História Lei de Newton - Yoonkook - Capítulo 1


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Min Yoongi (Suga)
Tags Broken, Colegial, Crítica, Humor Negro, Jungkook!top, Namjin, Vhope, Yoongi!bottom, Yoonkook
Visualizações 278
Palavras 3.530
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção Adolescente, Ficção Científica, Fluffy, Hentai, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - Porra Newton!


Fanfic / Fanfiction Lei de Newton - Yoonkook - Capítulo 1 - Porra Newton!

  Uma vida normal? Nunca, ou eu não me chamo Min Yoongi.

 

Deve estar se perguntando o que um moçoilo como eu estou fazendo aqui, certo? Vou simplificar. Vim contar a minha trágica vida de um jovem a beira dos limites, de primeira já devem saber que não sou comum e saibam que esses substantivos não existem em meu vocabulário miserável.

Como já devem ter visto anteriormente, sou um Min. Esse nome ronda pela cidade toda, parece exagero de minha pessoa, mas não é. Afinal, se sua mãe dormisse com metade de Seul todas as noites, certeza que as pessoas não te reconheceriam, obvio. Quando saio de casa, mal piso na calçada e já sou um imã de olhares das vizinha fofoqueira e até daqueles Pinscher demônios que elas chamam de cachorros. Na escola? Que é isso, Puff... nem parece que quando eu chego, as pessoas me olham como eu tivesse um letreiro neon na minha cabeça escrito “Filho da puta (literalmente)”. Antes que me perguntem se eu fico mal fazendo essas piadinhas, a minha resposta é não.

“Nossa que insensível!”

“Meu deus, que coração de pedra.”

“Sua mãe pode ficar magoada.”

Minha mãe? Ficar magoada? Se eu disser que ela mesma faz piada? Não me chateei com minha progenitora. Claro, que no dia que descobri fiquei chateado, isso durou meses de aceitação de minha parte, mas hoje em dia vivemos tranquilos. Ela nunca me destratou e nem me deu pouca atenção, sua aparência bem cuidada, pouca idade e uma personalidade brincalhona eram coisas admiráveis de se ver. Minha única e melhor amiga, afinal, quem queira ficar comigo? Um filho de uma prostituta? Nem eu.

Sinceramente, tirando as pessoas da minha escola e os olhares malvados em minha direção, não tira minha alegria de dançar Toxic no banho. É difícil me deixar para baixo, se você conseguir, parabéns! Ganhou um premio de filho do demônio! Não tem apenas um motivo de afastamento dos seres ao meu redor, o segundo é que, eu consigo ser arrogante com tudo e com todos, até sem querer. A culpa não é minha, apenas é minha paciência que é minúscula como o pau de uma formiga.

Meus apelidos na escola são muitos, dá para escrever uma bíblia de tantos, o meu favorito é Poker Face. Fizeram até um meme com uma foto minha que tiraram no meio da aula de historia, realmente invés de me deixar um lixo, eu fiquei rindo em casa sozinho.

O que vem de baixo não me atinge, até por causa que já eu estou lá.

Acreditam que um dia, eu ia ao mercado com minhas roupas um pouco velhas e comprei muita comida, o buraco que tem na minha barriga precisava ser preenchido. Fui ao caixa e a moça que passava o as compras me olhou com pena e me ofereceu dinheiro e uma casa, pensando que eu estava passando fome ou largado, a única coisa que fiz foi olhar para o fundo dos olhos daquela pessoa e mandar ela tomar no centro do olho do cu. “Ela foi educada.” Educada? Vou fingir que nem vi.

A única vez que me fizeram chorar, foi no sexto ano no dia do meu aniversario.

