1. Spirit Fanfics >
  2. Legend of Lunar Life - Predestined Souls >
  3. Denying The Obvious Doesn't Always Work

História Legend of Lunar Life - Predestined Souls - Capítulo 8


Escrita por:


Notas do Autor


Mais um capitulo porque eu sou maluca e sumo por dias :v

Finalmente Lux e Sylas interagindo? Ou quase hehe

Aproveitem o capitulo u.u

Capítulo 8 - Denying The Obvious Doesn't Always Work


Fanfic / Fanfiction Legend of Lunar Life - Predestined Souls - Capítulo 8 - Denying The Obvious Doesn't Always Work

No outro lado da cidade Sylas entrava nos esgotos da cidade de Demacia, já estava acostumado a eles, e bem, a Luxanna em seus braços não podia reclamar de estar ali, afinal ele mesmo a carregava em silencio, evitando que a água suja tocasse nesta. Não pode evitar olha-la por um momento, para checar seu estado e logo se deparou com um rosto doce tentando parecer indignado consigo. Era divertido pensar que aquela cara de indignação se dirigia a ele, ainda mais quando ela mesma havia sido a responsável por ele saber cada uma das rotas de fuga da cidade. Tantos livros e informações levadas até si por ela... Odiava se lembrar daquela prisão, mas vez ou outra via-se pensando e relembrando sobre quando ela ia até si e sempre havia um sorriso se formando em seu rosto ao lembrar.

Suspirou cansado, havia sido difícil chegar até o quarto da menor em seus braços, os corredores esquecidos a séculos estavam emaranhados por teias e até mesmo alguns animais selvagens atrapalharam seu caminho. Porem era recompensador ter passado por tantos tuneis e caminhos estreitos, apenas por tê-la ali consigo. Ainda estava fresca em sua mente a cena que viu naquele quarto. O noxiniano estava pronto para mata-la, levado por uma raiva que ele mesmo conhecia, afinal, ele próprio quase a matara pelo mesmo motivo, porem naquele momento se viu movendo-se de forma automática, ao bloquear as laminas do assassino. Se perguntava por que? Mas não queria considerar a resposta. Mesmo que o motivo estivesse em seus braços, ou que suas pernas o tenham levado até aquele quarto. Era preferível negar.

“Me tirou de meu quarto apenas para ficar em silencio?”a voz doce ecoou baixa, ainda possuía um tom suave mesmo irritada.

“Ainda não. Tem algumas pessoas querendo te ver centelhazinha.” foi o que ele se dignou a responder.

“Eu posso andar.” resmungou, embora não tentasse sair do lugar onde estava“Sylas?”

“O que?”indagou olhando-a de leve.

Ela parecia cansada, talvez por estar em contato com as correntes que pendiam nos pulsos do mais velho, porém o olhava com uma determinação inabalável. Era raro vê-la desse modo e ele perdeu o ar por um momento, parando de andar, enquanto ela descia de seu colo, o som de seus pés batendo na agua o acordou. Odiava como podia ceder rapidamente próximo dela, como quase se esquecia de que ela era uma Stemmaguarda, do que isso representava dentro dos muros daquele local. Sentiu as mão pequenas se apoiarem em si, ela estava pálida.

“Precisa parar de fazer isso... Roubar minha magia.” murmurou suavemente, irritada, mas fraca demais para demonstrar com clareza “Céus Sylas, eu sei andar e você sabe que suas correntes... Apagam minha luz.”

“Você podia reclamar menos. Eu salvei sua vida lá atrás.” – resmungou revirando os olhos, mas o tom de voz rude não chegava nem perto do habitual – “Consegue andar ou quer parar e esperar seu irmão?”

“Ele não virá, você sabe.”foi a resposta cansada que obteve enquanto ela se pôs a andar.

Sylas sabia bem disso, afinal ainda se lembrava do dia em que virá ela na floresta. Mas não podia se descuidar, Garen ainda era um dos porcos demacianos, e bem, a garota a sua frente também era. Porém ao menos ela havia mostrado estar ao seu lado, diferente do irmão que até mesmo naquele quarto estava pronto para mata-lo. Estava cansado de andar, mas observava a menor tomando a liderança tão confiante do caminho a traçar, rindo suavemente sem emitir som algum, Lembrava perfeitamente de como quase a matou e de como ela voltou a ser a sua centelhazinha no mesmo dia.

