História Legacy - Capítulo 55


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Categorias Arrow, Legends of Tomorrow, Supergirl, The Flash
Personagens Alex Danvers, Kara Zor-El (Supergirl), Lena Luthor, Maggie Sawyer, Personagens Originais
Tags Supercorp
Visualizações 571
Palavras 3.652
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Famí­lia, Ficção, Ficção Científica, Romance e Novela, Yuri (Lésbica)
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


O que é isso? Dois dias seguidos de atualização? Isso mesmo 😀

Capítulo 55 - Calcinado


- Então Alexis, pensou em minha proposta? – A imagem de H'EL apareceu na tela, mesmo estando relativamente longe a imagem trazia um peso aos presentes.

- Eu me questiono as vezes por que faz perguntas as quais obviamente já sabe a resposta. – Alura disse tranquila.

- Você sabe como eu aprecio nossas conversas e lhe ver nervosa é sempre um sopro de diversão para mim. – Ele deu um sorriso mordaz. – E por isso eu a perdoo por ter atrasado meu projeto, você desperta meu lado mais bondoso.

- Acho que deveria reaprender o significado da palavra bondade. – Alura respondeu friamente, as pessoas na sala apenas observavam a cena quietos, Diana analisava o homem com cautela e ela sentia o poder que emanava dele assim como a Rainha Hipólita.

- Bobagem, isso é uma daquelas fraquezas humanas. – Disse displicente. – Alexis você vai levar esse cristal ao meu Arqueiro, apenas você e sem joguinhos. – Ele assumiu um tom profundo. – Eu tenho um plano de ataque se você estiver blefando e vai ser como a Lua Centúria toda de novo.

- Aquilo foi culpa sua H, eu estava falando a verdade, mas você não acreditou. – Alura cruzou os braços. – Mande o endereço que eu vou levar o cristal para você, sem jogos, sem planos, apenas o acordado.

- Eu não acredito nem por um segundo nas palavras que saem dos seus lábios pecaminosos. – Disse sereno. – Porém você deixa a vida interessante, hoje depois do por do sol, galpão seis das docas, o caminho vai estar livre para você.

- Terei o desprazer da sua companhia? – Alura questionou.

- Não sei, talvez faça uma surpresa, sinto falta das nossas lutas. – Ele deu algo perto de um sorriso. – Até breve pequena Alexis. – A imagem sumiu.

- É uma armadilha. – Kara disse convicta.

- Obviamente. – Alura concordou. – Ele esta mandando o Arqueiro então não quer um combate direto. – Disse pensativa. – Há algo mais em jogo.

- E mesmo sabendo disso você vai dar o cristal a ele? – Kara perguntou confusa.

- Quando ele disse que tem um plano de ataque não estava mentindo, ele não mente na realidade. – Alura contou. – Ele vai levar tempo para energizar o cristal e vamos usar isso para lidar com seu exército.

- Ele pode te matar. – Nora disse preocupada.

- Eventualmente sim, mas ele me fez uma promessa de que eu seria sua ultima morte, eu deveria assistir a ruina do mundo que eu tanto amava. – Disse serena. – Então como a maquina não esta pronta estou segura.

- Por que isso não é reconfortante? – Nora disse azeda.

Alura vestiu uma roupa tática básica do DEO, não havia símbolos ou insígnias, a única coisa que destoava era seu inseparável bracelete, que emitia uma luz azul intensa.

- Tenha cuidado. – Lena pediu e ajudou ela a ajeitar a roupa. – Seja a pessoa mais inteligente do lugar.

- Eu vou tentar. – Alura disse serena. – Você não parece esta perdendo a cabeça com isso.

- Estou tentando lidar com tudo isso. – Lena respondeu. – Decidi manter a mente aberta, tentar entender suas atitudes e escolhas, por que no fim as escolha seu suas.

