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História Leom (Vkook - Taekook) - Capítulo 15


Escrita por: e kimiejeon


Notas do Autor


E ae, pessoal, beleza? Olha, eu tenho uma surpresinha para vocês nas notas finais, então peço para que vocês leiam lá, ok? Quem é leitor de Stay with me, já sabe o que é, mas quem não é, não deixe de dar uma chegadinha lá *-*
Boa leitura

Capítulo 15 - Lynx


Fanfic / Fanfiction Leom (Vkook - Taekook) - Capítulo 15 - Lynx

Lynx era a constelação do rei Feng, e eu só consigo pensar nisso enquanto andamos igual a quatro ladrões dentro do castelo chinês.

Pelo pouco que eu entendo do assunto, será meio complicado associar estrelas ao que precisamos encontrar, porque eu mal entendo sobre isso, e parece que elas estão lá exatamente para nos guiar. Mas mesmo imaginando que eu ficarei perdido, eu me apoio no fato de que Taehyung é um pirata, e estrelas costumam ser seus gps marítimos, já que nada eletrônico funciona perfeitamente no mar.

Qian anda calmamente, sendo seguida por mim e mais os dois piratas, que param lado a lado, quando a garota fica de pé em frente a uma porta de madeira relativamente velha, e tira uma chave mais velha ainda, do bolso do pijama azul de nuvem branca — sim, pijama.

— É aqui. — Seu olhar esperançoso se dirige a nós. Posso ver o brilho iluminar seu rosto e a expectativa dominar seu ser, me fazendo imaginar que era exatamente aquela feição que eu fazia, quando lia mais e mais coisas, crendo mais ainda que tudo aquilo era real.

Qian Sun abriu a porta sem questionar ou fazer qualquer comentário de alerta. A seguimos, e somos surpreendidos pela quantidade de velharia dentro do quartinho, assim que ela aperta o interruptor e acende a luz do lugar.

Dizer que é um quartinho, é ser modesto demais. O lugar é gigante, e quando eu penso que não há mais o que olhar, eu acho mais coisa e me surpreendo. O que eu tenho no meu castelo não é nem um terço do que Qian tem, e provavelmente, se eu tivesse tanta coisa assim, eu já teria achado esse tesouro a muito tempo.

— Você nunca leu nada disso que tem aqui? — Pergunto, perplexo, ainda sem ter coragem de analisar as coisas de perto, enquanto Jimin e Taehyung passam as mãos em tudo, procurando o que poderá ser útil.

— Já li algumas coisas, mas como eu disse, minha família não se importa muito com isso. Acho que ficaram frustrados com algumas coisas e… enfim, como vocês podem ver, essas coisas não passam de velharias esquecidas em um quarto qualquer do castelo.

— Os livros. — Taehyung os segura de frente ao rosto e assopra, soltando poeira para todo lado. Ele tosse um pouco e faz uma careta, que logo é substituída por uma feição de orgulho e contentamento, quando ele reconhece a capa dos livros, como os últimos da nossa coleção. — Precisávamos destes livros. — Comenta ansioso, se aproximando de Qian e os abrindo com cuidado. — Estão traduzidos?

— Ah é, eu… treinei meu japonês antigo por um tempo e traduzi esses livros. Para mim, a única parte que faz algum sentido, é quando falam das estrelas.

— E o que exatamente falam das estrelas? — A princesa abre espaço para mim, quando me aproximo com minha pergunta.

— Estrelas são guias, Jungkook, e acontece em pouco tempo, das três constelações se encontrarem e apontarem para um lugar só. Pelo que já li por aqui, é necessário ter um mapa para poder desvendar o que as estrelas desses livros indicam, mas nunca achei nada nos mapas daqui de casa, o que me leva a crer que é algum outro tipo de mapa.

— São os mapas dos baús. — Jimin comenta. — Taehyung tem os três mapas dos três baús, e eles se encaixam de uma forma diferente, até.

— Como assim?

— São três mapas. Mas eles não são reais, porque existem pontos que nunca existiram nesses mares. Eles se encaixam, mas para conseguir encontrar alguma coisa neles, é necessário pegar o desenho das constelações que estão dentro dos livros. Nós temos da Cygnus e da Andrômeda, e faltava a sua. — Taehyung abre o segundo livro, e rapidamente encontra o desenho da constelação Lynx. — Não posso te dizer aonde é que isto vai nos levar porque não estou com os outro mapas aqui, mas eu sei que eles irão se encaixar.