 

_Flashback On_

 

O dia estava nublado, e o acampamento não se encontrava em seu melhor humor, afinal todos ali já estavam cientes do que demacia estava fazendo. Ela se pusera a caçar os magos que remanesciam em seus muros, não poupando esforços para os prender. Eles estavam novamente, arruinando ainda mais vidas, e claro, todos ali se sentiam culpados, afinal de contas, só estava a acontecer porque eles se rebelaram. Porque alguém entre eles desobedecera e matara o rei Jarvan IV, aquilo fazia os nervos de Sylas aflorarem em um ódio profundo, mas ao mesmo tempo, ele não podia culpar nenhum deles, sabia o ódio que corria na veia de cada um ali presente, porque sentia seu próprio ódio o corroendo naquele momento, sentia que precisava agir e rápido. Mas como fazer isso? Sem causar ainda mais mortes dos seus.

Claro, ele queria que Demacia caísse, que os porcos sentissem sua dor, mas ao mesmo tempo, não gostava da ideia de ver os seus se machucando. Não, aquilo era tudo o que ele menos desejava, todos ali já haviam sofrido o suficiente. Suspirou sentindo que a chuva viria em breve, se dando um momento para ouvir a floresta ao seu redor, contemplando os sons despreocupados dos animais que corriam livres por essa. Liberdade pela qual ele mesmo tanto ansiava. E então endireitou sua postura, fazendo todos se calarem com um único gesto, havia alguém se aproximando dali. Alguém não, muitos, havia muitos sons de passos e pessoas, se esforçando para serem silenciosas, sem muito sucesso.

Então todos os presentes se preparam para mais um dos possíveis embates que viria a seguir, como todos os outros até que tivessem alcançado aquele desfiladeiro. Era uma pena que tivessem que se mover novamente, estavam gostando de ficar no local, afinal a caça ali era boa e proporcionava comida a todos, bem como as encostas do desfiladeiro em si, davam bons abrigos da chuva em sua cadeia de cavernas, que os mantinha aquecidos quando as fogueiras eram acessas. E então a voz ressoou, mais próxima e consequentemente mais audível para si. Luxanna. Ele tinha certeza de que ela era e sentiu seu corpo relaxar por um segundo, mas então voltou a posição atenta e pronta para o combate, haviam muitos com ela. Tinha a péssima sensação de que ela o virá capturar pessoalmente, a ideia lhe desceu amarga pela garganta.

Quando os sons dos passos ficaram ainda mais altos, ele se preparou. Os cabelos loiros, brilhando ao sol chamaram sua atenção e num movimento brusco, lançou suas correntes, prendendo-as contra a rocha de onde ela surgia, levando seu peso até a garota. Atingiu-a com força, jogando a mais nova ao chão enquanto seu joelho pressionava com força a barriga desta, que não evitou a careta de dor que formou-se em seu rosto delicado. Segurando a ânsia de vomitar – aquilo que não havia em seu estomago – a menor gemeu em dor profunda, sentindo o peso acima de si lhe sufocar. Sabia que havia quebrado algo, ou ao menos deslocado, mas estava exausta demais para falar. Principalmente depois do golpe recebido. Abriu os olhos, encarando as orbes azuladas deste, a dor visível em seu rosto e olhar, enquanto sua mão livre erguia-se, tocando o rosto do abjugado com ternura. Sentiu sua magia se esvaindo e então a escuridão lhe abraçou.

Sylas observou enquanto a mão desta caia sobre o próprio peito, inconscientemente afrouxando a pressão e o peso colocados sobre o corpo frágil abaixo de si. Havia roubado a magia dela, mas não esperava vê-la desmaiar diante a isso e o toque. O toque dela em seu rosto, ainda estava quente. Livrou-se dos pensamentos, enfim olhando para a frente, ao se levantar, saindo totalmente de cima desta. Viu que seus homens cercavam civis e não guardas como era o esperado. Franziu as sobrancelhas confuso por um instante, ela não havia vindo lhe capturar? Quem eram aquelas pessoas diante de si? Notou, atento, quando uma criança se destacou entre os adultos, correndo até a Luxanna, se ajoelhando ao lado dela em pânico.

