História Lei de Murphy - Mark Tuan - Capítulo 3


Escrita por: e youngshine

Postado
Categorias Got7
Personagens BamBam, Jackson, JB, Jinyoung, Mark, Personagens Originais, Youngjae, Yugyeom
Tags Bambam, Bluesavannah, Choi, Colegial, Collins, Comedia, Doubleb, Fluffy, Got7, Jackson, Jae, Jaebum, Jinyoung, Kim, Mark, Marktuan, Park, Tuan, Wang, Youngjae, Yug, Yugyeom
Visualizações 111
Palavras 2.136
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Vish, lá vem a "antes tarde do que nunca" hkahakaj
Eu sei que demorei, gente, não me matem. Eu fiquei meio enrolada com alguns projetos, aliás, estou com um projetinho (junto com a uboesent e a checkyesjuliet) voltado para fanfics com Im Jaebum, então, se quiserem saber mais, sigam-nos em @IJProject
Quem eu ainda não respondi no capítulo anterior, sinto muito, assim que eu conseguir um tempinho responderei como todo o carinho que vocês merecem.
Boa leitura!

Capítulo 3 - Candy Crush


Fanfic / Fanfiction Lei de Murphy - Mark Tuan - Capítulo 3 - Candy Crush

Capítulo II - Candy Crush

Oh, o horário do almoço... Quando o amor toma conta do colégio inteiro e casais são vistos de mãos dadas pelos cantos, trocando gentilezas em suas mesas, fazendo você se sentir tão amada quanto uva passa na ceia de Natal. Principalmente quando está sendo escoltada por um Yugyeom apaixonado por uma garota que não dá a mínima ‘pra ele, porque ela parece dar algo muito além da "mínima" para o Mark.

Enquanto ele fazia um muxoxo deprimido e platônico, busquei por Jackson, varrendo o local cheio de pessoas com meus olhos. Não, não é como nos filmes que as pessoas tem seus lugares fixos e muito bem planejados. Aqui é cada um por si e Deus por todos. Você pode ter a sorte de chegar cedo e escolher um lugar perto da janela, ou você pode ser a Lizzie, que foi a última a terminar a prova de biologia e teve que sentar contra a parede, em um dos lugares mais apertados, espremida contra Jinyoung e Mark que decidiram não se mover, fazendo com que eu sentasse entre eles.

— Liz! — Jinyoung tentou me dar um abraço de lado, que acabou empurrando Mark um pouco.

Eu mandei meu melhor sorriso pra ele, mas talvez eu tenha parecido um robô com defeito, porque ele arqueou a sobrancelha de um jeito esquisito e não falou mais nada. Ele era colega do meu irmão, assim como Jaebum, que havia sumido do grupo desde que tinha arrumado uma namoradinha inteligente, chamada Bella. Não, não aquela de Crepúsculo. Uma inteligente de verdade.

— Como foi na prova? — Mark tentou puxar assunto, virando seu corpo eu direção ao meu. Era um festival de braços e pernas roçando em mim e eu estava quase em uma crise claustrofóbica, exceto pelo fato de Mark ser tão quentinho, considerando o frio que fazia naquela manhã.

— Acho que fui bem. — Dei de ombros. — Parecia fácil, o que pode significar que eu marquei todas as alternativas erradas.

Sim, eu estava tentando ao máximo parecer animada ou seja lá o que aquilo parecia, mas isso não convenceu meu melhor amigo, que franziu a testa e estalou a língua.

— Quer conversar? — perguntou, apoiando o queixo na minha cabeça, num tom baixinho só para que eu ouvisse, mesmo que Jinyoung estivesse quase em cima de mim, e que os joelhos de Jackson, que estava do outro lado da mesa, tocassem nos meus.

— Eu 'tô bem, Mark. — Comprimi os lábios e recostei minha cabeça em seu ombro, deixando que ele fizesse um carinho singelo em meus cabelos.

— Tão bem que esqueceu do almoço? — Jackson repreendeu.

Não era o natural dele estar tão sério, e me xinguei mentalmente por estar sendo extremamente desleixada. Odiava quando as pessoas se preocupavam comigo nesse nível, a ponto de ficaram magoadas.

O fato é que era cansativo demais fingir que estava tudo bem quando eu só queria ouvir a minha playlist de choro emo intenso enquanto rolava pelo chão do quarto em posição fetal, inundando minha casa em lágrimas ao som de Welcome to my Life, Simple Plan.

— Não vai comer nada? — Mark questionou, depositando um beijo em meus cabelos. Ok, ele estava mais carinhoso do que o normal ou eu estava mais sensível do que minha vida inteirinha? Pois juro que quis chorar.

— Só quando vocês pararem de me tratar como se eu tivesse quatro anos, Mike. — Fiz um bico e cruzei meus braços.

