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História Legends Never Die - Capítulo 3


Escrita por: Jiratsu-sama

Capítulo 3 - De Volta ao Lar


Capítulo III


O Sol surgia lentamente por trás das colinas, e seus raios infiltravam-se nas pequenas aberturas das frestas de madeira de cada casa e prédio da pequena Aldeia na qual Tsunade e Koji estavam hospedados. Próximo das seis e meia da manhã, Koji foi o primeiro a acordar, seus olhos abriram-se com forme seu melhor tempo, e seu corpo estava completamente relaxado naquele colchão macio e com um aroma de amaciante de roupa. O típico cheirinho doce que os lençóis ficam ao serem recém lavados.

Quando estava na Kara, o homem mal dormia algumas noites por sempre estar atento aos seus inimigos e ambições, e quando conseguia dormir acabava tendo pesadelos que o assombravam, impedindo-o de ter uma boa noite de sono. Longe da Kara, Kashin Koji conseguia sentir-se como um homem normal, mesmo que ele não se considere um humano.

Koji levantou-se, permanecendo sentado no colchão, e desse jeito ele pôde ter um bom acesso ao corpo de Tsunade, que ainda estava dormindo em um sono profundo. Por uma razão desconhecida, Koji ficou admirando o rosto adormecido de Tsunade, memorizando alguns traços daquele rosto tão branco e delicado, mesmo que a idade dela fosse mais avançada.

Algo beliscou a lateral da cabeça de Koji, e imediatamente ele pressionou sua mão no local como se essa fosse uma solução para aliviar a dor. De repente, o homem ouviu uma voz no seu subconsciente, uma voz de mulher, super semelhante a voz de Tsunade.

”Por favor, volte vivo...”

— De novo, não. — Resmunga Koji indignado por estar ouvindo aquela voz outra vez, como se estivesse presenciando algumas lembranças de Jiraiya.

Esses fenômenos aconteciam nos momentos mais inesperados, e Koji quase nunca conseguia impedir isso. Ele era obrigado a ouvir os pensamentos de Jiraiya, e até mesmo a voz dele conversava consigo usando palavras sem nexo. Aquela foi a primeira vez que Koji ouviu uma voz diferente sem ser a do Sannin falecido, dessa vez, pareceu ser a voz de Tsunade. “Provavelmente deve ser outra memória deles no passado.”

O sol transpareceu mais forte da janela, e seus rádios bateram no rosto de Koji com agressividade, fazendo-o apertar suas pálpebras para evitar do brilho ofuscar sua visão. Suspeitando de que seria sete horas da manhã, Koji engole seco e tenta acordar Tsunade cutucando seu ombro. Ele estava com vergonha por estar a tocando, pois não está acostumado em estar acompanhando uma mulher e ainda por cima ter que toca-la. Desde que foi criado o albino já estava acostumado a viver sozinho.

— Tsunade. — Koji a chama com sua voz grogue.

— Jiraiya!

Tsunade levanta assustada e ofegante, como se tivesse saído de um pesadelo. Koji ficou sem reação, mas mantém sua postura de “guarda” e seu rosto sem expressão. Tsunade olha Koji por alguns segundos completamente confusa, até que ela se lembra de tudo o que ocorreu no dia anterior.

— Me desculpe. — Tsunade suspira com a mão direita em seu peito sentindo seus batimentos cardíacos acelerados. — É que, eu estava sonhando, e quando ouvi sua voz... Achei que era ele.

Outra vez um sentimento de culpa e amargura atormentou Koji imensamente. Ele odiava ficar desse jeito, e isso apenas o deixava com mais vontade de encontrar Amado e descobrir sobre o que está acontecendo com seu corpo.

— A dor será mais impulsiva se continuar a viver no passado.

Tsunade ficou sem jeito por Koji ter falado daquela maneira tão fria para ela, mas era só questão de tempo para a Godaime se acostumar. Koji é um homem frio, sério e com suas próprias ambições, muito diferente do homem que Jiraiya foi.