“Lux... Tia Lux...” o pequeno chamou, insistente, não obtendo resposta alguma – “Por favor, você não pode morrer!” – ele se desesperou, tocando a área que começava a tomar um tom amarelado, onde seu joelho acertará – “Tia Lux!!”

E então Sylas sentiu, a magia fluindo naturalmente da criança a sua frente, cura, esse era o dom do pequeno menino que parecia desesperado ao tentar ajudar a Stemmaguarda, e não entendeu direito, até que entendeu o motivo por tras daquela reação – ela não havia apenas desmaiado como ele suporá inicialmente – quando a garota de cabelos dourados, cuspiu sangue, seu corpo frágil convulsionando por um momento enquanto seus olhos mantinham-se fechados e a dor voltava a seu semblante antes calmo.

“Merda.” foi o que consegui resmungar ao se abaixar, colocando o peso acima dela para impedir que continuasse a convulsionar “RITTA, MAYA, SYLVER! VENHAM AQUI AGORA!”rosnou irritado assuntando o menor.

“Isso é culpa sua!”foi a resposta agressiva da criança enquanto ainda a curava, encarando-o com ódio “Ela impediu os soldados fora da cidade! Lutou com eles! E se feriu por nós, pra trazer-nos aqui!” lagrimas se formavam no rosto dele “E VOCÊ A ATACOU!!”

O maior apenas ignorou os gritos dele, usando ele mesmo algumas das magias de cura que havia roubado recentemente, embora sua expressão estivesse seria, sentia que poderia morrer a qualquer momento, tamanho era a dor em seu coração. Sentiu-se ser puxado para longe e por um momento quis socar quem havia ousado tal feito, mas aquietou-se ao ver Sylver abaixando-se e rapidamente a estabilizando. Quis gritar quando ele a pegou nos braços ainda cuspindo sangue, mas conteve-se. Confiava nos seus e sabia que eles iriam cura-la, não importa o quanto demorasse. Virou-se para os presentes, aqueles que haviam a seguido até ali respirando fundo.

“Quem vai ter a honra de explicar?” indagou mais calmo, agora sentindo os veios de magia presentes em todos“Parece uma boa historia.”

“Ela nos salvou, a todos nós.”um homem colocou-se a frente, puxando a criança para si“Quando os soldados foram ordenados a caçarem os magos, Luxanna bateu a nossas portas, trouxe-nos esperança e então segurança. Ela escolheu nos ajudar.” afirmou olhando os outros quase vinte magos atrás de si e respirando fundo“Ela matou para nos salvar, estava traumatizada, aflita, mas ainda assim nos trouxe até aqui. Mesmo ferida e cansada. Lux guiou cada um de nós.”

Sylas sorriu com as palavras sinceras, relaxando por um momento. Sua centelhazinha ainda era sua. Ainda brilhava em meio a toda escuridão. Mas então a culpa também recaiu em seus ombros, ele havia a machucado. Havia sido o monstro que todos acusavam-no de ser, com a única pessoa que jamais desejara demonstrar tal face.

 

_Flashback Off_

 

Sylas sentiu um arrepio subir-lhe pela espinha com a lembrança, de repente o toque suave em seu rosto parecia ter voltado. Parou por um momento, recuperando-se, ao colocar as mão no rosto, não podia ceder aquilo. Não podia sentir. Voltou a andar, antes que ela sequer notasse o que havia se passado. Apenas os passos deles eram escutados pelos longos corredores dos esgotos, já que ambos mantinham-se em um silencio profundo. Sylas iluminava o caminho suavemente, ao usar um pouco das habilidades da menor, as quais havia roubado a pouco.

