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História Legilimens - Capítulo 11


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Capítulo 11 - Mansão


-Já tem se passado dois dias desde que o ranhoso e Harry sumiram completamente de Hogwarts, com o pretexto da professora Macgonagall de que "eles estavam em uma missão supeerr importante", e justo você Hermione não vê nada de mais nisso? 


Esbravejava Ronald enquanto apontava para a cacheada uma coxa de frango.


- Feche a boca Ron, consigo ver até a sua úvula entupida de comida! 


Revirava os olhos, enquanto o outro voltava a comer com voracidade.


- Porém concordo com você... é estranho o sumiço dele, principalmente sem nós avisar! E o pior, foi de uma noite pra outra...

 

- Será que tem haver com o bruxo das trevas? E se eles foram raptados!? Hermione precisamos achar o Harry!


Se exaltava a cada garfada que dava em seu purê de batatas.


- Cale a boca Weasley, você só irá piorar a situação! Olhe em volta, estamos no meio do salão, em volta de diversos alunos discutindo coisas que deveríamos falar em outro momento, não seja imprudente - sussurrava depois de dar-lhe um tapa na nuca - prometo que pensarei no assunto, também estou preocupada mas só nos dois não dará certo! 


Ron concorda voltando a comer.


Sente falta do seu amigo, mesmo que havia falado com ele recentemente.


Temerá o pior com o Potter e precisava da ajuda de sua amiga , sem o de óculos o trio não será o mesmo.


 

                              ΩΩΩΩ



Aquela manhã estava fria, Harry olhava através da imensa janela de vidro as gotículas de chuva caírem das folhas e os pássaros se embiocavam em troncos de árvores para se esconder do temporal.


Já havia explorado a casa inteira depois de um reforçado café da manhã que apareceu em um piscar de olhos na mesa, assim como uma muda de roupas que correspondia com o tempo.


Havia se perguntado se existia elfos domésticos na mansão, mesmo que a casa esteja em um estado deplorável de decomposição. Seu quarto estava impecável assim como a biblioteca.  


Passava seus dedos sobre o extenso corredor enquanto andava, decidiu procurar por Tempo para que  lhe explicasse suas inúmeras dúvidas sobre ser o Mestre Da Morte,  tinha um forte pressentimento de que sim era verdade tudo isso, porém não conseguia pensar o por que justo ele.  


Já possuía diversos títulos desde que nasceu, e mais um agora...aí como doía-lhe a cabeça.



-Você pensa de mais meu querido Harry! 


Deu um sobressalto, olhando para Tempo, lindo e formoso como sempre.


-Você me assustou! E por acaso, estava lendo minha mente? - Indagava curioso como sempre.


Tempo deu-lhe uma risada gostosa que ecoou pelo corredor.


-Desculpe- me o incoveniente porém mortais tendem a pensar muito alto, nós deuses acabamos ouvindo tudo.


-Mas eu sou quase um Deus né?


Tempo pega minha mão suavemente, e como num piscar de olhos estávamos na imensa sala ao lado da lareira acesa.


- Bem Harry, como você é a reencarnação do meu pai tecnicamente sim, porém você continua sendo um mortal- tentava explicar de uma forma não tão complexa - creio que você tenha muito mais perguntas, certo?


Harry concordava levemente. 


-Bem... -se sentou no sofá- quando eu irei voltar para Hogwarts? quero ver meus amigos! E sobre o Lorde das trevas...você poderia me contar algo?


Tempo lhe deu um olhar indecifrável para logo lhe lançar um sorriso amistoso.


-Você está predestinado a voltar para Hogwarts em breve, tenha paciência seus amigos estão bem e sentem sua falta, e sobre Tom Riddle o caminho dele já está traçado.


Harry ajeita seus óculos olhando para a lareira, se afundou em pensamentos profundos esquecendo do colóquio. 


Estava pensando o por que de estar ali, já tinha em seu caminho o destino de derrotar O Lord e logo mais dois empecilhos em seu caminho.


-Harry... - aperta-lhe as bochechas, o mais novo fita os olhos do maior, como um relógio em seus olhos os ponteiros se moviam, ambos são amarelados cor de mel - você pensa muito alto! E para suas últimas dúvidas , você é o predestinado a matar Lord Voldemort como também é o predestinado a acabar com o caus que a balança celestial enfrenta. 


-Balança celestial? - pende a cabeça para o lado, confuso.


-Sim! A grandiosa balança celestial que divide o bem e o mal, as trevas da luz! 


Diz maravilhado.


-Mas o que eu tenho haver com isso? -Harry não queria ser grosso de modo algum, entretanto era muitas informações de uma vez só, e não aguentava tanto suspense.


Sua vida já era um verdadeiro filme repleto de suspense e ação. 


-E como você mesmo disse "balança" deve ser dever do Equilíbrio, certo?


-Você realmente é um menino inteligente!- Tempo me abraça.



                          ΩΩΩΩ



Mais dois dias se passaram e tudo estava ocorrendo bem dentro da mansão, Harry havia aprendido muito com diversos livros que Destino e Vida lhe davam toda manhã. A tarde o mesmo ajudava a executar  feitiços muito importantes para vencer o Lord, tendo em mente que alguns são feitiços traiçoeiros e maldições imperdoáveis .


E para completar havia ganhado de Tempo uma coruja robusta da espécie Aegolius funereus, que se chamava Arquimedes, uma nova companhia para Edwiges.


