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História Lenda - Capítulo 1


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Capítulo 1 - Capitulo Único


Fanfic / Fanfiction Lenda - Capítulo 1 - Capitulo Único

 

Era só mais uma dança que ela dedilhava com certa leveza, em uma tal ”citara”, o ambiente se rendeu a tal beleza que saia daquelas pequenas e frágeis mãos.

Uma flauta se iniciou, para se desmanchar na frente de espectadores petrificados e de seu companheiro. Dizia que essa era a mais especial de todas que tocaria naquela noite.


A lenda da flor e da espada.


Um espadachim apaixonado por uma flor do inverno, escrava de um feiticeiro de ciúme férrico. Se encontraram por acaso, no primeiro dia do inverno. Quando viu aquela pequena flor roxa se abrir, sua mente foi dominada por lembranças um tanto apagadas pelo tempo que deixara, levar. Ela se espantou ao ver uma figura tão honrada a sua frente. Só conhecia o terror do cativeiro feito por um feiticeiro que de tão terrível que era lhe aprisionou como se fosse fera. Contou sua história, parou algumas vezes para enxugar as lagrimas que caiam naquele solo.

Assim que terminou, ele agradeceu e seguiu até o lugar que o feiticeiro morava. Encontrou sem dificuldades. Não bateu à porta, apenas a empurrou viu que não havia ninguém, pegou a chaleira que estava no fogo colocou o conteúdo em uma xicara e esperou...

Horas se passaram e o feiticeiro retornou. Quando o espadachim o viu, sorriu e falou: Mais uma vez, você pegou a flor mais bonita da vila e me amaldiçoou. Pegou a espada e a capa que usava e caminhou olhando para o feiticeiro que nada disse.

Este lhe seguiu até a clareira que havia na floresta. Lembranças de um passado amargurado bailavam entre eles, nada e nem ninguém podia prever o destino.

Cada lado tinha um ponto a seu favor, mas apenas um podia ficar em pé. Chegaram ao ponto mais alto daquela colina, a batalha final seria a mais árdua entre eles. Como um relâmpago, se iniciou a luta.

O espadachim via-se em uma situação de uma boa vantagem, mas por descuido, acabou derrotado! O saquinho que o magico carregava, jogou para o alto e o cortou. O pó que saia formava uma figura que o guerreiro conhecia, era a sua flor favorita que estava se esvaindo bem na sua frente. O olhar de raiva para o magico era o mais apavorante possível, mas, antes que pudesse pegar a espada, o feiticeiro sorriu e falou: Você acha mesmo que eu te amaldiçoei? Foi você que tentou roubar as minhas flores mais belas! Elas foram sua ruína! Culpe-as, não a mim! 

Olhou mais um vez para o feiticeiro e no lugar deste, viu sua flor. Ela, parada segurava a espada, ele se perguntava o porquê. Olhos amendoados e outro violeta fizeram a maior batalha vista em todo o mundo.

Sentiu um gosto de ferro e viu que a espada estava espetada em si. Seus olhos ficavam pesados e a última coisa que ouviu foi:

“Rui o passado, fraco e gasto.

O destino que divide nossas almas, sucumbe à ruína que segue seu rumo,

afastando as trevas que para o alto se apresenta,

nos olhos que novamente viram a dor sem se curvar.

Então, finalmente, renascer em águas límpidas e serenas.”

 

Ninguém sabia dizer quem estava em vantagem. Quando o céu finalmente clareou, viram que o feiticeiro estava em pé e gritaram: A vitória é nossa!

Foi alegria contagiante para todos os lados, mas, para a jovem flor havia algo a mais nessa vitória.

 

A flauta parou de tocar, a dança cessou, agora aquela música era aplaudida, sorriso e assobios eram ouvidos em todas as partes do salão principal.  A lenda seria contada para o mundo e ficaria conhecida uma história de amor de inverno.

 

{}{}{}

 

Guardou os instrumentos com cuidado, não podia deixar algo tão belo, quebrar. Saiu, observando a lua que emergia a sua frente, um largo sorriso brotou em seu rosto quando viu seu amor a sua frente.

-Minha flor, como foi hoje?

-Bem, meu lindo.

-Aquela lenda de novo?

-Sim. Sabe que não posso esquecê-la e tenho que honrar a minha família.

-Entendo. Mas, o que faremos agora?

-Não sei. O que sugere?

Os dois riram dessa última pergunta feita e seguiram o caminho rumo ao desconhecido, sem esquecer que são as histórias que moldam o mundo e que sempre terá alguém disposto a lembrar e contar as próximas gerações.

 



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