História LEGION - Capítulo 2


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Categorias Histórias Originais
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção Adolescente, Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Policial, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Espero que gostem e como não sei mais o que dizer vamos ao capítulo.

Capítulo 2 - Akira


Fanfic / Fanfiction LEGION - Capítulo 2 - Akira

O sol brilhava através da janela, uma bola laranja na cortina vermelha, que vez ou outra derruba seus raios sobre as pálpebras do garoto que ainda dormia o sono dos vitoriosos. Foi quando o despertador tocou o trazendo à tona  de seu sonho.

"Ele pedia a garota dos seus sonhos em namoro e ela a aceitava com um sorriso bobo nos lábios e as bochechas coradas de surpresa. A moça era tailandesa com os cabelos lisos sempre os mudando de cor e agora os fios indecisos pareciam pequenas mexas de um arco-iris sobreposto. Tornando seus olhos castanhos esverdeados mais belos em contraste com a pele pérolada e os lábios finos mais vivos na confusão de cores.

Ela se aproximava aos poucos enquanto subia os dedos pelas mãos de Akira caminhando rumo a nuca.

Nos olhos dele a curiosidade era nítida assim como o medo que de alguma forma aquilo fosse uma pegadinha. Que alguém pularia de onde estivesse escondido portando uma câmera e logo diria: "Te pegamos trouxa!". A garota mais bonita em seu restaurante favorito.  Ela estava sozinha assim como ele e em um surto de ousadia se sentou a mesa como se conhecessem a anos, começou uma conversa e de alguma forma a fazia rir com piadas tolas e  agora a tinha pedido em namoro ela aceitava. Era surreal demais para ser realidade e alguma coisa dizia que aquilo era um sonho e mais uma vez o medo o afligia por que de maneira nem uma ele queria acordar. Ele se veria feliz naquela mentira que sua mente contava pra si mesma e de alguma forma a tornará uma realidade tão sólida pelas incontaveis vezes que se pegou sonhando acordado com ela.

Akira não se deu conta quando os dedos dela brincavam com os seus, depois subiram pela sua mão exitantes seguiram pelo antebraço, escalado o pescoço e levemente descansou em sua nunca se emaranhando em seus cabelos negros, o puxando pra perto.

Ele não estava longe e o foi o hálito doce que o trouxe de seus devaneios. Akira fitou em seus  olhos e desejou que esse fosse o primeiro beijo dela mais infelizmente seria apenas o seu. Apreensivo fechou os olhos e antes que pudesse sentir o toque quente de seus lábios ele acordou."

O despertador branco rugia com suas luzes em lede vermelho vibrantes piscando dizendo que seu tempo de descanso havia chegado ao fim. Akira desejou jogar o objeto na parede mais ele lembrou que aquele já era o quinto em menos de seis meses e dessa vez não ganharia outro. Frustrado ele continuou na cama em protesto sabendo que se voltasse a dormir não retornaria ao sonho. Não com ela e nem naquele momento.

-- Machido Akira levanta ou você vai de metro pro colégio hoje! -- Informou o pai batendo a porta mais sem se dar o trabalho de abri-la. Ele poderia ouvir os seus passos na escada que rangia com seu peso em cada degrau.

Relutante tirou o uniforme de baixo do travesseiro e começou a vestir, lavou o rosto no banheiro e mais uma vez pode fitar o desânimo em seu semblante enquanto pensava.

"Eu devia te-la beijado antes de acordar. "

Mais tudo que ele não podia perder era tempo e fora nisso que falhará consigo mesmo. Ele não podia compensar esse erro se não falasse com ela hoje. Diante do espelho respirou fundo soltando a frase que dizia a dois anos seguidos.

-- Hoje você vai conseguir Akira. É hoje ou nunca. -- Sussurrava pra si mesmo como se do outro lado da porta vários espiões se esforçassem para ouvi-lo.

Quando desceu pra cozinha a mesa já estava posta e fitando a prato do pai soube que havia menos tempo do que esperava. Ele encheu rápido um copo térmico com chá e completou com leite gelado, sequestrou uma maçã do cesto e engolia velozmente várias bolachas enquanto o pai terminava seu cereal com leite.

-- Vamos Endril Mackeynzi assim vamos nos atrasar. -- Provocava o paí com um sorriso beirando os beiços que mais cedo ou mais tarde seria tirado assim como sua mesada por quebrar vários despertadores.

Akira fitou de soslaio o progenitor que o encarava cético e pretensioso com a mão no queixo soltando a mesma bomba todo ano próximo a essa data. Mas nessa ocasião com uma surpresa nova.

