História Lendo O Futuro- Harry Potter e a Pedra Filosofal - Capítulo 23


Escrita por:

Postado
Categorias Harry Potter
Personagens Harry Potter, Hermione Granger, Personagens Originais, Ronald Weasley
Visualizações 328
Palavras 14.953
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Esporte, Famí­lia, Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Luta, Magia, Romance e Novela
Avisos: Linguagem Imprópria, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hello! Como vocês estão? Vim aqui hoje para publicar o penúltimo capítulo desse livro. Gente vocês não sabem como foi difícil para mim escrever esse capítulo, ele foi o maior capítulo escrito até agora na estória, no Word ele deu 72 páginas, e esse foi o capítulo que eu mais tive que reescrever, eu reescrevi ele três vezes, por isso demorou um pouco para ele ser publicado, mas finalmente eu consegui deixar ele do jeito que eu queria.

Quero agradecer a todos vocês que ainda continuam acompanhando a estória e obrigado por não desistirem de mim até agora, isso significa muito para mim, saber que eu conseguir fazer pessoas lerem o que e escrevi foi realmente gratificante, obrigado a todos os favoritos, a todos os comentários, as mensagens que alguns me mandavam no privado, e obrigado por colocarem nas listas de leituras, eu realmente estou muito agradecida.

Daqui há alguns dias iremos finalizar esse ciclo e partiremos para outro, fazer parte disso foi uma aventura e tanto, eu aprendi e até evoluir com vocês durante esses meses, e estou feliz com isso, mas não pensem que é fácil deixar essa estória para trás, porque não é!!! Eu espero que vocês tenham gostado da minha personagem original Sollaria, porque ela foi feita com todo carinho do mundo para vocês.

Eu só tenho agradecimentos para vocês, se não fosse todos vocês eu nem teria chegado até aqui, obrigado mais uma vez, VOCÊS SÃO DEMAIS!!!!!!!!!!!

Agora sem mais enrolações fiquem com o penúltimo capítulo. Os vejo lá embaixo.

Capítulo 23 - No Alçapão


Fanfic / Fanfiction Lendo O Futuro- Harry Potter e a Pedra Filosofal - Capítulo 23 - No Alçapão

LENDO O FUTURO

FANFIC: Harry Potter

DATA DE CRIAÇÃO: 15\04\2018

CLASSIFICAÇÃO: 14 ANOS

CAPÍTULO: NO ALÇAPÃO

- Ainda acho que o que vocês fizeram no capítulo passado foi perigoso. – Lily falou, ainda não tinha se recuperado de saber que seu filho ficou centímetros de Voldemort.

- Mãe, não aconteceu nada demais, com nenhum de nós, estamos bem. – Harry falou para á mãe.

- É fácil dizer meu filho, mas eu como mãe não sinto essa segurança, para você pode não significar uma coisa perigosa, mas para mim sim, cada parte que leio é como se você estivesse em um perigo constante não posso pensar na ideia de te perder meu filho, não de novo. – Lily falou com os olhos transbordando em lágrimas, o que ela tinha lido no capítulo passado ainda a atormentava, ela nem poderia pensar na ideia de ver ou ler sobre Harry machucado ou correndo algum tipo de perigo.

James vendo o estado da namorada puxou a mesma para um abraço, ele também tinha ficado bastante preocupado com Harry no capítulo passado, mesmo que não tenha mostrando isso publicamente, Harry era seu filho e já tinha passado por situações que um garoto de onze anos não deveria ter passado, crescer em um local onde ninguém gosta de você não deve ser uma das melhores sensações, e toda vez que pensava sobre isso sempre se culpava por não poder estar presente na vida do filho, sempre a culpa estava ali se fazendo presente, para lembra-lo que Harry passou por tudo aquilo porque ele não foi suficientemente forte para sobreviver a Voldemort e proteger sua família, aquilo o matava.

Harry vendo o estado de sua mãe não sabia o que falar ou dizer, ele sabia que ainda tinham muitas coisas para acontecer com ele e com todos, ele sabia que coisas piores ainda iam acontecer com todos eles, ele não queria ver a sua mãe chorando por algo que já tinha acontecido, mas ele também sentia que não podia pedir simplesmente para sua mãe não se preocupar com ele, era coisa de mãe não tinha como evitar, era o sentimento inexplicável.

- Todos nós nos preocupamos com você Harry, não queremos que nada lhe aconteça, assim como não queremos que aconteça com nenhum de vocês. Com nenhum de vocês. – Lottie falou olhando para todos os viajantes do futuro.

– Quem vai querer ler agora? – Minerva perguntou para o Salão Principal.

- Eu leio. –Tiago Sirius falou levantando o braço. Walburga fez o livro flutuar até o bisneto.

- Obrigada bisa. – Falou o menino com um sorriso Walburga devolveu o sorriso minimamente.

- No Alçapão. – James Sirius leu e todos os olhares recaíram em cima do quarteto novamente.

Lily ofegou em surpresa não podia ser, seu filho não faria uma loucura dessas, Merlim, Harry só podia estar querendo matar ela do coração, como uma pessoa pode se arriscar tanto assim, seu filho com certeza não tinha senso nenhum para o perigo.

No futuro, Harry nunca conseguiria lembrar muito bem como conseguiu prestar seus exames enquanto esperava Voldemort irromper a qualquer instante pela porta.

- Não devia nem estar pensando nisso, as provas são importantes para o futuro de vocês, devia se concentrar o máximo. – Lily falou olhando para o filho.

- Naquele momento eu não estava conseguindo pensar nisso mãe, o medo dele conseguir voltar era muito maior do que ter notas boas nas provas, e eu sei que não devia ter feito isso, mas o que eu poderia fazer. – Harry falou para á mãe que o encarou com pesar.

Contudo os dias foram se passando lentamente e não havia dúvidas de que Fofo continuava vivo e bem seguro atrás da porta trancada.

-Era um grande alívio nosso, toda vez que passávamos em frente á porta e escutávamos os grunhidos do Fofo. – Sol falou sorrindo para os amigos.

Fazia um calor de rachar, principalmente na sala das provas escritas. Os alunos tinham recebido penas novas e especiais para fazê-las, previamente encantadas com um feitiço anticola.

Houve exames práticos também. O Prof. Flitwick os chamou à sala de aula, um a um, para verificar se conseguiam fazer um abacaxi sapatear na mesa.

- As provas práticas do Prof. Flitwick são as mais engraçadas, sempre me divertia fazendo elas. – Sirius falou sorrindo travesso. 

- Isso acontecia porque você sempre aprontava na prova dele. – Lottie falou olhando acusadoramente para o namorado que a olhou divertido.

A Profa. Minerva observou-os transformarem um camundongo em uma caixa de rapé e conferiu pontos pela beleza da caixa, e os descontou quando a caixa tinha bigodes.

- Em transfiguração Hermione e Sol foram as melhores, o que não foi novidade para ninguém. – Rony falou sorrindo.

- Não fomos as melhores, outros alunos também foram, só fizemos o que sabíamos. – Hermione falou sorrindo envergonhado.

- Modéstia é uma ótima qualidade para você Herms, pena que para mim ela não é tão boa assim, você sabe que fomos as melhores. – Sol falou olhando para á amiga que corou mais ainda, Hermione ás vezes era tão tímida e olha que ela andava com Sol.

Snape deixou-os nervosos, bafejando em seu pescoço enquanto tentavam se lembrar como fazer a poção do esquecimento.

- Seboso nojento. Não sei como uma coisa dessas conseguiu se tornar um professor, Dumbledore só podia estar sobre encantamento para contratar uma coisa dessas para dar aula, Snape é simplesmente desprezível. – James falou com o tom de voz mais enojado que ele conseguiu fazer.

- Sinto falta do tempo que Hogwarts tinha professores realmente decentes. – Charlus falou se lembrando do seu tempo de escola, em que os professores eram os melhores que você poderia pedir.

Harry fez o melhor que pôde, tentando ignorar as dores lancinantes que sentia na testa e que o incomodavam desde a ida à floresta. Neville achou que Harry estava com uma crise de nervos provocada pelos exames, porque Harry não conseguia dormir, mas a verdade é que seu antigo pesadelo o mantinha acordado, só que agora estava pior que nunca, pois havia nele uma figura encapuzada que pingava sangue.

- Sua cicatriz não deveria doer, não depois de tanto tempo que ela foi feita, isso não é normal. – James falou olhando preocupado para o filho.

- James não esqueça que a cicatriz foi feita por magia negra meu filho, feridas feitas por magia negra podem causar danos que você pode levar pela vida toda, ainda mais se essa cicatriz de Harry for causada pela maldição da morte, todo feitiço deixa uma consequência. Devemos esperar para ver o que isso pode trazer no futuro. – Dorea falou olhando para o filho que ainda tinha um semblante preocupado, ela entendia o filho, ser pai não era uma tarefa fácil, mas ela sabia que seu filho seria o pai mais amável do mundo, James sempre quis formar sua família, agora vendo que ele conseguiria Dorea estava muito orgulhosa do filho.

Talvez fosse porque eles não tinham visto o que Harry vira na floresta, ou porque não tinham cicatrizes que queimavam na testa, mas Rony e Hermione não pareciam tão preocupados com a Pedra quanto Harry. Já Sol se encontrava preocupada igual á ele, a amiga pensava que a qualquer momento Voldemort iria aparecer, e ela podia não demostrar, mas Harry sabia que ela estava apavorada.

Sirius olhou preocupado para a filha, não queria que ela se sentisse assim, ela não devia que temer nada, ela deveria ter uma infância normal e não se preocupar com Voldemort isso era tarefa para eles adultos, mas Sirius tinha consciência que não estava presente na vida da filha, ele não estava lá para á abraçar e dizer que no final tudo ficaria bem.

- Não fica assim meu amor, tenho certeza que Sol sempre teve orgulho do pai que ela tem, podemos mudar isso. – Lottie falou ao ver a cara que Sirius fez depois de Tiago Sirius leu essa parte, ela sabia que o namorado se culpava de não ter sido presente na vida da filha, mas ele não tinha culpa, culpa nenhuma.

- Eu estou bem, não se preocupe. – Sirius assegurou á namorada.

 

 

A lembrança de Voldemort sem dúvida os apavorava, mas não os visitava em sonhos, e estavam tão ocupados com as revisões que não tinham muito tempo para pensar no que Snape ou qualquer outro podia estar aprontando.

O último exame foi de História da Magia. Uma hora respondendo a perguntas sobre velhos bruxos gagás que inventaram caldeirões automexíveis e estariam livres, livres por uma semana maravilhosa até saírem os resultados dos exames. Quando o fantasma do Prof. Binns mandou os descansar as penas e enrolar os pergaminhos, Harry não pôde deixar de dar vivas com os colegas.

- Esse é o alívio que todos sentem quando os exames acabam, é como se você tirasse um enorme peso das costas. – Frank falou sorrindo.

- Tiago é a prova vida disso, sempre quando os exames acabam ela comemora como se estivesse a taça das casas. – Lily Charlotte falou sorrindo para o irmão.

- Mentira pimentinha, eu sou uma pessoa muito responsável que adora estudar e as provas são a melhor parte para mim, porque é aí que eu posso demonstrar os meus conhecimentos. –Tiago Sirius falou sorrindo e muitas meninas suspiraram.

- Você quer nos fazer rir Potter, porque tudo isso que você disse é simplesmente irônico vindo de uma pessoa como você. – Dominique falou olhando para o garoto com um sorriso cínico.

- Como assim uma pessoa como “eu”? – Tiago Sirius perguntou  para á ruiva.

- Uma pessoa desleixada, prepotente, com um ego enorme e que sempre faz de tudo para chamar a atenção de todos para você, simplesmente se acha por ser apanhador da Grifinória e sem contar que é um mulherengo de primeira. Você quer que eu continue ou eu posso parar? – Dominique falou e ela sabia que muitas pessoas estavam olhando para ela, mas ela nunca foi uma pessoa vergonhosa. 