— Tem razão. — Concorda Tsunade, apesar das palavras dele terem sido um pouco arrogantes, Koji estava certo. — Não posso ficar me lamentando pelo o que aconteceu no passado. É que o laço que eu tive com o Jiraiya foi algo tão intenso que não é fácil de superar, principalmente quando você nutri algum tipo de amor... — A última palavra Tsunade quase sussurrou, mas Koji conseguiu ouvi-la perfeitamente.

— Isso é tão melancólico. — Koji revira os olhos entediado.

— Humanos são assim, não fico surpresa de uma pessoa feita à base de experimentos científicos entenda algo sobre o assunto.

Koji lança um olhar repulsivo para Tsunade, mostrando o quanto ele ficou furioso por ter sido tratado como indiferente por não ser um humano verdadeiro. A Senju, por outro lado, sorriu debochada.

— Viu? É assim que eu me sinto quando você é rude comigo. — Ela lança deixando o albino sem palavras.

O homem bufa irritado deixando Tsunade se divertir com a sua irritação, mas após alguns segundos eles focam no seu real objetivo: Ir para Konoha. Tsunade termina de arrumar suas malas, e Koji a aguardava na porta usando sua capa preta da Kara com o capuz em sua cabeça para manter seu disfarce, pois para ele as pessoas descobrirem sobre sua identidade poderia prejudicá-lo mais ainda.

— Vamos? — Koji pressiona a loira.

— Er... É melhor você pular a sacada. O dono da pousada não sabe que eu hospedei mais uma pessoa no meu quarto, e se ele descobrir vai me cobrar mais caro. — Diz Tsunade sem jeito.

— Tudo bem. Te encontro lá embaixo.

Koji segue para a varanda e Tsunade o observa em silêncio, vendo o homem desaparecer com sua capa balançando contra o vento. Após dar um profundo suspiro, Tsunade vai embora do quarto e desce as escadas até a recepção, pagando sua hospedagem para a mulher encarregada do salão e então foi ao encontro de Koji logo na entrada da pousada.

Ambos seguiram por ruas mais desertas, para que Koji não chamasse muito a atenção por estar usando uma capa em plena luz do dia e em um clima de calor. Mas assim que eles cruzaram o porta para a estrada de terra em meio à natureza Koji se viu mais livre para tirar a capa e seguir o caminho em harmonia, sem ter mais preocupações.

As vezes, sem que ele percebesse, Tsunade o observava discretamente com o canto dos olhos, conhecendo os contornos do rosto de Koji, encontrando mais semelhanças entre ele e Jiraiya. Isso causava borboletas em seu estômago, pois muitas lembranças entre ela e o Sannin retornavam a sua memória fazendo seu coração disparar em uma sensação de saudade e luto.

— Por que está tão quieta? — Pergunta Koji sem precisar olhar para a loira.

— Por nada. — Responde corada.

— Você costuma ser tagarela, tem certeza que nada te incomoda?

— Pensei que não gostasse de eu falar muito, já que todos os meus assunto são referentes a você ser feito do DNA do meu falecido amigo de batalha.

— E não gosto. Só que esse silêncio está deixando uma tensão no ar, e isso está me incomodando.

— Bem, já que está afim de conversar, que tal me falar mais sobre a Kara? Você está do nosso lado agora, certo?

— Acho que não tenho escolha.

Uma boa parte da história da Kara foi contada para Tsunade, e Kawaki foi mencionado no meio. Naruto havia mencionado sobre um tal de garoto chamado “Kawaki” e que ele havia o “adotado” depois que o mesmo foi encontrado por Boruto a uma semana atrás. Tudo fazia mais sentido para Tsunade, pois ela havia recebido mais informações, e agora poderia tratar esses assuntos com Naruto assim que chegar em Konoha.

***

Após treinar Sarada e dar algumas dicas de como aperfeiçoar seus golpes de taijutsu para a jovem Uchiha, Natsumi retornou para casa e fez seu próprio almoço. Por ser quase uma hora da tarde Shizune estava no seu plantão no hospital, e retornaria apenas oito da noite. A jovem Kunoichi teria a casa toda para ela.

