História Lenda do outono - Capítulo 1


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Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, Kai, Lay, Personagens Originais, Sehun, Suho
Tags Baekhun, Power, Power!au, Sebaek
Visualizações 17
Palavras 2.366
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fantasia, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Sobrenatural, Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Ei, como estão? Espero que tudo esteja bem ^^
Para explicar melhor tudo na fic, eu irei separar as coisas aqui em "tópicos", espero que dê pra entender. Mas antes eu quero agradecer a @kailosh pela capa maravilhosa <3

° A história se passa em outro mundo, no qual eu não especifiquei nome, mas imaginem que esse mundo é uma enorme pangeia, que irá ajudar no entendimento.
° Não posso prometer atualizações frequentes, mesmo que eu tenha metade da fic feita - por tê-la postado anteriormente em uma antiga conta minha -, vou tentar atualizar uma vez por mês, mas por ser uma história que demanda muito de mim e é muito trabalhosa eu não posso prometer nada :c além do mais que estou passando por alguns problemas na minha vida o que dificulta tudo.
° Por último, ao longo do que a fic for se desenvolvendo, eu vou adicionando novos couples nas tags, mas o principal sera sebaek, e como está nos avisos teremos um casal heterossexual - não é algo que eu me aprofundo muito, mas eu quis inserir isso porque o mundo não é só de homossexual igual 99% das fics não é mesmo? akjskj

É só isso,que eu me lembre que eu precisava avisar.
Espero que gostem e boa leitura <3

Capítulo 1 - Prólogo


O mundo fora dividido em duas regiões após uma grande guerra que ocorreu há milênios. O medo ainda era palpável entre as pessoas, o medo de uma nova guerra se iniciar, eles sabiam que a cada dia que se passava a eclosão de uma nova guerra se tornava mais próxima. Não estavam prontos para outra guerra, iriam novamente perder inúmeros, lutar com as armas que os restavam, e as duas partes estavam enfraquecidas de mais para poderem lutar. Não existia material, nem força para lutarem novamente, mas a tensão percorria entre as duas regiões.

As duas regiões poderiam ter pensamentos parecidos, e serem parecidas fisicamente, porém existia uma razão bem simples de serem separadas. A história era um pouco longa de se contar, mas nas duas regiões eram ensinadas as crianças diariamente a razão de serem separadas, e o que ocasionou e ocorreu na guerra. Os dois lados prosperaram ao longos dos milênios, a tensão de uma futura guerra diminuía a cada dia, viviam sabendo da existência um do outro, mas ninguém se atrevia a atravessar a fronteira, afinal isso seria declarar guerra.

Antes da guerra ocorrer, cerca de dois mil anos atrás, não existia divisão alguma naquele mundo, todos viviam juntos e felizes, mas existiam pequenos traços que indicavam a eclosão de uma guerra. Dois irmãos governavam ali com pensamentos opostos, ambos viviam brigando entre si e tal fator afetou a população, dividindo-a em quem apoiava o irmão Lu e o Xiao. Tal briga era apenas o começo. Dizem que em uma noite chuvosa Lu acabou descobrindo a existência de humanos que tinham poderes – assim como ele, que guardava esse segredo à sete chaves. Em algum momento, infelizmente Xiao descobriu a existência do poder do irmão, e viu a chance perfeita de governar sozinho. Xiao estava caçando o próprio irmão.

Assim a guerra se iniciou. Quando Xiao descobriu que existiam outros como Lu, matara alguns desses monstros’ junto com humanos que usavam tochas e armas, os humanos com poderes fugiram para o oeste com medo de mais ataques. E o mundo fora divido entre o lado que tinha os humanos com poderes juntamente com o irmão Lu, e no outro lado estava Xiao com os humanos. Desdê então os dois lados viviam em completo caos temendo que os dois irmãos atacasse um ao outro, porém esse dia nunca chegou a acontecer. Novos governantes assumiram o lugar dos irmãos e prosperavam as regiões, mas nenhum ousou tentar contato com o outro lado. A única coisa que sabiam do outro lado eram as histórias contadas pelos antepassados.