- Belas palavras. – Alura deu um pequeno sorriso. – Meu amor por você não mudou Lena, isso é eterno e constante, vou tentar tomar decisões menos drásticas, mas não faço promessas.

- E apenas isso que eu peço querida. – Lena sorriu.

- Não baixe a guarda. – Kara pediu. – Se mantenha em alerta e a qualquer sinal de perigo mortal saia de la. – Ela assim como Lena estava tentando lidar com essa nova Alura e no momento apoia-la na missão parecia a melhor forma.

- Obrigada Kara, sei o quanto isso esta sendo difícil para você. – Alura sorriu para ela também.

- Não ouse morrer. – Nora falou seria. – Se o fizer eu mato você. – E com isso a puxou para um beijo.

- Eu não vou te deixar tão fácil assim Nona. – Alura a abraçou rapidamente e seguiu para sua missão.

O lugar indicado por H'EL estava vazio como prometido, estava escuro, mas como Alura estava em posse dos poderes dela isso não era problema. O silencio era arrepiante, nem mesmo os insetos pareciam querer ficar naquele lugar.

Seguiu a passos confiantes, já havia feito tantas missões suicidas que aquilo era uma voltinha no parque para ela. Ao longe viu uma luz fraca no galpão seis, havia apenas um batimento cardíaco no local e estava controlado, o Arqueiro não tinha medo dela.

Ao entrar no local o viu o homem idêntico a Oliver Queen parado a encarando, assim como a versão que ela conhecia.

- Você trouxe? – Ele perguntou direto.

- Não, vim até aqui apenas para rir da sua cara. – Disse sarcástica e viu a raiva nos olhos dele. – A pergunta foi idiota.

- Apenas me de esse cristal e nos dois podemos voltar as nossas misérias. – Dark Oliver disse soturno.

- O que H'EL ofereceu a você para que se aliassem? Ate onde sei ele odeia humanos. – Alura mexeu no cinto para tirar a caixa com o cristal.

- Ele se aliou a Overgirl. – Disse desgostoso.

- Entendi, você é só um inconveniente. – Alura seguiu ate ele para entregar a caixa.

- Pode se dizer que sim. – Concordou. – E por isso estou fazendo o trabalho de mensageiro.

- Deve ser bem enervante, ser o líder de uma grande pátria, totalitária e genocida, mas ter que fazer o que um alienígena insano manda. – Colocou o cristal na mão do Arqueiro. – Cuidado, ele se energiza com o contato com qualquer fonte de energia.

- Você não faz ideia. – Ele guardou o cristal no próprio cinto. – A única coisa boa disso tudo é que pelo menos ele vai acabar com a escoria imunda desse universo.

- Acho que ele...- Foi muito rápido, Alura mau teve tempo de piscar e uma grande onda de energia partiu do centro do galpão, não seria problema se a caixa com o cristal no bolso do Arqueiro não fosse danificada e o objeto que estava ali dentro absorver a onda.

Oliver a olhou com os olhos arregalados e Alura correu ate ele para pegar o cristal, mas foi tarde demais o objeto devolveu a energia absorvida como uma explosão calcinante, o Arqueiro não teve a menor chance, seu corpo foi carbonizado ali mesmo enquanto a garota assistia a tudo atônita.

- Precisava ter certeza de que era o cristal certo. – H'EL apareceu ao lado dela em meio as chamas causadas pela explosão.

- Eu estava me perguntando qual era o seu plano. – Alura disse enojada.

- Ele era dispensável. – Ele disse displicente. – Vivia reclamando dos meus planos e em como não estávamos cumprindo os dogmas do Nazismos, além do mais ele era casado com a minha Kryptoniana favorita.

- Você quer a Overgirl? – Alura o olhou incrédula.

- Ela é a companheira perfeita Alexis, ela é pura, tem a mente no lugar e como você não me quer precisava improvisar. – H'EL disse com humor.

- Você é doente. – Girou os olhos.