Enquanto saboreava sua massa com legumes e carne ao molho shoyo, a campainha de sua residência tocou por toda a casa, anunciado a chegada de alguma visita. Natsumi foi atender com o garfo em sua boca para manter o gosto do molho em seus dentes, e ficou animada em descobrir que era Mirai, sua amiga de infância e filha do falecido Asuma Sarutobi.

— Mi-chan!

— Pelo visto cheguei só na hora do rango. — Comenta Mirai ao percebendo o garfo na boca de sua melhor amiga.

— Ainda sobrou algo na panela, pode entrar!

Natsumi sempre ficava empolgada quando recebia a jovem Sarutobi em sua casa, pois ela era uma das poucas kunoichi de sua geração que a compreendia e ficava do seu lado nas horas mais sombrias. O que fez as duas garotas terem um forte laço de amizade é a questão de seus pais terem sido mortos por integrantes da Akatsuki, Asuma por Hidan, e Jiraiya por Pain. Elas compartilhavam de um luto semelhante, o que fez ambas preencherem o vazio em seu interior pela grande amizade que elas construíram.

— Eu já almocei, mas agradeço o convite. Trouxe isso para você. — Mirai entrega um pequeno buquê de rosas brancas para Natsumi. — Sinto muito não ter te acompanhado até o túmulo do seu pai na data do aniversário, eu estava em missão naquele dia.

— Tudo bem, a sua mãe havia me informado. — Natsumi aceita as rosas deixando o buquê dentro de um pote com água. — Mais tarde eu vou no túmulo e deixo as rosas lá. Tenho certeza que o papai vai adora-las.

— Ocorreu tudo certo na sua visita?

— O mesmo de sempre. Senti um clima fraco no local, o túmulo estava gelado, e as rosas de papel da Konan ainda estavam intactas, sem nenhuma folha rasgada ou amassada. — Detalhou Natsumi. — Mas eu sentia a presença dele, mesmo estando fraca, como sempre.

— Isso é bom, não? Significa que ele sabe de sua existência e te protege onde quer que você esteja. — Mirai tenta trazer um clima agradável no local.

— Acho que sim. É bom saber que até mesmo um morto liga para a minha existência, ao contrário de certas pessoas.

— Está irritada com a sua tia?

— Não é exatamente com a tia Shizune, apesar dela as vezes não ter tempo pra ficar comigo, mas eu só tive ela e o tio Naruto. Não é fácil aceitar que você não tem uma mãe para cuidar de você e te ver crescer.

— Entendo o quanto isso é complicado. — Mirai massageia as costas de Natsumi para comovê-la. — Se eu não tivesse uma mãe provavelmente eu pensaria a mesma coisa. Mas não vamos cortar o clima e ficar tristonhas atoa! Eu vim para te fazer companhia e aproveitar meu tempo de folga. Vamos!

Mirai puxa a mão de Natsumi e a leva até seu quarto. As garotas se trancam lá dentro e Mirai prepara uma música para tocar no rádio enquanto Natsumi tirava algumas revistas e roupas do chão para dar espaço no centro para as danças.

Quando a música começa a tocar as garotas dançam eufóricas, esquecendo de todos os problemas do dia e aproveitando aquela fase de adolescente. Para Natsumi, Mirai era tipo uma irmã mais velha, que sempre conseguia dar um “Up” em sua vida quando tudo parecia estar decaindo.

— E então? — Mirai logo puxa um assunto enquanto rebolava seu quadril conforme a música. — Como anda a vida amorosa?

— De novo com esse assunto? — Natsumi fica vermelha mas acaba rindo do comentário de Mirai.

— Não tente me enganar. Desde que o tal do Kawaki chegou em Konoha seus olhos não param de brilhar. Não sabia que você era fã dos bad boys.

— Não curto bad boy. Mas confesso que achei ele um gatinho.

— Sua taradinha. — Mirai faz cócegas na cintura de Tsumi e ambas dão gargalhadas. — Confesse que gostou dele!

— Eu não sei dizer. Kawaki é um garoto atraente, e diferente. Mas ele é muito novo, em comparação com a minha idade, e isso faz com que eu não sinta nada por ele.

— E quando o Kawaki completar dezesseis anos? Acha que isso pode mudar?