- Eu me impressiono toda vez com o amor que você tem por mim Domi, saiba que eu ainda estou esperando você aceitar meu convite para sair comigo. – Tiago Sirius falou sorrindo para a ruiva como se nada do que ela tivesse falado tivesse o atingindo, mas ele sabia que não foi bem assim, mas era muito mais fácil contornar a situação com alguma piada do que simplesmente se calar.

- No dia que eu aceitar sair com você Potter eu estarei muito louca e vocês já podem me internar no hospital. Eu não sairia com você nem que me pagassem, já está no mesmo lugar que você é um grande esforço imagina ficar sozinha com você, chame qualquer garota sem cérebro do seu fã clube para sair e me esquece Potter, porque você é um pé no saco. – Quando Dominique terminou de falar várias pessoas olharam para ela surpresa, Tiago rapidamente desviou o olhar, aquilo realmente tinha o machucado, mas ninguém precisava saber disso.

- Isso me lembra uma pessoa. – Sirius falou olhando para Lily e James, o grupo de amigos fez a mesma coisa.

- Eu era assim? – Lily perguntou envergonhada para os amigos.

- Você era pior Lily, muito pior, você gritava com James todas ás vezes que ele te chamava para sair, eu nem sei como ele não ficou surdo de tanto te ouvir gritar. – Remus falou olhando para á amiga que agora ganhava uma coloração vermelha no rosto.

- Acho que eles acabarão juntos, assim como Lily e James. – Lottie falou olhando para onde o grupo dos viajantes do futuro se encontrava. – Acho que Tiago Sirius realmente gosta da ruiva, mas assim como James não sabe com demostrar isso para ela, mas ele ficou realmente mal. – Lottie falou olhando para o neto que estava cabisbaixo.

- Acho que os Potter amam uma ruiva, porque apenas Harry não teve esse problema. – Sirius falou sorrindo.

 – Foi muito mais fácil do que pensei – comentou Hermione, quando eles se reuniram aos numerosos alunos que saíam para os jardins ensolarados. – Eu nem precisava ter aprendido o Código de Conduta do Lobisomem de 1637 nem a revolta de Elfric, o Ambicioso.

- Você aprendeu isso? – Marlene perguntou para a castanha que apenas afirmou com a cabeça.

- Acho que nos empolgamos demais nos estudos Herms, estudamos coisas que nem ao menos caíram nas provas. – Sol falou sorrindo para á amiga.

Hermione e Sol  sempre gostavam de repassar as provas depois, mas Rony disse que isso o fazia se sentir mal. Assim, caminharam até o lago e se sentaram à sombra de uma árvore. Os gêmeos Weasley e Lino Jordan faziam cócegas nos tentáculos de uma lula gigantesca, que tomava sol na água mais rasa.

– Acabaram-se as revisões – suspirou Rony, contente, esticando-se na grama. – Você podia fazer uma cara mais alegre, Harry, temos uma semana inteira até descobrir se nos demos mal, não precisa se preocupar agora.

- Rony Weasley eu espero que você não tenha ido mau em nenhuma matéria mocinho. – Molly avisou olhando para o filho.

- Não se preocupe mãe, eu fui bem. – Rony garantiu a mãe, ás vezes ela podia ser assustadora.

Harry esfregava a testa.

– Eu gostaria de saber o que significa isso! – explodiu aborrecido. – Minha cicatriz não para de doer, já senti isso antes, mas nunca com tanta frequência.

- Isso não é um bom sinal. – Sol falou séria.

– Procure Madame Pomfrey – sugeriu Hermione.

– Eu não estou doente – respondeu Harry. – Acho que é um aviso... significa que o perigo está se aproximando...

- Meu Merlim isso não é bom, nada bom. – Dorcas falou preocupada.

- Eu desejo que nada aconteça.- Marlene desejou.

Rony não conseguiu se preocupar, estava quente demais.

– Harry, relaxe. Hermione tem razão, a Pedra está segura enquanto Dumbledore estiver por aqui. Em todo o caso, nunca encontramos nenhuma prova de que Snape tenha descoberto como passar por Fofo. Ele quase teve a perna arrancada uma vez, não vai tentar outra tão cedo. E Neville vai jogar quadribol na equipe da Inglaterra antes que Hagrid traia Dumbledore.

Neville corou envergonhado.

- Em um ponto Rony tem razão. Hagrid nunca trairia Dumbledore, acho que nesse ponto não devem se preocupar. – Sirius falou olhando para o quarteto.

Harry concordou, mas não conseguiu se livrar da sensação que o atormentava de que esquecera de fazer alguma coisa, algo importante. Quando tentou explicar o que sentia, Hermione disse:

– Isso são os exames. Acordei a noite passada e já tinha lido metade dos meus apontamentos sobre Transfiguração quando me lembrei que já tínhamos feito a prova.

- E ainda por cima me acordou para me fazer revisar junto.- Sol falou olhando para amiga acusadoramente.

- Já aconteceu comigo uma vez, eu estava realmente assustada de qual seria minha nota que quando vi já tinha revisado todas as matérias e as provas já tinham acabado. – Lily falou envergonhada.

- Você foi longe em ruiva, quem diria. – Sirius falou tirando uma com a namorada do amigo que corou mais ainda.

- Deixe minha namorada em paz Sirius, isso pode acontecer com qualquer um. – James falou saindo em defesa da namorada o que fez o amigo revirar os olhos, mas ainda sim continuar com o sorriso.

-Tu tá amando falar que ela é sua namorada né Viado? – Sirius perguntou para o amigo que abriu um enorme sorriso.

- É claro! – Afirmou James olhando para Lily. – Sempre quis falar isso para toda Hogwarts e agora que eu posso fazer isso, não vou parar de fazer.- Admitiu ele sorrindo, fazendo todos sorriem junto.

Mas Snape que estava sentando na mesa da Sonserina apenas fechou ainda mais a expressão, não gostava de olhar aquela cena, lhe dava enjoos, como Lily pode aceitar namorar com Potter, depois de tudo o que ele fez com ele e com vários outros alunos, mas como sempre, James Potter sempre conseguia tudo o que queria, mas dessa vez Snape não deixaria que isso acontecesse, foi dado á eles a chance de mudar tudo e seria isso que ele ia fazer.

Harry tinha certeza de que a sensação de inquietude não tinha nada a ver com os estudos. Acompanhou com os olhos uma coruja planar pelo céu azul em direção à escola, uma carta no bico. Hagrid era o único que lhe mandava cartas. Hagrid jamais trairia Dumbledore. Hagrid jamais contaria a ninguém como passar por Fofo... jamais... mas...

Harry pôs-se de pé de um salto.

- O que foi? –Perguntou James afobado.

- O livro já vai dizer pai.- Harry respondeu o pai.

– Onde é que você está indo? – perguntou Rony sonolento.

– Acabei de me lembrar de uma coisa. – Estava branco. – Temos que ver Rúbeo agora.

– Por quê? – ofegou Hermione, correndo para alcançá-lo. Sollaria já se encontrava ao lado de Harry.

– Vocês não acham um pouco estranho – disse Harry, subindo, às carreiras, a encosta gramada – que o que Rúbeo mais quer na vida é um dragão, e aparece um estranho que por acaso tem ovos de dragão no bolso, quando isso é contra as leis dos bruxos? Que sorte encontrar Rúbeo, não acham? Por que não percebi isto antes?

- Claro como não percebemos isso antes. A pessoa que deu Norberto para Hagrid sabia muito bem que ele sabia como passar pelo Fofo, por isso ficou interessado pelo cachorro, não foi uma coincidência, foi totalmente proposital. – James falou alto o que fez com que todos olhassem para ele.

- Então a pessoa nessa altura do campeonato já sabe como passar pelo Fofo? – Marlene perguntou alarmada.

- Disso eu já não tenho tanta certeza, mas vamos descobrir agora. – James respondeu a amiga e logo olhou para o neto para que ele continuasse a leitura.

- Claro como não pensamos nisso...- Sol falou correndo junto com Harry.

– Do que é que vocês estão falando? – perguntou Rony, mas Harry, correndo pelos jardins em direção à floresta, não respondeu.

Hagrid estava sentado em um cadeirão na frente da casa: tinha as pernas das calças e as mangas enroladas e descascava ervilhas em uma grande tigela.

– Olá – disse, sorrindo. – Terminaram os exames? Têm tempo para um refresco?

– Temos, obrigado – disse Rony, mas Harry o interrompeu.

- Sempre pensando em comida Rony. – Os gêmeos falaram juntos revirando os olhos logo em seguida.

- Me deixem em paz, eu só estava com sede, estava um calor infernal naquele dia. – Resmungou Rony para os mais velhos.

Os gêmeos apenas riram da fala do irmão, sabiam que era mentira, Rony adorava comer e isso era bem claro.

– Não, estamos com pressa, Rúbeo, preciso lhe perguntar uma coisa. Sabe aquela noite que você ganhou o Norberto? Que cara tinha o estranho com quem você jogou cartas?

– Não lembro – respondeu Hagrid com displicência –, ele não quis tirar a capa...

Viu os quatro fazerem cara de espanto e ergueu as sobrancelhas.

– Não é nada de mais, tem muita gente esquisita no Cabeça de Javali, o pub do povoado. Podia ser um vendedor de dragões, não podia? Nunca vi a cara dele, ele não tirou o capuz.

Harry se abaixou ao lado da tigela de ervilhas.

– O que foi que você conversou com ele, Rúbeo? Chegou a mencionar Hogwarts?

– Talvez – disse Hagrid, franzindo a testa, tentando se lembrar. – É... ele me perguntou o que eu fazia e eu respondi que era guarda-caça aqui... Depois perguntou de que tipo de bichos eu cuidava... então eu disse... e disse também que o que sempre quis ter foi um dragão... então... não me lembro muito bem... porque ele não parava de pagar bebidas para mim... Deixa eu ver... ah, sim, então ele disse que tinha um ovo de dragão, e que podíamos disputá-lo num jogo de cartas se eu quisesse... mas precisava ter certeza de que eu podia cuidar do bicho, não queria que ele fosse parar num asilo de velhos... Então respondi que depois do Fofo, um dragão seria moleza...

- Não disse! – James falou.

- Hagrid não devia aceitar bebidas de pessoas que você nem ao menos conhece. – Minerva ralhou com o meio gigante que abaixou a cabeça.

- Não foi culpa do Hagrid tia Minnie, ele não tem culpa de ter um bom coração e acreditar que essa pessoa só estava curiosa sobre Fofo e Hogwarts, não podemos culpá-lo. – Sol falou saindo em defesa de Hagrid, ela sabia que Hagrid não tinha intenção de dizer nada.

Hagrid olhou agradecido para á garota que lhe olhou sorrindo.

– E ele pareceu interessado no Fofo? – perguntou Harry, tentando manter a voz calma.

– Bom... pareceu... quantos cachorros de três cabeças a pessoa encontra por aí, mesmo em Hogwarts? Então contei a ele que Fofo é uma doçura se a pessoa sabe como acalmá-lo, é só tocar um pouco de música e ele cai no sono...

Hagrid, de repente, fez cara de horrorizado.

- Não devia ter falado isso logo para os quatro, agora eles já sabem tudo o que deveriam saber. – Remus falou olhando para os quatro que o olharam com olhares inocentes.

- E já até sabemos o que eles vão fazer.- Lottie falou olhando acusadoramente para eles.

- Vocês podem achar que foi perigoso. E realmente foi, mas se não fizermos algo Voldemort teria conseguido voltar ao poder e isso não seria algo que o mundo bruxo estaria preparado para enfrentar, nós nos arriscamos muito, mas foi por uma causa muito maior do que nossa própria segurança, e se fosse preciso fazer novamente eu faria. Porque você mãe sempre me ensinou a lutar pelo que é certo. E eu acho que é certo lutar ao lado de seus amigos para salvar o mundo bruxo.- Sol falou olhando para mãe que a olhava séria, não tinha jeito a sua filha era cabeça dura assim como ela e Sirius e ela sabia que não podia esperar menos da sua filha, ela teria que se conformar com as coisas que leria sobre ela e seus amigos.

