História Lembranças. (Dramione) - Capítulo 22


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Categorias Harry Potter
Personagens Angelina Johnson, Astoria Greengrass, Draco Malfoy, Gina Weasley, Gui Weasley, Harry Potter, Hermione Granger, Jorge Weasley, Kingsley Shacklebolt, Luna Lovegood, Molly Weasley, Olívio Wood, Pansy Parkinson, Percy Weasley, Personagens Originais, Ronald Weasley, Ted Lupin
Tags Anos, Comedia, Descobrir, Drabble, Draco, Dramione, Harrypotter, Hermione, Lembranças, Reviver, Romance, Sentir
Visualizações 767
Palavras 3.167
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drabble, Drabs, Drama (Tragédia), Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá amores! 💙☺ primeiro gostaria de agradecer aos 300 favoritos que Lembranças conseguiu, e isso tudo graças a vocês, que a tornaram assim. Obrigada, obrigada, tô no céu, além das nuvens, voando! 💙💙

Gente, eu sempre mando beijo pra qh favoritou no último cap, só que eu apago das notificações e salvo o nick nas notas, e o meu telefone fechou sem eu salvar, e por isso vou ficar devendo esse beijo pra vocês. Me desculpem.

Enfim, curtam o cap!

~Juro solemente Não fazer nada de bom!~

Capítulo 22 - 21 - Tramando.


Fanfic / Fanfiction Lembranças. (Dramione) - Capítulo 22 - 21 - Tramando.

21: Tramando.



Meow! - pérola miou para ela pela quinta vez antes de subir em sua cama e começar a se esfregar em sua lateral.


Eram mais de nove horas da manhã, ela nunca dormia até tão tarde, especialmente porque tinha deveres de alimentação para com a felina, e que porque julgava um ato preguiçoso dormir enquanto tinha tanta vida para aproveitar, eventualmente, esquecera-se de seus princípios e por isso pérola tinha que lembrá-la ao menos de encher seu potinho.


Meow. Meow. Meow. - Pérola insistiu em acordar Hermione até ver a cabeça dela saindo em meio as cobertas e resmungando enquanto coçava os olhos.


Ela piscou repetidamente para se acostumar a claridade que adentrava seu espaço, e repreendeu-se por ter deixado sua janela entreaberta, que era de onde provinha a vaga luz e o ar gélido que esfriava seu nariz.  Esticou um pouco sua cabeça para o lado, esperando ver seu despertador e as horas e somente ao vê-lo foi que entendeu o motivo pelo qual pérola estava tão barulhenta. Provavelmente - e com isso era quase que cem por cento de certeza -, ela estava faminta.

Sentando-se na cama, ela pescou sua varinha e fechou a janela antes de trazer a gata para seus braços e acariciá-la. Desculpando-se por sua negligência de uma mãe que se esqueceu de acordar para alimentar a cria por estar com muitas coisas na cabeça.


Afastou o edredom para o lado e desceu da cama ainda com Pérola em seu colo, enquanto ambas moviam-se para a cozinha do apartamento. Colocou pérola no chão e pegou sua comida de gatos despejando no potinho, e em seguida retornou ao quarto dirigindo para o banheiro para escovar os dentes e lavar o rosto, depois apenas jogando-se na cama uma segunda vez, onde ficou olhando para o teto sem saber o que fazer de fato.


Ocasionalmente, estava carregada de dúvidas quanto ao que poderia fazer acerca de Draco. Via-o com tanta freqüência durante seus dias de trabalho que era uma bênção quando passava mais de três horas sem esbarrar com ele. E, ao que aparentava ele parecia empenhado em estar em cada maldito local que ela pudesse estar, sempre cheio de sorrisos e gentilezas e fazendo a cabeça dela confusa entre a ira de sua hipocrisia e a notável vontade dele de fazer as coisas darem certo, sendo no âmbito da amizade.

Sem mencionar, as memórias que chegavam a ela sem rodeios, e algumas delas eram tão; “wou”, que chegavam a doer em seu coração. Ou seja, sua escolha de cozinhar Malfoy em banho-maria não estava tendo um caminho fácil, de qualquer forma, ela jamais esperou que tivesse.


