História Lembranças de uma (Ex) Gueixa - Capítulo 1


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Cultura Japonesa, Gueixa, Jimin!top, Jungkookbottom!, Soup, Taegi, Vhope
Visualizações 20
Palavras 1.017
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, LGBT, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Esta é uma fanfic escrita por mim, baseada na vida de gueixas e no filme " Memórias de uma gueixa ".
Espero que gostem dela!

Capítulo 1 - Capítulo 1 - Prólogo


Jimin ainda se lembra do dia em que entrou para a vida de gueixa, sua família era pobre e constituída apenas por agricultores de ervas e poucos legumes que mal davam para alimentar a própria família.


Quando o yen caiu sua família não viu escolha a não ser vender as filhas mais velhas Chun e Chul para uma Okiya no centro da cidade, o que rendeu um certo dinheiro a família mas uma enorme tristeza em seus corações e a cada dia os 4 irmãos restantes e seus pais choravam enquanto trabalhavam na plantação de arroz e suas lágrimas caiam e se misturavam com a água do plantio, quando a temporada da colheita começou eles precisavam ir até a cidade vender o pouco que tinham conseguido. Sua mãe estava cada vez pior mesmo depois de meses, sua aparência era abatida e era como se ela estivesse morta mas seu coração ainda batia, seu pulmão ainda respirava e seus olhos ainda eram capazes de ver as coisas, Jimin se voluntariou a ir vender a mercadoria que tinham e com a permissão de seu pai ele foi até a cidade, com sua velha bicicleta que tinha uma cesta cuja estavam ali tudo o que havia para vender.


Assim que chegou no centro da cidade avistou uma multidão, eles estavam vidrados em algo que Jimin não conseguia ver direito e então resolveu se infiltrar na multidão para ver também. E ah, seus olhos jamais se esqueceriam daquela doce imagem da bela mulher, ela estava dançando com seus leques e os manejando como se fosse fácil se movimentar com camadas de roupas pesadas e como se não houvesse falhas em si, seu olhar era vidrado na mulher que pareceu perceber seu encantamento e o olhou dando um pequeno sorriso com os lábios tingidos, continuando sua dança hipnótica e Jimin sequer percebeu quando a música parou de tocar e todos começaram a se afastar, estava em transe com a visão da mulher dançando e só saiu dele quando uma outra mulher um pouco mais velha e com longos cabelos pretos se aproximou dele e tocou em seu rosto com leveza, a mulher o observou com um olhar profundo e seus olhos cor de chuva o deixaram sem um único espaço para o ar em seus pulmões, a mulher olhou para trás onde estava a outra que havia se apresentado a pouco tempo e com uma voz macia a perguntou


- Chio, é esta bela garota de quem você estava falando ? Ela parece ter um potencial, seu rosto seria uma inovação na Okiya não acha ? - a moça perguntou a outra, esta agora que Jimin sabia que se chamava Chio. Jimin normalmente se sentiria humilhado se outra pessoa o chamasse de menina mas ali não, se sentia honrado em saber que a mulher achava que tinha um potencial, levantou a cabeça e encarou Chio que o olhava com uma expressão neutra e que logo virou a cabeça para a outra mulher, respondendo-a utilizando da voz doce também


- Certamente okaa-san, mas acho que esta bela garota não passa apenas de um belo garoto. Entretanto sua presença seria fantástica em nossa Casa de Chá, sinto também que ele seria uma boa Mayko. - Jimin olhou para a “okaa-san” e a viu se abaixar e o encarar, ela tinha um sorriso tão bonito que o fazia se perguntar como tinha a sorte de ver esses belos anjos, a mulher acariciou seus cabelos negros e para a infelicidade de Jimin fechou os olhos cor de chuva.


- Então pequeno garoto, você poderia nos dizer onde mora ? Eu adoraria conversar com seus pais sobre a questão de seu treinamento - falou a moça e Jimin apenas deu um sorriso que fechou seus olhos e os abriu assim que ouviu a mulher o perguntar novamente, sentia até seu último fio de cabelo tremer de tanto nervosismo e só conseguiu apertar um pouco o pulso da mulher e a encarar.


- Eu moro no campo, na única casa pequena e cercada por uma plantação de arroz. É bem fácil de se achar - Falou e viu a mulher se afastar e pegar o conteúdo da cesta de sua bicicleta, com um gesto delicado entregou o arroz a Chio e estendeu duas notas para si, uma de mil yenes e a outra de quatrocentos yenes o que era o preço normal para aquela quantidade de arroz que tinha que era pouco mais de um quilo.


- Aqui, pegue. É minha maneira de lhe agradecer por me falar seu endereço, apareceremos lá qualquer dia - a mulher falou se levantando e se virando, indo encontrar Chio e ambas faziam parecer que andar naqueles sapatos enormes de madeira era como andar descalço na terra, ou seja, fácil. Jimin sentia o coração quase parar em seu peito, correu para sua bicicleta e montou nela segurando o dinheiro de maneira forte junto ao guidão direito da bicicleta, pedalava como se sua vida dependesse daquilo e para ele, naquele momento, sua vida dependia muito mais do que da corrida que a bicicleta fazia contra o vento ou contra a estrada de terra.


Quanto mais chegava perto de casa, mais e mais sua respiração ficava mais ofegante e a cada vez que a casa se aproximava mais de seu campo de visão, mais nervoso ele ficava afinal como iria contar que havia sido chamado pela própria ‘Okaa-san” das gueixas para começar o treinamento de mayko, mesmo sendo um homem, mesmo sendo um garoto de 12 anos apenas, se sentia cada vez mais como se estivesse vivendo numa realidade de mentira, assim que abriu a porta de casa viu seu pai sentado na cadeira da pequena mesa de jantar, foi até ele e o entregou as duas notas de yen o que fez seu pai sorrir e dar um leve tapinha em suas costas, como um dono que dizia ao cachorro que ele era um bom garoto.


Naquela noite Jimin foi dormir com a cabeça inerte em pensamentos de quando a mulher iria em sua casa, pagaria aos pais para o ter como mayko e escolheria uma gueixa para o treinar.



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