- Você é tão parecida com o seu pai que me dá medo, mas eu sei que você está fazendo a coisa certa meu amor, mas mesmo assim não deixo de me preocupar com você, vocês ainda erma jovens algo grave poderia ter acontecido com vocês, mas fico feliz que tenham conseguido com deter quem seja a pessoa por trás disso. Estou orgulhosa de vocês. – Lottie falou olhando para a filha e de seus olhos transbordava o orgulho que ela sentia da mesma, Sirius ao vê a cena abriu um enorme sorriso.

- Sempre que mamãe nos contava as histórias que ela teve em Hogwarts ficávamos pensando como Hogwarts era fascinante, eu mesmo não via a hora de finalmente entrar em Hogwarts e fazer tantas coisas como as que ela fez. – Cedrico Severo falou sorrindo.

- Mas ela sempre deixava claro que não era para nós fazermos as mesmas coisas, porque isso sempre rendia detenção para ela e que era muito perigoso, mas essas sempre foram as nossas histórias na hora de dormir. – Tiago Sirius falou se relembrando do tempo em que seus pais sentavam juntos e contavam para os três como era Hogwarts ou como foi todas as aventuras deles, e o mais engraçado era que eles nunca se cansavam das mesmas histórias.

- Não é fácil você ser filho de dois heróis de guerra, as pessoas sempre esperavam demais de nós, porque afinal erámos filhos de Harry Potter e Sollaria Black os bruxos mais conhecidos, quando Ced foi para á Sonserina foi um pandemônio, todos se perguntavam como podia um Potter- Black  ter ido para a Sonserina, ainda mais ele sendo filho de Harry Potter.  Mamãe simplesmente nos mandou ignorar e caso alguém fizesse algo era só azarar. - Lily Charlotte falou sorrindo para á mãe.

- No final o que poderia ter nos afastado, só nos uniu ainda mais, conhecemos pessoas que não esperávamos conhecer e fizemos amizades que levaremos para a vida toda. E mais uma vez provamos que nem o sangue e nem a casa para qual você for selecionado muda ou determina a pessoa que você é. Isso só depende de você e de suas escolhas. - Rose falou olhando para os seus amigos.

Todos ouviram em silêncio, pelo visto aqueles jovens do futuro sabiam exatamente o que estavam fazendo. Tiago Sirius depois de ver que ninguém falaria nada, voltou a ler.

– Eu não devia ter-lhe dito isto! – exclamou. – Esqueçam que eu disse isto! Ei, aonde é que vocês vão?

Harry, Rony, Hermione e Sollaria não se falaram até parar no saguão de entrada, que parecia muito frio e sombrio depois da caminhada pelos jardins.

– Temos de procurar Dumbledore – falou Harry. – Rúbeo contou àquele estranho como passar por Fofo e quem estava debaixo daquela capa era ou o Snape ou o Voldemort, deve ter sido fácil, depois que embebedou Rúbeo. Só espero que Dumbledore acredite na gente. Firenze talvez confirme, se Agouro não o impedir. Onde é a sala de Dumbledore?

Rony e Hermione olharam para Sollaria que encarava a parede, quando ela sentiu olhares sobre ela, levantou o olhar encarando os três olhando para ela.

- O que? – Perguntou.

- Sabe onde fica a sala de Dumbledore? – Perguntou Hermione para á amiga.

- Infelizmente sim. Fui chamada lá quando fiz o cabelo do Snape ficar rosa. – Falou dando de ombros.

Alguns alunos prenderam a risada ao se lembrar disso.

- Estou orgulhoso de você já saber onde fica minha filha. – Sirius falou e fez um high five com a filha.

Lottie deu um tapa na cabeça do moreno, onde já se viu.

- Não devia estar orgulhoso disso, ela nem deveria sabe ronde fica, ela ainda está no primeiro ano e já sabe onde é, imagina quando chegar ao sétimo ano, eu estarei com os cabelos branco.- Lottie falou olhando para os dois séria.

- A senhora fala como se nunca tivesse aprontado na vida. – Sol falou cruzando os braços e fazendo bico.

- Quer ficar de castigo? – Lottie perguntou irônica. Sol apenas balançou a cabeça em negação.

– Que é que vocês estão fazendo aqui dentro?

Era a Profa. Minerva McGonagall, carregando uma pilha de livros.

– Queremos ver o Prof. Dumbledore – disse Hermione enchendo-se de coragem, pensaram Harry, Sollaria e Rony.

– Ver o Prof. Dumbledore? – a Profa. Minerva repetiu, como se isso fosse uma coisa muito suspeita para alguém querer fazer. – Por quê?

Harry engoliu em seco – e agora? Olhou para os amigos e eles assentiram com a cabeça.

– É uma espécie de segredo – disse, mas desejou na mesma hora que não tivesse dito, porque as narinas da Profa. Minerva se alargaram.

– O Prof. Dumbledore saiu faz dez minutos – informou ela secamente. – Recebeu uma coruja urgente do ministro da Magia e partiu em seguida para Londres.

- Professora Minerva odeia ser a última a saber das coisas, ainda mais quando á coisa é séria. – Remus falou, ele sabia que a professora não gostava de ser a última em nada.

- Alguém armou esse encontro de Dumbledore com o Ministro, a pessoa com certeza vai agir. – Sirius falou olhando para os amigos.

- Eu só espero que eles fiquem bem. - Lily falou olhando para o quarteto que conversava entre si.

- Ele saiu?! – exclamou Harry, frenético. – Agora?

– O Prof. Dumbledore é um grande mago, Potter, o tempo dele é muito solicitado.

– Mas é importante.

– Alguma coisa que você tenha a dizer é mais importante do que o ministro da Magia, Potter?

– Olhe – disse Harry, mandando a cautela às favas –, professora... é sobre a Pedra Filosofal...

- Quando você está com pressa cautela é a última coisa que você vai ter. - Dorcas falou.

- Isso é. – Lily concordou com a amiga.

Seja o que for que a Profa. Minerva esperava, certamente não era isso. Os livros que levava despencaram dos seus braços, mas ela não os apanhou.

– Como é que vocês sabem? – deixou escapar.

– Professora, acho... sei... que Sn... que alguém vai tentar roubar a pedra. Preciso falar com o Prof. Dumbledore.

Ela o olhou com uma mescla de choque e desconfiança.

– O Prof. Dumbledore volta amanhã – disse finalmente. – Não sei como descobriu sobre a Pedra, mas fique tranquilo, não é possível ninguém roubá-la, está muitíssimo bem protegida.

- Não quando é alguém que a protege que quer roubá-la. – Marlene falou alto para todos ouvirem.

- É como dizem: “O inimigo pode estra mais perto do que você imagina.” Em pelo de cordeiro pode existir um lobo mal. – Alice falou e todos olharam para ela.

- É um ditado popular trouxa. – Lily explicou.

– Mas, professora...

– Potter, sei do que estou falando. – Curvou-se e recolheu os livros caídos. – Sugiro que vocês voltem para fora e aproveitem o sol.

Mas eles não voltaram.

– É hoje à noite – disse Harry, quando teve certeza de que a Profa. Minerva não podia mais ouvi-los. – Snape vai entrar no alçapão hoje à noite. Ele já descobriu tudo o que precisa e agora tirou Dumbledore do caminho. Foi ele quem mandou aquela carta, aposto que o ministro da Magia vai levar um choque quando Dumbledore aparecer.

- Uma baita surpresa mesmo. – Dorcas falou.

– Mas o que é que podemos...

Hermione perdeu a fala. Harry, Sollaria e Rony se viraram.

Snape estava parado ali.

– Boa-tarde – disse com suavidade.

Eles o encararam.

– Vocês não deviam estar dentro do castelo num dia como este – falou com um sorriso estranho e torto.

– Estávamos... – começou Harry, sem fazer ideia do que ia dizer.

– Vocês precisam ter mais cuidado. Andando por aqui assim, as pessoas vão pensar que estão armando alguma coisa. E Grifinória realmente não pode se dar ao luxo de perder mais nenhum ponto, não é mesmo?

- O que será que ele aprontou para estar de bom humor? – Sirius perguntou curioso.

- Eu não sei, mas é muito estranho ver Snape sorrindo é como se ele fosse outra pessoa. – James falou fazendo uma careta logo em seguida, não era comum ver Snape vê sorrindo por aí.

- Pode se estranho o que eu vou dizer agora, mas quando ainda erámos amigos ele passava muito tempo rindo, mas assim que voltava para seus colegas de casa ele voltava a ser  inexpressivo de novo. – Lily falou baixo para apenas os amigos ouvir, não queria que o Salão Principal inteiro ouvisse o que ela tinha a dizer sobre o ex amigo.

- Mas ele só era assim com você Lírio, você sempre foi a única pessoa para qual Snape sorria ou simplesmente conversava, com todas as outras pessoas ele era frio e inexpressivo. Ele só se abria com você. – James falou olhando para á ruiva.

- Ás vezes eu sinto falta da amizade que tínhamos, antigamente era muito mais fácil, antes de entrarmos para Hogwarts não tinha essa diferença estúpida de sangue e nem nada disso, erámos apenas duas crianças que brincavam até cansar, mas depois que entramos em Hogwarts tudo mudou, continuamos amigos, mas mesmo assim não era á mesma coisa. Mas essa foi a escolha dele e eu não posso fazer nada para mudar o que ele escolheu, mas se um dia ele viesse pedir desculpas de verdade, eu o perdoaria, ás vezes as pessoas só precisam ser perdoadas. – Lily tinha o olhar distante como se lembrasse de algo que já tinha passado há anos, ela verdadeiramente sentia falta da amizade que um dia cultivou com Severo, ela passou metade de sua infância ao seu lado, uma amizade de anos não pode ser esquecida tão facilmente.

Quando Lily terminou de falar Sirius ficou pensativo com a última frase que a ruiva disse, será que realmente as pessoas só precisavam ser perdoadas? Sem que ele percebesse seu olhar parou onde seus pais estavam sentados ao lado de seu irmão. Será que seu perdão poderia mudar seus pais e seu irmão, Sirius há muito tempo já tinha desistido da sua família, mas talvez lá no fundo ele ainda tivesse esperança que seus pais mudassem. 

Harry corou. Viraram-se para sair, mas Snape os chamou de volta.

– E fique avisado, Potter, se ficar perambulando outra vez à noite, vou providenciar pessoalmente para que seja expulso. Bom dia para vocês.

E saiu em direção à sala de professores.

Lá fora, nos degraus de pedra, Harry virou-se para os outros.

– Certo, isto é o que vamos fazer – cochichou com urgência. – Um de nós tem que ficar de olho no Snape, esperar do lado de fora da sala de professores e segui-lo se ele sair. Hermione, é melhor você fazer isso.

- Será que eu... – Sol tentou falar.

- Sobrou até para á Hermione. - Fred falou sorrindo.

– Por que eu?

– É óbvio – disse Rony. – Você pode fingir que está esperando pelo Prof. Flitwick, sabe, como é. – E fazendo voz de falsete: – “Ah, Prof. Flitwick. Estou tão preocupada, acho que errei a questão catorze b...”

– Ah, cala a boca – disse Hermione, mas concordou em vigiar Snape.

- Gente... – Tentou Sol novamente, sendo ignorada pelos amigos.

- O que você tanto queria falar para eles? – James perguntou para á afilhada.

- Eu queria dar minha ideia, mas esses cabeças ocas nem ao menos me deixaram falar alguma coisa. – Sol falou olhando para os amigos que a olharam com vergonha.

- Me desculpe amor, devíamos ter te ouvido, seu plano daria certo, desculpa mesmo. - Harry pediu para á namorada que apenas balançou a cabeça.