 Minha mãe chamou os trinta alunos da minha sala para virem comemorar na minha casa, eu que escrevi os convites personalizado do meu personagem favorito, minha letra não era das melhores, mas dava para ver claramente o que a mensagem queria dizer. No dia, a minha genitora fez questão de fazer o bolo e os biscoitos, enquanto eu arrumava os balões em cada canto de minha residência animadamente. Era umas seis horas da tarde, estava esperando os convidados chegarem sentado no meio fio. Passaram horas e horas, e ninguém sequer pisou na calçada; Era umas nove horas da noite, já estava chorando baixinho com minha mãe afagando meus cabelos, dava para perceber que a mulher ia desabar, porém uma voz meiga de um garoto fez-me erguer minha cabeça.

- Desculpe o atraso, vou me mudar amanhã e não deu tempo de vir mais cedo. – Ele estendeu o embrulho pequeno e brilhante. – Tome. – Sorriu mostrando seus dentes fofos.

- Obrigado... – Peguei com minhas mãos tremulas.

- Não chore, eles não sabem o que perderam. – Me aconselhou.

- Pode ir, acho que a festa já acabou. – Falei vacilando as palavras.

- Tudo bem. – Percebi que o mesmo estava meio tristonho. – Um dia a gente se encontra por aí. – Me abraçou desajeitado por conta de minha posição. – Feliz aniversario! – E correu para o carro que o esperava.

- Tchau... – Sussurrei para o desconhecido.

 

Trágico, não é? Essas é uma de minhas lembranças boas/ruins, não sei como distinguir. Ainda tenho o chaveiro de um mini pote de açúcar que ganhei daquele garoto, que sequer sei o nome. A forma um tanto fofa, vive pendurada na minha mochila, realmente não tem como me desfazer daquele chaveirinho.

Falando em mochila, ‘cá estou eu, arrumando meus materiais para a manhã entrar na escola que fui rejeitado no dia do meu nascimento, - será que eles ainda lembram do dia? – minha mãe queria me por em outro de colégio, porém neguei, não posso fugir para sempre. Ela sempre se culpa, as vezes converso para minha progenitora parar de culpar-se, e felizmente funciona.

- Filho? Preparado? Certeza que quer voltar? – Ela chegou na porta de meu quarto.

- Estou sim. – Sorri.

- Vou trabalhar, volto mais tarde. – Deu um beijo em minha testa.

- Cuidado, qualquer coisa me liga. – Retribui o selar em sua bochecha.

- Tchau, paçoquinha do meu coração. – Rimos.

- Tchau, virgem Maria. – Ela estreitou os olhos em minha direção.

- Me respeita resto de aborto. – Bateu leve em meu ombro.

- Beleza, de boa. – Segurei o riso.

Saiu do quarto desfilando com seus saltos e vestido rodado até os joelhos colado na cintura. Minha mãe é realmente bonita, as vezes ela me deixa escolher suas roupas e até se troca em minha frente, essa pessoa que me pariu não ver problema em eu ser o maior gay da coreia, com direito de dançar Lady Gaga. Ao som de Bad Romace fui tomar eu banho, naquela água quente como tivesse saído do inferno; Depois de criar altas coreografias, deitei na minha querida cama e dormi. – Ler-se, entrar em estado vegetativo.

 

 

 

~Uns caralhos depois...

 

 

 

O alarme tocou. Sabe aquele gosto amargurado em formato de um nó que desce em sua garganta, junto com uma cosquinha na ponta de seus dedos e uma onda fria que percorre sobre todo seu corpo? Isso se chama arrependimento e relutância de ir a aula na sua antiga escola, que delicia. Sentei na cama, levantei indo até o espelho, olhei minha cara pálida, os olhos pesados por uns dez minutos e conclui que sou feio de dar pena. Fiz aquela coisa do dia a dia e vesti minha roupa.

- Bom dia. – Minha mãe estava sentada comendo seus deliciosos biscoitos.

- Bom dia, eu acho. – Meio atordoado, tasquei minha bunda na cadeira.

