História Lens of Love - Capítulo 41


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Categorias X-Men
Personagens Dr. Henry "Hank" McCoy (Fera), Elizabeth "Betsy" Braddock (Psylocke), En Sabah Nur (Apocalypse), Erik Lehnsherr (Magneto), Feiticeira Escarlate (Wanda Maximoff), James "Logan" Howlett (Wolverine), Jean Grey (Garota Marvel / Fênix), Jubilation Lee (Jubileu), Kurt Wagner (Noturno), Ororo Monroe (Tempestade), Pietro Maximoff (Mercúrio), Professor Charles Xavier, Raven Darkhölme (Mística), Scott Summers (Ciclope), Warren Worthington III (Anjo)
Tags Beastsilver, Charles Xavier, Cherik, Erik Lehnsherr, Hank Mccoy, Kurt Wagner, Nightangel, Peter Maximoff
Visualizações 168
Palavras 2.003
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção Adolescente, Ficção Científica, Lemon, Luta, Romance e Novela, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Voltei 🙋 e talvez vocês não fiquem muito contentes porque:
1. Meu cérebro fez greve e eu demorei a atualizar.
2. O capítulo de hoje.
PS: Não me odeiem.

Capítulo 41 - Seis de Espadas


Fanfic / Fanfiction Lens of Love - Capítulo 41 - Seis de Espadas

 Erik sabia ser um tremendo filho da puta quando queria e Logan era a prova viva de que, por mais que o metalocinético tivesse deixado o manto e o capacete de lado por um tempo, Magneto ainda não era flor que se cheirasse. Especialmente entre quatro paredes. Quem diria que uma ou duas aulas particulares de Educação Sexual bastariam pra criar um monstro? 

- Você não parece muito contente Logan. - milagrosamente vestido e sentado numa cadeira Erik observava, com olhos famintos, a pintura que era Logan naquele momento, a mão desenhando círculos invisíveis no ar.

- Não o bastante. - Logan grunhia, não exatamente de dor. - E a culpa é sua, xará! - acrescentou, contrariado e muito excitado ao mesmo tempo.

- Foi você quem perguntou a utilidade das minhas pequenas amigas. - o tom inocente do alemão nunca o teria enganado, mesmo se não estivesse naquela posição. - Essa é uma delas. - disse fazendo um gesto sinuoso que arrancou um gemido rouco do mutante mais velho.

Ser fodido de quatro por Erik na cama sempre era uma ótima forma de começar o dia, mas os planos do Mestre do Magnetismo naquela manhã envolviam duas malditas esferas de metal lubrificadas que só tornavam sua ereção matutina ainda mais dolorosa e urgente. Impossibilitado de se tocar pelo poder do Mestre do Magnetismo o carcaju não tinha outra opção além de gemer e revirar os olhos. Correção: Erik Lehnsherr era um sádico filho da puta.

- Não pense que vou pegar leve quando for sua vez de ficar por baixo, Erik. - Logan rosnou, satisfeito por estar de costas e Erik não poder ver o sorriso feroz que dava a cada arremetida em sua próstata. - Quando eu acabar quem vai precisar de cadeira de rodas vai ser você, xará.

- Hora inapropriada pra me lembrar de Charles. - Lehnsherr criticou, embora a menção ao telepata já não o afetasse como antigamente. - Acho que não devo estar fazendo o serviço direito. Quer que eu o chame pra fazermos um trio? - provocou, fazendo o canadense proferir um sonoro "Vá se foder!".

Sem fazer cerimônias Erik retirou, de uma vez só, as esferas de dentro de Logan, arrancando uma exclamação descontente do mais velho. Conhecendo o fator de cura do outro não precisou ter pena de enfiá-las novamente, e com força, no buraco gasto e sensível de Logan. O gemido rouco que o canadense deu fez o aperto, igualmente insuportável, em suas calças aumentar. A despeito da postura calma, Erik não estava em melhores condições que o canadense, e a mancha no meio de suas pernas era prova disso.

- Só isso, xará? - com o pênis intocado vazando pré-gozo e uma camada de suor escorrendo em seu corpo Logan riu de modo obsceno, esperando que o metalocinético mordesse a isca.

O som de tecido deslizando pelo chão, captado por sua audição apurada, o fez sorrir ainda mais. Por mais que Erik acreditasse estar no controle quando estavam a sós era Logan quem direcionava sua presa na direção certa. Um arrepio de antecipação, seguido por uma mordida carinhosa na nádega direita, e logo o interior do mutante de garras de adamantium foi preenchido com algo maior e, definitivamente mais quente, que os brinquedos sexuais improvisados de Erik. Logan ainda não podia se tocar, mas os movimentos rápidos e brutos do outro faziam cada segundo aquela tortura prazerosa valer à pena.