— Como pode saber? — Jimin estreita os olhos, confuso. — Não estou te questionando, mas, são desenhos.

— Depois que Jungkook entrou naquele navio com tudo aquilo que ele levou para lá, eu passei horas estudando aqueles mapas. Eu sou um pirata, Jimin, sei muita coisa dessas águas, e te garanto, que sei que os mapas irão se encaixar.

— Eles vão apontar algum lugar, provavelmente. — Qian pegou um tipo de pergaminho enrolado e o abriu, com cuidado. — Há muito tempo eu andei analisando este pergaminho e vi uma coisa que, para mim foi novidade, mas para vocês, pode não ser. — Abriu a folha sobre a mesa.

O canto do pergaminho continha o símbolo da Aliança do Tridente, o mesmo que Taehyung me mostrou a um tempo, num pergaminho semelhante.

— Vejam só, esse pergaminho indica um lugar. Pelo desenho, parece uma ilha, mas eu não sei bem. Não entendo muito das partes geográficas desse globo, mas olhem, tem a inicial de um T, sei lá, como se fosse um nome.

— Deixa eu ver. — O pergaminho é muito velho e eu estou até com medo de pegar, mas pode ser que eu tenha alguma informação, já que li tanto daqueles livros e cartas antigas. O desenho pode me mostrar alguma coisa e tudo o que eu quero é uma pista.

Pego o pergaminho nas mãos da princesa, seguro-o aberto com cuidado e o levanto para enxergar a “ilha” mais de perto. Meus olhos parecem embaçar, porque o desenho é velho demais e a imagem fica complicada de entender, até que…

— Gente! — Jimin levanta minhas mãos, deixando o pergaminho contra a luz, e foi aí que nós vimos.

Era uma mensagem.

— Por Barba Negra! — O loiro exclamou de tal forma, que quem não conhece, acharia que Barba Negra é até uma entidade divina dos mares.

— Gente, que isso? — Qian riu soprado, nitidamente nervosa. — Meu Deus, eu estou com uma mensagem secreta aqui esse tempo todo e não vi?

— O que está escrito? — Sinto minha espinha até se arrepiar. Aperto os olhos tentando enxergar melhor e nesse momento eu senti falta dos óculos que viviam sobre minha escrivaninha, como um enfeite a mais.

— Parece uma-

— É um tipo de profecia.— Taehyung interrompeu a princesa. — A “profecia” de Poseidon. A profecia que todo mundo sempre achou que era um mito.

— Que profecia é essa? — Qian franziu o cenho. — Cara, não entendo de deuses e muito menos profecias.

— Não é exatamente uma profecia, mas escutem bem:
“Os olhos de lince são como um tesouro.
Guardam o segredo que só as estrelas podem revelar.
Os olhos são brilhantes.
Tão iluminados como as galáxias tendem a ficar.
Galáxias são guias do universo,
parecem um lago mágico, como os que os cisnes costumam nadar.
Mas não se engane, marujo,
o verdadeiro tesouro está na garrafa,
que o curioso não pode tocar.”

— O que significa isso? — Jimin franziu o cenho, sem entender nada.

— Jungkook, se lembra daquele dia que nós estávamos no Baem, e descobrimos sobre o detalhe das constelações? — Taehyung arregalou os olhos.

— Lembro? — Fiz um bico, meio confuso.

— Pensem bem: as três constelações, Lynx, Andrômeda e Cygnus. — Ele levanta três dedos. — Lynx são os olhos de lince, Andrômeda é a galáxia, e Cygnus é o cisne que costuma nadar em lagos brilhantes, como está escrito no livro!

— E o que significa isso? — Qian Sun pergunta, e ninguém responde, porque parece que só o Kim havia descoberto alguma coisa.

— A garrafa. O segredo está na garrafa, onde o curioso não pode tocar. O curioso, não é o herdeiro, e segundo as lendas, só o herdeiro de Poseidon pode encontrar o tesouro.

— O segredo do Leom pertence ao seu herdeiro, para encontrá-lo, busque através do Leviatã. — Me lembrei dessas coisas escritas no meio da papelada do meu bisavô. — Tae, aquele pergaminho que você me mostrou aquele dia, que o velho te deu e disse que tinha como recuperar o que faltava!

