História Lendo Rangers Ordem dos Arqueiros Livro I - Capítulo 5


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Categorias Ranger: Ordem dos Arqueiros
Personagens Evanlyn (Princesa Cassandra), Gilan, Halt, Horace, Personagens Originais, Rei Duncan
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Palavras 1.445
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 5 - Capítulo 3


— Quem é o próximo? — Martin perguntou enquanto Horace, com um grande sorriso, voltava para a fila.

Alyss se adiantou com graça, aborrecendo Martin, que queria indicá-la como a próxima candidata.

Gilan, o barão e o rei sorriram.

— Alyss Mainwaring, meu senhor — ela disse com a voz baixa e uniforme. Então, antes que lhe perguntassem qualquer coisa, continuou:

— Por favor, solicito uma indicação para o Serviço Diplomático, meu senhor.

Arald sorriu para a garota de aspecto solene. Ela tinha um ar de autoconfiança e dignidade que a ajudaria muito no Serviço. Ele olhou para lady Pauline.

— Senhora?

Ela concordou com um gesto de cabeça.

— Já falei com Alyss, meu senhor. Acredito que ela seja uma excelente candidata. Aprovada e aceita.

Alyss curvou levemente a cabeça na direção da mulher que seria a sua mentora. Wisy pensou em como eram parecidas, as duas eram altas e tinham movimentos elegantes e maneiras reservadas. Ela sentiu uma leve onda de prazer por sua colega mais antiga, pois sabia o quanto ela queria ser escolhida. Alyss voltou para a fila, e Martin, para não ser passado para trás novamente, já apontava para George.

-Martin não muda. – Arald falou com um sorriso.

— Muito bem! Você é o próximo! Você é o próximo! Dirija-se ao barão.

George deu um passo à frente. Sua boca abriu e fechou várias vezes, mas nenhum som saiu. Os demais protegidos o observavam surpresos. George, considerado há muito tempo advogado oficial deles para quase tudo, estava dominado pelo nervosismo. Finalmente, conseguiu dizer algo, mas em voz tão baixa que ninguém na sala o ouviu. O barão Arald se inclinou para a frente, com a mão em concha atrás da orelha:

— Desculpe, mas não entendi o que falou.

Horace olhava em choque para o livro, assim como Wisy.

George olhou para o barão e, com enorme esforço, falou com voz ainda baixa.

— G-George Carter, senhor. Escola de Escribas, senhor.

Martin, sempre um defensor da correção, respirou fundo para repreendê-lo por sua fala truncada, mas, antes que pudesse fazê-lo e para alívio evidente de todos, o barão interferiu.

— Tudo bem, Martin. Deixe para lá.

Martin pareceu um pouco ofendido, mas se calou. O barão olhou para Nigel, o chefe dos escribas e responsável por assuntos legais, que estava com uma sobrancelha erguida, com ar de interrogação.

— Aceitável, meu senhor — Nigel declarou. — Já vi alguns trabalhos de George, e ele realmente tem o dom da caligrafia.

— Ele não impressiona muito como orador, não é mesmo, mestre? — o barão comentou em tom de dúvida. — Isso poderá ser um problema se tiver que oferecer aconselhamento legal no futuro.

— Eu lhe garanto, meu senhor, que com treinamento adequado esse tipo de falha não vai representar problema.

O barão acenou com a cabeça.

Entusiasmado com o tema, o mestre escriba juntou as mãos debaixo das mangas largas do hábito, parecido com o de um monge.

— Lembro-me de um garoto parecido com ele que esteve conosco há muitos anos. Ele tinha o mesmo hábito de murmurar, mas nós logo lhe mostramos como superar essa dificuldade. Alguns de nossos oradores mais hesitantes acabaram por ficar muito eloquentes, meu senhor, muito eloquentes.

O barão respirou fundo para responder, mas Nigel continuou seu discurso.

— Talvez o senhor fique surpreso em saber que, quando menino, eu sofria de uma terrível gagueira nervosa. Absolutamente terrível, meu senhor. Eu mal conseguia dizer duas palavras uma após a outra.

— Vejo que isso não é mais problema agora — o barão conseguiu comentar secamente, e Nigel sorriu e curvou-se para o barão.

— Exatamente, meu senhor. Nós vamos ajudar George a superar a sua timidez. Nada como a agitação da Escola de Escribas. Sem dúvida.

O barão não conseguiu evitar um sorriso. A Escola de Escribas era um lugar dedicado aos estudos onde raramente as vozes se erguiam e onde o debate lógico e racional reinava supremo. Pessoalmente, em suas visitas, tinha considerado o local extremamente monótono e não conseguia imaginar nada menos agitado.

Os cavaleiros presentes concordaram com a cabeça.

— Acredito em você — ele retrucou. — Bem, George, pedido aceito. Apresente-se à Escola de Escribas amanhã.

George arrastou os pés desajeitado, resmungou algumas palavras, e o barão se inclinou outra vez, franzindo a testa ao tentar entender o que o rapaz tinha dito.

— O que você disse?

George finalmente olhou para cima.

— Obrigado, meu senhor.

