História Leo Wu - Capítulo 2


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Categorias EXO
Personagens Byun Baek-hyun (Baekhyun), Do Kyung-soo (D.O), Huang Zitao (Tao), Kim Jong-dae (Chen), Kim Jong-in (Kai), Kim Jun-myeon (Suho), Kim Min-seok (Xiumin), Lu Han (Luhan), Oh Se-hun (Sehun), Park Chan-yeol (Chanyeol), Personagens Originais, Wu Yifan (Kris Wu), Zhang Yixing (Lay)
Tags Exo, Família, Fluffy, Leo Wu, Ot12, Yaoi
Visualizações 4
Palavras 1.564
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Famí­lia, Festa, Fluffy, LGBT, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Espero que gostem ♥♥♥

Capítulo 2 - Irmãos


— Como sabe falar coreano tão bem? — perguntou o Do enquanto subiam a rua. 

— Nas férias eu e meu irmão vinhamos pra cá, e a escola em que estudamos tinha coreano, inglês e japonês como disciplinas, já que muitos alunos eram coreanos, japoneses, ingleses e americanos. — respondeu e viu as letras em neon indicando o bar. 

— Vocês são ricos? — perguntou o Oh, e a menor entre eles riu. 

— Fomos, agora estamos aqui. — respondeu e entrou no estabelecimento.

De fato o lugar estava as moscas, só havia um senhor sentado ao lado de um jukebox bebendo cerveja e uma prostituta aparentemente descansando apoiada no balcão. Sentaram em qualquer mesa, Leo respirou aliviada de estar finalmente longe da multidão e do barulho, e notou o olhar do Sehun sobre si que praticamente babava. 

— Credo garoto, pelo menos disfarça. — disse ela empurrando o rosto dele, que timidamente desviou o olhar. 

— Nos fale sobre você. — disse o Kyungsoo e logo uma moça veio atendê-los. — Suco pra mim. 

— Pra mim também. 

— E pra mim. — disse ela. 

— Do que?

— Laranja. — responderam juntos, Sehun e Kyungsoo riram do ocorrido e ela apenas sorriu. — Isso nunca aconteceu comigo antes. — confessou ela. 

— Não tem amigos? — perguntou o maior de todos. 

— Tenho, mas nada que realmente fosse considerado intimo pra isso, diria que só tive colegas. — respondeu e cruzou os braços. — Mas estou bem no meu canto, lendo fanfics... — disse a última palavra baixo, mas eles ouviram. 

— TAMBÉM LEIO. — disse o Oh empolgado e ela riu surpresa. — E escrevo, quer ver depois? Estão todas salvas no computador. 

— Tudo bem, vai ser a segunda e última vez que me verão fora de casa. — avisou e o Oh sorriu todo bobo.

Depois disso conversaram sobre outros assuntos, Kyungsoo e Leo eram realmente parecidos em muita coisa, Sehun acabou sobrando mas estava feliz em estar na companhia dela. Lógico que o menor notou o interesse do maior na moça, então deu uma desculpa e foi embora mais cedo, ficar com os outros rapazes. Sozinhos na mesa e sem saber o que dizer, apenas beberam o suco. 

— Já namorou antes? — perguntou ela e ele engasgou com o suco. — Calma, não estou te acusando de nada. 

— Duas vezes, mas não deu certo. — respondeu fazendo bico, ela assentiu enquanto ele olhava para baixo. — E você?

— Nunca me interessei por isso, preferia ficar no meu canto longe dos humanos. — disse ela terminando o suco e levantando-se. — A festa provavelmente ainda está acontecendo, então posso ficar na sua casa por enquanto?

— Claro! — sorriu largo e levantou em um pulo, a fazendo rir. 

Além do irmão, Sehun foi o único que a fez rir tanto sem qualquer esforço. Seguiram andando em silêncio até o local, passaram por entre as pessoas e entraram na casa que o maior dividia com os amigos, era linda e bem organizada. Eles dividiam os três quartos, dormindo em beliches e por sorte nesses quartos tinham banheiros para que não houvesse uma disputa maior. 

— Bela casa. 

— Obrigado, quer ler as minhas fics? — ela assentiu colocando as mãos nos bolsos traseiros da calça, seguindo o maior que subia as escadas.

Cada porta tinha uma indicação, e os quartos tinham um nome específico, "Alfa Lobo", "Ômega X-Men" e "Beta Aliens". Sehun estava no ômega junto com Zitao e Chanyeol, e segundo o próprio, era o melhor quarto. Entraram no mesmo, tinha um papel de parede do Peter Pan e a cama de cima do triliche estavam vários pôsteres e figurinhas, não era preciso ser um gênio para saber a quem pertencia. 

— Cadê o computador? — pegou o notebook em cima da cama do meio, a do Jongin e entregou a menor. — Obrigada. 

Abriu a pasta e depois um dos arquivos, lendo como se fosse o item mais importante do mundo, Sehun ficou andando de um lado para o outro esperando, enquanto ela estava sentada. Levaram alguns minutos até que ela terminasse, e sorrisse orgulhosa. 

— Ficou incrível, você tem talento. — ele ficou todo vermelho e simplesmente abraçou a ela.

Seu irmão agia do mesmo jeito, mas ainda era estranho outro fazer isso, então ela se esforçou em retribuir o abraço. Bem na hora, como se tivesse sido invocado, Yifan surgiu na porta junto com Baekhyun e Kyungsoo.

— Então escolheu ele? — perguntou o Wu e a Wu rosnou quando o Oh soltou-a. 