- Eu estou construindo um império Alexis e o que é um imperador sem sua consorte? – Sorriu mordaz. – Enfim, preciso ir você tem que lutar com uma esposa de luto.

- Mas o que...? – Assim como chegou ele sumiu, segundos depois Overgirl apareceu.

Alura jamais esqueceria a dor nos olhos de Overgirl e o grito engasgado em sua garganta, aquilo foi terrível, mesmo ela sendo uma nazista, mesmo sendo a versão perversa da sua mãe, aquilo ainda era doloroso.

- O que você fez? – Ela olhou para Alura com fúria nos olhos.

- Eu não fiz nada. – Se defendeu, mas a mulher estava fora de si e voou ate Alura para derruba-la, a garota mau teve tempo para se preparar para o impacto.

Foi como se um cometa acertasse seu peito, o folego deixou seus pulmões, segurou a mulher, mas ainda sim voavam pelos galpões, deu uma cotovelada nas costas da Overgirl para que a soltasse.

Com o impacto a mulher soltou Alura, mas não iria parar, seguiu novamente e agora partiu para o soco, a cada golpe a garota se defendia com maestria. Overgirl estava cega pela raiva, mas isso so a deixava mais forte.

Alura encaixou um golpe nas costelas da mulher e seguiu com um soco no queixo, Overgirl mesmo desnorteada voltou a ataca-la, era estranho para a garota ver tanta raiva em um rosto tão familiar, mas não podia abaixar a guarda ou seria derrotada.

O fluxo de radiação emitida pelo bracelete estava fraco e por isso Alura não estava aguantando muito bem a luta mesmo com a força normal de um Kryptoniano, estava em desvantagem e se não tivesse uma ideia imediatamente corria o risco de morrer.

Um novo impacto foi sentido, mas dessa vez não foi Overgirl e sim H'EL que a derrubou para absorver o golpe da furiosa viúva.

- Minha querida! – Ele disse segurando a loira. – Acalme-se.

- Ela o matou. – Disse com dor. – O tirou de mim. – Alura viu as lagrimas nos olhos dela.

- Mata-la não vai traze-lo de volta. – H'EL disse suavemente e a garota assistia a tudo incrédula. – Nos temos o cristal e a faremos pagar.

- A culpa é sua seu depravado, ele matou seu marido. – Alura cuspiu nervosa.

- Ele estava comigo a noite toda. – Overgirl disse. – Ele me prometeu que Oliver estaria seguro, mas foi você que o tirou de mim.

- Isso é insanidade. – Alura não podia acreditar que Overgirl poderia ser tão estupida para cair em um truque bobo desse. – Ele esta enganando você e nem foi um plano inteligente.

- Não quero mais ouvir suas mentiras. – Overgirl disse quebrada. – Você vai pagar sua aberração, vai perder tudo como eu e só depois vai conhecer o seu fim.

- Vamos Kara. – H'EL fazia bem o papel de bom samaritano consolador. – Daremos um despedida digna ao seu amado. – Com isso ele sumiu com a Overgirl e o corpo carbonizado de Oliver Queen foi junto.

Alura entrou na torre furiosa, mais uma vez H'EL saiu vitorioso e isso estava começando a desgasta-la.

- O que houve? – Kara perguntou preocupada ao ver o estado da filha.

- Aquele filho da puta, é isso que me aconteceu. – Disse nervosa. – Tudo isso foi a porra de um plano para se livrar do Arqueiro Dark, o bastardo me usou como bode expiatório e eu imbecil cai feito um patinho.

- O Arqueiro esta morto? – Oliver perguntou serio.

- Sim, foi calcinado pelo cristal. – Alura respondeu tirando a parte de cima da roupa tática, aquilo a estava incomodando bastante. – Overgirl veio para cima de procurando vingança. – Só de camiseta os outros puderam ver os hematomas e as cicatrizes dela.

- Todo esse trabalho apenas para eliminar um aliado? – Nyssa perguntou incrédula.