- Tome o dinheiro de seu almoço, qualquer coisa me liga. – Estendeu o dinheiro sobre a mesa, não demorei a pegar e colocar no bolso. Mesmo sabendo que aquele dinheiro vinha de um cafetão velho e até jovens bêbados, aceitei de bom grado.

Dinheiro é dinheiro, que se foda de onde vem.

Pensa com o tio Yoongi aqui: Pelo menos ela está sendo sincera e trabalhando para sustentar seu filho, sua casa. Não roubando e matando, isso sim eu chamo de dinheiro sujo.

- Já vou, até mais. – Beijei sua bochecha.

- Juízo e... – Relutou. – Cuidado. – Sorri.

- Tudo bem. – Acenei vendo seu sorriso, fechei a porta e fui a calçada.

Fui andando no meio fio, pensando na morte da bezerra. Minha mãe me explicou que seu emprego foi falta de opção, já que o cafajeste que a engravidou fugiu com sua amante para a casa do caralho. Isso meio que me aliviou, ela ainda me contou que ele a agredia quando chegava de seu trabalho, isso com minha mãe ainda gravida de minha pessoa. Estava tão distraído, que quando um ônibus passou ao meu lado, acabei topando e quase caindo, levantei enquanto ouvia as vaias dos alunos de dentro do veiculo. Fiquei com vergonha e continuei a caminhar chutando latinhas de refrigerantes e pedrinhas de meu caminho, imagina, se cada pedrinha fosse um inimigo morto? Eu ia sair chutando loucamente até os seres humanos desaparecerem do planeta terra.

Já perto da escola, meus dedos ficaram gelados e uma onda de energia passou pelo meu corpo. A primeira coisa que vi foi o tumulto de alunos e suas panelinhas de sempre, parei na entrada e olhei para todo o lugar. Não mudou completamente nada desde que sai e fui para Daegu, incluindo as pessoas imundas. Estava tão distraído que senti uma pancada forte em meu ombro, dei três passos por conta do impacto, vi a bola indo para longe e logo escutei um grito:

- O retorno do Poker Face! – Deus, não acha que uma bolada é o suficiente não?

- Ótimo, meus fãs vão pedir um autografo. – Resmunguei irônico continuando a andar pisando duro.

O primeiro dia de merda já está começando, gostaram? Eu amei. Por que eles não morreram com um cabo de vassoura enfiado no cu? Eu ia chorar, chorar de alegria por nunca mais ver esses infelizes. Eu realmente não me preocupo em ir ao inferno por matar alguém, sempre tem aqueles conselhos de “cortar o mal pela raiz”, eu só não cortaria, como queimava e dava para cachorros de rua comer, talvez os animais até rejeitem a comida. Podem me chamar de psicopata, eu aceito com um grande prazer. Fui ao meu armário de numero 93, abria normalmente deixando minhas coisas dentro do mesmo, mais bagunçando do que arrumando, admito.

- Olha o filho da puta. – Um engraçadinho falou perto de mim, ou melhor, Jinho.

- O quer inferno? – Fechei meu armário e andei até a sala.

- Uma pergunta: Já comeu sua mãe? – Parei de andar, meu sangue ferveu. Os alunos que escutaram se calaram e observavam a cena.

- E você? Já deu para seu pai? – Um filete de veneno saiu da minha boca, sorri de lado vendo ele se irritar.

- Min, sabia que essas palavras me dão nojo? – Os alunos riram.

- Sério? – Modo debochando on, ou seja, coloquei meu peso para o meu pé esquerdo de meu corpo. – Poxa, fiquei bem chateado, acho que vou chorar. – Arqueei a sobrancelha. – Me diga: sempre quando você se olha no espelho, você fica triste? Por que olha... a situação está precária. – Minha risada seca ecoou pelo lugar silencioso e tenso. – Então, talvez quem chore aqui é você. – Conclui.