O lado em que Lu governou não possuía divisão social, todos se ajudavam mutuamente, cuidavam uns dos outros, e usavam os poderes para ajudar a prosperarem a região. Os poderes eram algo simples e fáceis de serem manipulados, cada um nascia com um poder podendo existir poderes iguais, os mais comuns eram o de controlar fogo, água e vento, mas existiam alguns outros, catalogavam cada poder novo existente. Também existiam regras para usarem os poderes, possuíam forças demais podendo fazer eclodir uma guerra naquela região, ou acabar com o planeta dependendo da força em que usavam, por isso eram treinados a domina-los corretamente.

O outro lado vivia o mais puro capitalismo, trabalhavam horas e horas para ganhar uma miséria e sobreviver, porém sempre que possível se ajudavam, existiam milhares de regras e ordens a serem seguidas. Eram completos opostos tanto em pensamentos como pela forma de governo. A única regra que interligava os dois lados era: nunca cruzar a fronteira. Existiam guardas na fronteira, vigiando-a vinte e quatro horas por dia, cruzar a fronteira só podia significar guerra, e quem a fizesse estaria clamando pela mesma. Os dois lados temiam uma guerra tanto quanto temiam um ao outro, não sabiam o que poderia ocorrer caso alguma guerra ocorresse, era perigoso demais.

Para tentar manter a paz entre os dois lados, houve um acordo que os dois governantes fizeram sem a conscientização da população, chamavam-no Concórdia, a palavra era o sinônimo da palavra paz, porém concórdia era uma pessoa. Um homem que poderia vagar entre os dois lados, passava informações entre os dois governantes tentando manter a paz e o total sigilo entre os dois, ninguém sabia da existência desse homem, muito menos o nome do mesmo. Caso algum dos lados pretendesse uma guerra, o concórdia a apaziguava, era assim há anos, e ele era a única razão de uma guerra ainda não ter ocorrido – ao menos era isso que todos acreditavam.

Dessa forma, existia paz entre as duas regiões, e ela reinava há milênios. E todos esperavam que ela durasse por muitos outros milênios novamente.       

 

.
 

Naquele dia a reunião no extremo oeste começou mais cedo do que o costume, as vozes assustadas e temerosas percorriam o salão, ninguém sabia o que estava acontecendo, simplesmente haviam sido chamados ali. As reuniões ali ocorriam de mês em mês, conversando sobre mudanças nas escolas, trabalhos, e regras, as famílias mais poderosas e próximas do governante eram chamadas para essas reuniões, além de cientista, filósofos e todos que ajudavam a inovar a sociedade de alguma forma. Eram reuniões muito barulhentas pela quantidade de pessoas, mas era possível sentir a tensão naquele momento, afinal era a segunda reunião do mês, e só podia indicar uma coisa: problemas.

O lado oeste costumava ser bem mais pacífico e calmo que o extremo leste, mas nenhum dos lados estava sem problemas, qualquer região que fosse ou lugar os problemas iriam existir para todo o sempre, não tinham como fugir disso. A sala de reuniões tinha um parede a prova de sons para que nenhum intruso pudesse ouvir as conversas, todas as pessoas dentro possuíam convites e bilhetes que comprovassem que foram chamados para estar ali, era um local de alta segurança. Os guardas estavam espalhados pelo ambiente averiguando todos que estavam presentes.        

O ambiente tinha tons dourados, e esverdeados pelas flores extremamente caras, e os moldes de como o planeta era, o mapa do mundo, e tudo que pudesse ajudar a área à se desenvolver em diversos pontos, havia incensos espalhados pelo cômodo trazendo conforto aos participantes. Podia-se ouvir o barulho da chuva caindo fortemente do lado de fora, os trovões silenciando as vozes, e a penumbra da noite assustando as crianças que estavam em suas respectivas casas, o outono estava chegando, era uma região chuvosa naquela época do ano. Os pais presentes no cômodo não viam a hora de ir para as casas acolher os filhos em um abraço, porém precisavam estar ali.