— Para de idiotice, o que faz aqui? 

— Eles me chamaram pra ir numa balada daqui, mas não achei que estariam aqui. — respondeu sorrindo maliciosamente. — Finalmente a minha maninha perdeu o... — nem teve tempo de completar, ela subiu na beliche e puxou a orelha dele. — YAAA. 

— Vou pra casa. — desceu e saiu andando, o Do gesticulou algo e foi atrás dela. 

— Leo, não precisa ficar brava com isso. 

— Não estou, só quero voltar pra minha vida normal. — disse ela abrindo a porta. — Meu irmão as vezes é irritante, e pra não socar a cara dele e me estressar de verdade, prefiro apenas ir embora. — olhou por cima do ombro, podendo ouvir o irmão gritando animado algo com Baekhyun. — Apesar de terem invadido o meu quarto, gostei de vocês. — e antes que ele dissesse algo a mais, ela partiu.

 

Já estava pronta para dormir, a festa tinha acabado e tudo estava em silêncio, mas por alguma razão não conseguia adormecer. Talvez fosse a casa nova, os vizinhos, o país... Ela não sabia dizer, suspirou e sentou-se na cama olhando pela janela, vendo Kyungsoo sozinho com Sehun, o Do lendo e o Oh jogando pelo celular. A cena a lembrou de quando ela e o irmão eram mais novos, ela vivia lendo e ele jogando no celular, sorriu nostálgica. Desde que o irmão começou a sair para festas, acabaram se afastando, mesmo que ele tentasse introduzi-la em suas rodinhas. Leo não era como os amigos dele, ela gostava de fazer coisas que eles achavam tediante, sem contar que a grande maioria a enxergava como um maldito pedaço de carne e ela odiava isso. Ao menos esses novos amigos eram diferentes, não a olhavam assim, mas ela não sabia até quando. Talvez os únicos que ela realmente gostou foram Sehun e Kyungsoo, um por se identificar e o outro por ser tão fofo sem nem ao menos perceber. 

— Filha, sem sono? Quer chá? — perguntou a mãe aparecendo na porta de repente. 

— Acho que dificilmente conseguirei dormir aqui, então aceito. — respondeu com um sorriso fraco. 

Ela sabia que agora tudo mudaria drásticamente, com certeza ela e o irmão teriam que trabalhar para ajudar em casa, mas nunca sequer fez um curso para se especializar em algo. Seguiu a mãe até a cozinha e esperou ela preparar o chá, enquanto isso viu as mensagens que tinha dos antigos amigos, total de zero. Suspirou e guardou o celular. 

— Nossos vizinhos são bem atenciosos, principalmente aqueles da idade de vocês. — ergueu o olhar e sorriu.

— Talvez. 

— Por que acha isso?

— Por nada, pessoas podem nos surpreender. — ela aproximou-se da mais nova. 

— Nunca te vi com um namorado, já pensou em sair com um dos rapazes daqui? — ergueu a sobrancelha com a pergunta.

— Estou bem, mãe. — disse ela séria. 

— Me preocupo que você vive sozinha, não sai... Ao contrário do seu irmão. 

— Somos diferentes, só isso. — levantou e colocou o primeiro casaco que achou. — Quer saber, irei sair então. 

— Está tarde. 

— Não importa, quem sabe encontro ele no caminho? 

— Você não entendeu o que eu quis dizer filha. 

— Entendi muito bem, serei uma filha normal como as outras. — e passou pela porta, já faziam meses que a mãe insistia na mesma tecla e isso estava começando a incomodá-la. 

Nem ao menos conhecia a região, mesmo assim saiu andando de pijama e casaco mesmo pelas ruas e vielas, acabando por se perder e apenas sentar em uma calçada qualquer. Já fazia um tempo que ela não andava muito bem, e pessoas forçando-a ou pressionando-a apenas piorava tudo. Olhou para o chão e viu pernas familiares pararem na frente dela, ergueu o olhar e notou que era o Kyungsoo e o Yifan. 

— Está me seguindo Yifan?

— Sim, mamãe avisou que você saiu igual uma doida e eu pedi a ajuda do Soo pra te encontrar. — respondeu ele sorrindo. — O que aconteceu pitica? 

— Nada que deva se preocupar. — ele ficou sério e a pegou no colo. 

— Você não sabe mentir, sabia?

— Me põe no chão. 

— Só se me contar o que está acontecendo. — ela bufou e ficou quieta. — Ela provavelmente não vai querer ir pra casa hoje, podemos ficar na sua por enquanto?

— Claro, ela pode dormir na minha cama. — sentiu as bochechas queimando depois que ele disse isso, e logo desviou o olhar. 

— Tudo bem, mas ainda quero saber o que está te deixando assim Leo. — disse o irmão e ela apenas ficou quieta, deixando que ele a carregasse. 

E como magia, ela adormeceu facilmente nos braços do irmão, como quando eram mais novos e os pais estavam muito ocupados. Ele sorriu docemente e beijou a testa dela, murmurando que a amava. 

— Vocês são fofos, já pensou que o problema dela seja saudável de você? — disse o Do enquanto caminhavam. 

— Éramos próximos mesmo, mas depois de um tempo eu acabei conhecendo pessoas e a deixei de lado. — sentiu-se culpado ao notar isso. — Já sei, vou mantê-la perto de mim sempre.

— Não assim, mas somente vocês dois. — disse ele e o maior ficou confuso. — Um dia apenas para os Wu. 

— Ah, entendi. — riu sem graça. — Farei isso, obrigado pelo conselho. — sorriram e entraram na casa. 



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