— Esse desenho! — Ele coloca o dedo sobre o cantinho do pergaminho que eu estou segurando. O coloco de volta na mesa e analiso o desenho. — Um tridente. Três pontas no garfo. Uma moeda… o tesouro. Uma serpente… o Leviatã, e uma garrafa de rum, a qual o curioso não pode tocar.

— E segundo meu bisavô, o tesouro está localizado nas hastes do tridente, ou seja, aqui.

— Meninos! — Qian Sun em algum momento da conversa, começou a passar uma caneta sobre alguns pontos do pergaminho e ninguém havia percebido.

Ela desenhou as três constelações, que juntas, formavam um tridente extremamente torto.

— O encontro das hastes dá aqui. — Aponta sobre o desenho que desconfiamos ser uma ilha.

— Se eu estiver correto… — Taehyung suspira e arqueia as sobrancelhas. — Isto é de fato uma ilha. Você tem um mapa do mundo real, Qian?

— Tenho, aqui! — A menina corre numa velocidade bem bizarra e volta com um mapinha simples e até novo, a julgar pelas outras coisas que estão neste quarto.

— Esta ilha… — Ele murmura, estreitando os olhos e observando bem. — É esta. Tsushima.

— O tesouro está em Tsushima? — Pergunto. 

— É quase óbvio! O propósito da criação da Trindade do Império, Jungkook! — O pirata abriu um sorriso largo — e lindo. — Proteger a ilha de invasões piratas. Essa ilha é famosa por ter tido essa proteção na época, e até hoje alguns piratas não ousam passar por lá. Eles aproveitaram disso e esconderam o tesouro lá.

— Foi fácil assim? — Pareço um bobo.

— Fácil? — Ouço os três quase gritarem.

— A gente precisou saber sobre o herdeiro do Leviatã do seu bisavô, precisou dos conhecimentos geográficos de Taehyung, precisou do Jimin com os olhos de lince dele para encontrar a “profecia” do Poseidon e precisou do meu conhecimento em estrelas para juntar tudo quanto foi informação que vocês estudaram a tempos, para encontrarmos uma ilha. — A princesa respira fundo. — Vocês têm noção de que a gente nunca iria descobrir isso, se não estivéssemos os quatro aqui? Se um procurasse sozinho, nunca, repito, nunca encontraria isso. — Ela riu nasalado, sem conter a animação. — Meninos, achamos a localização do tesouro do vovô.

— Não era bisavô? — Taehyung franze o cenho.

— Ah que seja! — Eu e Qian falamos juntos.

— Gente, nós somos o máximo! Caramba, gente! Meu Deus! Por Poseidon, por Merlyn, por Barba Negra! A gente desvendou vários mapas e agora… estamos prestes a encontrarmos um tesouro histórico!

Ela começa a dar uns pulos exagerados, puxando a gente para um abraço apertado e até dolorido. 

Taehyung também sorri e retribui ao abraço, de uma forma tão maluca quanto ela.

— Jungkook, você já pensou que nós dois somos a junção de parte da Trindade do Império? Caramba, nós dois somos bisnetos de dois dos membros da trindade! Sabe o quanto isso é importante?

— E eu não acredito que estou aqui para testemunhar isso. — Jimin começou a chorar. — E ajudando o Taehyung ainda por cima.

— Ah para, velho, anda, engole o choro, marujo! Não envergonhe minha tripulação. — Ele riu, dando um soquinho fraco no ombro do loiro.

— Meninos, prestem atenção. Eu não posso sair daqui e ir com vocês. Mas eu quero que vocês voltem e me contem se deu tudo certo. Não, melhor! Quero que voltem lindos e ricos, dizendo que acharam o tesouro, ok? Gente, podemos ficar famosos, entendem a proporção disso? Houve um tempo em que esse tesouro era muito famoso e o sonho de qualquer pirata. Não faço ideia do que ele seja, gente. Pode ser que estejamos lidando com uma moeda de ouro, mas o que importa, é que a gente já conseguiu chegar onde nenhum outro conseguiu. Os herdeiros, entendem? Os herdeiros fizeram tudo isso e estamos aqui agora, diante de uma descoberta desse tamanho.

— É. — Taehyung assentiu. — Pode não ser algo importante para as famílias comuns, mas para vocês, que são os verdadeiros herdeiros, isso é de fato importante, e para mim que sou um pirata, isso é… emocionante, arrisco dizer.

— Só faltou o pirralho japonês, mas aquele garoto é insano. — Qian deu de ombros. — Não seria legal ter uma criança nessa barganha, então vamos ficar só a gente mesmo, né, Kook.