Quando Kim atravessou pela porta de entrada o silêncio perdurou, apenas o barulho da chuva permanecia, os cabelos grisalhos estavam molhados, a pele contava com inúmeras rugas e marcas pela idade já avançada, mas o sorriso adornava os lábios do mesmo – ele sorria até nos piores momentos -, e todos temeram ao ver o suspiro cansado e triste saindo pelos lábios do Kim, naquele momento tornou-se obvio que tinham problemas graves. Kim governava a região há longos vinte e cinco anos, ajudou a expandir a região e a cultura, e todos o amavam, e queriam que o filho de Kim sucedesse ele, tornando-se governante pelos próximos anos. A verdade era que quando Kim adoecesse ninguém sabia como a economia iria continuar.

Um corpo menor e curvado passou ao lado de Kim, ficando lado a lado do governante na mesa, as vozes voltaram a surgir assim como o fervor dentro da sala, eles sabiam que o problema era bem maior do que parecia, afinal tinha o governante lado a lado com um historiador. Os convidados se perguntavam se descobriram algo que mudava a história que conheciam, ou algo mais grave, as palavras escritas no convite batucavam na cabeça dos mesmos: “temos assuntos urgentes à serem tratados”. Calaram-se imediatamente ao que o som da mão do Kim batendo contra a mesa soou, e voltaram a encarar os dois ali presentes.

Conheciam muito bem o historiador presente, era muito conhecido por estudar lendas antigas e a verdadeira história por detrás dos poderes que os originaram, seu nome percorria quase todos os dias pela região soando como um mantra sagrado, e suas descobertas eram excepcionais. Byun Soo era um dos maiores inovadores da região, a família do historiador era conhecida pela bondade e gentileza, todos conheciam-no. Os cabelos castanhos com pedaços grisalhos, a expressão tímida, e a forma curvada de andar eram as principais características do historiador.

— Convoquei-vos aqui por causa da uma importante pesquisa que Byun fez. — Kim se pôs a falar, a voz mais alta que o normal para atrair a atenção. — É de extrema importância a atenção dos senhores.

Todos se calaram, e assim Byun pigarreou com os inúmeros olhares sobre ele, e ditou: — Estive pesquisando durante cinco anos, entrando em tumbas, cavernas, e finalmente encontrei o que tanto procurava. Uma nova parte da história, um conto perdido, pode ser até mesmo uma lenda, mas como o Senhor Kim lhes disse é de suma importância. — Tirou folhas do bolso a encarando por segundos antes de continuar. — Eu a chamo de Lenda do Outono.

— E sobre o que essa lenda diz? — Um dos filósofos presentes perguntou ao fundo.

— Meu caro senhor, é bem simples. — Continuou, tinha a atenção de todos voltada a ele. — O grande Lu era um pesquisador assim como muitos de nós, gostava de saber mais sobre o mundo em que viviam, ele ansiava por lendas e histórias, ansiava por desvendar os mistérios do universo. Como principal historiador da história de Lu, conheço perfeitamente as histórias dele, e aqui temos uma das principais lendas do mesmo. Deixe-me a ler para vocês.

Estavam curiosos deslumbrados pela certeza e pela forma robusta que Byun falava, os olhos do historiador chegavam a brilhar pela empolgação, fazendo todos presentes se apaixonarem, estava escrito nas expressão faciais dele o quanto amava estudar e pesquisar sobre a história de Lu, sobre a história que um dia fora escrita. A atenção estava voltada totalmente para ele, podia-se ver até os guardas fascinados pelo historiador, Byun era cativante.

— Quando a folha prévia de outono se dissipar com o vento, ao tocar o solo, e o choro perdurar, cortando a penumbra, tudo mudará. O mundo conhecido, até então, irá submergir nas profundezas da luz. — Byun citou, as expressões confusas somente indicavam que não entendiam.

— Em outras palavras senhor Byun? — Kim se pronunciou.

