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História Lendo Os gêmeos Potter e a pedra filosofal - Capítulo 4


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Capítulo 4 - As cartas de ninguém


-Oi me chamo Draco Malfoy e sou filho de Lucios Malfoy e Narcissa Black-A Cissa correu e abraçou o filho,Lilian observava a cena da "amiga" abraçando o filho perguntado quando ia ser ela

-Eai doninha albina como vai no futuro?-Perguntou Rony dando um toque de mão na mão de Draco

-Quase normal,tirando o fato da Liz ter surtado falando que ela tinha o direito de vir porque é a historia dela,ela e a Sol estavam quase me azarando quando souberam que eu ia vir primeiro,se tivesse vindo um minuto depois teria recebido uma azaração de cada uma delas-Disse Draco não ligando ao apelido desde que a Liz começará a chamar ele assim acabou ficando e todos utilizavam agora

Lilian,James e Sirius prestavam toda a atenção a toda informação sobre as filhas

-Elas são explosivas em?-Disse Remus

-Muito-Disse Neville rindo lembrando de cada vez que as amigas explodiam e acabavam sempre caindo em detenção,como diseria Liz,Sol e ps gêmeos Weasley"Por essa ração que temos uma gaveta cada na sala do Filch,para eles era uma honra

-Quem vai ler agora?-A voz suave de Dumbledor preencheu o ambiente

-Eu-A voz rigida de Minerva Mcgonagall foi ouvida

-As cartas de ninguém-Leu Minerva

-Cartas?-Disse Sirius

-Pode ser de hogwarts eles ja tem idade para ganhar a deles-Disse Lilian aliviada,eles iriam embora da casa de sua irmã por um bom tempo e aquilo era um alivio para ela e para James

A fuga da jibóia brasileira rendeu a Harry e Liz o castigo logo que ja tiveram

-Como se deixar eles presos ai acabar com a magia deles-Disse a Sra.Black

os liberaram para sair no meio das férias quando Duda ja avia quebrado a filmadora que ganhará de aniversário,e atropelado a Sra.Figg na primeira bez que andará na nova bicicleta.

-Esse garoto não consegue não quebrar as coisas-Disse James

Os gêmeos ficaram contente que as aulas tivessem acabado, mas não conseguiam escapar da turma de Duda, que visitava a casa todo dia.

Pedro, Dênis, Malcolm e Górdon eram todos grandes e burros, mas como Duda era o maior e o mais burro do bando, era o líder.

-Provavelmente foi assim que te escolheram para ser lider da guangue Potter

-Cala a sua boca Ranhoso-Disse James

Os demais ficavam bastante felizes de participar do esporte favorito de Duda: perseguir Harry e Liz.

-Se ele encostar mas um dedo nos meus filhos vai se ver comigo!-Disse Lilian

Draco pensava em quanto que ele nunca parou para pensar em quanto a sua melhor amiga sofria quanto criança

Por essa ração ps gêmeos Potter's pasavam a maior parte do seus tempo fora de casa,ja era final das férias isso dava um rainho de esperança para eles,logo iriam para a escola segundaria sem o Duda pois ele ia cursar a antiga de tio Valter,
Smeltings,Duda achava muito engraçado Liz e Harry não ir para a mesma escola que ele e ficava fazendo piadinhas sobre isso,que sengundo Liz era as "piadas" mas sem graça que ela escutara na vida

-Para alguém como a Liza é dificil você fazer uma piada e ela não saber a resposta-Disse Draco

-Com certeza,ela sempre tem as melhores piadas-Disse Rony

Naquele momento Lucios pensava se estava vendo o que estava vendp um Malfoy conversando com um Weasley,ele iria ser o herdeiro de todo o império Malfoy não era para conversar com traidores de sangue

es metem a cabeça dos garotos no vaso sanitário no primeiro dia de escola - contou ele a Harry e Liz - querem ir lá em cima praticar?

- Não, obrigado - respondeu Harry - O coitado do vaso nunca recebeu nada tão horrível quanto a sua cabeça, é capaz de passar mal. -Puxou Liz e correu antes que Duda conseguisse entender o que dissera.

