tocaram a da irmã sob seu rosto, ele deu mais um passo em direção a irmã e se abaixou encostando a testa dele na dela, as respirações se misturavam e os tornavam um só, não como Eddard ansiava, os olhos fechados pareciam querer os esconder e os proteger da verdade que os cercava.



- O qual abominável é o homem que se deita com os seus.- Daenys disse sussurrando e abriu os olhos vendo o violeta tão belo daquelas íris.

- O qual abominável...- Eddard disse tão baixo quanto ela, pareciam contar um segredo ao outro e com uma lamúria o choro baixo de Daenys o despertou daquele mundo que eles pareciam criar, mas não se afastaram, Eddard tocou o rosto da irmã, descendo por seu pescoço, ousou unir os lábios ao dela, mas a princesa abaixou o rosto, sem se afastar.

- O que estamos fazendo?- Daenys chorava assustada com toda a proximidade entre eles, os dedos de Eddard tocaram seu queixo.- Não podemos, não é certo Eddard...- ela sussurrou entre lágrimas grossas e pesadas, quase tão pesadas quanta a culpa que os cercava, mas não era capaz de se afastar, algo nele, e nela mesma, não permitia, Daenys recuou alguns passos até bater com os quadris na mesa do Pequeno Conselho e Eddard a prendeu ali, as mãos dele tocaram desde os fios que cobriam seus ombros até sua cintura, as mãos de Daenys ainda pousava sob a face do irmão, a diferença de altura entre eles a obrigava a olhar para cima e quando os lábios dele tentaram mais uma vez tomar os seus, ela dilacerou seu príncipe com suas palavras.- Somos irmãos...- aquelas palavras caíram sob eles com tanto pesar que Eddard recuou alguns passos, vendo a figura pequena da irmã sempre tão forte encolhida contra aquela grande mesa de madeira, as lágrimas grossas na face sempre tão brilhante o fez se sentir o mais cruel dos homens por arrasta-la para aquela sujeira junto com ele.

- O qual abominável...- Eddard sussurrou para si mesmo e Daenys tentou se aproximar dele.

- Eu não lhe odeio, não diga isso.

- Estava certa em fugir de mim, me perdoe por lhe amar assim, faria de tudo para evitar que acontecesse se tivesse a oportunidade.- quem agora recuava era Eddard, fugia de Daenys, fugia daquilo, não devia destruí-la, aquele era um erro seu, não precisava ser dela também.

- É meu irmão, prometeu que nunca me deixaria, podemos esquecer, podemos fingir que nunca aconteceu...- Daenys praticamente implorava e Eddard olhou para ela com pesar.

- Eu venho fingindo todo esse tempo Daenys.- Eddard segurou a mão dela, mantendo distância entre eles.- Eu jamais lhe deixaria, sou seu irmão.- aquelas palavras pareciam carregar mais significado para o príncipe do que para ela, como se ele tentasse convencer a si mesmo.

Deixou um beijo suave sob as mãos da irmã e a deixou ali sozinha, mais nenhuma palavra foi dita, não era necessário, eles fingiriam, sabiam dos seus deveres, e esconderiam qualquer verdade capaz de destruir o reino, mesmo que destruíssem a si mesmos antes. Eddard sempre a amaria, e Daenys sempre teria seu irmão.



O quão abominável é o homem que se deita entre os seus.



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