— Quando a primeira folha do outono cair, e um choro soar, o mundo que conhecemos não será mais o mesmo. — Ouvindo um “Oh” em coro. — Creio que seja somente uma lenda, ou uma história infantil que Lu escreveu. Mas precisamos estar atentos a qualquer criança que nascer no outono, eu acredito que a parte do choro nos diga sobre o nascimento de alguém, precisamos catalogar essas crianças separadamente, e ter atenção dobrada.

— O que mudaria no mundo? Algum desastre natural? — Alguém ao fundo da sala perguntou.

— Não sabemos. — Kim suspirou. — Como dito, se isso for real, não temos ideia do que poderá acontecer. Irei separar historiadores para pesquisar mais sobre o assunto, por enquanto não comentem sobre a Lenda do Outono, eu e o senhor Byun iremos tomar medidas sobre o assunto. — Os murmúrios voltaram a soar pelo cômodo. — Podem seguir para suas casas.

Quando Kim encerrava uma reunião não havia nenhuma mais pergunta, os convidados caminharam para a saída, e era possível sentir a tensão e medo tomando conta do ambiente. Caso aquela lenda fosse real, ele não estariam prontos para um novo mundo, sentiam-se temerosos pelo que poderia acontecer. Ninguém sabia o que poderia acontecer realmente, ou se iria acontecer, mas a única certeza era que precisava tomar cuidado com qualquer um que nascesse no outono, e naquela noite Kim e Byun resolveram firmar um novo acordo. Se essa criança nascesse, ela precisava ser morta.

 

.

 

As governantas corriam pela casa, as vozes desesperadas, e os passos apressados soando pelo assoalho de madeira, podia-se ouvir as vozes soando até do andar inferior da casa, elas subiam com baldes cheios d’agua, panos molhados, e desciam com os baldes e panos encharcados de sangue, o suor escorria das têmporas pelo tempo correndo de um lado para o outro, todas estavam cansadas. A chuva caia do lado de fora com os trovões soando, deixando-as assustadas, a casa era iluminada pelos relâmpagos, aquela noite parecia mais longa que o normal.

Naquele horário normalmente a casa estaria um silêncio, as governantes dormindo, e a mulher juntamente com o marido também, porém os gritos ensurdecedores da mulher cortavam qualquer paz, que era suposto a casa estar. O homem havia saído às pressas antes do entardecer, e naquele momento a mulher estava parindo o primeiro filho do casal, queria poder alertar o marido, mas não tinha forças para mais nada além de gritar por conta da dor do pequeno bebê dentro de si. Era uma péssima hora para o filho querer nascer. Sentia-se temerosa, mas as governantes a acalmavam, enquanto as vozes pedindo para que fizesse mais forças soavam.

Houve momentos em que a mulher ponderou se era possível morrer tamanha a dor que sentia, mas os incentivos das governantes a acalmavam e traziam paz ao corpo de mulher. Os cabelos castanhos beirando o ruivo estavam encharcados, e de minuto a minuto sentia o pano molhado sendo colocado na região, as pernas doíam pela posição, mas não poderia desistir em um momento como aquele. A mulher sorriu largamente quando o choro do bebê fora escutado, as governantas comemoraram entre sorrisos e lágrimas, e a dor diminuiu, as lágrimas escorreram enquanto via o pequeno menino enrolado nos panos, estava sendo aninhados por uma das governantas.

Ouviu-se a risadas alegres, a mulher sentia o coração se aquecer ao encarar o menino adorável que tivera, desdê que era uma jovem menina sonhava em ter um menino belo igual aquele que via no momento, era como um sonho. Sorria largamente, e o sorriso aumentou ao ver o marido parado a porta do quarto encharcado pela chuva com um sorriso nos lábios. Os dois estava com os olhos sobre o pequeno menino, ansiando por poder toca-lo e aninhar, sentiam-se felizes. Do lado de dentro o choro do menino ecoava pelo quarto e todos sorriam alegremente, do lado de fora uma pequena folha amarelada pelo outono caia em direção ao chão.

 



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