 – E é melhor ficarmos no corredor do terceiro andar – disse Harry a Rony. – Vamos.

- Eu vou para o salão comunal. – Avisou Sol aos amigos.

Mas aquela parte do plano não funcionou. Assim que chegaram à porta que separava Fofo do resto da escola, a Profa. Minerva apareceu de novo, e desta vez perdeu as estribeiras.

– Suponho que você ache que é mais difícil alguém passar por você do que por um pacote de feitiços! – esbravejou. – Chega de bobagens! E se eu souber que você voltou aqui outra vez, vou descontar mais cinquenta pontos de Grifinória! É, Weasley, da minha própria casa!

- E realmente ela descontaria, tia Minnie não passa a mão na cabeça dos alunos nem que eles sejam de sua própria casa. – Marlene falou olhando para a professora.

Minerva olhou para a aluna reprovando a mesma com o olhar por causa do apelido que os próprios Marotos tinham dado á ela, ela podia fazer isso, mas lá no fundo gostava do apelido.

Harry e Rony voltaram à sala comunal. Harry acabara de dizer “pelo menos Hermione está na cola de Snape”, quando o retrato da Mulher Gorda se abriu e Hermione entrou.

– Sinto muito, Harry! – lamentou-se. – Snape saiu e me perguntou o que eu estava fazendo, então disse que estava esperando Flitwick, e Snape foi buscá-lo, e me mandei, não sei aonde ele foi.

- Se vocês tivessem me deixado falar teria falado meu plano. – Sol comentou um pouco triste.

- Desculpe Sol, da próxima vez te prometo que ouviremos o que você queria dizer. – Harry pediu desculpas á amiga envergonhado. – – Bom, então acabou-se, não é? – disse Harry.

- Não pensei negativo meu filho. Um Potter nunca desiste. – James falou olhando para o pai que sorriu para mesmo.

- Nunca. – Charlus falou olhando para o neto.

Os outros três olharam para ele. Estava pálido e seus olhos brilhavam.

– Vou sair daqui hoje à noite e vou tentar apanhar a Pedra primeiro.

- Harry... – Sol falou.

– Você ficou maluco! – exclamou Rony.

– Você não pode! – disse Hermione. – Depois do que a Profa. Minerva e Snape disseram? Vai ser expulso!

- A essa altura do campeonato e você preocupada com expulsão? – Sirius perguntou divertido á Hermione.

- Relaxa papai, ela só ficou com essa ideia no primeiro ano, depois ela foi se acostumando, mas Hermione sempre tem esse lado certinho, mesmo que na maioria das vezes ela esteja fazendo as coisas erradas e proibidas. – Sol falou olhando para á amiga que estava com as bochechas vermelhas.

- Mas na maioria das vezes que fiz coisa errada foi na companhia de vocês, vocês que me levaram para o mau caminho. – Hermione falou olhando para as amigos, Sol fez uma expressão bem chocada e se virou para Rony e Harry.

- Vocês ouviram isso? Nós fomos uma má influência para á nossa doce Hermione? – Sol perguntou e os meninos negaram com a cabeça segurando o riso. – Assim eu me sinto ultrajada Hermione, eu sempre fui uma ótima companhia, sempre te dando um belo exemplo, e agora você faz isso comigo, eu estou me sentindo traída. – Sol falou fingindo um choro.

Todo mundo no Salão Principal olhava para a cena risonhos, era muito bonita a amizade que aqueles quatro tinham.

- Para de drama Sol, todos aqui sabemos que você não é assim tão sentimental, você só perde para Rony que tem o sentimental de uma colher de chá. – Hermione respondeu para á amiga que sorriu.

- Ei! – Reclamou Rony vermelho.

- É verdade Rony, não podemos falar nada contra fatos. – Harry falou olhando para o amigo  com pesar, como se estivesse falando algo de ruim para ele.

- Vocês são uma peça. – Sirius falou sorrindo.

– E DAÍ? – gritou Harry. – Vocês não percebem? Se Snape apanhar a pedra, Voldemort vai voltar! Vocês não ouviram contar como era quando ele estava tentando conquistar o poder? Não vai haver Hogwarts para nos expulsar! Ele vai arrasar Hogwarts, ou transformá-la numa escola de magia negra! Perder pontos não importa mais, vocês não entendem? Acham que ele vai deixar vocês e suas famílias em paz se Grifinória ganhar o campeonato das casas? Se eu for pego antes de conseguir a pedra, bem, vou ter que voltar para os Dursley e esperar Voldemort me encontrar lá. É só uma questão de morrer um pouquinho depois do que teria morrido, porque eu nunca vou me aliar aos partidários da magia negra! Vou entrar naquele alçapão hoje à noite e nada que vocês dois disserem vai me impedir! Voldemort matou meus pais, estão lembrados?

Todos se calaram depois de ouvir tudo o que Harry disse. Ele tinha razão. Voldemort tinha tirado tudo dele.

E olhou zangado para eles.

- Eu não ia ti dizer nada. Quero que saiba que estou nessa desde que entrei no vagão de vocês aquele dia. – Sol falou para Harry.

– Você tem razão, Harry – disse Hermione com uma vozinha fraca.

– Vou usar a capa da invisibilidade. Foi uma sorte tê-la recuperado.

– Mas ela dá para esconder nós qautro? – perguntou Rony.

– Nós... nós quatro?

– Ah, corta essa, você não acha que vamos deixar você ir sozinho? – Sol falou olhando para Harry com um sorriso.

- Harry ás vezes me surpreendia. – Hermione falou olhando para o amigo.

- Por quê? – Perguntou Harry curioso.

- Ás vezes você tinha esse pensamento que deveria fazer tudo sozinho e sempre pensava que nós não íamos te ajudar, ás vezes isso me dava raiva. – Hermione explicou para o amigo.

- Eu só não queria que vocês se colocassem em perigo por algo que não tinha nada haver com vocês. – Harry falou aos amigos.

- Mas erámos seus amigos Harry, estaríamos com você querendo ou não, não importava os perigos, ficaríamos ao seu lado até o último minuto. – Sol falou olhando para o namorado.

- Eu sei. E agradeço por tudo que vocês fizeram por mim. – Harry agradeceu aos amigos que lhe olhavam sorrindo.

– Claro que não – disse Hermione com energia. – Como acha que vai chegar à Pedra sem nós? É melhor eu dar uma olhada nos meus livros, talvez encontre alguma coisa útil...

– Mas se formos pegos, vocês dois vão ser expulsos também.

– Não se eu puder evitar – disse Hermione, séria. – Flitwick me disse em segredo que tirei cento e vinte por cento no exame. Não vão me expulsar depois disso.

- Eu quero vê alguém me expulsar da escola. – Sol falou irônica.

- Você tirou cento e vinte por cento? – Marlene perguntou olhando para Hermione.

- Sim, mas ainda acho que poderia ter tirado uma nota melhor. – Hermione respondeu para a morena.

- Para né Hermione, você foi a melhor aluna, e superou as expectativas. – Sol falou para á amiga.

- Realmente você é bem inteligente Hermione, meus parabéns. – Remus saudou á mais nova que apenas sorriu para seu professor favorito.

Depois do jantar os quatro se sentaram, nervosos, a um canto do sala comunal. Ninguém os incomodou; afinal nenhum aluno de Grifinória tinha mais nada a dizer a Harry. Esta era a primeira noite que isto não o incomodava. Hermione folheava seus apontamentos, esperando encontrar um dos feitiços que queriam anular. Sollaria lia um livro sobre feitiços defensivos. Harry e Rony não falavam muito. Pensavam no que estavam prestes a fazer.

A sala foi-se esvaziando, à medida que as pessoas iam se deitar.

– É melhor apanhar a capa – murmurou Rony, quando Lino Jordan finalmente saiu, se espreguiçando e bocejando. Harry correu até o dormitório às escuras. Puxou a capa e então seus olhos bateram na flauta que Hagrid lhe dera no Natal. Meteu-a no bolso para usá-la em Fofo, não se sentia muito animado a cantar.

E correu de volta a sala comunal.

- Bom, ainda bem que você tem esse pensamento porque se você cantar igual James, eu tenho pena dos ouvidos de todos vocês. – Sirius apontou para o grupo do futuro, e fez tanto James como Harry corar com seu comentário.

- Você não pode falar nada, é tão desafinado que doe os tímpanos. – James falou entredentes para o melhor amigo que e o encarava divertido.

- Querido não podemos esquecer a vez que você cantou para nós no Natal, a sua apresentação foi muito fofa, mas devo te dizer que você desafinava algumas vezes, mas a sua apresentação foi realmente bonita. – Dorea falou e se possível James corou mais ainda, não era possível que a sua própria mãe faria isso com ele, envergonha-lo em frente toda Hogwarts.

Sirius vendo o desconforto do melhor amigo começou a contar sobre várias coisas que James já tinha feito quando era mais novo e logo Dorea se juntou ao mesmo para falar como o filho só dormia com seu ursinho de pelúcia, o que fez James atingir uma cor bem vermelha.

Lily se divertia com as histórias que eram contadas por Sirius e Dorea, ela nunca tinha visto James com tanta vergonha, o garoto parecia que a qualquer hora iria cavar um buraco para se jogar dentro de tanta vergonha que ele sentia, mas ali também naquele momento Lily viu James era muito mais do que ele demostrava, e Lily adoraria conhecer mais aquele lado dele.

- Eu nunca pensaria isso de você vovó Pontas. – Tiago Sirius falou sorrindo quando ouviu a última história que sua bisa tinha contando sobre seu avó.

- Que tal você continuar com a leitura. –James falou olhando para o neto que logo tratou de continuar a leitura.

– É melhor vestirmos a capa aqui para ter certeza de que cobre nós quatro. Se Filch vir os pés da gente andando sozinhos...

– O que é que vocês estão fazendo? – perguntou uma voz a um canto da sala. Neville saiu de trás de uma poltrona, agarrando Trevo, o sapo, que parecia ter feito uma nova tentativa para ganhar a liberdade.

– Nada, Neville, nada – respondeu Harry, escondendo depressa a capa às costas.

Neville olhou bem para aquelas caras cheias de culpa.

- Ei, eu não estava com nenhuma cara de culpa, agora vocês. – Sol falou olhando para os amigos que a olhavam.

- Isso é verdade, dos quatro a Sol era a que menos parecia que iria aprontar algo. – Neville falou sorrindo para á amiga.

- Eu me pergunto quando ela está com cara de culpada. Porque todas ás vezes que ela apronta ele sempre faz aquela cara de paisagem dela como se nada estivesse acontecido. – Blás falou olhando para a morena que estava sentada na mesa da Grifinória e sorria para ele.

- Vocês já viram de quem eu sou filha. – Sol falou apontando para o pai que estava sentando ao seu lado e olhou para ela indignado. – Meu pai é Sirius Black, um dos maiores alunos que já aprontaram em Hogwarts, está no meu sangue. – Ela falou convencida e sorrindo.

- Eu ainda posso te colocar de castigo sabia! – Sirius falou e viu o sorriso da filha se apagar na mesma hora. – Foi isso que pensei. – Terminou com um sorriso zombeteiro, o que fez muitas pessoas sorrirem de Sol pela careta que a mesma fez.

 – Vocês vão sair outra vez.

– Não, não, não – disse Hermione. – Não vamos, não. Por que você não vai se deitar, Neville?

Harry olhou para o relógio de parede junto à porta. Não podiam se dar ao luxo de perder mais tempo, Snape talvez estivesse naquele instante mesmo tocando para adormecer Fofo.

– Vocês não podem sair – disse Neville –, vocês vão ser pegos outra vez. Grifinória vai ficar ainda mais enrolada.

- Me desculpem gente, eu podia ter atrasado vocês e vocês nem chegariam a tempo, me desculpem mesmo, eu não sabia o que vocês iam fazer, só queria que a Grifinória não fosse mais prejudicada, mas no final o motivo de vocês eram mais nobres. – Neville pediu aos amigos que o olhavam.