— Você sempre vai ter quatro anos pra mim, Blu. Principalmente quando chama assim.

Ah, a história dos apelidos. Era praticamente automático que eu fizesse isso, como se saísse antes mesmo que o filtro da maturidade pudesse controlar.

Quando minha mãe casou-se com Ricky, eu tinha apenas quatro anos. Jackson e seu melhor amigo, Mark, tinham seis. Acontece que meu vocabulário não era tão vasto, nem mesmo a minha pronúncia minimamente eloquente, o que tornava Mark um nome muito complicado. Mark e Mike pareciam muito similares, com o plus de que não havia nenhuma letra “R” no segundo, que era motivo de meus pesadelos infantis. Ao mesmo tempo, o Tuan teimava em me chamar de Blue pela cor dos meus olhos. Deveria soar como Blue, realmente, mas trocando seus primeiros dentes, soava mais como Blu, quando a palavra escapava pela janela panorâmica onde deveriam habitar seus dentes da frente.

— Você não cresceu nada desde aquela época. — Jackson provocou com um humor um pouco melhor. Eu, como uma adolescente madura, mostrei a língua pra ele.

Enquanto Jackson continuava a ressaltar o quanto eu não havia crescido, Mark levantou-se da mesa e esgueirou-se pelo refeitório.

Jinyoung já havia convencido Jackson a mudar de assunto e agora ele, meu irmão e Yugyeom conversavam sobre videogame.

Era um assunto que muito me interessava, já que sexta-feira costumava ser o dia em que vários garotos de olhos puxados, e a Lizzie — garota, sem olhos puxados — se reuniam na casa do Mark para jogar videogame até altas horas da madrugada, até que alguém resolvesse dormir e então finalmente começasse a diversão.

Os pais de Mark trabalhavam até tarde no restaurante da família, mas não se importavam com o fato de que oito adolescentes quase destruíam o sótão que Mark e Jackson tinham transformado em uma sala de jogos.

Eu teria caído para trás, se houvesse o menor espaço para tal, quando Mark largou uma bandeja à minha frente. O plástico da bandeja vermelha causando um baque contra a madeira da mesa. Duas fatias de pizza e uma lata de refrigerante.

— Você precisa comer alguma coisa — ele resmungou e voltou a sentar ao meu lado, cruzando os braços.

Qual é? De repente parecia que eu tinha quatro pais me encarando de braços cruzados. Bem, pelo menos ele não tinha aparecido com um prato de alface e um copo de suco de couve, o que já adicionava vários pontinhos à nossa amizade.

***

A aula havia acabado bem depressa, por incrível que pareça. Talvez pelo fato de ter passado todos os períodos após o almoço jogando Candy Crush no celular da Anne. Ela parecia estar prestando atenção na aula. Pelo visto, uma de nós teria um futuro pela frente, não é mesmo? Impressionante como Bambam nunca seguia o exemplo da namorada. Muito provavelmente ela sustentaria a casa dos dois, se Bambam continuasse sempre copiando as respostas de Yugyeom em todas as matérias que eles faziam juntos.

Não que Yugyeom não fosse inteligente, mas ele não podia carregar todo mundo nas costas. Figurativamente falando, claro, porque ele era enorme.

Quando o sinal que indicava o final das aulas soou, eu devolvi o celular para Anne, suspirando pesadamente enquanto juntava meus materiais, sem nenhum pouco de pressa.

— Lizzie! — Anne chacoalhou meu ombro e me virei para ela, confusa. — Eu perguntei se está tudo bem.

Perguntou? Eu realmente não tinha ouvido nada, talvez estivesse concentrada demais tentando enrolar o máximo possível no colégio. Era injusto com Mark e Jackson que, provavelmente, estavam me esperando no carro, mas não era como se eu fizesse de propósito.

— Claro. Por que não estaria? — Forcei meu sorriso até minhas bochechas doerem. Aquilo já estava se tornando tão comum que eu já estava ficando expert eu fingir animação.

Estava quase pedindo uma nota maior 'pro meu professor de teatro, mas a ruiva uniu as sobrancelhas e comprimiu os lábios antes de me repreender:

— Porque é sexta-feira e você 'tá com a maior cara de enterro que eu já vi. Pessoas normais estão correndo porta afora e, provavelmente, deve ter gente até em casa nesse momento.

— Nada de novo. Só meus pais — murmurei dando de ombros, finalmente demonstrando meu desânimo enquanto a seguia até a saída.

— Quer conversar?

— Não — respondi simplesmente.

Estava cansada de todo mundo me perguntando se eu queria conversar, eu só queria ficar quieta e sozinha, mas nenhum dos meus amigos tinha culpa do meu estado de espírito, então apenas sorri rapidamente e acenei pra ela, me despedindo, quando vi que Bambam vinha em nossa direção.

