História Legacy - Capítulo 3


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Categorias Arrow, Supergirl, The Flash
Personagens Alex Danvers, Kara Zor-El (Supergirl), Lena Luthor, Maggie Sawyer, Personagens Originais
Tags Supercorp
Visualizações 236
Palavras 1.073
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Famí­lia, Ficção, Ficção Científica, Romance e Novela, Yuri (Lésbica)
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Esqueci de avisar, a história começa no meio do fim da segunda e no começo da terceira a temporada, algum elementos serão incluidos com o tempo. Obrigada pelos comentários!

Capítulo 3 - Onde é o incêndio?


Alura se sentiu desconfortável com todos aqueles olhos sobre ela. Havia chegado ao DEO a uma hora e ninguém falou nada para ela, apenas a deixaram sentada e seguiram para um canto para conversar, nem se deu ao trabalho de aguçar a audição para tentar escutar. Quando voltaram Winn e J’onn pareciam assombrados.

- Não consigo ler a mente dela. – Jonn assumiu serio. – Tem certeza que ela diz ser quem é?

- Ela sabe do Barry. – Alex respondeu.

- Pode ser um truque. – Winn falou compenetrado, viviam lidando com ameaças e deveria assumir que aquela garota era uma ameaça.

- De onde eu venho você é menos desconfiado. – Alura rebateu azeda. – Acho que ainda não é o Tio Winn que joga videogame comigo.

Pelo semblante de Winn, Alex percebeu que o rapaz estava convencido, talvez tenha sido o Tio, era um tiro certeiro.

- Se não é um truque, nos resta decidir se iremos chamar Kara ou não. – J’onn falou consternado.

- Ela merece saber. – Era arriscado, mas Alex não queria guardar esse segredo.
- Concordo com a Alex. – Maggie falou seria. – Alura não vai sumir e temos que saber como manda-la de volta.

- Kara vai saber lidar com isso. – Winn concordou.

Alura apenas ficou ali tremendo a perna ansiosa, sabia que naquele ano a mãe não estava na melhor forma e talvez fosse uma situação que iria piorar sua vida, odiou a se mesma por ser tão descuidada.

Alex foi designada para ligar para Kara, não entrou em detalhes, apenas disse que precisava da irmã o mais rápido possível. Não levou nem cinco minutos e Kara chegou vestida como Supergirl. Alura apenas olhou fascinada para a mãe, já havia visto ela com o uniforme inúmeras vezes, mas não deixava de ser incrível.

- Então, aonde é o incêndio? – Kara falou tranquila.

- Não há incêndio. – J’onn falou. – Na verdade é uma questão delicada que surgiu.

- Esta mais para problema que caiu de paraquedas. – Alura falou para si mesma, mas acabou atraindo a atenção de todos, inclusive de Kara.

- E essa quem é? – Olhou desconfiada para a loira, os olhos verdes eram familiares.

- Eu sou o problema. – Alura deu um passo a frente e decidiu assumir a culpa pela irresponsabilidade que havia cometido.

- Kara, essa é Alura. – Kara arregalou os olhos assustada. – Alura Danvers. – Alex falou tentando transparecer calma.

- Eu vim do futuro. – A menina acrescentou. – Acidentalmente. – Completou.

- O que? – Kara parecia em choque. – Você é...?

- Sua filha. – A garota tentou manter o contato dos olhos, mas estava envergonhada com a situação em que colocou uma das pessoas que mais admirava no mundo.

- Como assim? – Kara estava perto de surtar, não era possível, acabou de perder Mon-El e estava lidando com aquilo e do nada aparece uma garota que diz ser sua filha.

- Eu tive um acidente com um projeto de ciências. – Alura manteve a posição, queria dar espaço a mãe. – Um emissor de taquions instável.

- Ela é brilhante! – Winn soltou admirado.

- Não tão brilhante. – Alura refutou. – Não previ que a queda de energia iria desestabilizar a bateria, foi um erro estupido.

- Você não soa nada como eu. – Kara era emocional e artística, não era cientista, como o pai ou como os pais adotivos e Alex.

- Não muito, mas nos damos bem. – Alura disse.

Kara apenas encarou a garota, havia um conflito dentro de si. Sempre pensou em ter filhos, não que fosse algo para um futuro imediato e a única pessoas com quem ela acho que poderia ter um família era Mon-El, mas a terra não era mais o lugar dele. Em algum lugar no futuro ela conheceria alguém que a faria seguir em frente, que a faria continuar e por mais que fosse uma boa notícia, naquele momento era dolorosa a falta que sentia do ex namorado.

- Eu não quero impor nada. – Alura começou incerta. – Eu só preciso descobrir como voltar para casa, talvez eu precise de algumas horas para revisar a fórmula e analisar os materiais que eu usei, mas eu prometo que irei embora o mais rápido possível.

Aqueles poderiam não ser os olhos de Kara, mas Alex conhecia aquela expressão, Alura não queria ser um fardo, estava tomando para si a responsabilidade de resolver o problema e estava disposta a fazer isso sozinha.

- Você pode ficar comigo. – Alex se prontificou, Kara não estava preparada para aquilo e Alura precisava de um lugar para ficar.

- Não precisa. – Alura se apressou a dizer. – O DEO tem um dormitório, eu vou ficar bem, além do mais suas vidas não precisam para por minha causa. – A garota tentava soar divertida. – Eu me enfiei nessa confusão e vou sair dela.

- Não mesmo! – Kara suspirou. – Eu estou surpresa e talvez seja complicado me adaptar, mas você vai ficar comigo. – Falou decidida. – Meu apartamento não é grande, mas acho que cabe nos duas.

Alura queria chorar, mas apenas sorriu, genuinamente e aquilo embalou o coração de Kara, quase ao ponto de derrete-lo.

- Alura. – J’onn começou. – Faça uma lista dos matérias que precisa e iremos providencia para você, por enquanto será membro honorário do DEO.

- Eu ganho um distintivo? – A garota tentou.

- No maximo um crachá. – J’onn falou e a garota suspirou.

- Então que tal voarmos para casa. – Kara falou disposta a terminar o dia embaixo do cobertor.

- Sobre isso...- Alura parecia desconcertada. – Meus poderes são errantes. – Contou e todos a olharam com surpresa. – Eles ainda estão em desenvolvimento e como eu sou só meio Kryptoniana, vem e vão quando querem. – Falou cabisbaixa.

Era uma revelação e tanto, não haviam meios Kryptonianos disponíveis por ai para que se pudesse saber como as células se comportariam, absorveria a radiação do sol amarelo da mesma forma? Daria a mesma força e rapidez? Ou apenas faria dela uma humana mais forte.

Kara pode perceber o quanto aquilo chateava Alura e seu deu conta do por que dela se dedicar a ciência, um meio de ter controle de algo, quando seu próprio corpo estava em meio ao caos.

- Não tem problema, eu te levo. – Sorriu tranquilizadora.

Alura apenas concordou, era habitual a mãe a levar para voar, um momento que dividiam juntas e algumas vezes Alura podia voar lado a lado com ela.

Por fim deram a noite por encerrada e Kara levou Alura para seu apartamento para que pudesse dormir e descansar do dia agitado.



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