- Não nós não temos o que te desculpar Neville, você só estava fazendo o que achava que era certo, isso só provou que você tinha coragem suficiente para nos enfrentar ainda mais por sermos seus amigos, você foi muito corajoso, e mesmo eu não podendo dizer isso naquela hora, eu realmente fiquei feliz em vê você nos enfrentando, e eu quero te pedir desculpas por ter feito aquilo. – Sol falou sorrindo para o amigo.

- Não foi nada, você fez o que era certo. – Neville falou para á amiga, estava feliz em ter ouvido o que Sol lhe falou, sempre admirou a amiga por tudo o que ela já tinha feito para proteger aqueles que ela amava, e ver ela dizendo que achou ele corajoso foi muito bom. 

– Você não compreende – disse Harry. – Isto é importante.

Mas Neville estava claramente tomando coragem para fazer alguma coisa desesperada.

– Não vou deixar vocês irem – disse, correndo a se postar diante do buraco do retrato. – Eu... eu vou brigar com vocês.

- Neville não vamos brigar com você. – Sol falou olhando para o menino.

Neville – explodiu Rony –, se afaste desse buraco e não banque o idiota...

- Neville me desculpe por te lhe chamado de idiota, só estava muito nervoso. – Rony pediu envergonhado para o amigo, que apenas concordou com a cabeça sorrindo.

– Não me chame de idiota! Acho que você não devia estar desrespeitando mais regulamentos! E foi você quem me disse para enfrentar as pessoas!

– Foi, mas não nós – respondeu Rony, exasperado. – Neville, você não sabe o que está fazendo.

Ele deu um passo à frente e Neville largou Trevo, o sapo, que desapareceu de vista.

– Vem, então, tenta me bater! – disse Neville, erguendo os punhos. – Estou esperando!

Harry voltou-se para Sollaria.

– Faz alguma coisa – pediu desesperado.

Sollaria se adiantou.

– Neville – disse ela –, eu realmente lamento muito.

Ela ergueu a varinha.

Petrificus Totalus! – falou, apontando para Neville.

- Mais uma vez me desculpe Neville. – Sol pediu mais uma vez para o amigo.

- Já falei que não foi nada Sol. – Garantiu sorrindo.

- Você me deu medo agora filinha. – Sirius comentou sorrindo para á filha. 

- Meu Merlin, isso não está acontecendo o grande Sirius Black disse que tem medo de mim, eu já posso morrer feliz. – Sollaria falou fazendo uma cena o que fez todos rirem.

- Não é pra tanto garota, foi só um pouco, não é algo que você possa morrer. – Sirius falou divertido.

- Nossa só porque eu estava me achando. – Sol falou fazendo um biquinho.

- Você não precisa disso para se achar filha. – Lottie falou olhando para a filha com deboche.

- Até minha mãe, eu não mereço isso. – Sol falou levantando os braços para cima.

- Para de ser dramática baixinha. – Sirius falou puxando Sol para um abraço.

Os braços de Neville grudaram dos lados do corpo. As pernas se juntaram. Com o corpo inteiro rígido, ele balançou no mesmo lugar e, em seguida, caiu de cara no chão, duro como uma pedra.

Hermione correu para desvirá-lo. Os maxilares de Neville estavam trancados de modo que ele não podia falar. Somente os olhos se moviam, mirando-os aterrorizados.

- Admito que não é uma das melhores sensações. – Neville falou.

– O que foi que você fez com ele? – sussurrou Harry para Sollaria. Hermione foi mais rápida e respondeu por ela.

– O Feitiço do Corpo Preso – respondeu Hermione, infeliz.

– Tivemos de fazer isso, Neville, não temos tempo para explicar – disse Harry.

– Você vai entender mais tarde – disse Rony, enquanto passavam por cima dele e se envolviam na capa da invisibilidade.

- Nos desculpe por ter te deixado lá. – Agora foi a vez de Harry pedir desculpas eles nem ao menos se preocuparam se Neville ia ficar bem.

- Já falei que não tinha sido nada, o feitiço se desfez depois de algumas horas. – Respondeu á Harry.

Mas deixar Neville deitado imóvel no chão não parecia um bom presságio. No estado de nervosismo em que estavam, cada sombra de estátua lembrava Filch, cada sopro distante do vento parecia o Pirraça assombrando-os.

Ao pé do primeiro lance de escada, encontraram Madame Nor-r-ra, esquivando-se sorrateira quase no alto.

– Ah, vamos dar um pontapé nela, só desta vez – cochichou Rony no ouvido de Harry, Sollaria concordou com Rony, mas Harry balançou a cabeça. Enquanto subiam cautelosamente contornando a gata, Madame Norr- ra virou os olhos de lanterna para eles, mas não fez nada.

- Eu me pergunto se ela consegue ver pela capa de invisibilidade. – Sollaria perguntou para ninguém especificamente.

- Essa eu não sei te responder, mas eu acho que é bem capaz de ela enxergar, se ela for uma gata mágica o que eu acho que ela é, tem uma grande chance de ela conseguir ver pela capa. – Hermione respondeu á amiga.

- Hermione está certa na sua hipótese, mas só saberemos se um dia colocarmos isso em prática. – Remus falou.

- Quando terminamos a leitura eu vou testar isso. – Sollaria falou sorrindo.

Não encontraram mais ninguém até chegarem à escada para o terceiro andar. O Pirraça se balançava a meio caminho, soltando a passadeira para as pessoas tropeçarem.

– Quem está aí? – perguntou de repente quando se aproximaram. E apertou os olhos negros e malvados. – Sei que está aí, mesmo que não consiga vê-lo. Você é um vampiro, um fantasma ou um estudante nojento?

E ergueu-se no ar e flutuou, tentando ver alguém.

– Eu devia chamar o Filch, eu devia, se alguma coisa está andando por aí invisível.

Harry teve uma ideia repentina.

- Ás vezes eu tenho até medo de ouvir isso. – Lily falou olhando para o filho.

- Nem me fala. – Lottie concordou com á amiga.

– Pirraça – disse num sussurro rouco –, o barão Sangrento tem suas razões para andar invisível.

Pirraça quase caiu, em choque. Recuperou-se a tempo e saiu planando a trinta centímetros dos degraus.

– Desculpe, Sua Sanguinidade, Sr. Barão, cavalheiro – disse untuoso. – Falha minha, falha minha, não o vi, claro que não, o senhor está invisível. Perdoe ao velho Pirraça essa piadinha, cavalheiro.

– Tenho negócios a tratar aqui, Pirraça – crocitou Harry. – Fique longe deste lugar hoje à noite.

– Vou ficar, cavalheiro, pode ter certeza de que vou ficar – prometeu o Pirraça, erguendo-se no ar outra vez. – Espero que os seus negócios corram bem, Barão, não vou perturbá-lo.

E partiu ligeirinho.

- Isso foi genial Harry. – Sirius falou sorrindo para o afilhado. – Você precisa nos ensinar isso. – Falou apontando para ele e os outros dois marotos.

- Quem diria em Harry. – Os gêmeos falaram sorrindo para Harry.

Genial, Harry! – cochichou Rony.

- Muito bem Harry. – Sol falou dando tapinhas em seu ombro.

Alguns segundos depois, estavam lá, no corredor do terceiro andar – e a porta já fora aberta.

– Bom, aqui estamos – disse Harry baixinho. – Snape já passou por Fofo.

- O que quer dizer que a pessoa seja lá quem for já passou e já está lá dentro. – Marlene falou olhando preocupada para os quatro.

Snape se sentou ainda mais ereto no lugar já estavam perto de descobrir se ele era mesmo a pessoa que queria roubar a Pedra.

A visão da porta aberta por alguma razão parecia causar neles a impressão do que os aguardava. Debaixo da capa, Harry se virou para os outros três.

– Se vocês quiserem voltar, não vou culpá-los. Podem levar a capa, não vou precisar dela agora.

– Não seja burro – respondeu Rony.

- Eu não saio daqui. – Sollaria falou.

– Vamos com você – disse Hermione.

Harry empurrou a porta.

- Você ainda tinha esperança que íamos te deixar sozinho depois de tudo que já tínhamos feito com você? – Perguntou Hermione para ele.

- Eu só não queria que vocês se metessem em algo que não tinha nada haver com vocês, não queria vê-los machucados por minha causa. – Harry respondeu levantando os ombros.

- Harry a partir do momento em que salvamos Hermione do trasgo, fizemos um acordo silencioso de que sempre estaríamos ali um para o outro, você não nos forçou a nada, nós queríamos estar ali com você e nada do que você fosse dizer mudaria nossa opinião, estamos juntos para o que der e vier. – Sol falou pegando a mão do namorado para logo depois pegar a mão de Mione que pegou a mão de Rony que pegou a outra mão livre de Harry fechando o círculo.

- Eles me lembram a gente, sempre lutando um pelo outro, uma amizade pura e sincera, que levaremos para a vida toda. – James falou olhando para Sirius e Remus. – Só que eles se metem em problemas maiores que os nossos. – James terminou sorrindo, fazendo tanto Sirius como Remus rirem também.

Quando a porta rangeu baixinho, chegaram aos seus ouvidos rosnados surdos. Os três focinhos do cachorro farejaram furiosamente em sua direção ainda que o bicho não pudesse vê-los.

– O que é isso nos pés dele? – sussurrou Hermione.

– Parece uma harpa – respondeu Rony. – Snape deve tê-la deixado aí.

- Assim como Hagrid nos contou. – Sollaria falou e se afastou rapidamente quando ouviu um rosnado mais forte.

– Ele acorda no momento que se deixa de tocar – disse Harry. – Bom, aqui vai...

Levou a flauta de Hagrid aos lábios e soprou. Não era realmente uma música, mas às primeiras notas os olhos da fera começaram a se fechar. Harry nem chegou a tomar fôlego. Lentamente, os rosnados do cachorro cessaram – ele balançou nas patas e caiu de joelhos, depois estirou-se no chão, completamente adormecido.

- Eu não sabia que você sabia tocar flauta. – Rony falou olhando para o amigo.

- Vai por mim, foi uma surpresa pra mim também, aquilo saiu no maior improviso. – Harry falou sorrindo para o amigo que riu junto.

- Parece que as coisas só funcionam para nós no improviso. – Sol comentou sorrindo.

- Na maioria das vezes. – Hermione respondeu dando de ombros.

– Continue tocando – Rony preveniu a Harry enquanto saíam de baixo da capa e deslizavam para o alçapão. Sentiram o bafo quente e fedorento do cachorro ao se aproximarem de suas cabeçorras.

– Acho que vamos conseguir abrir a porta – disse Rony, espiando por cima do dorso do cachorro. – Quer entrar primeiro, Hermione?

- Não é hora de ser cavaleiro Rony. – Sol falou parando ao seu lado.

- O Rony estava com medo de entrar primeiro. – Jorge comentou sorrindo do irmão.

- Não estava nada, só estava sendo cavaleiro. – Rony argumentou com contra o irmão.

- Claro, claro. – Concordou Fred rindo.

- Não, eu não! – Respondeu Hermione.

– Tudo bem. – Rony cerrou os dentes e passou com cautela pelas pernas do cachorro. E abaixando-se puxou o anel do alçapão, que se abriu.

– O que é que você está vendo? – perguntou Hermione, ansiosa.

– Nada... só escuridão... não tem como descer, teremos que nos jogar.

Harry, que continuava a tocar a flauta, fez sinal para atrair a atenção de Rony e apontou para si mesmo.

– Você quer ir primeiro? Tem certeza ? – disse Rony. – Não sei qual é a profundidade dessa coisa. Dá a flauta para Hermione manter Fofo adormecido.

- Que nada de mal aconteça com você. – Lily falou puxando o filho para mais perto.

- Calma mãe, não vai acontecer nada comigo. – Harry falou para á mãe.

