História Lembranças - Capítulo 22


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Categorias Naruto
Personagens Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Kankuro, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Shikamaru Nara, Temari
Tags Gaara, Gaasaku, Sakugaa, Sakura
Visualizações 109
Palavras 1.968
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Hentai, Romance e Novela
Avisos: Homossexualidade, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 22 - Capítulo 22


Sasuke modelou o líquido esverdeado, fazendo-o deslizar de um lado a outro, entre seus dedos. Pensava onde colocaria aquilo em Kankuro. Com aquela mistura cheia de seu chakra dentro de Kankuro, poderia se teletransportar para perto dele sempre que quisesse. Ansiava fazer isso. Colocaria nele sua marca. Tão profundamente que ele sentiria para sempre sua posse.

Assustou-se com as batidas na porta. Estava ficando obcecado com aquela ideia. Não tinha pressionado Kankuro, nem falado nada com ele sobre o tema. Sabia porque Sakura havia dado a ele uma cápsula. Soube no momento em que Kankuro abriu os olhos e o olhou com reconhecimento e surpresa.

Queria que ele tomasse a iniciativa, que falasse abertamente sobre o tema. Mas Kankuro parecia receoso e assustado. Estava tentando ter calma, paciência, para não assustá-lo ainda mais. E também pesava sobre eles a possibilidade de ter que matar seu irmão mais novo.

Sakura sempre tinha sido maestra nisso. Quando decidia se meter em problemas, eram problemas de verdade. E o tinha puxado para esse com tudo. Estavam entalados até o pescoço de areia. Sem possibilidade de fuga. Estava cada vez mais difícil pensar em outra coisa que não fosse ter Kankuro nu e disposto estendido em sua cama.

Levantou, suspirando. Sentia uma leve dor de cabeça e sabia que era por ter estado manipulando aquele líquido por tanto tempo. Abriu a porta e encontrou Kankuro. Sorriu. Era impossível não olhá-lo com malícia quando ele corava daquele jeito.

– Está fazendo outra cápsula? – Pergunta Kankuro vendo o líquido que se movia por sua mão.

– Não. – Diz absorvendo novamente o líquido. – O que você quer?

– Um enfermeiro do hospital está te procurando. – Explica. – Disse que vocês marcaram de se encontrar hoje.

– Vou falar com ele. – Diz saindo do quarto e fechando a porta.

Desceu as escadas com Kankuro logo atrás. Se perguntou se estaria ciumento, mas Kankuro não disse nada quando chegaram a sala. Sasuke parou para cumprimentar seu companheiro de trabalho e Kankuro continuou o trajeto até a cozinha, apenas acenando para o homem ao passar por ele. Sentiu-se um pouco decepcionado, mas deu de ombros. Tocou o braço do enfermeiro e os teletransportou para uma vila vizinha.

Tinha combinado com ele que o levaria ali. Era uma vila carente de médicos e com muitos idosos que era em que o enfermeiro queria se especializar como médico. Estava estudando para isso e Sasuke o estava ajudando. No final do dia, voltou à sala de estar da casa do Kazekage juntamente com o enfermeiro. Encontrou Gaara e Sakura abraçados sentados no sofá conversando com Kankuro. Invejava os dois e não estava feliz com isso.

– Eu adorei, foi incrível. – Diz o enfermeiro agradecido. – Mesma hora próxima semana?

– Sim. – Responde Sasuke.

O enfermeiro cumprimentou o Kazekage formalmente e se despediu de todos. Logo Sasuke foi o centro de todos os olhares. Olhavam para ele como se esperassem que explicasse. Mas ele não dava explicações a ninguém e Sakura sabia. Por isso se pronunciou.

– Aonde foi?

– Por ai. – Respondeu dando as costas a todos. – Avise no hospital que estarei fora alguns dias.

– Aonde vai? – Pergunta Sakura.

– Tenho que pesquisar mais sobre o selo e descobrir um jeito do seu namorado não virar um psicopata de novo.

– Sasuke!

Ignorou o protesto da irmã e seguiu andando. Estava sem paciência para sutilezas. Estava frustrado e invejoso. E a última coisa que queria era ficar ali vendo sua irmã exalar amor correspondido com um homem que queria matar e seu companheiro o evitar. Entrou no quarto e deixou a porta aberta. Começou a juntar as poucas coisas que tinha trazido e notou que já não estava só.