- Ele quer Overgirl como consorte, ela jamais ficaria com ele com o marido vivo, ela é leal. – Contou tentando manter o tom calmo. – Agora o caminho dele esta livre e Overgirl esta motivada.

- Isso é pífio, um motivo idiota para algo tão elaborado. – Diana disse séria.

- Esse é o nosso inimigo, ele é imprevisível por que nunca sabemos como ele vai agir, ele pode usar grandes espetáculos para pegar um fio de cobre e um plano simples para derrubar um governante. – Disse. – E mais uma vez ele me enganou.

- Lula, calma. – Nora pediu, ela era a única que conseguiria fazer Alura parar. – Você precisa de cuidados e de descanso.

- Eu preciso é bater naquele depravado ate a cabeça dele sair do pescoço. – Disse duramente.

- Talvez amanha, hoje você vai entrar naquele quarto e vai dormir. – Nora disse firmemente, Alura trancou o maxilar encarou a esposa que sustentou o olhar e sabendo que perderia aquela disputa seguiu para o quarto conforme Nora havia pedido.

- Até os maiores dos guerreiro se dobram a uma mulher de personalidade forte. – Hipólita deu um pequeno sorriso, Alura tinha uma fraqueza e isso poderia parecer perigoso, mas também era algo bom, alguém poderia traze-la a realidade em um momento critico.
[...]

Alura chegou em casa depois de um longo dia de trabalho e reuniões exaustivas, Lena havia dado mais responsabilidade a ela na L-Corp e como CEO da Starrware Industries era seu dever lidar com os novos projetos, mesmo com superpoderes, ela ainda se sentia esgotada. Só queria tomar um banho, beijar Nora e dormir o sono dos justos.

A casa estava estranhamente silenciosa e chegou a cogitar apurar a audição, mas fora o silêncio não havia nada de mais que justificasse aquela atitude, sua esposa provavelmente estava dormindo depois de passar o dia nos laboratórios Star onde trabalhava com o irmão e o pai.
Seguiu para a sala e acendeu a luz.

- Surpresa! – Sua família estava toda ali reunida, haviam balões coloridos por todos os lados, Nora segurava o bolo com um grande sorriso nos lábios.

- Feliz aniversário amor. – Ela foi ate Alura para que essa soprasse as velas.

- Mas meu aniversario não é hoje. – Alura disse confusa.

- Lula, você anda tão focada no trabalho que não se deu conta que hoje é seu aniversário. – Nora respondeu serena.

- Eu esqueci completamente. – Riu desconcertada e foi acompanhada por todos.

- Faz um pedido. – Kara falou abraçada a Lena que olhava alegremente para a filha.

- Mas eu já tenho tudo. – Sorriu. – Que tal meias? – Disse pensativa e então soprou as velas ao som de palmas alegres.

- Henry pega o bolo, por favor. – Nora pediu, tinha que abraçar e beijar a esposa e assim o irmão o fez. – Parabéns Lula. – A velocista a beijou com paixão e Alura retribuiu na mesma intensidade.

- Arrumem um quarto! – Hunter gritou do fundos e as pessoas riram ainda mais.

Alura estava sentada em sua poltrona favorita conversando com Lena, as duas  discutiam negócios para o horror de Kara.

- Não, por favor, hoje não. – A loira pediu fazendo bico. – Isso é uma comemoração e não um coquetel empresarial.

- Mas são assuntos importantes. – Alura disse. – Preciso atualizar a mamãe sobre as reuniões de hoje.

- Para isso existem memorandos e relatórios. – Nora chegou trazendo um prato generoso de salgadinhos e cerveja para a esposa.

- Obrigada amor. – Alura sorriu e Nora se sentou em seu colo.

- Nora esta certa, amanha vocês podem conversar sobre números e patentes. – Kara disse decidida. – Hoje é dia de celebrar a vida da nossa filha e ter conversas idiotas sobre as coisas constrangedoras que ela fazia quando era pequena.