Harry passou a flauta a ela. Naqueles minutinhos de silêncio, o cachorro rosnou e se mexeu, mas no instante que Hermione começou a tocar, ele tornou a cair em sono profundo.

Harry passou por cima de Fofo e espiou pelo alçapão. Não viu nem sinal de fundo.

Baixou o corpo pelo buraco até ficar pendurado pelas pontas dos dedos. Então olhou para Rony e Sollaria no alto e disse:

– Se alguma coisa acontecer comigo, não me sigam. Vão direto ao corujal e mandem Edwiges ao Dumbledore, certo?

- Espero que não tenha nada de grave lá embaixo. – James falou, não queria que nada de mal acontecesse com seu filho.

- Relaxa Pontas, tenho certeza que Harry vai ficar bem, ele é inteligente e tem os amigos ao lado dele. – Remus tentou acalmar o amigo.

- Tenho certeza que Harry ficará bem, afinal ele é seu filho. – Sirius garantiu ao amigo.

– Certo.

– Vejo vocês daqui a pouco, espero...

E Harry soltou os dedos. Um vento frio e úmido passou rápido por ele, que foi caindo, caindo, caindo e...

Pam. Com um baque engraçado e surdo ele bateu em alguma coisa macia. Sentou-se e apalpou à volta, os olhos desacostumados à escuridão. Parecia que estava sentado em uma espécie de planta.

- Que não seja a planta que eu estou pensando. – Frank falou baixinho para que ninguém escutasse.

- Tudo bem! – gritou para a claridade do tamanho de um selo lá no alto, que era o alçapão aberto. – A queda é macia, pode pular!

Rony seguiu-o imediatamente. Caiu esparramado ao lado de Harry.

– O que é isso? – Foram suas primeiras palavras.

Mas Harry nem teve chance de responder já que sentiu um corpo cair e cima do seu e logo depois uma exclamação de dor.

- Me desculpe Harry. – Sol pediu logo em seguida indo para o outro lado de Harry. – Isso é uma planta? – Perguntou Sol. 

– Sei lá, uma espécie de planta. Suponho que esteja aqui para amortecer a queda. Venha, Hermione!

A música distante parou. Ouviu-se um latido alto do cachorro, mas Hermione já pulara. Ela caiu do outro lado de Harry.

– Devemos estar a quilômetros abaixo da escola – comentou.

– É realmente uma sorte que esta planta esteja aqui – disse Rony.

Sorte! – gritou Hermione. – Olhem só para vocês três.

- Não me fale que a planta que estava lá era Visgo do Diabo? – Lily perguntou preocupada.

- Creio eu que esse seja o primeiro obstáculo para que possam chegar á Pedra. – Remus falou para todos ouvirem.

- Mais isso seria fácil demais. Qualquer pessoa conseguiria passar por um Visgo do Diabo, é matéria de primeiro ano. – Lottie falou olhando para os amigos, isso estava estranho, esperava por magias mais avançadas.

- Só eu que achei isso estranho? – James perguntou e recebeu vários acenos de concordância.

Ela se levantou de um salto e lutou para chegar à parede úmida. Teve de lutar porque, no momento em que chegou ao fundo, a planta começou a se enroscar como as gavinhas de uma trepadeira em volta dos seus tornozelos. Quanto a Harry e Rony, suas pernas já tinham sido bem atadas por longos galhos sem que eles notassem. Já Sollaria estava enroscada pela cintura e pelo pescoço o que estava a impossibilitando de respirar.

- Ai meu Deus. – Lily falou levando as mãos á boca, os olhos começavam a lacrimejar.

- Você ficou bem filha? – Lottie perguntou preocupada com a filha.

- Sim mãe, nada de grave aconteceu. – Assegurou Sol para mãe.

Hermione conseguira se desvencilhar antes que a planta a agarrasse para valer. Agora observava horrorizada os dois meninos lutarem para se livrar da planta, mas quanto mais se esforçavam, mais depressa e mais firme a planta se enrolava neles. Sol por outro lado não fazia movimentos ela sabia qual planta era.

– Parem de se mexer! – mandou Hermione. – Sei o que é isso. É visgo do diabo!

– Ah, fico tão contente que você saiba como se chama, é uma grande ajuda – resmungou Rony, tentando impedir que a planta se enroscasse em seu pescoço.

– Cala a boca, estou tentando me lembrar como matá-la! – disse Hermione.

- Hermione anda rápido, não sei por quanto tempo vamos aguentar isso. – Sol falou entre arfadas que fazia para tentar respirar, já estava ficando vermelha.

- Naquele momento eu estava prestes a ter um ataque. – Hermione falou para os amigos.

- E nos estávamos morrendo. – Rony falou.

- Não era uma situação favorável para nenhum de nós. – Sol falou.

– Bom, anda logo, não consigo respirar! – ofegava Harry, lutando com a planta que se enroscava em torno de seu peito. Olhou preocupado para Sol que cada vez mais tentava fazer esforço para respirar.

– Visgo do diabo, visgo do diabo... o que foi que o professor Sprout disse? Gosta da umidade e da escuridão...

– Então acenda um fogo! – engasgou-se Harry.

– É... é claro... mas não tem madeira... – lamentou-se Hermione, torcendo as mãos.

– VOCÊ ENLOUQUECEU? – berrou Rony. – VOCÊ É UMA BRUXA OU NÃO É?

- Nesse momento Hermione eu faltei matar você, como você se esquece que é uma bruxa. – Sol falou para á amiga que a olhou envergonhada.

- Eu estava sobre pressão ok! Foi a primeira coisa que eu pensei. – Hermione falou.

- Se não fosse pelo momento, isso teria sido bem engraçado. – Sirius falou rindo.

– Ah, certo! – disse Hermione e, puxando a varinha, sacudiu-a, murmurou alguma coisa e despachou um jato daquelas chamas azuis que usara em Snape contra as plantas. Em questão de segundos, os três sentiram a planta afrouxar e se encolher para longe da luz e do calor. Torcendo-se, ela se desenrolou dos corpos deles, que puderam se levantar.

- Nunca mais eu quero passar por isso. – Sol falou arfando quando Harry á ajudou a se levantar.

– Que sorte que você presta atenção às aulas de Herbologia, Hermione – disse Harry, quando se juntou a ela ao pé da parede, enxugando o suor do rosto.

– É – comentou Rony –, e que sorte que Harry e Solaria  não perdem a cabeça numa crise, “não tem madeira”, francamente.

Harry e Sol trocaram olhares, mas nada falaram.

- É percebemos muito que Harry e Sol não perdem a cabeça, mas já você. – Jorge falou rindo o que fez Rony corar.

- Eu estava desesperado está bem, se você passasse por isso você saberia como é. – Rony falou emburrado.

- Relaxa Rony eles só estão tirando onda com a sua cara. – Gina falou para o irmão.

– Por ali – disse Harry, apontando um corredor de pedra que era o único caminho que havia.

Só o que podiam ouvir além de seus passos eram os pingos abafados da água que escorria pela parede. O corredor começou a descer e Harry se lembrou de Gringotes. Com um sobressalto, lembrou-se dos dragões que, segundo diziam, guardavam os cofres-fortes no banco dos bruxos. Se topassem com um dragão, um dragão adulto... Norberto já fora bastante ruim.

- Dumbledore não seria louco suficiente para colocar um dragão dentro de Hogwarts não é? – Lily perguntou preocupada.

- Eu não duvido de nada desse homem, mas se ele fez isso ele vai se ver comigo, porque se alguma coisa acontecer com eles, ele vai me pagar bem caro. – Lottie falou olhando com raiva para Dumbledore que estava conversando com Minerva na mesa dos Professores.

- Vamos continuar com a leitura para vermos no que vai dá. – Remus falou.

– Você está ouvindo alguma coisa? – Rony cochichou.

Harry apurou os ouvidos. Um farfalhar acompanhado de ruído metálico parecia vir de um ponto mais adiante.

– Você acha que é um fantasma? – Rony perguntou para Harry.

– Não sei... para mim parecem asas. – Harry respondeu para Rony que pareceu se acalmar um pouco.

– Há luz à frente, estou vendo alguma coisa se mexendo. – Sol apontou mais para frente.

Chegaram ao fim do corredor e depararam com uma câmara muito iluminada, o teto abobadado no alto. Era cheia de passarinhos, brilhantes como joias, que esvoaçavam e colidiam pelo aposento. Do lado oposto da câmara havia uma pesada porta de madeira.

- Chaves aladas. – Sirius falou.

- E eu acho que uma delas abre essa porta. – James falou.

- Isso aí de só atravessar está fácil demais. – Remus falou e os amigos concordarem.

– Você acha que nos atacarão se atravessarmos a câmara? – perguntou Rony.

– Provavelmente – respondeu Harry. – Eles não parecem muito bravos, mas suponho que se todos mergulhassem ao mesmo tempo... Bom, não tem remédio... vou correr.

Tomou fôlego, cobriu o rosto com os braços e atravessou a câmara correndo. Esperava sentir bicos afiados e garras atacando-o a qualquer minuto, mas nada aconteceu. Alcançou a porta incólume. Baixou a maçaneta, mas a porta estava trancada.

- Não falei. – James falou alto.

- Ainda acho que esses obstáculos estão fáceis demais para proteger a Pedra Filosofal, é como se fosse uma prova e eles estivessem colocando tudo o que eles aprenderem em prática esse ano. – Lottie falou e rapidamente olhou para Dumbledore, ela tinha uma suspeita que tinha dedo do diretor nisso.

- Eu também estou achando, mas não temos muito o que fazer. – Lily falou olhando para á amiga.

Os outros três o seguiram. Fizeram força para abrir a porta, mas ela nem sequer se moveu, nem mesmo quando Sollaria experimentou o seu feitiço de Alohomora.

– E agora? – perguntou Rony.

– Esses pássaros... não podem estar aqui só para enfeitar – disse Hermione.

Eles observaram os pássaros voando no alto, brilhando – brilhando?

– Eles não são pássaros! – Harry exclamou de repente. – São chaves! Chaves aladas, olhem com atenção. Então isso deve querer dizer... – E olhou à volta da câmara enquanto os outros três apertavam os olhos para enxergar o bando de chaves no alto. – É, olhe! Vassouras! Temos que apanhar a chave da porta.

- Será fácil para vocês pegarem a chave, só precisam achar a chave certa. – James falou sorrindo.

- Com Harry será fácil mesmo para apanharem a chave. – Charlus falou sorrindo para o neto.

Mas eram centenas!

Rony examinou a fechadura.

– Estamos procurando uma chave bem grande e antiga, provavelmente de prata, como a maçaneta.

- Você soube tudo isso só olhando para a fechadura? – Sirius perguntou olhando para o ruivo.

- Sim, foi fácil. – Falou dando de ombros como se isso não tivesse importância.

- Pra você, porque para mim, isso teria levado muito tempo. – Sirius falou.

E muitas pessoas concordaram com ele, não era fácil saber de uma chave só pela sua fechadura.

Cada um apanhou uma vassoura e deu impulso no ar, mirando o meio da nuvem de chaves. Tentaram agarrá-las mas as chaves encantadas fugiam e mergulhavam tão rápido que era quase impossível apanhar uma.

Mas não era à toa que Harry era o mais jovem apanhador do século. Tinha um jeito para localizar coisas que os outros não tinham. Depois de um minuto trançando pelo redemoinho de penas, ele notou uma chave grande de prata que tinha uma asa dobrada, como se já tivesse sido apanhada e enfiada de qualquer jeito na fechadura.

James sorriu com orgulho do filho, Harry realmente era um ótimo apanhador, e isso lhe enchia de orgulho.

– Aquela ali! – gritou para os outros. – Aquela grandona... ali... não... lá... com as asas azul forte. As penas estão todas amassadas de um lado.

Rony precipitou-se na direção que Harry apontava, bateu no teto e quase caiu da vassoura.