-Esse é meu filho cachorro,meu filho-Disse James dando soquinhos no braço de Sirius

-É isso ai Harry-Disse liz comemorado com um soquinho no braço do irmão

-Amo ela também cachorro meus filhos são maravilhpsos-Disse James

-Filho de maroto marotinho é-Disse Marlene

Certo dia de julho, tia Petúnia levou Duda a Londres para comprar o uniforme da Smeltings e deixou Harry e Liz com a Sra. Figg.

Naquela noite Sra. Figg não estava tão ruim,desde que faturou a perna não gostava tanto dos gatos.Ela deixou Liz e Harry ver tv e comer um bolo de chocolate que parecia ter anos de idade.

Lili agradeceu mentalmente Sra.Figg e James também.

Naquela noite, Duda desfilou para a família reunida na sala de estar vestindo o uniforme novo da Smeltings. Os alunos da Smeltings usavam casaca marrom-avermelhada, calções cor de laranja e chapéus de palha. Carregavam também bengalas nodosas, que usavam para bater uns nos outros quando os professores não estavam olhando isto era considerado um bom treinamento para o futuro.

-Que escola mas selvagem,apanhar nunca é o modo de aprencontaprendSra.er-Disse Sra.Weasley

Eles tiveram que contemplar Duda nos calções laranja novos, tio Válter disse com a voz embargada que aquele era o momento de maior orgulho em sua vida. Tia Petúnia rompeu em lágrimas e disse que não podia acreditar que era o seu Dudinha, estava tão bonito e adulto.

-Nossa ele deveria estar maravilhoso-Disse Bellatrix com sarcástica

-Priminha você tem um otimo gosto para homens-Disse Sirius

-Cale a boca traidor de sangue-Retrucou Bellatrix

Minerva começou a ler antes de Sirius revidar
Harry não confiou no que poderia dizer. Achou que duas de suas costelas talvez já tivessem partido só com o esforço para não rir.Liz ja tinha corrido para o armario para rir do primo.

-Isso é muito cara dela com onze anos-Disse Draco

-Como assim com onze anos?-Perguntou James

-Se for ela com nossa idade ela falaria que está ridículo e não ai correr para rir escondido ela ia rir na cara-Disse Draco

Havia um cheiro horrível na cozinha na manhã seguinte quando Harry e Liz entraram para o café da manhã. Parecia vir de uma panela de metal dentro da pia. Ele se aproximou para espiar.

A tina aparentemente estava cheia de trapos sujos que boiavam na água cinzenta.

- O que é isso? - perguntou à tia Petúnia... Os lábios dela se contraíram como costumavam fazer quando ele se atrevia a fazer uma pergunta.

- O seu uniforme novo de escola - respondeu.

Harry espiou para dentro da tina outra vez.

- Ah - comentou - eu não sabia que tinha que ser tão molhado.

-Ele está virando um maroto-Disse Sirius

-Pode acreditar ele já é,ele tem que aguentar Liz e Sol o dia todo-Rony falou e os do futuro concordaram

Liz soltou uma risadinha

- Não seja idiota - retorquiu tia Petúnia com rispidez. - Estou tingindo de cinza umas roupas velhas de Duda para você,e as do brechó para Liz. Vão ficar iguaizinhas às dos outros quando eu terminar.

Liz tinha serias dúvidas mas achou melhor não confrontar tia Petunia desta vez

Harry sentou-se à mesa e tentou pensar na aparência que teria no primeiro dia de aula como se estivesse usando retalhos de pele de elefante velho, provavelmente.Enquanto Liz deixava seus pensamentos voando

Duda e tio Válter entraram ambos com os narizes franzidos por causa do cheiro do novo uniforme dos gêmeos . Tio Válter abriu o jornal como sempre fazia e Duda bateu na mesa com a bengala da Smeltings, que ele carregava para todo lado.

Ouviram o clique da portinhola para cartas e o som da correspondência caindo no capacho da porta.

- Apanhe o correio, Duda - disse tio Válter por trás do jornal.

- Mande o Harry e Liz apanhar.

- Apanhem o correio moleque e pirralha.

- Mande o Duda apanhar

- Cutuque ela com a bengala da Smeltings, Duda.

-Ele vai se ver por mandar o filho dele bater na minha filha-Disse James entre os dentes

Liz se esquivou da bengala da Smeltings e puxou o irmão e foram apanhar o correio. Havia quatro coisas no capacho: um postal da irmã do tio Válter, Guida, que estava passando férias na ilha de Wihgt, um envelope pardo que parecia uma conta e uma "carta para Harry" e uma "carta para Liz".