– Você vai para casa? – Pergunta Kankuro parado na porta.

– Sim. – Diz sem parar de guardar suas coisas na bolsa.

– Vai voltar? – Pergunta em um murmúrio.

– Tenho um compromisso com Kyo na próxima semana.

A resposta não pareceu agradá-lo, mas Kankuro não disse mais nada. Apenas o observou reunir todas as suas coisas. Quando fechou a bolsa e deu uma última olhada no quarto para ver se não tinha esquecido nada, Kankuro entrou no quarto e fechou a porta, parando na frente dela. Ergueu uma sobrancelha para ele. Parecia querer impedir que saísse, mas isso não tinha sentido. Não precisava passar pela porta para ir embora.

– Você quer me dizer alguma coisa?

– Posso ir com você?

A pergunta o surpreendeu. Esse era um passo muito, muito grande que Sasuke não esperava que ele desse. Nos últimos dias Kankuro tinha apenas fugido dele, evitando ao máximo estar a sós com ele. E agora estava se oferecendo para ir para um lugar desconhecido estar sozinho com ele todo o tempo.

– Você tem certeza que quer ir?

– Sim, eu posso ajudar.

Sentiu-se decepcionado, mas mais do que isso, triste. Não queria estar com ele. Só queria garantir que ajudaria seu irmão, que não faria nada para prejudicá-lo. Agarrou a bolsa que estava sobre a cama e tentou dar a Kankuro um sorriso altivo, mas sabia que esse sorriso não tinha sido outra coisa além de triste.

– Não preciso de ajuda.

No momento seguinte estava em sua casa. Jogou a bolsa sobre uma das poltronas da sala e caminhou até seu quarto indo para o banheiro. Precisava de um banho para tirar o cheiro de deserto que parecia entranhado em sua pele. Depois do banho parou de frente para a janela do quarto, completamente nu, observando a densa floresta que havia ao redor de sua casa. Também gostava de ficar nu e ali não tinha ninguém para olhá-lo. Pensou com tristeza que talvez não houvesse nunca.

Regressou a sala e desfez a bolsa. Logo tirou do cofre todos os pergaminhos que tinha encontrado que falavam sobre o selo que Sakura tinha feito em Gaara. Estendeu todos sobre a grande mesa da cozinha e começou a estudá-los. Precisava ocupar sua mente. Não demorou a escurecer e toda a casa mergulhou em um breu. Não se preocupou em acender as luzes, deixou de lado os pergaminhos e caminhou até seu quarto para se deitar. Gostava de ler com luz natural, acordaria com o sol e voltaria à leitura.

Uma hora depois ainda não tinha conseguido dormir. Mas fechou os olhos quando ouviu movimentação em seu quarto. Quando o intruso parou frente a sua cama, se teletransportou para atrás dele e pressionou uma kunai contra a garganta dele. Se surpreendeu quando o ouviu rir.

– Vê como é incomodo quando alguém invade seu quarto no meio da noite? – Diz Kankuro divertido. – Quem é o nudista agora?

~O~

Sasuke se afastou e acendeu a luz do quarto, sem se importar que estava nu. E não parecia ter nenhuma intenção de se cobrir. Cruzou os braços e o olhou e seu olhar era duro. Tentou não se encolher com a repreenda que havia ali. Tinha tomado uma decisão. Ia ficar. E não estava pedindo permissão a Sasuke para isso.

– O que faz aqui?

– Eu disse que queria vir e você não me trouxe, então pedi a Sakura para me deixar aqui.

– Vou te levar de volta.

– Não. – Se afasta dele. – Eu quero ficar.

– Já disse que não preciso de ajuda.

– Tudo bem, não te ajudo. – Dá de ombros. – Mas ainda vou ficar.

– Faça como quiser. – Diz apagando a luz e voltando para a cama.

Sakura tinha dito que Sasuke não era um homem paciente e que estava de mau humor provavelmente por sua demora em esclarecer as coisas entre os dois. Não tinha notado que ele estava de mau humor até agora. Parecia que Sasuke tinha desistido dele e isso era a última coisa que queria. Ainda não estava confortável com aquilo e tinha chegado à conclusão de que nunca estaria de todo. Mas se essa era sua oportunidade de não estar só, não iria desperdiçá-la. Foi para o canto da cama onde parecia haver mais espaço e começou a tirar a roupa.