— Aham. — Ainda me sinto bobo, porque finalmente eu encontrei pessoas que pensam o mesmo que eu. Não há ninguém para me julgar maluco e nem fantasioso demais por querer descobrir sobre um tesouro que meu bisavô — até então, louco —, provavelmente teria inventado. — A gente vai encontrar esse tesouro, Qian, e vamos sair por aí falando que fomos nós, os herdeiros e mais dois piratas malucos, que conseguimos.

— Obrigado pelo elogio. — O Kim arqueou as sobrancelhas, fazendo uma cara de poucos amigos. — Então somos piratas malucos, Jimin, que bacana.

— Não importa, capitão! Pelo menos a gente tá junto! — O Park ainda tem a ponta do nariz vermelha e dá um abraço meio exagerado em Taehyung, que o encara de forma estranha, mas por fim, dá um sorriso, se rendendo ao coração mole do jovem pirata.

— Tudo bem, Jimin. — Respira fundo, soltando o ar, pesadamente. — Então é isso, pessoal. Encontramos a localização do tesouro.

{...}

Taehyung está sentado em sua cama, folheando os livros da Qian; e eu estou sentado no chão, segurando a conchinha que ele me deu quando estávamos em Itsukushima.

Eu achei que ele estivesse realmente lendo, mas a julgar pela rapidez que ele mudava as páginas, eu desconfiei que aquilo era um pretexto, provavelmente para não olhar na minha cara.

Estamos em sua cabine. Depois de revirar o quartinho do antigo rei Feng, nós pegamos mais algumas coisas que poderiam ser úteis, como por exemplo, uma bússola bonita, algumas cartas, uma luneta, os livros, o pergaminho e o anel. Só Jimin que fez papel de bobo e pegou uma escova que a princesa passou em seus cabelos. Aquilo foi estranho, mas eu quase pude confirmar que ele realmente tem alguma paixão secreta por ela, e ela por ele, mas só julguei mesmo, não comentei nem perguntei nada a respeito.

Depois voltamos para o Baem, porque podia ser mais seguro ficarmos no navio, até a tripulação voltar, do que em algum lugar na cidade, correndo o risco de sermos reconhecidos. E desde então, Jimin está em algum canto, provavelmente admirando a escova da princesa, e eu estou aqui, sem dizer nada e sem ouvir nada, completamente sem graça.

— Então… — Tento iniciar uma conversa, soltando um pigarro baixo e estalando a língua no céu da boca. — Descobrimos muita coisa, não?

— É. — Ele sorri, passa mais uma página e respira fundo. — Estou tentando descobrir se tem algo mais específico aqui como “vá ao norte da ilha, encontre uma pedra em formato de coração, diga abracadabra e pegue seu tesouro”.

Nós dois rimos daquilo, mas a risada logo se foi e o silêncio voltou a ficar entre nós. Chato.

— Se for uma pedra em formato de coração, o Jimin vai ficar feliz. — Digo. — Ele deve estar com corações voando na cabeça dele agora, enquanto acaricia a escova da Qian.

— Ele está muito apaixonado. 

— Pessoas apaixonadas são estranhas. Qual o sentido de ficar acariciando uma coisa que veio de outra pessoa? — Rio sem graça, e percebo quando ele tira os olhos dos livros e se dirigem a mim, intercalando entre meu rosto e a concha em minha mão.

Pigarreio e finjo que não entendi o que ele quis dizer com o olhar. Umedeço os lábios e acabo deixando a concha de lado, tentando não me encaixar nesse padrão apaixonado que eu mesmo descrevi.

O silêncio continua entre a gente e eu já não sei mais o que falar, porque nem mencionando o tesouro, eu consegui fazer uma conversa render, pelo contrário, ficamos mais sem graça ainda, porque a conversa tomou um rumo bem constrangedor.

Suspiro. Se eu soubesse que ficaríamos assim, eu não teria feito metade do que fiz. Estava desagradável e eu não queria ficar daquele jeito.

Dobrei meus joelhos e apoiei a testa sobre eles. Pelo menos eu ficaria com o rosto escondido e eu não teria que ficar desviando o olhar para qualquer lado. Mas minha atitude chamou a atenção dele, porque ouvi sua cama ranger e de repente, suas mãos estavam acariciando meus cabelos.