-Cartas de hogwarts-Disse Remus

-Finalmente eles vão tirar eles daquela casa-Disse Lilian

Harry apanhou-a as cartas e ficou olhando, o coração vibrando como um elástico gigante. Ninguém, jamais, em toda a sua vida, lhe escrevera.Liz puxou a cata dela e ficou encarando a carta.Quem escreveriam para eles? Eles não tinham amigos, nem outros parentes, não eram sócios da biblioteca, de modo que jamais os dois receberam sequer os bilhetes grosseiros pedindo a devolução de livros. Contudo, ali estava, duas cartas, endereçadas tão claramente que não podia haver engano.

Sr. H. Potter

O Armário sob a Escada

Rua dos Alfeneiros 4

Little Whinging Surrey

Srta. E. Potter

O Armário sob a Escada

Rua dos Alfeneiros 4

Little Whinging Surrey

Ambos envelopes eram grossos e pesados, feitos de pergaminho amarelado e endereçado com tinta verde-esmeralda. Não havia selo.

Quando virou o envelope, com a mão trêmula, Harry viu um lacre de cera púrpura com um brasão, um Leão, uma Águia, um Texugo e uma Cobra circulando uma grande letra "H".Enquanto Liz estava congelada.

-Hogwarts!-Disseram os marotos juntos

- Anda depressa, moleques! - gritou tio Válter da cozinha. - estão fazendo o quê, procurando cartas-bombas? - E riu da própria piada.

-Isso era uma piada ? -Perguntou Sírius

-Acho que na cabeça do porco pai ele acho engraçado cachorro-Disse James

Os Gêmeos voltaram à cozinha, ainda de olhos fixos na carta. Harry entregou a conta e o postal ao tio Válter, sentou-se ao lado de Liz que começou a abrir lentamente o envelope amarelo.

Tio Válter rasgou o envelope da conta, deu um bufo de desdém e virou o postal.

- Guida está doente - informou à tia Petúnia. - Comeu um marisco suspeito...

- Pai! - exclamou Duda de repente. - Pai, Harry e Liz receberam uma carta!

-Menino fofoqueiro-Disse Andrômeda Black

Liz ia desdobrar a carta, e Harry abrir a sua, quando tio Válter arrancou-a de sua mão.

- É minha! - disseram Harry e Liz juntos, tentando recuperá-las

-Gênes Evans,são perigosos -Disse Sirius recebendo uma almofada na cara em resposta-Não falei-Apontou a almofada que tinha levado na cara


Minerva voltou a ler com um mínimo sorriso
-


Quem iria escrever para vocês? - zombou tio Válter, sacudindo cada carta com uma das mãos para desdobrá-las e percorrendo com o olhar. Seu rosto passou de vermelho para verde mais rápido que um sinal de tráfego. E não parou ai. Segundos depois ficou branco-acinzentado, cor de mingau de aveia velho.

- P-P-Petúnia! - ofegou.

Duda tentou agarrar as cartas para lê-las, mas tio Válter segurou-as no alto fora do seu alcance. Tia Petúnia apanhou-as cheia de curiosidade leu a primeira linha. Por um instante pareceu que ela talvez fosse desmaiar. Levou as duas mãos à garganta e produziu ruído de engasgo.

- Válter! Ah, meu Deus, Válter!

-pelo amor de Merlin Petunia viu aquelas cartas por sete anos -Disse Lilian

Eles se encararam parecendo ter esquecido que Harry,Liz e Duda continuavam na cozinha. Duda não estava acostumado a ser desprezado. Deu uma bengalada forte na cabeça do pai.

- Quero ler esta carta - falou alto.

- Quero lê-la - disse Harry furioso -, porque é minha...

- Saiam, os três - ordenou com voz rouca tio Válter, enfiando a carta no envelope.

Liz não se mexeu.

- QUERO MINHA CARTA- Gritou Liz


-Os gênes atacam principalmente em ruivas-Disse Sirius e em poucos segundos tinha outra almafada na cara


- Me deixa ver! - exigiu Duda.