- Acho que acabei de mudar sua definição de "só isso", Logan. - o alemão sussurrou em seu ouvido dando um puxão agressivo nos cabelos negros do canadense.

Durante os próximos 15 minutos Erik não fez outra coisa se não fodê-lo em todas as posições que conhecia. De lado, de quatro e até de cabeça pra baixo, Erik queria mostrar o quanto havia aprendido com Logan, e fazê-lo perder a voz no processo. A parte mais memorável, com toda a certeza, foi quando o libertou do controle e deixou que o canadense, por livre e espontânea vontade, cavalgasse em seu pau enquanto se masturbava furiosamente, trocando olhares vidrados com ele. Substituindo a mão do canadense pela própria Erik masturbou Logan com força até que o mesmo se desfizesse em seu abdômen e, num abraço possessivo, gozou fartamente dentro do mais velho, tomando seus lábios num beijo faminto e apaixonado.

- Ich liebe dich*, Logan. - proferiu Lehnsherr, ainda conectado ao mais velho.

- Acho bom que não seja um xingamento, meu chapa. - Logan sorriu, a testa colada à do metalocinético e um sorriso sacana nos lábios. - Gosto de palavras sujas mas não seria bom deixar os guris esperando.

- Eu disse que vamos nos atrasar, Logan. - mentiu, sentindo o começo de uma fisgada incômoda nas costas.

- Tomamos um banho juntos então. - Logan sugeriu se desacoplando de Erik.

- Se eu entrar num chuveiro com você, Logan, minhas chances de sair de lá não serão muitas. - Erik falou distribuindo pequenos beijos no pescoço do canadense. - Te alcanço depois que me recuperar. - falou, se jogando sobre o colchão como um animal ferido a bala.

- Se ainda tiver alguma energia sabe onde onde estou, xará. - dando uma leve risada o canadense piscou e fez questão de "desfilar" calmamente até o banheiro da suíte, sob o olhar cobiçoso do metalocinético, deixando a porta entreaberta por via das dúvidas. Erik mudava de idéia muito rápido.

♠♠♠X♠♠♠

Hank estranhou, e muito, a presença do metalocinético no MedLab naquela manhã. Erik não moveu mais um parafuso contra ele depois que fez as pazes com Peter mas ainda estavam longe de serem amigos. Se tolerar era o mínimo que podiam fazer pelo velocista.

- Algum problema, Erik? - questionou, se encolhendo ligeiramente com a aproximação determinada do homem, esperando que algum objeto metálico viesse em sua direção.

- Preciso de uma pomada antiinflamatória. - Erik pediu, a expressão inalterada, apesar da dor.

- Ok. Sofreu alguma qued...? - o cientista ia perguntar, mas foi interrompido.

- Não. Só preciso da pomada. - repetiu.

- Certo. - para o próprio bem Hank achou melhor não insistir.

O cientista foi até o armário de remédios e voltou com um tubo de gel, de fabricação própria, que entregou, em silêncio, ao alemão.

- Obrigado, Hank.

McCoy não teve como não franzir a testa depois que Erik deixou a enfermaria sem entortar nada ou fazer um comentário irônico. Aquele dia ficava cada vez mais estranho.

♠♠♠X♠♠♠

- Lembra quando eu disse que queria dar um tempo da escola, Rémy? - Xavier relembrou, sem conseguir tirar os olhos da cena trágica à sua frente.

- Oui, Professor. - pela expressão risonha do cajun ambos não estavam assistindo o mesmo filme.

- Era disso que eu estava falando. - Charles disse, num fiapo de voz.

Um grupo de crianças brincavam de cabo de guerra nos jardins da Escola Para Jovens Superdotados enquanto o telepata, em sua nem sempre inseparável cadeira de rodas, e o cajun assistiam. A "corda" usada na disputa era, basicamente, feita do que sobrou dos ternos caríssimos do diretor depois que um certo meio-irmão vingativo fez uma visita ao guarda roupa de Charles. Cain não precisava de força-bruta, afinal.

LeBeau já conhecia Charles Xavier o suficiente pra saber que o telepata não era de fazer escândalos, mas também sabia que, sob certa pressão, até o mais cavalheiro dos homens poderia gritar até que faltasse ar em seus pulmões. E, a julgar pela face avermelhada do professor, aquilo aconteceria muito em breve.

- Charli. - o francês pôs a mão no ombro do mais velho, usando seu melhor tom conciliatório. - Acho que você já estava precisando de ternos novos, non? - sob o olhar assassino de Xavier Gambit avaliou melhor suas palavras antes de prosseguir. - Digo, é uma boa desculpa pra ir ao shopping. - o sorriso forçado também tinha segundas intenções. Rémy não precisava de roupas novas, mas não se oporia em tirar vantagem da situação.