 

_Lux PoV On_

 

O silencio que eu tanto amava quando estava em casa, começou a pesar naquele local, eu sentia que precisava falar algo, mas ao mesmo tempo, não o via a semanas e do nada ele simplesmente invadira meu quarto, aparecendo ao empurrar a parede ao lado do armário. E para piorar a situação já complicada, havia a salvado novamente, ao evitar que as adagas de Talon atravessassem seu rosto e peito. Podia tentar culpa-lo, mas eu sabia que minha magia havia apenas falhado. Suspirei, cansada da situação, era apenas ele afinal.

“A quanto tempo vinha planejando meu sequestro?” indaguei, tentando amenizar o clima pesado“Sabe, você parecia conhecer mais do que bem os caminhos pelos quais me carregou.”

“Hum, não é como se você tivesse reclamado enquanto estava em meu colo.” comentou tentando brincar, mas apenas conseguindo me fazer corar“Huh... Bem, Sylver queria ver você, ele me fez decorar cada maldito mapa.”

“Oh, não sabia que era ele. Esperava isso da Maya ou mesmo das crianças, mas o Sylver? O que ele quer comigo?”não pude conter a curiosidade.

“Acho que eu não posso estragar a surpresa, seria morto.” afirmou, a expressão seria escondendo um sorriso“Não seja tão curiosa centelhazinha, logo você vai descobrir.” comentou, dessa vez realmente sorrindo.

“É. Eu vou.” murmurei ao acelerar os passos, era minha vez de corar “Não conhece nenhum atalho nos mapas que decorou?”tentei desviar o assunto ao me manter a frente dele.

“Não, na verdade, já estamos nele, se eu demorasse mais do que o tempo que esse caminho leva, eles iriam nos resgatar.”contou dando de ombros, me puxando ao apontar outra passagem, escondida por algumas eras selvagens“Aqui, isso nos leva até eles mais rápido.”

Concordei, o seguindo em silencio pelo caminho que indicava, apesar de que após afastar as eras espinhosas, este tenha se mantido atrás de mim. Eu conseguia escutar melhor seus passos, agora que a água lamacenta do esgoto não era tão alta, e isso me deixava mais calma, enquanto usava minha magia para iluminar o caminho a frente. Apesar disso, eu ainda me sentia nervosa na presença deste, Sylas podia tentar ser agradável próximo a mim, mas ainda assim, meu corpo carregava o medo inconsciente dele. Ainda me lembro das duas ocasiões em que ele havia me atacado, e nenhuma delas foi menos dolorosa. Aquele era um lado que ele nunca havia mostrado. Um lado ao qual eu temia profundamente. Acima da admiração que sentia por sua causa ou por si mesmo.

“Lux. Porque está tão pensativa?” a voz dele me trouxe de volta ao momento em que estávamos“Você esta tremendo.”avisou serio.

“A água esta fria, deve ser por causa da chuva.” – menti, mordendo o lábio, uma mania horrível que sempre me entregava.

“Certo. Frio então.”ele suspirou, me conhecia o suficiente para entender o que se passava, mas ainda assim retirou o casaco, colocando-o sobre meus ombros“Vamos, estamos quase na saída.”afirmou ao colocar-se nos guiando dessa vez.

Apenas o segui, me encolhendo ainda mais sobre o casaco depositado em meus ombros. Estava quente e confortável, ainda emanando o calor do corpo dele. Coro ao notar o que estou pensando, escondendo o rosto nas peles que rodeavam a gola, sentindo o cheiro deste, amadeirado, nem doce e nem amargo, apenas... Confortável. Abafei um grito, mordendo o lábio, odiando os pensamentos em minha mente, eu não podia me sentir assim. NÃO ME SENTIA ASSIM!

E então a luz veio, mais forte do que eu esperava, a chuva havia cessado e o sol estava nascendo ao longe, estávamos fora da muralha. A luz solar me aqueceu, e eu me senti leve. Livre das preocupações que me prendiam naquela cidade. Ali fora, eu era apenas eu. Observei a floresta enquanto um sorriso se formava em meus lábio e num impulso, peguei a mão do mais velho, o puxando rapidamente. Queria rever todos o quanto antes.

 

_Lux PoV Off_


Notas Finais


Eu deixo vocês matarem ele e aceito sugestões alias...


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...