Eu só queria chegar em casa, me esconder debaixo das cobertas e quem sabe dormir por uns dois dias, com meus fones de ouvido no máximo, é claro, porque fins de semana eram os piores dias para estar em casa com meus pais. Anne tinha me convidado para ir à casa dela no sábado, mas eu realmente não sabia se conseguiria levantar da cama e fingir por mais um dia, como já fazia em cinco dias da semana.

O universo não parecia gostar muito de mim, porque logo que cheguei ao carro, Mark e Jackson estavam do lado de fora, me esperando.

Ok, poderia parecer uma cena normal, mas eu conhecia muito bem as duas criaturas. Geralmente eles estariam dentro do carro, me olhariam como uma cara feia e reclamariam de como eu estava atrasada. Contudo, ao contrário do que eu esperava, Jackson passou um de seus braços sobre os meus ombros. Lá vem.

— O que você quer, Jack?

— Nossa, irmãzinha, assim você me ofende. — Ele colocou a mão livre contra o peito, piscando teatralmente.

Em um dia totalmente normal eu teria rido, me sentido instantaneamente melhor só pelo fato de estar com ele, mas como já havia dito: o dia não estava normal. Eu só estava... exausta. Olhei para Mark, que estava escorado na porta do carro, praticamente implorando por socorro. Ele era um garoto quieto e silencioso, e talvez por isso tivéssemos uma conexão ainda maior. Eu não precisava dizer que estava emocionalmente um trapo para que ele soubesse, mesmo que eu estivesse lutando para disfarçar.

O sorriso brincalhão que ele mantinha se desmanchou gradativamente quando nossos olhos se encontraram e me perguntei se talvez eu não estivesse demonstrando demais. Ele disfarçou o clima que havia se instalado com um novo sorriso, dessa vez, gentil e acolhedor, me puxando para um abraço.

Por favor, Mark, não faça isso em público.

Talvez eu só estivesse precisando disso a semana inteira, porque foi quase instintivo esconder meu rosto no seu peito quando ele me apertou em um abraço aconchegante e sussurrou:

— Eu sei que você não 'tá bem, baixinha. — Eu apenas afundei meu rosto ainda mais contra sua jaqueta, minha energia 300% renovada. — Vou cuidar de você, ok?

Assenti com a cabeça antes de me afastar um pouco, mas ele ainda manteve seus braços ao redor de mim. Eu me senti com quatro anos de novo, quando caí de bicleta pela primeira vez e um Mark não muito mais forte do que eu me abraçou, gentil e singelo demais para uma criança não nova.

Jackson pigarreou de um jeito desconfortável, fazendo com que eu me desvencilhasse de Mark. Não era como se eu estivesse fazendo algo errado ou que eu não tenha feito milhões de vezes na vida, mas naquele momento eu senti que era estranho o suficiente para que me sentisse constrangida.

— Nós vamos naquela cafeteria que você gosta — Jackson disse.

Vocês vão, no caso. — Franzi a testa e cruzei os braços, fazendo uma carranca.

Eu só queria poder chegar em casa logo, não estava com a menor vontade de parecer um ser humano normal. Queria poder ser uma planta 'pra poder ficar quieta no meu canto, fazendo minha fotossíntese e colaborando com o meio ambiente.

— E vai voltar 'pra casa como? — Jackson bateu o pé e levantou a sobrancelha sarcasticamente.

— Temos várias opções: a pé, de táxi, de burrinho, nas costas do Yugyeom...

— Para logo de reclamar, Liz. — Mark me cutucou com o cotovelo e eu lhe fuzilei com o olhar. — A gente pode fazer isso do jeito fácil ou do jeito difícil.

Ouch. O jeito difícil sempre acabava com Jackson me fazendo pagar algum mico publicamente, como me jogar 'pra dentro do carro e me trancar lá dentro.

— Parem de agir como se fossem as minhas babás, mas que droga — resmunguei enquanto abria a porta e jogava a mochila no banco.

Nenhum dos dois disse nada, talvez pelo fato de que eles tornavam tudo tão óbvio que não havia o que ser discutido. Mark, estranhamente, sentou-se do meu lado do banco de trás e passou um de seus braços sobre meus ombros, puxando meu rosto de encontro ao seu braço, para que eu me aconchegasse ali.

Eu o conhecia bem o suficiente para saber que esse era seu jeito de me prestar apoio, afinal, Mark nunca fora de muitas palavras e saber que ele tomava conta de mim silenciosamente geralmente me despertava uma sensação de paz. 

Mas não naquele momento em que meu coração batia acelerado como as asinhas de um beija-flor. Algo estava errado, muito errado, e eu tinha medo de descobrir o que era.


Notas Finais


E então? O que vocês acharam?
Boatos de que tem uma fanfic nova com o Jinyoung no meu perfil...
Sigam-me os bons, @bluesavannah


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