- Fora! - berrou Tio Válter, e agarrando os três,Harry Liz e Duda, pelo cangote atirou-os no corredor e bateu a porta da cozinha. Harry e Duda na mesma hora tiveram uma briga furiosa, mas silenciosa, para saber quem ia escutar à fechadura, Duda ganhou, por isso Harry, os óculos pendurados em uma orelha, deitou-se de barriga no chão para escutar pela fresta entre a porta e o chão.

Enquanto Liz estava parada apoiada na porta de seu armário,pensando sobre o que a carta se tratava,ela pensou:
"Se tia Petunia fez aquele escandalo ela ja viu aquela carta ou uma parecida em algum momento"


-Ela e muito inteligente tenho que admitir-Disse Minerva Lilian e James sorriram para a professora


E ficou pensando sobre o que se trataria aquela carta


- Válter - disse tia Petúnia com voz trêmula - olhe só o endereço. Como é que eles poderiam saber onde eles dormem? Você acha que estão vigiando a casa?

-Esses trouxas são muito burros-Disse sra.Black


Vigiando, espionando, talvez nos seguindo - murmurou tio Válter enlouquecido.


Harry via os sapatos pretos lustrosos do tio Válter andando para cá e para lá na cozinha.

- Não - disse ele decidido. - Não, vamos ignorá-la. Se não receberem uma resposta... É, é o melhor... Não vamos fazer nada...

-Não vai dar certo o plano dela-Disse Lilian


- Mas...


- Não vou ter um deles em casa, Petúnia! Nós não juramos quando o recebemos que íamos acabar com aquela bobagem perigosa?

Aquela noite, quanto voltou do trabalho, tio Válter fez uma coisa que nunca fizera antes, visitou Harry e Liz no armário.

- Cadê minha carta? - perguntou Harry, no instante em que tio Válter se espremeu pela porta. - Quem me escreveu?

- Ninguém. Endereçaram a você por engano - disse tio Válter secamente. - Queimei a carta.

- Não foi um engano - retrucou Liz com raiva, - tinha o endereço do meu armário.

- CALADOS!- gritou tio Válter e algumas aranhas caíram do teto. Ele inspirou algumas vezes e então fez força para produzir um sorriso que pareceu bem penoso.

- Hum, sim, Harry e Liz sobre este armário. Sua tia e eu estivemos pensando... Vocês realmente estão ficando grandes demais para ele... Achamos que seria bom se vocês se mudassem para o segundo quarto de Duda.

-Meus filhos dormiam num armario de baixo da escada enquanto o filho dela tinha o segundo quarto-Disse James


- Por quê? - perguntou Harry.


- Não façam perguntas - disse com rispidez o tio. Leve essas coisas para cima agora.

A casa dos Dursley tinha quatro quartos: um para tio Válter e tia Petúnia, um para hóspedes (em geral a irmã de tio Válter, Guida), um onde Duda dormia e um onde Duda guardava todos os brinquedos e pertences que não cabiam no primeiro quarto. Harry e Liz precisaram de apenas uma viagem para mudar tudo o que tinham do armário para o quarto no andar de cima.

Harry sentou-se na cama e deu uma olhada à sua volta. Quase tudo ali estava quebrado. A filmadora com apenas um mês de uso estava jogada em cima de um pequeno tanque com que certa vez Duda atropelara o cachorro do vizinho

-Ele não devia atropelar cachorros,cachorros são sagrados-Disse Sirius indiginado


No canto estava o primeiro televisor de Duda, no qual ele enfiara o pé quando seu programa favorito fora cancelado, havia uma grande gaiola de pássaros, antigamente habitada por um papagaio que Duda trocara na escola por uma espingarda de ar de verdade, e que estava guardada numa prateleira com a ponta dobrada porque Duda se sentara em cima dela. Outras prateleiras estavam cheias de livros. Eram as únicas coisas no quarto que pareciam nunca ter sido tocadas mas não por muito tempo,pois viu a irmã caminhar em direção das prateleiras,ele sabia que a irmã não era muito de ler provavelmente so ia mecher mesmo.