- Mãe, todo mundo sabe das coisas constrangedoras que eu fazia quando pequena. – Alura sorriu. – Vocês faziam questão de registrar e mostrar a todos nos almoços e jantares que tínhamos juntos.

- Sim, mas agora é uma nova perspectiva, já que você é adulta e pode perceber todas as besteira que fez. – Lena riu divertida. – Se dar conta de como deu trabalho para sua mãe e eu.

- Ultraje, eu fui uma criança comportada. – Alura fez bico.

- Se por comportada você quer dizer fazer uma bomba de cheiro é soltar na sala de aula ou construir um pequeno foguete que por um acaso derrubou um balão meteorológico, então sim, você era. – Lena disse arrancando risos de Kara e Nora.

- Foram acidentes. – Alura disse displicente. – Normal para uma criança.

- Uma criança gênio você quer dizer. – Kara sorria. – Ainda bem que eu sou a Supergirl ou as coisas em casa seriam mais difíceis. 

- Acho que é hora dos presentes. – Nora disse animada.

- Vocês são meu maior presente. – Alura disse serena, realmente não se importava  com isso.

- Nos sabemos, são apenas mimos. – A velocista disse sorridente.

Cada um trazia o seu presente, Alura abria, e sempre sorria largamente para o conteúdo da caixa, ganhou livros, chocolate, portas retratos, miniaturas de naves, coisas que ela gostava e que a remetia a quem deu o presente.

A ultima pessoa a trazer um embrulho foi Nora, Alura sorriu apaixonada para a esposa, ficaria feliz apenas com um beijo, mas se sua amada fez questão de lhe dar um presente, tinha certeza que amaria.

Não era um pacote grande, mas era caprichado, nas cores favoritas de Alura, verde e azul. Abriu com cuidado e ao ver o que tinha na caixa não entendeu o que era.

- Hmm, amor, acho que eles não me servem. – Tirou os sapatinhos da caixa, eram brancos e delicados.

- Definitivamente, mas acho que vai servir em nosso filho. – Nora disse com um brilho nos olhos enquanto tocava o ventre.

- Você...? – Alura a olhou surpresa.

- Sim, você sempre disse que queria surpresa então, aqui esta. – Sorriu emocionada.

Alura se levantou e foi abraçar Nora, seus olhos estavam emocionados, definitivamente aquele era o melhor presente de aniversario que poderia ganhar e sua família concordava por que aplaudiram animados a novidade.
[...]

- Lula! – Nora a chamou de madrugada, a loira dormia serenamente, mas abriu os olhos ao ouvir o chamado da esposa.

- Sim. – Disse sonolenta e se sentando na cama.

- Amor, eu estou com desejo. – Nora disse em um tom inocente.

- Claro que esta. – Alura sorriu divertida. – E qual é o desejo de hoje?

- Abacate com geleia de tomate. – Disse com um leve constrangimento.

- Isso é bem incomum. – Alura ficou seria, pensando onde iria arrumar aquilo. – Não faço idéia de onde vou achar isso. – Disse se levantando da cama, vestiu a calça que deixava preparada na poltrona perto da cama.

- Não demora amor, eu to salivando. – Nora pediu em um tom manhoso e Alura apenas sorriu.

Nessas horas poder voar parecia trapaça, afinal ela poderia ir a qualquer lugar do planeta procurando a tal geleia de tomate que Nora queria. Graças a Rao não precisou ir muito longe, havia um mercado no centro que tinha artigos diversos e ficava aberto vinte e quatro horas.

Entrou e começou a procurar, esse não era o primeiro desejo estranho que Nona tinha, da ultima vez foi sorvete de laranja e batata frita, Alura teve que admitir que aquele desejo não foi ruim já que até ela aproveitou.