- Como ous-

- Terminou? Não quero me atrasar. – Sorri cínico e segui meu caminho, cortando o circulo de pessoas ao nosso redor.

- Eu vou te matar! – Gritou.

- Seu eu não fizer isso antes. – Respondi na mesma altura sem olhar para trás.

Entrei na sala já estressado. Puta que pariu! Que gente chata! Eu falei sério quando disse que não tinha medo de matar alguém e ir ao inferno, talvez eu até faça uma amizade com o tio Lu. Infelizmente, o sinal estridente tocou e os alunos entraram, nunca vi tanta gente feia reunida. O professor adentrou a sala mostrando sua chapa amarela e mal grudada, ele olhou para mim com certo nojo e desmanchou seu sorriso falso, uma coisa costumeira da minha vida. Ninguém, repito, Ninguém sentou perto de mim, é um milagre! Sorri sozinho olhando para as cadeiras vazias.

- Bo-

- Com licença... – Seis rapazes entraram, eram bem arrumados e bonitos.

- Temos novatos, os que estão sentados, venham até a frente. - Eu levantei da cadeira, fazendo um barulho do ferro raspar no chão. – Creio que o senhor Min, não precise. – Destacou o Min, ouvi umas risadinhas dos coleguinhas de satã.

- Ótimo. – Respondi auto o suficiente para ele me olhar, tasquei meu cu na cadeira com ódio daquele professor vagabundo.

- Agora sem interrupções fúteis, vamos começar as apresentações. – Senti o olhar dos seis rapazes em mim, engoli o ódio que senti e abaixei o olhar para a capa simples do meu caderno.

- Kim Namjoon.

- Kim Seokjin.

- Park Jimin.

- Jung Hoseok!

- Kim Taehyung.

- Jeon Jungkook. – Eles se apresentaram rapidamente.

- Desejem boas vindas aos seis rapazes. – Suspirei, como podemos ver, eu não existo.

- Boas vindas! – Ouvi vozes principalmente de garotas, depois a puta é minha mãe.

- Desculpe, mas são sete. – O tal de Kim Taehyung se pronunciou, os cochichos dos alunos começaram.

- Vamos começar a aula. – O professor ignorou totalmente o comentário do garoto.

Eles vieram em minha direção... merda! As cadeiras. Sentaram ao meu redor, pareciam felizes demais para meu belo humor diário. Não sei se é só eu, mas quando estou no meio das pessoas eu me sinto um intruso, algo fala que eu não devia estar ali de jeito nenhum. Abri meu estojo e tirei uma de varias canetas pretas, comecei a desenhar coisas aleatórias na ultima folha do caderno. O silencio entre os seis estava desconfortável, e eu não fui o único a saber.

- Não querem mudar de lugar? – O professor perguntou. – Sei que estão desconfortáveis. – Fiquei vermelho de vergonha e de raiva.

- A-

Interrompi a “conversa”, levantei de supetão e arrumei minhas coisas, passei pelos seis sentindo olhares, sentei na ultima cadeira do canto esquerdo. Suspirei e cruzei os braços.

- Agora sim. – O professor falou satisfeito.

Humilhação. Definiu esses primeiros minutos, não que me sinta triste, apenas um rancor, uma vontade sem igual de descarregar meu ódio. A minha mãe não tem culpa, eu não tenho culpa, a culpa são deles. Por que não simplesmente aceitam? Agem como eu fosse uma coisa extremamente radioativa, como seu eu fosse uma bomba ou sei lá. Porra, que raiva! Sabe aquela vontade de matar, estrangular, bater, esmurrar e tacar pauladas em alguém? Pois é.

- Me empresta uma caneta? – Um garoto com fios negros e sedosos parou ao lado de minha cadeira. Nunca alguém chegou a esse nível comigo, seu olhar era de... deboche? Resolvi não ser grosseiro dessa vez.

- Vai roubar não, né? Essas coisas são caras. – Fiquei desconfiado.