-Pelo menos alguém vai toca-los-Disse Lilian


Lá de baixo veio o barulho de Duda gritando com a mãe:

- Eu não o quero lá... Eu preciso daquele quarto.... Mande-o sair:

-Aquele porco mimado está insuportável-Disse Liz voltando para perto da cama,Harry balançou a cabeça positivamente


-Porco mimado,porque não me surpreendo nada desse apelido?-Pergunto Rony


-É a cara dela dar esses tipos de apelidos mesmo-Disse Neville


Harry suspirou e se esticou na cama de casal que ele e a irmã iam dividir,viu sua irmã ir apagar a luz e correr para a cama.Ontem ele teria dado qualquer coisa para estar ali. Hoje, preferia estar no seu armário com aquela carta do que ali encima sem ela. Na manhã seguinte, no café, todos estavam muito quietos. Duda estava em estado de choque.

Berrara, batera no pai com a bengala, vomitara de propósito, dera pontapés na mãe e atirara sua tartaruga pelo teto da estufa de plantas e nem assim conseguira o quarto de volta. Liz pensava no dia anterior àquela hora, desejando com amargura que tivesse aberto a carta no hall. Tio Válter e tia Petúnia se entreolhavam, ameaçadores.

Quando o correio chegou tio Válter, que parecia estar tentando ser agradável com os gêmeos, fez Duda ir buscá-lo. Eles o ouviram bater nas coisas do corredor com a bengala da Smeltings. Então ele gritou:

- Chegou mais duas!

Sr. H. Potter,

O Menor Quarto da Casa

Rua dos Alfeneiros 4...

Srta. E. Potter,

O Menor Quarto da Casa

Rua dos Alfeneiros 4...


-Hogwarts não vai desistir tão facil-Disse Remos


Com um grito sufocado tio Válter saltou da cadeira e saiu correndo pelo corredor, Harry e Liz entavam logo atrás dele. Tio Válter teve que lutar e derrubar Duda no chão para lhe tirar as cartas, o que foi dificultado por Liz que agarrara o pescoço do tio Válter por trás,e Harry que tentava puxar as cartas.


-Queria ver essa cena-Disse Sirius


-Eu também-Disse James


Depois de um minuto confuso de luta, em que todos levaram varias bengaladas, tio Válter se endireitou, ofegante com as cartas de Harry e Liz apertadas nas mãos.

- Vão para o armário, quero dizer, para o quarto - chiou para Harry - Duda, saia, saia logo.

Harry deu voltas e mais voltas no novo quarto,enquanto Liz estava deitada na cama .Alguém sabia que eles se mudaram do armário e parecia saber que eles não receberam a primeira carta. Isto significava com certeza que ia tentar outra. Outra vez? E desta vez ele tomaria providências para que desse certo.

Tinha um plano.

-Tomara que de certo-Disse Lilian

-Bem contando que o plano é de Harry não teria tanta certeza-Disse Rony Todos ficaram preucupados com esse comentário

O despertador consertado tocou às seis horas na manhã seguinte. Harry desligou-o depressa,enquanto Liz reclamava a seu lado e se vestiu em silêncio.

Não podia acordar os Dursley. Desceu as escadas sorrateiro sem acender nenhuma luz.

Ia esperar pelo carteiro na esquina da Alfeneiros e receber primeiro as cartas endereçadas ao numero quatro. Seu coração batia com força quando atravessou sem ruído o corredor escuro até a porta de entrada.

-É um bom plano se der certo-Disse Rony

- AAAAAIIIIIEEE!!!

Harry deu um salto no ar, pisara em alguma coisa grande e mole no capacho, uma coisa viva!.

-Merlin o que é?-Perguntou Liz preocupada

As luzes se acenderam no primeiro andar e, para seu horror, Harry percebeu que a coisa grande e mole tinha a cara do tio Válter estava dormindo junto à porta de entrada em um saco de dormir para impedir que Harry fizesse exatamente o que estava tentando fazer. Gritou com Harry quase meia hora e depois lhe disse para ir preparar uma xícara de chá. Harry foi para a cozinha, arrastando os pés, infeliz, e quando conseguiu voltar o correio tinha sido entregue, bem no colo de tio Válter. Harry viu três cartas endereçadas em tinta verde.Liz achava muito exagero tudo isso por causa de uma carta,mas não ia desistir até chegar a carta

-Ela não desiste de nada mesmo-Disse Draco-Quando ela foca em algo ninguém tira isso da cabeça dela

Tio Válter não foi trabalhar naquele dia. Ficou em casa e pregou a portinhola para cartas.

