História Lendas nunca morrem - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias EXO
Personagens Chanyeol, Chen, Kai, Lay, Sehun, Xiumin
Tags Brave!au, Chanhun, Chenmin, Contos De Fadas, Desafiocontosparafadas, Exo, Time Lady, Yaoi
Visualizações 38
Palavras 1.330
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Fluffy, Magia, Misticismo, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Slash, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Demorei, mas eu demorei porque mudei o plot umas duas vezes e reescrevi só o primeiro capítulo umas três vezes :'))
Pra falar a verdade eu venho fazendo muito isso ultimamente ¯\_(ツ)_/¯
A capa, como vocês puderam perceber, foi feita pela @Chayeols e PQP QUE COISA MAIS LINDA
Prometo não demorar pra trazer os últimos dois capítulos <3

Capítulo 1 - Capítulo um


Fanfic / Fanfiction Lendas nunca morrem - Capítulo 1 - Capítulo um

Lendas nunca morrem

“Eu lhe chamo de filho da noite

Nós somos filhos da lua”

4 O’Clock - BTS

 

 Parecia um sonho — ou talvez um pesadelo — estar frente a frente com Mor’du, pois Sehun já não mais acreditava que ele ainda estivesse vivo. Mas ali estava ele, com cicatrizes cortando-lhe a face, dando a Mor’du uma aparência perturbadora de quem já havia lutado mais batalhas do que deveria; um dos olhos era completamente negro, diferente dos do pai, que os observava temendo por sua vida, e o outro era esbranquiçado, muito provavelmente era cego.

 Se soubesse que iria encontrar um antigo inimigo, aliás, o maior inimigo do pai, nunca teria ido até ali. Sehun nunca teria chegado perto das ruínas se por sua culpa seu pai não tivesse se transformado em um urso, pensando bem, seu pai nunca teria se transformado em um urso se não tivesse discutido.

Engoliu o seco, arrastando um dos pés para trás, vendo as garras afiadíssimas de Mor’du arranhando o chão de pedra. Sentia a respiração quente de Mor’du em seu rosto, isso fez seus olhos lacrimejarem, e ouviu som gutural produzido pelo urso. Se fosse Jongdae ali ele e Mor’du já estariam travando uma batalha, mas ele não era o pai, preferia usar a cabeça a usar os músculos, por isso segurou o arco com força em uma das mãos e fez menção de correr. Mor’du, no entanto, foi mais rápido e com a pata o jogou contra a parede, perto da pedra partida ao meio onde estava marcada a imagem de Mor’du e seus irmãos.

 Minseok urrou quando viu o filho ser jogado pela sala do trono, entrando no lugar sem pensar duas vezes, ficando entre Sehun e Mor’du.

 Sehun, porém, não conseguiu prestar atenção nisso, pois sentia todo o ar deixando seus pulmões e uma dor excruciante se espalhando por todo o corpo. Sua visão se distorceu por um instante, era agoniante ouvir os sons produzidos pelo pai e por Mor’du, pois não tinha muita noção do que estava acontecendo. Tateou o chão, tentando se apoiar em algum lugar, cambaleando ao tentar se levantar. Seu arco havia deslizado para o outro lado do local e as algumas de suas flechas estavam espalhadas pelo chão.

 Mor’du observou os movimentos de ambos, mostrando as presas quando Minseok recuou para perto do filho. Sehun finalmente conseguiu ficar em pé, apoiando-se brevemente no corpo — por mais estranho que fosse pensar nisso — grande e peludo do pai. Mor’du voltou a ficar sobre as quatro patas, recuando um passo, se preparando para atacar e talvez, enfim, saciar sua fome.

 Minseok também se preparou, mas para afastar o filho e tentar atrasar Mor’du.

Sehun se deparou com uma situação pela qual se sentiu totalmente culpado, era sua culpa se o pai estava ali transformado em um urso — um urso! — prestes a lutar com outro urso quatro vezes maior, provavelmente três vezes mais forte; seria sua culpa se o pai acabasse morrendo e não sabia se conseguiria conviver com isso, nunca mais conseguiria olhar nos olhos apaixonados do outro pai, nem nos nem tão inocentes olhinhos dos irmãos, Jongin e Baekhyun. Não sabia se conseguiria conviver com o fato de que a última conversa verbal com o pai ia ser, na realidade, uma discussão.

 Mas isso não aconteceu, pois uma flecha cortou o ar, acertando o chão na frente de Mor’du.

— Na próxima eu não vou errar. — a voz grossa e destemida repercutiu nas paredes, seu dono agora possuía a atenção de Mor’du. Nenhum dos dois, Sehun e Minseok, o reconheceu. — Ei, você, suba de uma vez, não vai querer ficar preso aí com dois ursos. — disse para Sehun, seu rosto estava coberto pelas sombras do capuz. — Não sei quanto tempo poderei segurá-los.