– O que está fazendo? – Pergunta Sasuke o olhando.

– Tirando a roupa. – Diz o óbvio.

– Por quê?

– Porque vou dormir e eu durmo sem roupa.

– Não vai nem perguntar se há outro quarto na casa?

– Antes de me trazer Sakura me disse que não havia outro quarto e que você também não tem um sofá, só poltronas. – Diz levantando o lençol para se deitar. – Quando decidi vir, já sabia que teria que dormir na cama com você. – Explica, deitando de lado de costas para Sasuke. – Se isso te incomoda, pode dormir no chão.

Sasuke não disse nada. Nem se moveu. Queria passar tranquilidade, mas a verdade era que estava uma pilha de nervos. E o silêncio dele não estava ajudando. Tinha se metido na cama dele completamente nu. E não estava seguro se temia a aproximação dele ou o afastamento.

– Essa foi uma mudança de atitude muito drástica. – Murmura. – O que aconteceu?

Não respondeu. Não sabia o que dizer. E quando acordou na manhã seguinte, estava só na cama. Levantou, viu que a bolsa que tinha levado e deixado na sala estava a vista e pegou uma muda de roupa antes de ir para o banheiro tomar um banho rápido. Ao sair do quarto, encontrou Sasuke concentrado nos pergaminhos que estavam sobre a mesa que havia entre a sala e a cozinha aberta.

– Bom dia. – Cumprimenta, se aproximando.

– Bom dia.

– Posso preparar algo?

– Eu diria fique a vontade, mas ontem você deixou claro que está bem a vontade. – Diz Sasuke sem olhá-lo. – Então faça o que quiser.

– Te aborrece que eu esteja aqui? – Abre a geladeira.

– Ainda não decidi.

– Me dirá quando decidir?

– Irá embora se eu disser que me irrita ter você aqui?

– Farei o que você faria. – Diz enigmático. – Você iria embora?

– Não.

– Então não vou.

Sasuke suspirou e massageou a testa, parecendo esgotado. Ignorou o clima tenso e preparou algo para comer. Depois pegou uma maçã e começou a descascar. Sakura gostava muito de maças e talvez Sasuke também apreciasse a fruta. A enorme cesta com maçãs que havia sobre a geladeira era um bom indicativo disso. Colocou duas maçãs picadas dentro de um pote e deixou o pode sobre a mesa perto de Sasuke. Então se sentou no chão da sala e começou a verificar a marionete que tinha levado e deixado sobre a mesinha de centro.

Quando seu estômago deu sinal de vida, notou duas coisas. Primeiro que esteve horas tentando consertar a marionete. Segundo, que Sasuke já não estava lendo, o encarava diretamente, girando um liquido verde entre os dedos em uma espécie de tique nervoso. Deixou de lado as ferramentas que tinha nas mãos e devolveu o olhar dele.

– O que é isso? – Aponta para mão dele.

– Nada. – Diz fazendo o líquido sumir. – Vou buscar algo para almoçarmos.

– Posso ir com você.

– Não.

– Mas Sakura recomendou alguns restaurantes...

– Não é uma boa ideia, sou muito conhecido aqui. – Se levanta. – Diga o restaurante que você quer e irei buscar comida nele.

– Tudo bem. – Diz confuso. – Escolha você então.

Sasuke se foi sem dizer mais nada e Kankuro permaneceu olhando o lugar onde tinha estado. Sou muito conhecido aqui? Que diabos de motivo era esse? Será que Suna tinha uma má fama ali por ter colonizado a vila? Ou simplesmente Sasuke não queria ser visto com ele?

Queria perguntar, mas não perguntou. Quando Sasuke retornou, comeram em silêncio. E a tensão entre eles aumentou e aumentou durante o dia até que esteve insuportável. Quando se deitaram, ambos nus, Kankuro estava decidido a fazer algo. Adormeceu com o pensamento de que precisavam conversar. Mas quando acordou, estava em seu próprio quarto. Sentou-se na cama, vendo sobre a escrivaninha a marionete que tinha estado consertando e na cadeira estava a mochila que tinha levado.

Bem, parecia que Sasuke tinha tomado uma atitude primeiro. E a mensagem estava bastante clara. Voltou a se deitar, tinha pedido uma dispensa do trabalho e, nesse momento, não tinha nenhuma vontade de sair da cama.


Notas Finais


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