- Entende - explicou à tia Petúnia por entre os lábios cheios pregos - se eles não puderem entregar então terão de desistir.

- Não tenho muita certeza de que isto vai dar certo, Válter.

- Ah, a cabeça dessa gente funciona de maneira estranha, Petúnia eles não são como você e eu - disse tio Válter tentando bater um prego com um pedaço de bolo de frutas que tia Petúnia acabara de lhe trazer.

-Como se fôssemos aberrações-Disse Sr.Potter


Na sexta-feira chegaram nada menos que vinte e quatro cartas para os gêmeos . Como não passavam pela portinhola da correspondência, tinham sido empurradas por baixo da porta, metidas pelos lados e algumas até forçadas pela janelinha do banheiro no térreo. Tio Válter ficou em casa de novo. Depois de queimar todas, apanhou martelo e pregos e fechou com tábuas as frestas das portas da frente e dos fundos, de modo que ninguém podia sair.

Cantarolou "Pé ante pé no campo de tulipas" enquanto trabalhava, e se assustava com qualquer ruído.

No sábado as coisas começam a fugir ao seu controle. Vinte e quatro cartas acabaram entrando em casa enrolada e escondida em quatro dúzias de ovos que o leiteiro, muito confuso, entregara à tia Petúnia pela janela da sala de estar. Enquanto tio Válter dava telefonemas furiosos para o correio e a leiteria tentando encontrar alguém a quem se queixar, tia Petúnia picava as cartas no processador de alimentos.

-Não vai adiantar nada o marido de Petunia falar com o correio-Disse Marlene definitivamente aquelas cartas não viam do correio

- Mas quem é que quer falar tanto assim com vocês? - Duda perguntou espantado a Harry.

-Você acha que eu ou o Harry saberiamos?-Perguntou Liz irritada

-Ta vendo aluado os gênes Evans-Disse Sirius


-Eles são bem fortes né Sirius-Disse Aluado,nisso Sirius e Remus levaram uma almofadada na cara


Na manhã do domingo, tio Válter sentou-se à mesa do café parecendo cansado e um tanto doente, mas feliz.

- Não tem correio aos domingos - lembrou a todos, contente passando geléia nos jornais, nada de cartas idiotas hoje...

Alguma coisa desceu chiando pela chaminé do fogão enquanto ele falava e bateu com força em sua nuca. No instante seguinte, trinta ou quarenta cartas saíram velozes da lareira como se fossem tiros. Os Dursley se abaixaram, mas Harry deu um salto no ar para apanhar uma Liz pegou a que estava mais proxima no chão e correu para a sala

-Harry vai ser apanhador e Liz artilheira-Disse James com brilhos no olho.

-Eles não vão ser não,podem se machucar feio em jogos de quadribol-Disse Lilian,os do futuro se entre olharam e não falaram nada

- Fora! Fora!

Depois que tia Petúnia e Duda tinham corrido para fora protegendo o rosto com os braços, tio Válter bateu a porta. Eles podiam ouvir as cartas disparando para dentro da cozinha, ricocheteando nas paredes e no chão.

- Já chega - disse tio Válter, tentando falar com calma, mas ao mesmo tempo, arrancando tufos de pêlos dos bigodes. - Quero vocês aqui de volta em cinco minutos prontos para sair. Vamos viajar. Ponham apenas algumas roupas nas malas. Não quero discussão!

-Que cara maluco-Disse Régulos

-Tenho que concordar com você irmazinho-Disse Sirius

Ele parecia tão perigoso com metade dos bigodes arrancados que ninguém se atreveu a discutir. Dez minutos depois eles tinham retirado as tábuas para passar nas portas e estavam no carro, correndo em direção a estrada. Duda fungava no banco traseiro, o pai tinha lhe dado um tapa na cabeça por atrasá-los tentando empacotar a televisão, o vídeo e o computador na mochila esportiva.

-Isso é meio impossível-Disse Dorcas

-Alguém tem que avisar o menino porco sobre isso-Disse Lene

Eles viajaram no carro. E viajaram. Nem tia Petúnia se atrevia a perguntar aonde iam. De vez em quando tio Válter fazia uma curva fechada e seguia na direção oposta por algum tempo.

- Para despistá-los... Despistá-los - resmungava sempre que fazia isso.