O problema era que a coruja é mágica , a pobrezinha era uma falante! Uma verdadeira tagarela, balbuciava aos quatro ventos, fazendo Harry perder a cabeça as vezes, mas era uma verdadeira companheira de troca de ideias, erudito como um bruxo.


Harry estava pensando em como se acostumará com essa rotina de preparo para guerra, visto que, sua vida inteira foi traçada para isso. Não pensaria se algum momento iria falhar, pois acreditava no seu potencial e na vitória do Lado da Luz.



Seus pensamentos foram cortados por uma forte pontada em seu peito, fazendo sangue jorrar pela sua boca.


-Você está bem, Harry ?


Perguntou Arquimedes preocupado  enquanto sobrevoava em sua volta, depois que o mesmo cambaleou violentamente para trás.


-E-eu não sei... - justificou enquanto vomitava sangue.


-Vamos para o quarto, você está pálido! Lhe indicarei uma poção em seus aposentos! 


Logo em seguida um jato de luz rosa chocou-se contra Harry, fazendo o mesmo ser jogado violentamente contra a parede.


-Mais que porra!


Esbravejou enquanto olhava em volta na direção em que o feitiço foi lançado, apanhando a sua varinha logo de imediato .


Foi pego desacautelado , não havia sentido nenhuma presença mágica na casa.


Arquimedes afoito pousa ao lado de Harry.


-Vamos levante, levante, não está nada bem, não tem nada bem, tem alguém aqui dentro, alguém maldoso, muito maldoso, eu sinto...


Falava depressa enquanto bicava de leve as mãos de Harry para que o mesmo levantasse.


-Tenha calma Arquimedes! 


Harry levantou de pressa correndo na direção oposta, não poderia duelar sendo que não reconhecia seu oponente.


-Fuja para a biblioteca! lá tem uma passagem secreta, chamarei os Deuses... ele é mal Harry! Eles são maldosos...os próprios demônios! - Ouvia a coruja tagarelar a sua volta mas estava tudo tão distante e seu medo foi crescendo cada vez mais.


Harry confuso presumiu que havia algo realmente de errado, a coruja estava agitada mais que o habitual e estava  falando coisa com coisa, e além do mais ninguém estava atrás dele, nenhuma presença mágica era detectada. Não poderia ser os comensais pois esse lugar era isolado até para Voldemort o encontrar. 


Enquanto corria com Arquimedes voando ao seu lado, o chão estremecia fazendo rachaduras se formarem no piso rústico.


Sentia os corredores da mansão se fechando a sua volta, estava em um verdadeiro labirinto.


-Não sente falta de nada meu querido Harry?...ou melhor, de alguém !


Aquela voz grossa ecoou pelos seus ouvidos e flash invadiram sua memória com imagens distorcidas.


Snape...


A quanto tempo não pensava naquele homem de cabelos negros e sedosos?


Jogado pelo chão como qualquer escória , ele estava acorrentado como um cão sarnento. 


Seu Snape...


Sua alma gêmea...


Seu igual morto e decepado...


E então viu um ser que jamais esqueceria diante do seu amado.


Um ser humanoide e colossal , com quatro longos braços e um único olho no centro, vermelho como o sangue de todas as vítimas que já consumiu.


Harry grita em agonia caindo de joelhos no chão.


Sua mente nunca o trairia assim. Snape estava vivo! Tinta certeza disso.


Tentou a todo custo afastar aquelas imagens da sua cabeça , mas aquela criatura se aproximava cada vez mais dele em sua cabeça . E então ele abre suas esmeraldas, não era imagens e sim aquela anomalia estava parado diante dele.


Com um rugido o monstro tenta agarrar Harry com uma das mãos, porém o mesmo desvia se levantando depressa correndo a todo custo. Feitiços eram lançados contra aquela criatura porém não surgia efeito.

 

Quanto mais ele corria mais passos pesados ele ouvia. 


Mesas, quadros , vasos, tudo que estava a sua volta naquele labirinto de corredor estava sendo chocado contra o chão , estilhaçados pelo ser. 


Não conseguiu evitar o grito de medo ao sentir uma mesinha de centro sendo jogada contra a parede ao seu lado, estava em frenesi pois magia não funcionava com o monstrengo, e sua mente tentava trabalhar em uma rota de fuga a todo custo.


Estava ao ponto de chorar ao cogitar em ser morto com uma esmagada daquelas mãos ou sofrer drasticamente ao ser acertado por um dos objetos que estavam sendo lançados.


Harry respirou fundo enquanto seus batimentos cardíacos se desregulavam a cada passo corrido que dava sentindo suas pernas cansadas já fraquejando, até que tudo estava quieto novamente, sentiu braços fortes rodearem sua cintura e a brisa da tarde batendo contra seu rosto.


Não sentia o chão sob seus pés e sim como se estivesse dançando nas nuvens, só sentia o vento puro da natureza invadindo seu olfato.


Estou morto? 


Pensou.


Apesar disso não estava sentindo nenhuma dor.


Até que olhou para o dono das mãos que apertavam a sua cintura gentilmente, encontrando um belo moreno de olhos azuis sorrindo docemente para si.


-Nicholas?!








Notas Finais


Podem me bater eu demorei pra caralho pra postar kkk

E gente eu parei pra ver aqui e muito obrigado pelos favoritos! Estou muito feliz com a repercussão da fanfic e por vcs continuarem lendo ♥️♥️🌵


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