Hermione permaneceu na cama por mais algum tempo, seus olhos apenas fixando qualquer ponto específico de seu teto ao tempo em que sua mente trabalhava formas de não enlouquecer ao tentar descobrir fatos sobre seu passado. A bolha em que ela estava fora estourada por uma forte batida em sua porta. Contrariada, ela ergueu-se da cama e se arrastou preguiçosamente para a porta da casa, onde abriu a mesma e se deparou com dois pares de íris azuis e uma cabeleira ruiva e outra loira. Estes sendo Ginny e Marvin, respectivamente.


— Bom dia! - saudou Ginny animadamente, abraçando Hermione em seguida -

— Dia. - ela respondeu e deu acesso a ruiva, que entrou, e então cumprimentou Marvin -

— Uh, cara péssima, acabou de acordar. - constatou a outra quando ela fechava a porta e virava-se para encará-los.

— Hoje é sábado. - lhes respondeu franzindo o cenho e indicando o sofá para ambos. Nenhum deles se sentou.

— Por isso estamos aqui! - anunciou o homem sorridente pousando algumas das sacolas que havia trazido consigo - Decidimos que você não vai se afundar na solidão.


Ela riu antes de cruzar os braços com desdém.


— Eu não estou na solidão. - comunicou revirando os olhos, mas sendo incapaz de conter o sorriso que começou a surgir - Apenas preciso pensar.

— Acho que você já pensou demais, Mione, precisa agir. - opinou a ruiva lançando a ela um olhar significativo de quem sabia muito bem o que estava falando - Você merece vingança!


Hermione tinha contado absolutamente tudo a Ginny e Marvin sobre Draco, a ruiva porque apareceu no Ministério logo após Hermione ter deixado-os plantados no restaurante e exigiu que ela colocasse palavra por palavra para fora, ou então arrancaria dela, e não seria com Legilimens, a castanha recordava perfeitamente de ter sentido medo da expressão homicida que a cunhada ruiva adquirira naquela tarde, por tal acabou contando tudo - algo que a fez mais leve de fato. E Marvin porque Hermione sentia que podia confiar nele, era estranho, porque o conhecia a menos de dois meses, mas ela não tinha dúvidas em relação a sua lealdade, então devia isso a ele, esta explicação.


— Eu não quero vingança, Ginny. - ela declarou descruzando os braços e olhando diretamente para os olhos de sua amiga, com sinceridade - Quero a verdade. Os motivos, o que o levou a isso...

— Ele não vai te dar isso de graça se pensar que você ainda não sabe… - Gin disse de forma simples e contida -

— O que você me sugere? Chegar até ele e dizer: “Ah, oi Malfoy, bom dia, como vai o trabalho? A propósito, um dia desses me lembrei que namorávamos e você apagou minha memória, podemos conversar sobre isso?

— Eram namorados? - perguntou Marvin franzindo o cenho, aquela informação era nova pra ele -

— Não! - a Granger respondeu rapidamente, depois se deu conta de que não sabia o grau de intimidade ou relacionamento que mantinham - Quer dizer, não sei! ARG! Eu somente estou dizendo que não quero deixar ele saber.

— Eu não iria sugerir isso, embora seja uma boa ideia. - afirmou Ginny acariciando a própria barriga ainda lisa -  Iria dizer que devemos mexer com a cabeça dele.

— Torturá-lo? - Marvin ofereceu, seu semblante se iluminando diabolicamente -


Ginny riu, Hermione arregalou os olhos.


— Por Merlin, não. - dispensou a ruiva balançando a cabeça - Mas, dar dicas, deixar coisas sobre o passado no ar… Se ele lembra, então deve pensar que o feitiço ainda funciona, vai ficar bem mexido se perceber que algo pode estar mudando nisso.

— Você acha mesmo? - perguntou Hermione vagamente interessando-se -

— Não sei, mas é melhor do que você deixar essa raiva esfriar de vez e se acomodar. - Gin deu de ombros, finalmente indo se sentar.

— Eu NUNCA vou deixar isso acomodar! - rebateu Hermione - Ainda vou confrontá-lo, pode ter certeza disso.

— Okay, okay, mas vamos dar um gás a mais a você. - comunicou Gin sorrindo maliciosamente - Eu e Marvin já temos idéias.

— Estou me sentindo o próprio Grindelwald tramando contra o mundo bruxo...


(...)