Não pararam para comer nem beber o dia inteiro. Quando a noite caiu Duda estava uivando. Nunca tivera um dia tão ruim na vida. Estava com fome, sentia falta dos cinco programas de televisão que queria assistir e nunca levara tanto tempo sem explodir um alienígena no computador.

-Esse garoto merece uma lição para parar de ser mimado-Disse Alice e todos concordaram

Tio Válter parou finalmente à porta de um hotel de aspecto sombrio na periferia de uma grande cidade. Duda Harry e Liz dividiram um quarto com duas camas iguais e lençóis úmidos que cheiravam a mofo. Duda roncou, mas Harry e Liz ficaram acordados, sentados no peitoral da janela, espiando as luzes dos carros que passavam,e surrurando um para o outro

-Harry isso é magia não tem como ser outra coisa,como que centenas de cartas iam entrar pela lareira literalmente nada-Disse Liz,Harry não pode discordar da irmã aquilo era estranho

-Ela é muito esperta-Disse Remus

-Ela é minha filha aluado minha filha-Disse abraçando Remus

-Ainda bem que não puxou sua inteligência viado-Disse Sirius

-É cervo-Disse Potter

-É viado-Disse Sirius

Vocês dois nem comecem-Disse Minerva e voltou a ler

Os Gêmeos comeram cereal velho e torradas com tomates enlatados frios no café da manhã do dia seguinte. Tinham acabado de comer quando a proprietária do hotel aproximou-se da mesa.

- Com licença, mas um dos senhores é o Sr. e a Srta. Potter? É que eu tenho umas cem dessas na recepção. - E ergueu uma carta para eles poderem ler o endereço em tinta verde:

Sr. H. Potter

Quarto 17

Railview Hotel Cokewrth

Srta. E. Potter

Quarto 17

Railview Hotel Cokewrth

Harry e Liz tentaram pegar a carta, mas tio Válter afastou sua mão. A mulher ficou olhando.

- Eu recebo as cartas - disse tio Válter, levantando-se depressa e seguindo a mulher que se retirava do salão de refeições.

-Que raiva do porco pai-Disse James-Essa carta vai chegar para eles,eles não podem impedir para sempre

- Não seria melhor simplesmente irmos para casa, querido? - tia Petúnia sugeriu timidamente horas depois, mas tio Válter não parecia ouvi-la. Exatamente o que andava procurando ninguém sabia. Ele os levou até o meio de uma floresta, desceu do carro, espiou a volta, sacudiu a cabeça, tornou a embarcar no carro e partiram outra vez. A mesma coisa aconteceu no meio de um campo arado, no meio de uma ponte pênsil e no alto de um edifício garagem.

- Papai enlouqueceu, não foi? - Duda perguntou, cansado, à tia Petúnia no fim daquela tarde. Tio Válter estacionara no litoral, passara a chave no carro com todos dentro e desaparecera.

Começou a chover. Grandes gotas batiam no teto do carro.

Duda choramingou.

- É segunda-feira - falou à mãe. O Grande Humberto vai se apresentar hoje à noite. Quero estar em algum lugar que tenha televisão.

-Nesse momento ele pensa em Tv-Disse Dorcas

Segunda-feira. Isto lembrou a Harry e Liz uma coisa. Se era segunda-feira e em geral podia-se confiar que Duda soubesse os dias da semana, por causa da televisão, então o dia seguinte, terça-feira, era o décimo primeiro aniversário de Harry e Liz.

Não vou poder estar com meus filhos no aniversário deles-Pensava James triste-Não consegui proteger minha mulher nem meus filhos.Uma culpa enorme enchia o peito de James naquele momento

Naturalmente seus aniversários não eram lá muito divertidos, no ano anterior, os Dursley tinham-lhe dado um cabide para Liz e um par de meias velha do tio Válter para Harry,Liz falou que se continuassem dando esses presentes so para dar ela ia tacar o cabide na cara de porco de Duda. Ainda assim, não se fazia onze anos todos os dias.

Lílian estava com esperança de que eles pudecem comemorar e dar presentes descentes para seus filhos

Tio Válter voltou sorrindo. Carregava um pacote comprido e fino e não respondeu à tia Petúnia quando ela perguntou o que comprara.

- Encontrei o lugar perfeito! - falou. - Vamos! Saiam todos!