— Quem sabe? — Natsumi se faz de misteriosa e isso provoca o instinto zombeteiro de Mirai.

— Quer me matar de ansiedade?!

Mirai pula em cima das costas de sua amiga, e Natsumi rodopia com a morena em sua cacunda causando mais ataques de risos. Uma bomba de fumaça explode em cima da cama de Natsumi, e dois sapos são revelados em meio a bagunça das moças. Gamatatsu e Gamakichi.

— Chegamos só numa hora boa. — Comenta Gamatatsu.

— Desde quando vocês se tornaram a minha sombra? — Pergunta Natsumi ofegante por estar com Mirai ainda pendurada em suas costas.

— Desde que fizemos um juramento para o falecido Jiraiya de que seríamos os seus guardiões. Precisamos ficar de olho em você por vinte e quatro horas, para garantir sua segurança. — Responde Gamakichi.

— Vocês acham que eu nasci ontem? Estão aqui por causa dos meus doces, estou certa?

A barriga de Gamatatsu ronca apenas afirmando a pergunta de Natsumi.

— Esperem aqui, eu vou comprar mais doces. — Riu Natsumi.

— Eu vou com você. — Mirai se oferece.

— Traz mais marshmellos dessa vez! — Grita Gamatatsu antes das garotas saírem correndo para o andar de baixo.

As kunoichis foram para uma pequena loja de doces que vinham de várias vilas diferentes espalhadas pelas Nações. O local era o favorito de Natsumi, desde que ela era criança. Quase sempre quando a jovem albina chorava por causa de seu pai ou quando tinha problemas com a escola, Shizune a levava para escolher qualquer doce da loja, e isso sempre deixava Natsumi feliz, tornando sua vida mais doce e colorida.

Mirai fez companhia para sua amiga o resto da tarde, e quando anoiteceu Natsumi insistiu para que a morena passasse a noite em sua casa. Shizune nunca se importou de Mirai dormir algumas noites em sua residência, já que até ela acreditava que a jovem Sarutobi causava uma forte aura positiva que alegrava o dia de Natsumi. Assim que chegou de seu plantão no hospital Shizune foi recebida por Natsumi e Mirai que estavam com suas bocas manchadas com a cor do arco-íris devido aos pirulitos que elas consumiram a tarde inteira.

Shizune se empenhou para preparar uma ótima janta para aquela noite, deixando as jovens kunoichis com água na boca apenas de sentir o cheiro da comida na panela. Natsumi e Mirai estavam na sala jogando cartas aguardando o jantar ficar pronto, até que a campainha da casa toca.

— Eu atendo! — Natsumi se voluntária correndo até a porta. O Hokage era a tal visita daquela noite. — Tio Naruto!

— Boa noite, Tsumi. — Naruto puxa a albina para um rápido abraço. — Sua tia está?

— Ela tá na cozinha fazendo a janta, pode entrar.

— Eu não pretendo demorar, só quero conversar rápido com ela.

— Bem, nesse caso eu vou chamá-la. Espere só um minuto... TIA SHIZUNEEEE!!

Naruto e Mirai começaram a rir do escândalo que Natsumi fazia sendo que Shizune estava apenas do outro lado da parede da sala. Em menos de dois minutos a morena apareceu secando suas mãos em um pano de pratos, e Natsumi retornou para seu jogo com Mirai no tapete felpudo da sala.

— Boa noite, Hokage-sama. Não esperava receber sua visita.

— Eu queria tirar uma dúvida, a Baa-chan por acaso já chegou? — Pergunta Naruto com o tom de voz baixo para Natsumi não ouvir da sala.

— Bem, posso garantir que se a Tsunade-Sama estivesse aqui o clima dessa casa não estaria em um mar de rosas. — Sussurra Shizune. — Não recebeu notícias dela?

— Não. — Lamenta Naruto. — Eu estou com um mau pressentimento, a vila onde a Baa-chan estava não é muito longe daqui. A essa hora ela já deveria estar em Konoha.

— Tentou entrar em contato com ela?