O lugar estava relativamente movimentado, aparentemente as pessoas gostavam de fazer compras de madrugada. Estava no corredor de artigos importados quando foi abordada por um rapaz sorridente que parecia bem feliz em ver ela.

- Boa noite. – Ele disse cortes.

- Boa noite! – Alura retribuiu educadamente e voltou sua atenção para a gôndola.

- Então, gosta de fazer compras a noite? – Perguntou animado.

- Não, acontece que minha esposa esta gravida e teve um desejo incomum. – Disse tranquilamente.

- Esposa? – Ele parecia desconcertado.

- Sim. – Alura sorriu e mostrou a aliança grossa no dedo. – Você por acaso sabe onde encontro geleia de tomate?

O rapaz disse que não e saiu apressado dali, Alura apenas riu e continuou a sua procura. Achou a tal geleia escondida na ultima parte do corredor, conferiu a validade e seguiu ate a sessão de frutas, pegou o abacate e foi pro caixa.

Nem uma hora depois de ter saído voltou para a casa com o pedido de Nona. Ela a estava esperando na sala com um sorriso de expectativa, quase derrubou Alura quando essa estendeu a sacola, pegou as compras e correu para a cozinha.

Alura apenas seguiu tranquilamente a esposa e encostou no batente ao ver ela comer a mistura estranha com gosto. Ela estava no quinto mês já e sua barriga protuberante era a melhor coisa que Alura já viu, ela estava linda.
[...]

Ter a pequena Lyra nos braços foi um sentimento surreal para Alura, ela era linda, se parecia tanto com Nora, havia acabado de nascer e já era a criança mais amada do universo. A loira sentia os olhos molhados de emoção e beijou a cabecinha da filha com amor.

- Bem vinda ao mundo coração. – Falou suavemente. – Quero que saiba que é amada por suas mães e que faremos o melhor por você. – A menina abriu os olhinhos curiosa e Aly pode ver que os olhos eram os dela.

- Lula! – Nora chamou em tom cansado, caminhou até a cama onde a esposa estava e sentou ao lado dela com o bebê no colo. – Ela é linda! – Disse emocionada ao segurar a menininha nos braços.

- Como a mãe dela. – Alura deu um selinho nos lábios de Nora. – Obrigada amor por isso, somos uma família agora.

As manhas naquela casa eram preguiçosas, bom, pelo menos para uma parte da familia, enquanto Nora e Lyra eram pessoas matutinas, levantavam animadas e dispostas, a menina de sete anos ajudava a mãe a fazer o café da manha reforçado que sempre tomavam.

Já a outra metade era mais lenta, Nora sempre acordava os dois filhos pela manha para se prepararem para escola, porem seu caçula Bart sempre seguia sonolento para o quarto do casal e se deitava na cama com sua mãe Alura, a loira embalava o filho manhoso até que a velocista gritasse da cozinha para que levantassem ou perderiam a hora.

Era uma vida bem comum, mesmo com toda a historia de super heróis, vilões, viagens no tempo. Eram uma bela família e agradeciam todos os dias por isso.
[...]

Acordou assustada, suspirou e esfregou os olhos. Aquele sonho era recorrente, desde a explosão que a lançou ao futuro que Alura sonhava aquilo, seus dois filhos, Lyra e Bart.

E a cada sonho ficava ainda mais doloroso para ela, era uma felicidade que não alcançaria, o sorriso puro que dava a Nora quando ela anunciava a gravidez jamais sairia dos seus lábios por que ela estava imunda de sangue e morte.

Sentia as lagrimas queimar os olhos, ela se tornou um monstro e como um monstro não poderia dragar almas inocentes a sua orbita, lança-los na escuridão que a rodeava, todas as noites que via Nora dormir ao seu lado se sentia a mais egoístas das criaturas por deixar que ela presenciasse suas atrocidades.

Alura tinha muito sangue nas mãos e aquilo estava começando a cobrar o seu preço queimando o que ainda restava da sua alma.



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