Gambit não pode deixar de notar a expressão enfurecida do telepata suavizar repentinamente. Olhando na mesma direção que Charles agora mirava os olhos verdes de LeBeau recaíram sobre Erik Lehnsherr, conversando com o filho a uma distância segura. Para Rémy, é claro. Por razões óbvias o cajun ainda evitava se aproximar do velocista e, bem, Erik podia matá-lo num piscar de olhos se percebesse o menor sinal de desconforto no filho com a aproximação de Gambit.

Ainda assim Rémy se viu ligeiramente inclinado a impedir, de algum modo, o girar automático da cadeira de Charles rumo ao dobrador de metais. Ficar parado e observar foi o melhor conselho que o francês deu a si mesmo naquele momento.

- Erik. - Peter já havia "sumido" quando Charles se aproximou de Erik com uma expressão preocupada. - Você está bem?

- Se pode ler minha mente e saber a resposta pra quê perguntar, Charles? - não havia rispidez no tom de voz do alemão, Xavier sabia, apenas a típica insolência que conhecia bem o suficiente pra não precisar de seus dons mutantes.

- Acho que você também já sabe a resposta, Erik. - o pequeno sorriso de Xavier trazia um desafio implícito, mas visível o bastante para o alemão reconhecer.

O que o telepata realmente queria saber, da boca de Erik de preferência, era se haviam problemas no paraíso. Atualmente "problema" para o metalocinético era sinônimo de esperança para Charles.

- Só uma pequena dor nas costas. - pequena o cacete, mas Charles não precisava saber.

- Não. Não é isso que está te incomodando. - o diretor proferiu, analisando a expressão inalterada do alemão.

- Quer saber o que está realmente me incomodando, Charles? Estamos ficando velhos. - a veia saltada na testa de Lehnsherr foi o primeiro indicador de que autocontrole do mais velho também estava indo pelo ralo.

- Erik, a fisiologia mutante é diferente*. - o telepata riu. - Não envelhecemos tão rápido assim.

- Isso não quer dizer que não podemos morrer. - Erik elevou o tom de voz, dando vazão à própria frustração. - Não somos imortais, Charles!

A realização atingiu Charles Xavier e careta de dor do telepata faria qualquer um acreditar que a dor que sentia era física. Antes fosse.

- Você... está assim por causa dele?! - o Xavier bem humorado deu lugar à versão amarga e ressentida num piscar de olhos.

- Quem pergunta o que quer ouve o que não quer, Charles. - o dobrador de metais alertou, mesmo sabendo que o estrago já estava feito. - Quem veio até aqui pra saber o que não devia foi voc... - Erik quase se sentiu melhor pelo soco de direita que o telepata plantou em seu queixo, o segundo* de Charles em anos. Sabia que merecia, mas sua culpa precisava de remédios bem mais fortes.

Sentindo uma forte dor no pulso, desabituado à violência, o diretor agradeceu mentalmente por nenhum dos estudantes ter prestado atenção em seu rompante de fúria.

- Nós podemos envelhecer juntos, Erik. - Charles disse com a voz embargada, falhando em conter as próprias lágrimas. - Poderíamos se.... se você não tivesse estragado tudo.

Se Hank tivesse instalado foguetes na cadeira de rodas Charles seria grato, mas como não era o caso teve que girar, o mais rápido possível, pra longe de Erik. O telepata sabia que estava sendo seguido e, lá no fundo, desejava que fosse Erik. Que suas palavras, de algum modo, tivessem feito o dobrador de metais mudar de idéia sobre seus sentimentos com relação à Logan. Que, mesmo depois de tudo que passaram, de tudo que Erik fez a ele, poderiam ficar juntos novamente.

A pequena ilusão em que Charles se agarrava terminou quando um par de mãos, muito diferentes das de Erik, o seguraram firmemente, a poucos centímetros de cair nas profundezas geladas do lago que circundava o terreno da escola. Gambit não fez nenhum comentário sarcástico sobre prudência, tampouco perguntou qualquer coisa. O cajun apenas ficou ali, parado e em silêncio, junto com Charles enquanto este chorava copiosamente.

Continua...


Notas Finais


*Google Tradutor😋
*É a única desculpa que eu encontro pro "Nossa, Alex, como você tá bem!" em XA. 😸
*O reencontro "amigável" dos dois em DOFP, que ilustra a capa.
Cherik R.I.P? Será? Confesso que esse capítulo me deu uma dor no peito, mas precisava ser feito, pelo bem da trama. Só pra mencionar esse capítulo se passa dias depois do anterior, por isso não mencionei o triângulo Ororo/Forge/Raven, cuja resolução estou guardando pra um evento específico na história. Alguma observação ou pedrada taquem nos comentários😆


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