— Liguei para a pousada onde ela estava hospedada, mas eles disseram que ela não estava mais lá. — Conta Naruto um pouco aflito.

— Vai ver houve mudanças de planos da parte da Tsunade-Sama. Você sabe como ela se sente toda vez que a Natsumi é envolvida na história. — Lembra Shizune. — Dê mais um tempo para ela, tenho certeza que ela deve ter seus motivos pela demora. Vamos aguardar até o final de semana.

— Certo. Talvez tenha razão, estou meio precipitado. Preciso me colocar no lugar dela...

— O jantar tá pronto! — Grita Natsumi dentro da cozinha mexendo nas panelas.

— Você já está fazendo bagunça na cozinha?! — Exclama Shizune.

— É melhor eu indo. — Diz Naruto com um sorriso ao ver o quanto Natsumi estava feliz naquela noite. — Qualquer coisa me mande notícias.

— Digo o mesmo. Boa noite, Hokage-Sama.

O loiro se despede com um aceno de cabeça e Shizune fica o observando ir embora por alguns segundos antes de fechar a porta e voltar para a cozinha. Passou-se dois dias desde que Naruto foi a casa da ex pupila de Tsunade para saber de mais informações, Natsumi se mantinha ocupada treinando Sarada e passando um pouco do seu tempo na casa dos Uzumaki para fazer companhia a Boruto e Hima. As vezes seu olhar se dirigia à Kawaki, que sempre ficava isolado em um canto apenas olhando para albina discretamente, o que deixava Natsumi extremamente vermelha.

Um belo dia ensolarado nasceu no meio da semana, e a canção dos pássaros foi o suave despertador que acordou os cidadãos de Konoha para iniciar mais um dia de rotina. Os Jounins responsáveis pela vigilância da madrugada abriram os portões da Aldeia assim que o relógio marcou sete horas em ponto, e após fazerem isso logo perceberam dois viajantes se aproximando do local.

— Turistas? A essa hora do dia? — Um dos Jounins se pergunta.

— Não tenho certeza. — Comenta o outro exprimindo seus olhos para poder enxergar melhor a distância. — Espere, aquela mulher... Não pode ser.

Tsunade e Koji estavam a poucos metros de distância do portão, e assim que os Jounins reconheceram a figura da Godaime Hokage ficaram de boca aberta por recebê-la em Konoha após tantos anos. Quando já estavam apenas a um metro do portão, Tsunade parou de andar, como se os ossos de suas pernas tivessem trincado, e Koji só percebeu que a loira parou de acompanhá-lo só quando deu alguns passos para a frente.

— O que foi? — Ele pergunta sereno, com o capuz de sua capa cobrindo sua cabeça e rosto para ninguém reconhecê-lo.

— Alguns anos atrás eu deixei algo nessa Aldeia. — Revela Tsunade encarando o monumento Hokage logo a sua frente. — E eu não sei se estou preparada para encara-la.

Koji não soube decifrar aquele pequeno medo da loira, mas um impulso estranho o obrigou a ir até Tsunade e segurar em sua mão para encorajá-la a continuar. Ela não entendeu o gesto repentino de carinho do albino, nem mesmo Koji entendeu, mas assim que suas mãos se tocaram algo quente e suave preencheu o coração de ambos.

— Quanto mais a gente demorar pra dar o primeiro passo, maior será a angústia. — Diz Koji.

Suas palavras são sabias, e outra vez Tsunade sentiu aquele devaneio de ter visto o seu Jiraiya no rosto do ex membro da Kara.

— Tem razão. — Sem pensar direito, Tsunade aperta a mão de Koji, e ele responde com um grande arrepio em seu corpo. — Então vamos logo.

A dupla seguiu caminho, indo diretamente para o prédio Hokage. A primeira pessoa que eles precisavam encontrar com extrema urgência era o Hokage, mesmo assim, Tsunade estava com um certo nervosismo. Será a primeira vez que Naruto irá conhecer Koji, e descobrir sua verdadeira identidade. E se Amado realmente estiver em Konoha, ele será um homem morto caso encontrar-se com Naruto de frente após a verdade ser revelada.

 

 

 

 

 

 



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