E então voltou rapidamente para a fila.

— Ah! Não foi nada — o barão disse um tanto surpreso. — Agora, o próximo é...

Jenny já se adiantava. Loira e bonita, ela também era, para falar a verdade, um pouco gordinha. Mas os quilos a mais lhe caíam bem e, em qualquer reunião social, a moça era muito solicitada para dançar com os garotos, tanto os colegas dos protegidos, quanto os filhos dos funcionários do castelo.

— Mestre Chubb, senhor! — ela disse, aproximando-se da beira da escrivaninha.

O barão olhou para o rosto redondo da menina, viu a ansiedade brilhando naqueles olhos azuis e não conseguiu evitar sorrir para ela.

— O que tem ele? — o barão perguntou delicadamente e a moça hesitou, percebendo que, em seu entusiasmo, tinha atropelado o protocolo da Escolha.

O barão riu baixinho.

— Oh! Perdão, senhor... meu... barão... — ela improvisou rapidamente, gaguejando enquanto tentava corrigir o modo de falar.

— Meu senhor! — Martin interrompeu. O barão Arald olhou para ele surpreso.

— Sim, Martin, o que foi?

Martin ficou constrangido, pois percebeu que seu mestre estava entendendo mal o propósito de sua interrupção.

— Eu... simplesmente queria informar que o nome da candidata é Jennifer Dalby, senhor — ele respondeu em tom de desculpas.

O barão assentiu, e Martin, um servo dedicado, viu o olhar de aprovação no rosto de seu patrão.

— Obrigado, Martin. Agora, Jennifer Dalby...

— Jenny, senhor — informou a garota.

— Jenny, então — o barão respondeu, dando de ombros resignado. — Suponho que você esteja se candidatando para ser aprendiz de mestre Chubb.

— Ah, sim, por favor, senhor! — Jenny respondeu sem fôlego, virando os olhos cheios de adoração para o cozinheiro corpulento e ruivo.

Chubb a olhou pensativo e de cara feia.

— Hum... pode ser, pode ser — ele balbuciou, andando de um lado a outro na frente dela.

A garota sorriu para ele simpática, mas Chubb era imune a esses artifícios femininos.

O barão e os outros cavaleiros riram baixinho.

— Vou trabalhar duro, senhor — ela garantiu com seriedade.

— Sei disso! — ele retrucou um tanto divertido. — Eu vou garantir que sim, menina. Ninguém fica à toa conversando na minha cozinha, pode ter certeza.

Temendo que sua oportunidade pudesse estar escorregando por entre os dedos, Jenny usou o seu maior trunfo.

— Eu tenho o corpo ideal para isso — ela afirmou. Chubb tinha que concordar que ela era bem nutrida. Arald, não pela primeira vez naquela manhã, escondeu um sorriso.

— Ela tem razão nesse ponto, Chubb — ele comentou, e o cozinheiro virou-se para o barão, mostrando estar de acordo.

— O corpo é importante, senhor. Todos os grandes cozinheiros costumam ser... um pouco cheios.

O rei e os cavaleiros riram, até mesmo Gilan.

Ele se virou para a moça ainda pensativo. Se os outros queriam aceitar seus alunos num piscar de olhos era problema deles, mas cozinhar era uma coisa especial.

— Diga-me — ele pediu à menina ansiosa —, o que você faria com uma torta de peru?

— Eu iria comê-la — Jenny respondeu imediatamente, sorrindo de modo encantador.

Gilan engasgou com a risada.

Chubb deu uma pancadinha na cabeça dela com a colher de pau.

— Eu estava me referindo ao modo de prepará-la.

Jenny hesitou, pensou e então iniciou uma longa descrição técnica de como assaria a sua obra-prima. Os outros quatro protegidos, o barão, os mestres de ofício e Martin ouviram tudo com certa admiração, porém sem entender nada do que ela dizia. Chubb, entretanto, assentiu várias vezes enquanto ela falava e a interrompeu quando ela deu detalhes sobre como abrir a massa.

— Você disse nove vezes? — ele perguntou curioso, e Jenny concordou, certa do que dizia:

— Minha mãe sempre dizia: “Oito vezes para deixá-la folhada e mais uma vez com um toque de amor.”

Chubb assentiu pensativo.

— Interessante. Interessante — ele comentou, olhando então para o barão. — Vou ficar com ela, meu senhor.

— Que surpresa — o barão retrucou com suavidade. — Muito bem, apresente-se na cozinha pela manhã, Jennifer — ele acrescentou.

— Jenny, senhor — a menina corrigiu novamente com um sorriso que iluminou a sala.

O barão Arald sorriu e observou o pequeno grupo diante dele.

— Ainda temos mais uma candidata.

Ele consultou a lista e então olhou para Wisy, que estava inquieta. O barão lhe fez um gesto de encorajamento.

Wisy deu um passo à frente, sentindo o nervosismo secar sua garganta de repente e fazer que sua voz se transformasse num mero sussurro.

— Wisy, senhor. O meu nome é Wisy.

-Acabou. – Cassandra falou.

-Eu leio. – Sir Rodney falou.



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