Até que Hermione tivera um sábado divertido. Deu muitas risadas com aquele casal improvável de amigos que vieram para lhe visitar. Imaginou que Gin poderia surtar por ela ter conhecido outra pessoa - e por ter se tornado tão próxima dela -, mas para a surpresa da morena, a ruiva simplesmente amou Marvin. Falaram a tarde toda sobre tudo e nada, talvez por isso tenha se divertido tanto, porque eles conseguiram desligá-la de sua maldita obsessão pelo seu passado arrancado sem dó. Mas não podia evitar de remoer tudo quando se encontrava sozinha, e bem, ela sempre se via sozinha, no fim.

Ainda era cedo, mas Ginny tinha marcado um jantar com Harry e Marvin tinha um trabalho noturno então ambos tiveram que ir.

Ela levou seus cobertores para o sofá e ligou a televisão a fim de se distrair, ocupar a mente e os olhos e quem sabe seria capaz de afastar as lembranças que certamente estavam esperando o momento em que ela estivesse mais despreparada para que pudessem se lançar a ela como um tsunami de novas descobertas, afogando-a em sensações e sentimentos, e sufocando-a de mais perguntas que ela temia não descobrir as respostas. Frustrada com tanta bagunça interna, ela ligou a televisão, e encontrou um filme para assistir.


***


Na manhã de domingo, a castanha foi visitar seus pais para o almoço como era o combinado, a noite, ela foi jantar com os Weasleys como era programado desde que terminou os estudos em Hogwarts.

Sendo agora amiga declarada de Pansy, os vermelhos tiveram em se contentar com zoar a cara de Ron sobre possíveis sequestros e roubos a sua mulher - ou como ele tinha conseguido obrigá-la a se casar com ele -, e piadas sujas de George quando seus pais não estava na sala.


Fora um final de semana divertido aquele, afinal de contas. Mesmo com o fantasma de Draco rondando seus pensamentos, e pequenas lembranças lhe recaíssem nas horas mais inoportunas, transformando-a num ser paralisado e praticamente abduzido, que ficava olhando para o nado enquanto sua cabeça era invadida por mais bagunça. No final da noite, perto das dez, ela regressou para sua casa, para o local onde tinha que ser seu conforto, seu porto seguro, e era. Ainda era. E ela faria de tudo para que continuasse sendo, por toda a sua eternidade, por toda a possibilidade de seu futuro feliz. O futuro que tinha pensando cuidadosamente desde que sua vida havia entrado nos eixos. Ou, ao menos ela pensara estar nos eixos. De qualquer maneira, lutaria por isso, pela sua almejada paz, apesar de tudo, merecia isso.


Deixou tudo organizado para o dia seguinte. E então, depois de alimentar pérola e tomar aquele banho relaxante, ela deitou-se na cama e esperou até que pudesse ser levada pela inconsciência.


(...)


Hermione sempre dizia que segundas feiras eram maus necessários. Nunca imaginou que levaria isso tão literalmente para sua vida.


As lembranças lhe conturbaram o sono durante praticamente toda a noite, e poderiam ser as culpadas do tanto de maquiagem que ele tivera de usar para disfarçar as olheiras.

Como dispusera de tempo demais com a arrumação, não pode apreciar seu chá, e teve de sair às pressas de sua casa e comprar café pela rua, cafeína ajudaria-a controlar o sono de uma noite mal dormida por culpa dele. Pelo menos podia ir caminhando, já que repouso felizmente chegara ao fim.

Suspirou profundamente enquanto seguia para o Ministério, recapitulando os acontecimentos das últimas semanas, pedindo a Merlin, Deus, e todos os seres místicos que tivesse forças para seguir com seus planos, e que não cedesse ao maldito sentimento que nutriu por ele.

Quase chegava a ser doloroso fisicamente voltar ao passado em cada noite, em cada olhar que ele lhe dava. Cada pedacinho dela estava sendo montado como um quebra cabeças. E havia tantas peças perdidas! Algo que ela não sabia onde encontrar, nem onde procurar. Tinha que se deixar levar, saber onde ia parar. E ela odiava isso. Odiava não saber o que fazer. A inércia a atormentava. A impotência a torturava. Mas isso não era o pior de tudo! Quem dera fosse.