- Não. – Riu baixinho. ‘Tá rindo de que?

- Aqui. – Estendi a caneta preta.

- Obrigado. – Senti seu perfume amadeirado.

- De boa. – Continuei a fazer meu dever de matemática.

- Qual seu n-

- Vai fazer seu dever não? – O cortei como uma lamina.

- Ah, vou sim... – Respondeu.

- Ótimo. – Respondi sem olhar em seu rosto.

Sua presença saiu de meu lado, o mesmo sentou novamente a duas cadeiras a minha frente. Levantei meu olhar e vi o professor me fitar com malicia, gelei e fiquei mais branco do que eu já era, engoli seco e com as mãos tremulas continuei as atividades. Foram longos minutos até o sinal do intervalo tocar, mas antes...

- Min? Fique aqui. – A voz do professor ecoou, murmúrios diversos foram ouvidos.

- Certo. – Respondi tenso.

A sala foi esvaziando, nunca comemorei por essa gente ser lesada. Infelizmente, a ultima pessoa saiu, o professor fechou a porta e veio até minha cadeira, seus sapatos batiam na cerâmica branca, meu coração estava desesperado dentro do meu peito.

- Min, me diga... – Levantou meu queixo. – Se eu te passar de ano, você pode me recompensar... certo? – Está de brincadeira com minha cara não é?

- Obvio que não, seu imbecil. – Bati em sua mão e levantei, o empurrei para o lado e caminhei até a porta, porém, meu braço foi segurado.

- Sua mamãe não aprendeu a ser educado? – Alisou minha bochecha.

- Ela me ensinou a não falar com estranhos. – Bati em seu rosto. – E bater em quem me faz mal.

- Me respeita moleque! – Me soltei do aperto e corri para a porta, felizmente não estava trancada. Abri e andei em passos rápidos indo em direção ao banheiro.

- Senhor Min! – Aquele miserável estava atrás de mim.

- Me deixa em paz. – Falei, olhei para trás e não estávamos chamando muito atenção dos alunos.

Olhei para frente novamente, mas esbarrei no peito de alguém. Nos chocamos e demos passos para o lado contrario da força da pancada, vi que era o mesmo garoto que pediu a caneta.

- Você est-

- Min! – O velho do cacete, o professor estava quase perto de nós.

Levantei e corri, corri mesmo, foda-se. Entrei no banheiro e bati a porta, fui ao espelho e me olhei, meus olhos estavam ardendo e um bolo se formou em minha garganta.

- Desde de quando fiquei tão fraco? – Falei vacilante a minha imagem. – Tomara que morra, morra com uma bala enfiada no crânio. – Apontei ao espelho. – Fraco! – Exclamei com lagrimas descendo na minha bochecha.

Eu senti medo, era como uma sensação de frio passasse no nosso corpo todo, uma vontade intensa de gritar e correr de desespero. Lavei meu rosto, enxugando as poucas lagrimas que desceram. Passei o papel na minha cara e descansei minhas mãos ainda tremulas na pia, olhei meu reflexo no mármore e vi eu estado, fechei meus olhos e fiz um movimento de negação. Não sei quanto tempo passei na mesma posição, mas meus músculos já estavam doendo.

- Está tudo bem? – O moreno entrou no banheiro.

- Claro. – Respondi fingindo arrumar meu moletom.

- Por que o professor estava atrás de você? – Lá vem a vontade de espancar alguém até matar.

- Sinceramente, nem eu sei. – Ri soprado.

- Tome cuidado. – Avisou.

- Pode deixar. – Respondi com uma pitada de sarcasmo.

- Estou falando sério. – Cruzou os braços.

- Eu também. – Um silencio desconfortável se instalou no banheiro.

- Espero que seja verdade. – Entrou em uma cabine.

- Que garoto avulso. – Resmunguei, o sinal do termino do intervalo tocou. – Nem comi nesta bosta. – Murmurei raivoso e sai.

