História Lembranças de um amor - Capítulo 4


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Lembranças, Romance, Tragedia
Visualizações 4
Palavras 431
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Eu aqui madrugando kkk me sinto em dívida com vcs, afinal eu planejava postar ontem. De todo modo, eis o último capítulo...
Boa leitura ; )

Capítulo 4 - Alto preço


-- sabia que aqui é frio? -- sussurrava, como se esperasse uma resposta que certamente não viria. Pode-se dizer essa era sua nova maneira de acalentar o coração.

Ele só queria deixar aquele lugar. Dava calafrios. E o carrasco de olho nele, como um cão guarda sua casa, se enojava da sua presença; perguntara diversas vezes o porquê de lhe tirarem a liberdade, respondia a mesma coisa todas as vezes:

''Lixo não fala''

Sentia seu peito apertar, não se corformava com aquilo, queria ao menos um motivo convincente. A noite caiu e ele continuava a sussurrar, quase como oração, esperando uma resposta, esperando um livramento.

Finalmente seu corpo se cansou e viu-se no dever de -- pelo menos tentar -- dormir. Assim o fez.

Acordou de supetão, antes mesmo do sol levantar direito, era o carrasco que com um prazer dos infernos batia uma caneca na grade da cela. Seria interrogado.

Um homem o aguardava. Era ainda mais carrasco que o outro.

Mal sentou-se na cadeira que aquele lhe apontara  e recebeu de disparada:

''ordenei uma busca na sua casa. Encontraram um frasco de veneno, junto a duas taças de vinho, você a envenenou?''

Seu cérebro parou. Era disso que tinha sido acusado? Como poderia fazer isso?

-- jamais faria. Eu a amava demais para tamanho crime -- respondeu firme. O homem então debochou:

-- Não se faça de romântico! -- O homem alterava a voz, argumentava e era retrucado, se alterava mais. Aquilo se transformara em um debate violento. Aquela situação perdurou até o fim do dia, foi interrompido apenas por um rapaz que trazia o resultado da perícia dos objetos.

O documento afirmava o que ele havia dito durante o interrogatório. Suas digitais foram confirmadas em apenas uma das taças -- segundo ele, os dois haviam brindado e aquela fora sua taça, as digitais tanto da outra taça quanto daquele frasco, eram de outra pessoa.

A ''culpada'' estava enterrada. Aquele vinho envenenado foi servido e consumido por ela mesma, pela sua amada. Naquele instante sua mente estava pior que o caos, tudo aquilo era demais para ele. Não quis acreditar, tinha que ser uma mentira descarada!

-- por que? -- questionava. E essa não era nem de longe a dúvida mais cruel, uma outra perturbava sua mente:

Aquilo era um suicídio ou ela [ por alguma razão] havia falhado miseravelmente em matá-lo?

Esta jamais poderá ser respondida.

De fato voltara a ser um homem livre, mas a que preço ? A custo de uma verdade questionável, a custo do último pingo de sanidade que lhe restava. É assim que termina esta história.

Eis a maior façanha do destino.


Notas Finais


Acabou...
Obrigada a todos que dedicaram tempo a essa leitura, fico muito grata.
Eu espero que tenham gostado!
Agora é melhor eu ir dormir, já estou vendo unicórnios kkk


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