A rotina. Ter de esbarrar nele todos os malditos dias no Ministério e ter que fingir não se lembrar de tudo o que compartilharam, e saber que ele se lembrava, isso destruía o coração dela. Afundava mil vezes mais, e furava. Como uma adaga presa em alguma linha temporal, repetindo, repetindo, repetindo. A mesma coisa todos os dias. Recordou-se assim que chegou ao prédio do Ministério, o que Gin havia lhe dito, que não poderia deixar aquilo esfriar, se acomodar. Como poderia? Como seria capaz de deixar isso acontecer? Se estava dentro dela e lhe lembrava a cada batida se seu coração, a cada vez que se lembrava de alguma coisa, por menor que pudesse ser.


Caminhou lentamente até sua sala, seu coração pesado desde que colocou os pés ali, onde sabia que ia esbarrar com ele, e onde teria que tentar ser forte, fingir não saber de nada, para assim quem sabe descobrir mais detalhes, histórias, ter algo dele. Inevitavelmente, uma vontade avassaladora se apossou dela, a fez caminhar em direção ao lugar que por quatro anos havia sido seu.


O corredor aquela hora ainda estava deserto, sequer Brienne havia chegado ainda. Ela se aproximou janela da sala, olhando por entre a fresta da cortina, e viu que ele estava lá dentro, rabiscando em alguns documentos que deveriam ser de novos casos, focado, interessado. Abaixou a cabeça tentando controlar as ondas de sentimentos que foram empurradas para ela aquela manhã, e que tinham levado-a até ali, frente a ele. Olhou mais uma vez pela pequena fresta que tinha, observando-o agora pegar um pequeno papel e escrever algo, em seguida, deixar em cima da mesa, sua curiosidade atiçando-se de uma forma desproporcional a uma pessoa normal.
O sol fraco - raro daquela estação - que entrava pela janela atrás dele o fazia parecer uma miragem, com um reflexo luminoso em suas costas o fazendo parecer quase como um anjo, um veela, algum ser que era dotado demais de beleza, que não fazia parte do mundo dos meros e tolos "mortais". Ao perceber que estava fazendo tais observações ela afastou-se da janela. Porque parece que todo aquele sentimento passado havia sido de repente despejado sobre ela de forma irregular, e, até o modo dele respirar estava atiçando-a. Se via sempre cedendo a impulsos, de tocá-lo, de confortá-lo. Instigando-a a ir até ele e deixar que todos os seus desejos - por ela julgados insanos - fossem saciados. Mas não podia fazer isso. Porque era surreal e inacreditável que ela tivesse tido tanto amor por aquele ser que até dois meses antes ela só se recordava odiar. Afastou-se da janela um tanto que atordoada, sabendo que precisava sair de perto dele o mais rápido possível, antes que aquela adolescente que se apaixonara por ele tomasse as rédeas de seu corpo. Esse medo a consumia fervorosamente.

Deu passos atrás sem perceber que na sua mesma direção, também distraída vinha outra pessoa. E o esbarrão não teve como ser evitado. Hermione sentiu-se colidir com algo e virou-se para ver o que ou o quem havia sido. Era Astória.

A loira dos olhos azuis arrumou os cabelos claros e lisos e sorriu para Hermione genuinamente, mostrando dentes brancos e perfeitos para ela. Greengrass era tão bonita - apesar de na concepção de Granger, ser fútil -, ainda dessa forma fazia com Draco um belíssimo casal, teve de admitir Granger, mesmo que estivesse se corroendo internamente.

— Oh, Granger, me desculpe - pediu Astória, tocando levemente no ombro da castanha - Draco está? - perguntou -

Neste mesmo momento, antes de Hermione responder a pergunta que lhe havia sido feita, a porta da sala foi aberta e por ela saiu a cabeça platinada de Draco. Ele estava com alguns papéis, que possivelmente deveria dar para Brienne encaminhar. Parou olhando confuso para Hermione e Astória ali, paradas lhe olhando.