– Temos que cercá-la! – gritou Harry, sem tirar os olhos da chave com a asa danificada. – Rony, você cerca por cima. Hermione, fica embaixo e não deixa ela descer, Sollaria fica pelo lado e eu vou tentar pegá-la. Certo, AGORA!

- Daria um ótimo capitão de quadribol. – James falou com os olhos brilhando.

- Assim como seu pai é. – Charlus falou sorrindo para o filho.

- James daqui a pouco irá explodir de tanto orgulho. – Sirius falou sorrindo para o amigo que concordou com a cabeça.

Rony mergulhou, Hermione disparou para o alto, a chave desviou-se dos dois Sollaria até tentou pegá-la e Harry partiu atrás dela; a chave correu para a parede, Harry se curvou para a frente e, com uma pancada feia, prendeu-a contra a pedra com a mão. Os vivas de Rony, Hermione e Sollaria ecoaram pela câmara.

Eles pousaram em seguida e Harry correu para a porta, a chave a se debater em sua mão. Enfiou-a na fechadura e virou-a – deu certo. No instante em que ouviram o barulho da lingueta se abrindo, a chave tornou a alçar voo, parecendo agora muito maltratada depois de ter sido apanhada duas vezes.

– Estão prontos? – Harry perguntou aos três, a mão na maçaneta da porta. Eles fizeram um sinal afirmativo com a cabeça. Ele escancarou a porta.

- A essa altura vocês deviam estar mais que preparados. – Remus falou olhando para eles.

- Estávamos preocupados com o que descobriríamos por de trás da porta. – Sol respondeu.

A câmara seguinte era tão escura que não dava para ver absolutamente nada. Mas, ao entrarem nela, a luz inesperadamente inundou o aposento, revelando uma cena surpreendente.

Estavam parados na borda de um enorme tabuleiro de xadrez atrás das peças pretas, que eram todas mais altas do que eles e talhadas em um material que parecia pedra. De frente para eles, do outro lado da câmara, estavam dispostas as peças brancas. Harry, Rony e Hermione sentiram um leve arrepio – as peças brancas e altas não tinham feições.

- Eu estou achando isso muito estranho, se vocês prestarem atenção todos os obstáculos que eles tiveram até agora, cada um era designado a esse obstáculo, Hermione sabia como vencer o Visgo do Diabo, Harry é um ótimo apanhador, e agora o tabuleiro de xadrez que tanto Sol quanto Rony conseguem passar, parece que todos os obstáculos são feitos para eles. – Lily falou olhando para os amigos.

- É como se Dumbledore esperasse que eles passassem por todos eles. – Lottie concordou com á amiga.

- Eu só espero que ele não tenha feito realmente isso, porque se alguma coisa acontecer com algum deles, ele vai ter que se vê conosco. – Sirius falou olhando para o diretor com raiva.

– Agora o que vamos fazer? – sussurrou Harry.

– É óbvio, não é? – falou Rony. – Temos que jogar para chegar ao outro lado da câmara.

Por trás das peças brancas eles podiam ver outra porta.

– Como? – perguntou Hermione, nervosa.

– Acho que vamos ter que virar peças.

- Isso não vai acabar bem. – Sol sussurrou  baixo.

Ele se dirigiu a um cavalo preto e esticou a mão para tocar seu cavaleiro. No mesmo instante, a pedra ganhou vida. O cavalo pateou o tabuleiro e seu cavaleiro virou a cabeça protegida por um elmo para olhar Rony.

– Temos que nos unir a vocês para chegar ao outro lado?

O cavaleiro preto confirmou com a cabeça. Rony virou-se para os outros três.

- Meu Merlin eles serão as próprias peças. – Lily exclamou assustada.

- Calma Lily, Rony é excelente em xadrez, tenho certeza que ele vai se sair bem. – Remus falou tentando acalmar a amiga.

- Eu espero que sim. – Lily pediu silenciosamente que nada acontecesse com os garotos.

– Isto exige reflexão – disse. – Suponho que a gente tenha que tomar o lugar de  quatro peças pretas...

- Rony você é o melhor de nós em xadrez, você que deve jogar. – Sol falou para o amigo.

Harry e Hermione ficaram quietos, observando Rony refletir. Finalmente ele disse:

– Agora não vão se ofender, mas nenhum dos dois é tão bom assim em xadrez... Sollaria é ótima...

- Essa é toda sua, você é melhor Rony. – Falou sorrindo encorajando Rony.

- Você também era boa, poderia ter ido. – Sirius falou para á filha.

- É eu poderia, mas essa era á vez dele, não á minha. – Sollaria respondeu ao pai.

– Diga o que vamos fazer. – Perguntou  Harry depressa.

– Bom, Harry, você toma o lugar daquele bispo e, Hermione, você fica ao lado dele substituindo a torre. E você Sollaria será a rainha.

– E você?

– Vou ser o cavaleiro.

As peças pareciam estar escutando, porque ao ouvir isso um cavaleiro, um bispo, uma torre e rainha deram as costas às peças brancas e saíram do tabuleiro, deixando três casas vazias, que Harry, Rony, Hermione e Sollaria ocuparam.

– No xadrez as brancas sempre jogam primeiro – explicou Rony, observando o tabuleiro. – É... olhem...

Um peão branco avançara duas casas.

Rony começou a comandar as peças pretas. Elas se mexiam em silêncio indo aonde eram mandadas. Os joelhos de Harry tremiam. E se perdessem?

- Não era hora para te pensamentos pessimistas filho. – James falou olhando para Harry que corou envergonhando. O que ele podia fazer se não conseguia se segurar.

- Harry sempre foi assim padrinho, ás vezes ele era bem pessimista. – Sol falou fazendo o namorado corar ainda mais.

- O que eu podia fazer se sempre me viam pensamentos pessimistas na cabeça. – Harry falou dando de ombros.

– Harry, ande quatro casas para a direita em diagonal.

O primeiro choque de verdade que levaram foi quando o outro cavalo foi comido. A rainha branca esmagou-o no chão e arrastou-o para fora do tabuleiro, onde ele ficou deitado imóvel, de borco no chão.

– Eu tinha que deixar isso acontecer – disse Rony, parecendo abalado. – Assim você fica livre para comer aquele bispo, Hermione, ande.

Lily estava com medo de como aquele jogo acabaria, não queria que ninguém saísse machucado, muito menos seu filho, sempre achara xadrez bruxo muito bávaro, preferia mil vezes o xadrez dos trouxas que você simplesmente só retirava as peças quando seu adversário. 

Todas as vezes que eles perdiam uma peça, as peças brancas não mostravam piedade. Dali a pouco havia uma coleção de peças pretas inermes encostadas à parede. Duas vezes, Rony reparou, em cima do lance, que Harry, Sollaria e Hermione estavam em perigo. Ele próprio disparou pelo tabuleiro comendo quase tantas peças brancas quanto as pretas que haviam perdido.

– Estamos quase chegando – murmurou de repente. – Me deixem pensar... me deixem pensar...

A rainha branca virou o rosto vazio para ele.

– É... – continuou ele baixinho –, é o jeito... Preciso me sacrificar.

– NÃO! – Harry, Sollaria e Hermione gritaram.

- O QUÊ? – Exclamaram todos juntos olhando para Rony que tinha tomado um susto com o grito.

- Você não pode se sacrificar irá se machucar, sabe o que acontece com a peça que é perdida. – Lily falou nervosa.

Molly tinha puxado o filho para seus braços não queria que nada lhe acontecesse.

- Eu tinha que fazer isso, se não nunca Harry nunca chegaria até a pedra, muita coisa estava em jogo. – Rony falou sério.

– Isto é xadrez! – retorquiu Rony. – A pessoa tem que fazer alguns sacrifícios! Dou um passo à frente e ela me come, isso deixa você livre para dar o xeque-mate no rei, Harry!

– Mas...

– Você quer deter Snape ou não?

– Rony...

– Olhe, se você não se apressar, ele já terá apanhado a Pedra!

Não havia opção.

- Foi um ato muito corajoso da sua parte Rony, se sacrificar por um amigo, mesmo que isso custasse sua própria vida, foi um ato que só um autêntico grifinório faria. – Minerva falou sorrindo para o aluno, o que fez muitas pessoas olharem para ela assustadas. Era raro ver a séria professora rindo.

- Concordo com a senhora professora, mas não acho que apenas grifinórios são capazes de tamanha coragem, conheci uma pessoa que fez a mesma coisa, só que ele não era da grifinória, mas ele foi tão corajoso como um de nós e tão nobre quanto. – Sol falou e assim que ela terminou de falar muitas pessoas viram que a garota tinha lágrimas nos olhos. 

Harry puxou a namorada para um abraço, ele sabia muito bem de quem ela estava falando, todos do futuro sabiam, Cedrico Diggory morreu com um herói, morreu com um autêntico aluno de Hogwarts, mas ele deixou algo que nem o tempo conseguia levar, deixou saudades nos corações de todas as pessoas que o amavam, saudades essa que a cada dia que se passava chegava a doer cada vez mais.

– Pronto? – perguntou Rony, o rosto pálido mas decidido. – Então vamos, agora, não se demore depois de ganhar a partida.

Ele avançou e a rainha branca o atacou. Golpeou Rony com força na cabeça com o braço de pedra e ele caiu com estrondo no chão. Hermione gritou, mas continuou parada em sua casa – a rainha branca arrastou Rony para um lado. Ele parecia ter sido nocauteado.

- Harry agora é sua vez. – Sollaria falou estava muito pálida.

Muitas pessoas olharam preocupadas para Rony, a pancada devia ter sido bem forte.

Trêmulo, Harry se deslocou três casas para a esquerda.

O rei branco tirou a coroa e jogou-a aos pés dele. Os meninos tinham ganhado o jogo. As peças se afastaram para os lados e se curvaram, deixando o caminho livre para a porta em frente.

Hermione foi a primeira a correr até onde  se encontrava um Rony desacordado, ela pegou a cabeça do amigo com cuidado e colou nas suas pernas apoiada, Harry e Sol logo já estavam ao seu lado.

- Hermione você acha que consegue tirar vocês daqui? – Harry perguntou para á amiga que apenas concordou com a cabeça. – Eu e Sollaria continuaremos, saiam o mais rápido possível daqui. – Harry falou para á amiga. Com um último olhar desesperado para Rony e  e Hermione, Harry e Sollaria se precipitaram para a porta e para o corredor seguinte.

- Agora são apenas vocês dois. – Dorcas falou e apertava as mãos apreensivas.

- Tenho certeza que conseguirão passar pelo quer que seja que esteja esperando por vocês. – Lottie falou e sorriu confiante para a afilhada e o filho.

– E se ele...?

– Ele vai ficar bem – disse Harry, tentando convencer a si mesmo. – Que é que você acha que vai acontecer agora?

– Tivemos o feitiço de Sprout, o visgo do diabo. Flitwick deve ter encantado as chaves. McGonagall transfigurou as peças de xadrez para lhes dar vida. Faltam o feitiço de Quirrell e o de Snape.

- O que será que esse panaca do Quirrel colocou como feitiço, espero que não seja algo patético. – Remus falou e sua voz pingava á raiva.

- Do jeito que ele é não posso imaginar nada muito grande. – Sirius falou maldoso.

Tinham chegado à outra porta.

– Tudo bem? – cochichou Harry.

– Vamos.

Harry empurrou a porta para abri-la.

Um fedor horrível entrou por suas narinas, fazendo os dois puxarem as vestes para cobrir o nariz. Os olhos lacrimejando, eles viram, deitado no chão diante deles, um trasgo ainda maior do que o que tinham enfrentado, desacordado e com um calombo ensanguentado na cabeça.

– Que bom que não precisamos lutar contra este aí – sussurrou Harry, enquanto, cautelosamente, saltavam por cima da perna maciça do trasgo. – Vamos, não estou conseguindo respirar.