— Se concentre em Mor’du! — apontou para o urso maior, que se preparava para subir até a figura encapuzada. — Esse é inofensivo! — gritou quando a figura apontou uma das flechas para o pai, ficando na frente deste.

 A figura hesitou antes de soltar palavrão, que para Sehun fora inaudível, mas Minseok parecia ter ficado ultrajado, e apontou a flecha para Mor’du segundos antes de dispará-la, comemorando quando a flecha atingiu a lateral do corpo do urso.

— Ele parece irritado, anda logo! — Sehun assentiu e correu, com Minseok em seu encalço, até a abertura no teto. Havia algumas pedras, partes das parede que tombaram, jogadas para todos os lados, restos de uma guerra que há muito acontecera, e Sehun as usou para subir. Minseok o empurrou e o estranho puxou o rapaz para cima. — Vamos sair daqui!

— Não posso… Meu pai. — o outro ficou atordoado, não poderia haver mais alguém lá embaixo, não viu ninguém lá embaixo, não era possível.

 Ambos se afastaram rapidamente quando Minseok saltou para a borda, por pouco não conseguindo subir completamente. O desconhecido preparou-se para disparar outra flecha contra Minseok, e Sehun percebeu que não conseguiria proteger o pai dessa vez. Mas para sua surpresa, Mor’du salvou a vida de Minseok — não intencionalmente, é claro. Mor’du estava tentando alcançá-los, e conseguiria — era só esticar o braço longo e musculoso e conseguiria alcançar Sehun — se não fosse por Minseok, que se abaixou para que o filho subisse em suas costas; sabendo que desconhecido não o obedeceria, e aproveitando que o mesmo estava em pé, se enfiou entre suas pernas e o obrigou a ficar sentado a frente de Sehun.

Para o Oh o que aconteceu em seguida parecia um borrão, Minseok era bem mais rápido do que em sua forma humana original. O mundo a sua volta se tornou um monte de cores sem forma.

  O estranho sem nome segurava com força no pescoço de Minseok e Sehun segurava com força nele. Suas mãos pareciam tremer, demorou para perceber que era o estranho que tremia e suas mãos apenas acompanhavam. O capuz havia tombado com o vento e Sehun pode ver os cabelos alvos tal qual as nuvens no céu.

 Minseok correu o bastante para as que as ruínas desaparecessem em meio a névoa e estivessem de volta ao centro do círculo formado pelas por pedras (muito) maiores que Mor’du.

 Sehun respirou fundo, sentindo-se quase feliz por saber que o chão era firme o bastante para não sair correndo, depois chacoalhou a cabeça ao perceber que aquilo não fazia o menor sentido.

 O estranho, por outro lado, estava ajoelhado, tremendo, tentando entender no que diabos havia se metido.

— Tudo bem? — perguntou Sehun tocando suas costas.

— Tudo bem? Tudo bem? Fomos sequestrados por um urso! — Sehun suspirou. — Fomos sequestrados por um urso que provavelmente vai nos comer no jantar!

— Não acho que ursos tenham horário para jantar. — o desconhecido olhou para Sehun com as sobrancelhas franzidas, Sehun sorriu desafiador e cruzou os braços.

— Ah claro, é exatamente com isso que eu estou me preocupando. — disse. — Se você ao menos tivesse me deixado atrasá-los.

— Com flechas!

— Como se você se importasse, são ursos! — foi então que ele lembrou de Minseok, e o procurou olhando em volta. O urso estava de costas para os dois, entrando na floresta a dentro.

— Não ouse! — exclamou arrancando o arco das mãos do outro. — Qual a parte do “inofensivo” é tão difícil de entender?

— Olha aqui… — ele olhou Sehun de cima a baixo.

— Sehun.

— Sehun, se você quer ficar sozinho com um urso aparentemente faminto, seja livre para fazer tal coisa. Só não tente me envolver nisso. — por fim deu as coisas ao moreno.

— Eu ainda não sei o seu nome. — disse.

— Não precisa nem esquentar sua cabecinha com isso, se depender de mim, não vamos nos encontrar de novo.

 Sehun então voltou seus olhos para o arco, ainda o segurava em uma das mãos, havia algo entalhado na madeira. Uma flor e ao lado, escrito por alguém que claramente não tinha experiência alguma em entalhar em madeira, Chanyeol.

— Chanyeol… ? — tentou, e para sua surpresa, o homem virou. Os olhos arregalados e os cabelos desgrenhados davam-lhe uma expressão cômica. — Você não esqueceu nada? — perguntou erguendo o arco.

 Chanyeol fechou a cara.


Notas Finais


Deem uma olhadinha, eu xônei (-Q) quando bati o olho *-* https://spiritfanfics.com/jornais/desafio-contos-para-fadas-9626842
OUÇAM 4 O'CLOCK!!! https://www.youtube.com/watch?v=WGy9lK567lM


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