— Você está diferente. — Murmura bem próximo. — Se arrepende do que fizemos?

— Talvez. — Respondo no mesmo tom, ainda sem ter coragem de encará-lo.

Continuo sentindo seus dedos enrolando meus cabelos.

— Por quê? Acha que forcei a barra?

Levantei a cabeça e apoiei na parede. Ele desliza a mão pelo meu pescoço e sobe até tocar minha orelha.

— Não é isso, é que… — Pauso a fala quando ele tenta virar meu rosto em sua direção, mas acabo o impedindo. Tiro sua mão do meu rosto e solto o ar pesado, sem saber como prosseguir.

— É que? — Ele insiste, falando baixinho ao meu lado.

— As coisas são sempre assim? — Expresso minha confusão, mas acho que ele não entende aonde eu quero chegar. — Fica esse clima estranho mesmo depois… daquilo?

— Você que está estranho, Jungkook. Eu só estou reagindo a você.

— Eu não estou estranho.

— Está me evitando.

— Eu só não sei como proceder e você também não ajuda, Taehyung. Poxa, eu não… — Estalo a língua, e volto a encarar o chão. — E se quer saber, você também está me evitando.

— É porque eu também não sei como proceder.

— Ah qual é? Você está acostumado com esse tipo de coisa.

— Não. — Suspira. — Não estou acostumado com isso. Eu transo. Mas com você é diferente.

— Por quê?

— Porque eu ajo como se precisasse o tempo inteiro da sua aprovação. Estou o tempo inteiro preocupado com o fato de que eu posso estar fazendo algo que não te agrada.

— Pra você isso é ruim? — O encaro e vejo seus olhos vacilarem. — Significa que você realmente se importa, não?

— Significa. — Suspira, arqueando a sobrancelha esquerda rapidamente.

— E isso é ruim? — Insisto.

— Me importar não é o problema.

— E o que é um problema?

— É me importar demais. — Estala a língua. — Não podemos nos acostumar a isso. Depois que essa maluquice nossa acabar, cada um vai para o seu canto, e isso tudo pode não ser tão saudável depois. — Suspira e posso ouvir sua garganta fazendo um som, engolindo em seco. — Não quero acabar como o Jimin, cheirando escovas de cabelo por aí.

— Não vou te dar uma escova de cabelo, não se preocupe. — Dou um meio sorriso. — Você não vai se apaixonar e ficar imaginando pedras em formato de coração por aí. — Dei de ombros. 

Ouço sua risada e acabo rindo também, agradecido pelo momento descontraído.

— Vem cá?

— Uh?

— Vem cá, deita aqui comigo.

— Ah — reviro os olhos.

— Anda, vem cá. Não vou cheirar sua escova, mas quero cheirar seu cabelo.

Faço um bico e arqueio as sobrancelhas.

— Saia desse chão frio, é sério, deita aqui comigo.

— Olha, só, você não colabora. 

— Anda logo! — Ele senta na cama e me puxa usando uma força tão impressionante, que ele consegue me tirar do chão sem nem se esforçar tanto.

Eu caio sobre ele parecendo uma geleia, e com o uso das pernas, ele me ajeita e me abraça, apertando-me. 

— Taehyungie — reclamo por ter o rosto sendo esmagado por ele. — Deixa de ser maluco.

Sua risada é contagiante e sai alta porque meu ouvido esquerdo está perto de sua garganta.

O empurro um pouco e com isso, acabamos por ficar frente a frente, perigosamente perto.

Seu sorriso pouco a pouco se esvai e ele toca meu rosto com delicadeza, passando o polegar sobre meus lábios.

Eu não consigo desviar os olhos dos dele, mas ele desvia, depois de piscar devagar, e passa a fitar apenas minha boca, que ainda é tocada pelo seu dedo.

— Olha, quero que entenda uma coisa. — Murmura, depois de um tempo que ficou calado, apenas me acariciando.

— Que coisa?

— Tudo isso que eu disse, não é como se eu não quisesse me importar. Eu me importo e até gosto disso. Só não queria que fosse tão…

— Tão? — Tento encorajá-lo a falar, não porque eu não entendi, mas sim porque eu queria ouvir ele dizer.

— Você vai embora, Jungkook. E mesmo que eu descubra todas as passagens secretas para entrar no seu quarto, eu ainda serei um pirata e meu lugar é no mar.

— Eu sei. — Respondo baixinho, sentindo um incômodo estranho no peito.