- Até que não foi tão patético, foi até que interessante, mas para vocês já tinham enfrentado um trasgo antes seria fácil passar por essa. – Sirius falou olhando para Harry e Sol.

- Mais foi melhor ele está desacordado, não precisamos gastar nossas forças. – Sol falou.

Harry abriu a porta seguinte, os dois mal se atreviam a olhar o que vinha a seguir – mas não havia nada muito assustador ali, apenas uma mesa e sobre ela sete garrafas de formatos diferentes em fila.

– É o de Snape – disse Harry. – O que temos de fazer?

Ao cruzarem a soleira da porta, imediatamente irromperam chamas atrás deles. E não eram chamas comuns, tampouco; eram roxas. Ao mesmo tempo, surgiam chamas pretas na porta adiante. Estavam encurralados.

– Olhe! –Sollaria apanhou um rolo de papel que havia ao lado das garrafas. Harry espiou por cima do seu ombro para ler o papel:

- Vamos ver o que nosso querido Ranhoso preparou para nossos pupilos. – Sirius falou olhando diretamente para Snape que o encarava com raiva.

- Cale a boca Black. – Severo falou para o moreno.

- Olha ele está nervoso, já te falei Ranhoso, estresse causa rugas e linhas de expressão. – Sirius falou com um sorriso zombeteiro que fez Severo cerrar os punhos em raiva. 

- Pai deixa ele em paz, vamos continuar a leitura. – Sollaria falou apontando para o filho que logo atendeu o pedido da mãe.

 O perigo o aguarda à frente, a segurança ficou atrás,

Duas de nós o ajudaremos no que quer encontrar,

Uma das sete o deixará prosseguir,

A outra levará de volta quem a beber,

Duas de nós conterão vinho de urtigas,

Três de nós aguardam em fila para o matar,

Escolha, ou ficará aqui para sempre,

E para ajudá-lo, lhe damos quatro pistas:

Primeira, por mais dissimulado que esteja o veneno,

Você sempre encontrará um à esquerda do vinho de urtigas;

Segunda, são diferentes as garrafas de cada lado,

Mas se você quiser avançar nenhuma é sua amiga;

Terceira, é visível que temos tamanhos diferentes,

Nem anã nem giganta leva a morte no bojo;

Quarta, a segunda à esquerda e a segunda à direita

São gêmeas ao paladar, embora diferentes à vista.

- Uma charada. Genial. – Lottie falou olhando para Snape que estava com um pequeno sorriso.

- Muitos bruxo nem sem importam com isso, e por isso muitas ficariam nessa sala por um bom tempo. – Lily falou.

- Está na hora de você mostrar a sua inteligência querida. – Sirius falou olhando para á filha com um enorme sorriso.

Sollaria deixou escapar um grande suspiro e Harry, perplexo, viu que ela sorria, a última coisa que ele tinha vontade de fazer.

Genial – disse. – Isto não é mágica, é lógica, uma charada. A maioria dos grandes bruxos não tem um pingo de lógica, ficariam presos aqui para sempre.

– E nós também, não?

– Claro que não. Tudo o que precisamos está aqui neste papel. Sete garrafas: três contêm veneno; duas, vinho; uma nos ajudará a passar a salvo pelas chamas negras; e uma nos levará de volta através das chamas roxas.

– Mas como vamos saber qual delas beber?

– Me dê um minuto.

Sirius sorriu orgulhoso de sua filha, ele sabia que Sol conseguiria descobrir as duas garrafas certas, afinal a sua filha era uma excelente aluna.

Walburga e Órion também estavam orgulhosos da neta, Sol sempre foi tudo o que Walburga sempre sonhou, tudo o que a família Black mais prezava, até agora a neta só lhe tinha dado orgulho. E ela sabia que ela lhe daria muito mais.

Sollaria leu o papel diversas vezes. Depois passou em revista a fila de garrafas, para cima e para baixo, resmungando de si para si e apontando para as garrafas. Finalmente, bateu palmas.

– Já sei. A garrafa menor nos fará atravessar as chamas negras, rumo à pedra.

Harry mirou a garrafinha.

– Ali só tem o suficiente para um de nós. Não chega a ter um gole.

Eles se entreolharam.

– Qual é a que a fará voltar pelas chamas roxas?

Sollaria apontou para uma garrafa arredondada na ponta direita da fila.

– Você bebe essa – disse Harry. – Agora, escute, volte e ajude Hermione com Rony, apanhe vassouras na câmara das chaves aladas, elas levarão vocês para fora do alçapão e por cima de Fofo. Vão direto ao corujal e mandem Edwiges a Dumbledore, precisamos dele. Talvez eu possa segurar Snape por algum tempo, mas não sou páreo para ele.

- Sabe foi só naquela hora que eu realmente sentir medo, foi naquela hora que eu fiquei com medo de alguma coisa acontecer com você, porque afinal você continuaria sozinho. – Sol falou olhando para Harry com todo carinho que sentia por ele.

- Você sabe que eu nunca chegaria ali sem nenhum de vocês, vocês sempre foram importantes para mim, não importa de qual maneira, sempre estiveram ali comigo, e isso eu nunca vou esquecer. – Harry falou sorrindo para os amigos e a namorada.

- A melhor coisa que eu fiz foi conhecer vocês, e não me arrependo nada de ter entrando naquela cabine do trem para perguntar sobre o sapo de Neville. – Hermione sorriu para eles.

- E eu também não me arrependo de ter azarado Draco e ter invadido a cabine de vocês sem pedir permissão para vocês, e também não me arrependo de tudo o que fizemos juntos, ter conhecido vocês foi uma das melhores coisas que já aconteceram comigo. – Sol falou sorrindo para os três que a olhavam com enormes sorrisos, para logo em seguida se abraçarem. – Não importa o tempo que passe, não importa com quantos anos estejamos, nem mesmos as brigas, eu sempre quero estar ao lado de vocês. – Ela terminou falando.

- Sempre! – Responderam os outros três rindo.

As pessoas pelo Salão Principal simplesmente só olhavam aquela cena, era uma cena bonita se ver, não era todo dia que você podia ver uma amizade tão bonita assim, era algo puro sem maldade, era realmente bonita.

- Mas, Harry, e se Voldemort estiver com ele?

– Bom... tive sorte uma vez, não tive? – falou Harry indicando a cicatriz. – Talvez tenha sorte outra vez.

A boca de Sollaria estremeceu e ela correu de repente para Harry e o abraçou.

Sollaria!

– Harry, você é um grande bruxo, sabe?

– Não sou tão bom quanto você – disse Harry, muito sem graça, quando ela o largou.

– Eu! Livros! E inteligência! Há coisas mais importantes, amizade e bravura e, ah, Harry, tenha cuidado!

- Você também é uma grande bruxa Sol, não são só livros e inteligência, você tem algo que poucas pessoas ainda carregam hoje em dia. Você sempre acredita que uma pessoa pode ser boa, você sempre quer dar segundas chances mesmo que aquela pessoa não mereça, e você acredita até mesmo quando não há esperança, luta mesmo que as chances de ganhar sejam nulas, e você nunca abandona um amigo seja ele bom ou não. Isso te faz ser uma grande bruxa. – Draco falou para á prima que o olhava com lágrimas nos olhos.

- Quando mais precisamos você foi a única capaz de estender a mão á dois Sonserinos que só souberam pisar em você e os seus amigos, você foi a única que viu algo bom em nós, até mesmo quando nós não víamos, você foi contra o que todos diziam para simplesmente ajudar duas pessoas que já tinham perdido o rumo, mesmo com todos dizendo que não valia á pena lutar, você foi lá e mostrou que desistir não faz parte do seu vocabulário. Você foi o modelo que muitas pessoas queriam seguir. – Blás falou e sem querer uma lágrima desceu pela sua bochecha, ele ainda se lembrava de como Sol o ajudou assim como Draco.

- É mesmo quando você estava cansada, se sentindo fraca ou até mesmo perdida, você era a mais forte, você sempre foi, nunca gostou de mostrar suas fraquezas e até mesmo quando não aguentava mais, você ia lá e colocava um sorriso no rosto para dizer que estava tudo bem, mas todos nós sabíamos que não estava, assim como todos nós você perdeu mais coisas do que devia, mas uma coisa que você nunca perdeu foi a esperança de que um dia tudo ia acabar bem e nossa única preocupação seria acordar no horário para ir para as aulas. – Hermione falou ao lado da amiga que a essas horas já se encontrava aos prantos, Sol podia até não demostrar, mas era uma manteiga derretida.

- Vocês são uns filhos da mãe por me fazerem chorar, eu vou bater em vocês. – Falou ainda em meio ao choro, fazendo as pessoas sorrirem. – Eu nem sei o que dizer para vocês, mas quero que saiba se você pra fazer tudo novamente eu faria com muito gosto, porque sei que pelos amigos vale a pena. – A morena falou sorrindo para todos seus amigos que fizeram o mesmo.

– Você bebe primeiro – disse Harry. – Você tem certeza de qual é qual, não tem?

– Positivo.

Ela tomou um demorado gole da garrafa arredondada na ponta e estremeceu.

– Não é veneno? – perguntou Harry, ansioso.

– Não... mas parece gelo.

– Vai logo antes que o efeito passe.

– Boa sorte... cuide-se...

– VAI!

- Harry. – Chamou Sollaria mais uma vez. – Você vai conseguir, tenho certeza. – E lançou um sorriso franco para Harry.

Sollaria virou-se e passou direto pelas chamas roxas.

- Agora é só você meu filho. – James falou olhando para Harry.

- Vai ficar tudo bem. – Lily falou para ele. – Estamos com você agora.

Harry sorriu para os pais, estar ali com eles sempre foi o que ele sempre quis, e realizar esse sonho estava sendo uma coisa maravilhosa.

- Vocês sempre estiveram comigo, não importava a situação. – Harry falou para os pais, os olhos transbordando de amor.

Harry tomou fôlego e apanhou a garrafa menor de todas. Virou-se para encarar as chamas negras.

– Aqui vou eu – disse e esvaziou a garrafinha de um gole só.

Era na verdade como se o gelo estivesse invadindo seu corpo. Ele deixou a garrafa na mesa e avançou; enchendo-se de coragem, viu as chamas negras lamberem seu corpo mas não as sentiu – por um instante não viu nada a não ser as chamas negras – então viu que estava do outro lado, na última câmara.

Havia alguém lá – mas não era Snape. Tampouco Voldemort.

Vários olhares confusos recaíram sobre o livro, se não era Snape e nem Voldemort quem seria a pessoa por trás de tudo.

Snape estava aliviado em saber que não era ele que estava querendo roubar a pedra, era como se um peso estivesse sido tirado de cima dele, um peso que nem mesmo ele sabia que estava carregando.

- Então no final o Ranhoso não era mesmo o culpado. – Sirius falou para todos ouvirem. – Agora quem é a pessoa? – Sirius perguntou para ninguém especificamente.

- Eu acho que é Quirrel. – Remus falou sério e Lottie concordou com ele.

- Não, não tem como ser ele, esse cara tem medo da própria sombra dele, ele não teria coragem de fazer isso Remus. – Sirius falou rindo.

- Nunca subestime uma pessoa, só porque ela parece inofensiva Almofadinhas, nós mesmos vimos, que nem sempre isso é verdade. – James falou se referindo á Pedro que no decorrer da leitura descobriram que era um traidor.

- Acabou. – Tiago Sirius falou fechando o livro.

- Que lerá? – Minerva perguntou e viu Fred levantar a mão.

“- Ás vezes ser forte não significa ter músculos, mas sim ter coragem de lutar por aquilo que você acredita.” – A.


Notas Finais


Eae o que acharam?
Espero que tenham gostado. Comentem o que acharam.
Vejo vocês em breve com o último capítulo do livro.
Bye.
Link da Nova Temporada: https://www.spiritfanfiction.com/historia/lendo-o-futuro--harry-potter-e-a-camara-secreta-13600715
Quem não viu ainda vai ver.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...