Coloquei minhas duas mãos no bolso largo do moletom, caminhei calmamente olhando para as pontas brancas de meu converse. Não estava ligando para nada ao meu redor, entrei na sala, por sorte o professor não tinha chegado, mas os todos os alunos sim. Fui a minha cadeira calmamente e me sentei, fiquei rodando a caneta em meus dedos esperando o professor de filosofia chegar. Um peteleco na minha orelha fez-me acordar, olhei e vi o famoso Jinho me fitando.

- Como foi? – Perguntou.

- Foi o que? – Falei desinteressado.

- Com o professor. – Riu.

- Ele falou que você faz melhor, agora me diga você. Como foi? – Apoiei meu queixo na minha mão.

- É idiota? – Elevou a voz. – Não sou viadinho que nem você.

- Pare de ser hipócrita, já cansei de saber que tem uma amizade colorida com seu amiguinho. – Apontei para um de seus amigos.

- Quer morrer? – Perguntou cerrando os punhos.

- Quero, não vou mentir. – O olhei. – Vaza.

- Tome. – Antes do outro responder o moreno do banheiro estendeu um sanduiche e um suco em caixinha. – Você falou que não comeu.

Não estou entendendo, mas estou compreendo.

- Beleza. – Aceitei, eu que não vou dar uma de orifício de glicose.

- Vai rolar nenhum obrigado? – Sorriu.

- Não. – Seu sorriso morreu. – Brincadeira, Obrigado ai mano. – Será que ele estranhou minha fala de favelado?

- De boa. – Sentou na sua respectiva cadeira.

- Por um momento esqueci que você estava ai, uma prova que você é insignificante. – Falei para Jinho.

- Desgraçado. – Saiu batendo o pé.

- Moço violento, nossa. – Mordi outro pedaço do sanduiche.

Finalmente o querido tio de filosofia entrou, sua barriga redonda fazia a blusa ficar colada apenas na parte da frente, a vontade de rir foi grande. Não entendo o por que deles ficarem com essas roupas formais, se eu fosse professor eu vinha com uma bermuda e uma blusa velha, afinal, quem é o doente que tem uma tara por velhos de bermudas? Se for você, faça o favor de se retirar daqui imediatamente e vai se internar ou se jogar de um prédio.

- Bom dia alunos. – Como “boas” pessoas respondemos. – Primeiro de tudo, vamos falar sobre um trabalho que valerá a nota de todo o ano. – Gelei. – Vamos falar sobre Isaac Newton, o grande matemático, teólogo e o caralho a quatro. – Desbocado o senhor, hein? – O trabalho será em dupla, basicamente vão criar novas leis. – Alguém me desbuga. – No mínimo dez leis, queremos o arquivo, vídeo, foto e relatório. – Oi? – Essas leis serão feitas a sua preferencia, mas que tenha sentido, claro. – Sorriu. – A pessoa a sua frente é sua dupla. – Uma cadeira vazia, segunda cadeira vazia... MERDA.

 

 

~ Depois da merda das aulas...

 

 

- Parece que somos uma dupla. – O garoto sorriu para mim.

- Parece não, é. – Respondi.

- Jeon Jungkook. – Se apresentou, de novo.

- Min Yoongi. – Balancei a cabeça.

- Vamos fazer uma reunião, na minha ou na sua? – Direto? Não.

- Na minha, se quiser. – O fitei.

- Tudo bem, amanhã na saída iremos, pode ser?

- Ah, de boa. – Aceitei.

- Tenho algumas ideias em mente. – Riu baixo, medo.

- Vou pensar, meu cérebro é cheio de merda então é meio difícil. – O outro gargalhou.

- Então, nos falamos amanhã. – Saiu andando.

 

 

 

Isaac Newton, filho da puta! Para que ‘tu foi nascer estrupício?!

 

 

 


Notas Finais


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