Fazia muito frio do lado de fora do carro. Tio Válter apontou para o que parecia ser um grande rochedo no meio do mar.

-Agora ele foi muito longe -disse Sirius

Encarrapitado no alto do rochedo havia o casebre mais miserável que se pode imaginar. Uma coisa era certa, ali não havia televisão.

- Estão anunciando uma tempestade para hoje! - disse tio Válter alegre, batendo palmas. - E este senhor teve a bondade de concordar em nos emprestar seu barco!

Um homem desdentado vinha descansadamente em direção a eles, e apontava com um sorriso muito maldoso para um barco a remos velho que subia e descia nas águas cinza-grafite lá embaixo.

- Já comprei algumas rações para nós - disse tio Válter - portanto, todos a bordo!

Fazia muito frio no barco. Salpicos de água gelada do mar escorriam pelos pescoços deles e um vento cortante fustigava seus rostos. Depois do que pareceram horas eles chegaram ao rochedo, onde tio Válter, escorregando, levou-os ate a casa em ruínas.

O interior era horrível, cheirava a algas marinhas, o vento assobiava pelas frestas nas paredes de tábuas e a lareira estava úmida e vazia. Havia apenas dois quartos.

Afinal as rações de Tio Válter eram uma embalagem de cereal para cada um e quatro bananas(Harry e Liz iam dividir uma).

-Esse homem é muito estupido,tem que se alimentar nem crianças-Disse Sra.limentarWeasley

Tentou acender a lareira, mas a embalagem de cereal apenas fumegou e carbonizou.

- Aquelas cartas viriam a calhar agora, hein? - disse ele animado.

Estava de muito bom humor. Obviamente achava que ninguém teria chance de alcançá-lo ali, durante uma tempestade, para entregar cartas. Harry concordava intimamente, embora este pensamento não o animasse nem um pouco,já Liz nem um pouco,sentia que quem estivesse a preocurando não pararia até achar,essa era a esperança dela

James e Lilian pensavam na filha maravilhosa que tiveram

Quando a noite caiu, a tempestade prometida desabou ao redor deles. A espuma das altas ondas chapinhava nas paredes do casebre e um vento ameaçador sacudia as janelas imundas. Tia Petúnia encontrou uns cobertores mofados no segundo quarto e preparou uma cama para Duda ao sofá comido pelas traças. Ela e tio Válter foram se deitar na cama cheia de calombos ao lado e deixaram Harry e Liz procurarem a parte mais macia do assoalho e se enrolar no cobertor mais rasgado e ralo.

-Eles são crianças não elfos domésticos-Disse o Sr.Weasley

A tempestade rugia cada vez com maior ferocidade à medida que a noite avançava. Harry e Liz não conseguiam dormir. Tremiam e reviravam, tentando encontrar uma posição confortável, seu estômago roncando de fome. Os roncos de Duda eram abafados pela trovoada que começou por volta da meia-noite. O mostrador luminoso do relógio de Duda, que estava pendurado para fora do sofá em seu pulso gordo, informava a Harry que dentro de dez minutos eles completariam onze anos. Deitados, eles viram seu aniversário se aproximar, perguntando-se se os Dursley se lembrariam, perguntando-se onde estaria o remetente das cartas agora.

Faltavam cinco minutos. Eles ouviram algumas coisas estalar lá fora. Desejou que o teto não caísse, embora quem sabe conseguisse se esquentar se isto acontecesse. Quatro minutos.

Talvez a casa na Rua dos Alfeneiros estivesse tão abarrotada de cartas que quando voltasse eles pudessem surrupiar uma.

Três minutos. Seria o mar batendo tão forte na rocha? E faltavam dois minutos, que barulho esquisito de trituração era aquela? Será que a rocha estava se desintegrando no mar?

Harry olhou no relógio de pulso de Duda e segurou a mão da irmã que também olhava ao relógio nove......oito-Liz pensou em gritar no 0 so para irritar Duda

-Ela realmente pode ser irritante quando quer-Disse Rony.

-sete....seis....cinco....quatro....três.....dois....um

O casebre todo estremeceu e Harry e Liz se sentaram retos de frente um para o outro, arregalaram os olhos para a porta. Havia alguém lá fora, que batia querendo entrar.

-Acabou-anúnciou Minerva



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