-- Seu Avô vem nos visitar e dessa vez vou deixa-lo escravizar  você. Você está precisando de um castigo severo e será ele quem vai aplica-lo. - Sorriu o patriarca satisfeito consigo mesmo e Akira pode imagina-lo dando sua gargalhada do mal, mas isso só ocorria em sua mente. -- Satisfeito agora?!

-- Mas... -- A voz saiu deprimida e carente de palavras pois foi interrompido antes que conseguisse dar qualquer argumento.

-- Sem mas,  você procurou agora achou. Se reclamar vou cortar a Internet esse mês é você quem decide. -- Desafiou Endril erguendo os olhos da tigela vazia.

Akira até pensou em falar algo, mas os termos do paí eram claros e pesados demais para serem enfrentados de frente. Mais uma vez como sempre alcançou as chaves do carro que descansavam na estante aos pés do porto retrato da mãe. Ele fitou os mesmos olhos negros, a pele branca e os cabelos lisos aos seus olhos ele não tinha nada do pai senão a paixão pela tecnologia e o amor por sua mãe falecida.

A viagem não demorou mais que quarenta minutos desviando das avenidas e ruas lotadas o que de ônibus e seguindo uma parte de metrô levaria duas exaustiva horas. Akira cultivava coragem para fazer a pergunta que vinha o assombrando algum tempo e mais uma vez revisava seu plano. Ele esperaria seu pai parar a duas quadras do colégio onde ele ficava longe o suficiente para não ser pego pelo trânsito e de maneira que seu filho não andasse muito. Seria nesse momento antes de Endril lhe desejar bons estudos que ele faria a pergunta quando toda atenção do paí estaria sobre ele e seus olhos fixos aos seus.

Akira respirou fundo sabendo que o momento estava próximo e assim que viraram a esquina tomou um último gole de chá morno acalmando os nervos.

-- Por que eu não tenho seu sobre nome? -- Questionou o garoto antes que o pai o olhasse e com o carro parado apertava com força o volante sendo possível ver os nos dos dedos se tornando levemente visíveis.

-- Era... era o desejo de sua mãe antes dela morrer. -- Respondeu Endril pego de surpresa e ainda relutante processando mais uma vez a pergunta como se não a tivesse respondido a poucos segundos atrás. -- Esse era o último pedido dela... de sua mãe.

Akira bateu a porta com sua resposta e começou a correr com um sorriso nos lábios executando a última parte do plano deixando seu pai mais uma vez aturdido. Ele era seu filho e não mais uma criança adotada onde os avós não conseguia tirar do pai adotivo. Automaticamente um fardo foi arrancado de suas costas o deixando mais leve, mais apito a começar uma conversa com ela se tinha a coragem para questionar seu pai teria para ao menos dizer um "oi" tudo que precisaria era de uma oportunidade calculada. Afirma pra si ganhando terreno.

As várias dúvidas sumiam de sua cabeça uma a uma eram derrubadas pela informação de seu progenitor.

"Por que não me pareço com meu pai? Eu sou adotado? Por que não tenho o sobre nome dele? Por que meu nome é todo oriental?"

Akira não percebeu que ainda estava correndo e se chocando contra multidão percebeu que não conseguiria parar a tempo então fechou os olhos e esbarrou em alguém.

A primeira coisa que sentiu foi o suor escorrendo a testa, a camiseta colada ao peito e os pulsos doendo. Quando abriu os olhos ela estava a sua frente e seu coração inventou que estava na hora de uma tirar uma folga, o suor frio percorreu as costas assim como um arrepio atravessava todo o corpo. Akira ficou de joelhos e começou a juntar todas as folhas de fichario espalhadas, inundando o chão com várias cores. Sem perceber seus dedos se roçaram enquanto ela buscava o fichario negro com muitos desenhos feitos com corretivo. Ele não notou sentindo muitas coisas ao mesmo tempo. Akira queria pedir desculpa, desejar um bom dia e por algum motivo dizer obrigado, mas a garganta ficou seca e língua parecia enrolada,  presa nela mesma e mais uma vez respirou fundo sem dizer nada. Quando terminou só teve coragem de sair caminhando como se nada tivesse acontecido e aos próprios olhos ele era um perfeito babaca imagine o que ela pensava. Antes de sumir na multidão de alunos ele olhou sobre os ombros, porém ela não estava lá havia apenas um buraco no meio dos uniformes que rapidamente cobriam a visão e mais uma vez tudo parecia um sonho vestido de pesadelo.

 


Notas Finais


Aos que estão gostando obrigado e os que não obrigado por lerem do mesmo jeito.


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