— Oi querido. - a corvina se adiantou, aproximando-se do loiro e lhe saudando com um beijo casto nos lábios, que ele retribuiu um pouco desajeitado demais para o desgosto de Hermione. -

Malfoy sorriu constrangido e olhou para Hermione com suas sobrancelhas unidas em seu embaraço, a castanha encontrava-se ao seu lado, sentindo-se totalmente mexida com aquela cena, aquele singelo e normal tocar de lábios. Ela sabia que não era certo, que ela não deveria se importar com o relacionamento do Malfoy, já que o mesmo havia deixado-a no escuro, apagando sua memória e fingindo que nada nunca tinha acontecido entre eles. Mas seu coração estava se mostrando bem mais rebelde do que julgou ser, fazendo a bruxa ter vontade de afastar a outra do homem, com a desculpa de que ele era seu, como tinha sido no passado. Hermione fechou as mãos com força, controlando-se ao máximo para não deixar se levar por mais impulsos - estes que levariam sua decadência -, e se forçou a sorrir, tentando não transparecer tudo o que estava sentindo. Um turbilhão chegando a ela, sentimentos e sensações e tudo ao mesmo tempo, e ela mal tinha como respirar sem mostrar que estava a ponto de um colapso.

— Ast, entre... - Draco abriu um pouco o mais a porta e deu passagem a noiva - Quer algo, Granger? - ele perguntou, pondo-se novamente metade para dentro e olhando profundamente para Hermione.
— Você está ocupado agora, eu volto depois. - ela disse, sua voz séria demais. Talvez por ele usar o sobrenome se há tempos ele só a chamava pelo primeiro nome. Fosse, quem sabe, por sua noiva estar presente? Não sabia, mas estava chateada demais para perguntar.
— Isso não quer dizer que eu nã-...
— Volto depois. - Ela começou a andar interrompendo-o e deixando-o falando sozinho. -

Avançou com rapidez o próximo corredor e desapareceu da vista de Draco. Teve vontade de esmurrar a parede, não mais por ele estar com Astoria, mas porque ela vinha sentindo esses malditos espasmos bipolares, e esse sentimento que deveria ter sido enterrado no inferno junto com todas as palavras, promessas e juras que um dia ele tinha feito a ela. Atordoada, esbarrou com Brienne que vinha igualmente distraída pelo corredor, e desta vez ela foi ao chão sem cerimônia alguma, ficando tempo demais no chão, sem aparentar ter a intenção de se levantar.
Resmungou palavrões como poucas vezes fazia, na sua tentativa de canalizar o medo e a irritação que já havia sido jogada em sua cara logo pela manhã, até perceber que tinha sua secretária lhe olhando com a boca aberta enquanto um vinco de preocupação nascia entre suas sobrancelhas.


— Srta Granger, está tudo bem? - quis saber, receosa, aproximando-se vagarosamente -

— Sim. - ela disse ao mesmo tempo em que soltava todo o ar que havia em si, inspirando fundo logo em seguida e se erguendo do chão, juntamente de sua dignidade e sua autopiedade - Só uma noite mal dormida, e alguns problemas do passado…

— Oh. - Brienne respondeu, acenando com a cabeça e estreitando os olhos, mas desistindo de perguntar sobre. - Então, vou…

— Espera… - pediu Hermione desesperadamente depois de notar que a mesma poderia lhe ser útil -

— Pois não? - desconfiada, a loira pôs-se a ajudar -

— Preciso que faça algo por mim, Brienne, algo que pode me ajudar a seguir uma decisão…

— Se estiver ao meu alcance…


***


“B”


Era tudo o que estava escrito no pequeno papel, tudo o que ela pedira para Brienne pegar na sala de Draco, e tudo o que ela precisou para entender que Ginny tinha razão, e ela soube; não ia deixar aquele dentro dela esfriar.


Seu lírio estava lá no vaso de cristal como de costume e com seu cartão, aquele mesmo que ela comparava com o que tinha roubado da sala dele, e eram idênticos. Os traços da letra, as mesmas curvaturas. Uma letra que fez a insônia dela por meses, e então tudo estava explicado. Rápido demais, exatamente como todo o resto das lembranças que vieram a ela.


Como um raio de luz.


Balançou a cabeça enquanto rodeava a mesa e sentava-se em sua poltrona.


— Se é pra mexer com a cabeça, então vamos mexer. - murmurou e amassou o papel roubado, jogando-o na lixeira.


Notas Finais


Uuui, ela vai mexer com a cabeça dele. Rsrsrs.
Sou grata do fundo da alma por quem chegou até aqui comigo, e vem mais gente. Um pouco mais. Kkkk

Amo vocês, todos vocês. 💙

Comentem muito! Hahahha

Beijos de luz?

~Malfeito, feito!~


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