— Eu nunca fiquei com alguém assim, você sabe. Nunca tive uma transa que se repetisse depois…

— Mas a gente não transou.

— Mas fizemos mais que isso. — Seus olhos encontram os meus. — Estar aqui e assim, é mais que isso. É mais íntimo, é mais… nós.

— Um lugarzinho mais reservado? — Brinco, provocando uma risadinha fofa em seus lábios.

— Um lugarzinho mais reservado. — Concorda. — Eu só quero que você também curta esses momentos. Quero que a gente aproveite e faça essa viagem valer a pena. Se no fim não encontrarmos tesouro algum — deu de ombros —, pelo menos teremos feito coisas legais e você terá descoberto que seu tipo ideal não é uma garota de vestido longo e luva branca, que se abana mesmo se o frio tiver menos dez graus.

— Ah, quem diz isso, até parece que sabe meu tipo ideal. — Ironizo.

— Mas eu sei. — Arqueia as sobrancelhas, provocando.

— E qual é meu tipo ideal? Vai me dizer que são piratas imundos e bêbados?

— Não… — Taehyung se aproxima, deslizando a mão para minha nuca e me puxando para si. — Seu tipo ideal sou eu.

Sua última fala sai em sussurros, e eu posso sentir muito bem seus lábios se mexendo devagar sobre os meus, antes que ele corte qualquer espaço existente entre nós e me beije direito.

Taehyung mantém a boca pressionada na minha e se afasta devagar, mas eu o impeço, quando seguro sua nuca e capturo seus lábios entre os meus.

De início ele me parece muito relutante. Corresponder ao beijo parece algo difícil naquele momento e eu me afasto um pouquinho, mas, ainda ficando próximo o suficiente para sentir o calor saindo de sua boca.

— Você não pode se apegar a mim. — Sussurra. — Você é um príncipe e eu sou um pirata. Tudo isso não passa de experiências, entende?

— Entendo. — Assinto devagar. — Eu não vou me apegar, Tae. Se esse é seu medo, fique tranquilo.

— Não mesmo?

— Eu não gosto de homens. — Falo com convicção. — A gente só está…

— Só estou te mostrando que você gosta sim de homens.

— Não, eu gosto de beijar você. Nada mais.

— Nada, mais?

— Nadinha. — Respondo tranquilo, o que o faz abrir um sorriso.

— Tá, então assim as coisas mudam. — Umedece os lábios. — Então eu posso continuar te provando que você gosta de homens.

— Taehyung, só me beije, pode ser?

— Não me peça desse jeito, que eu não resisto.

— Mas não é para resistir. — Respondo com convicção, mordendo seu lábio inferior e o puxando de volta.

Ele cola nossa boca e inicia um beijo calmo e gostosinho, sem intromissão das línguas. Apenas um toque suave, um saborear de lábios delicado e firme.

Sinto sua mão se infiltrar abaixo da minha camisa e puxar minha cintura mais para perto de si, e é aí que ele passa a língua, abrindo minha boca e aprofundando o beijo.

O contato se torna um pouco mais quente e barulhento. Os estalinhos soam quando quebramos o beijo e o som molhado se faz presente quando a gente entrelaça nossas línguas. É bom e traz uma sensação boa. Me sinto satisfeito com aquele tipo de toque e isso tudo só me faz lembrar que essas coisas irão acabar. Vamos encontrar o tesouro — ou não, não sei dizer —, e depois eu vou voltar para a Coréia. Ele vai seguir a vida no mar, e não teremos mais beijos, ou provocadinhas ou toques íntimos. E mesmo que o beijo esteja muito bom, eu simplesmente não consigo continuá-lo, porque estender aquilo me parece um pouco doloroso.


Notas Finais


E aí, gostaram?? Comentem pleeeease, eu preciso saber o que estão achando de Leom, hm? Então vamos a surpresa. Como alguns sabem, eu tenho uma lojinha de produtos de kpop, e eu resolvi fazer um sorteio para vocês. Quero presenteá-los e nada melhor que um sorteio para fazer a alegria de quem gosta, né kkkkk então é o seguinte, vão até o Instagram da lojinha (o link tá aqui em baixo), procurem pela foto do sorteio e participem! O resultado sairá no sábado dia 15/02, então corram e não percam tempo :D Boa sorte a todos.
Link >>>>> https://www.instagram.com/kimie.pop/?hl=pt-br
Beijoooos :*


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